Depois de um tempão com o fanfiction morrendo...


Acordei com o barulho do que parecia ser minha campainha, não sabia que horas havia no relógio, mas já estava escuro, na TV passava um documentário sobre lesmas do pacifico e minha campainha não parava, levantei-me com muita preguiça e fui até a porta, pelo olho mágico reconheci os longos cabelos loiros de Ino e os igualmente loiros de Deidara, abri a porta e os irmãos entraram. Deidara é o mais velho, estava com um cigarro na boca, empesteando minha casa de fumaça e fedor. Ino estava com uma garrafa de absinto.

-O que fazem aqui?

-Estava dormindo, Tenten? A noite é uma criança! – olhei o relógio eram quase quatro da manhã.

-Vocês deveriam estar dormindo também, olha só a hora!

-Que cedo... Só costumo dormir depois das sete...

-Pelo amor do bom Deus... Tive uma péssima noite e quero dormir.

-Ah é, a Ino me contou, estiveram na cadeia, né? Foi divertido? – perguntou malicioso – Eu soube que lá as presidiárias adoram estuprar as novatas. – comentou enquanto eu voltava pro meu quarto, eles me seguiram.

-Eu quase comprovei isso. – disse Ino com nojo dando um gole na bebida direto da garrafa – Quer um pouquinho? – me ofereceu.

-Ah, me dá isso aqui. – arranquei da mão dela e tomei como se fosse água, desceu por minha garganta queimando, mas esse é o verdadeiro gosto da bebida, só presta se arder.

-Uau! Pra quem queria que fossemos embora... Eu trouxe mais outras bebidas – continuou a loira tirando mais algumas garrafas da bolsa e colocando no meu criado-mudo – E... – tirou uns DVDs e jogou-os na minha cama – Tem de todos os tipos, só não curto os pornôs, então não trouxe. – falou com ar de "eu sou uma boa garota" – Hey, Tenten. O que aconteceu hoje quando o Hyuuga poderoso me deixou em casa? Digo... Entre vocês dois...

-Não enche, Ino! – falei tomando mais um gole do liquido verde – Não rolou nada. Só briga.

-Hm... Eu sei... Vocês até se combinam, sabia? – a voz dela estava ficando enrolada, a primeira garrafa estava quase no fim.

-Não fale isso nem de brincadeira. – senti uma pequena dificuldade de pronunciar a frase, minha mente estava ficando alterada também, era melhor parar logo.

-Nee... Sabia que o Deida-kun... – ela fez uma pequena pausa e riu descontroladamente - fez xixi na cama... Até os dez anos...? É sim... Ele fez sim... – e rui mais uma vez. Eu não sabia se ria junto ou se chorava, ela me daria trabalho pela manhã.

-Cala a boca, sua besta.

-Hey, Hey. Não briguem agora. – naquele momento eu lembrei que naquela noite eu tinha a festa de uma amiga pra ir, fui convidada, mas não poderia deixar Temari na mão, ela sempre foi ótima comigo e fazia questão da minha presença, era a festinha de boas-vindas do irmão dela, ele havia ido estudar fora e estava voltando – Hey, vocês esqueceram da festa do Gaara?

-Caramba... É mesmo... Mais tarde tem a festa do Gaarinha-kun... – disse a loira risonha – Ih... Deida... Vamos pra casa tirar uma sonequinha.

-Dorme aí, oras. Tem quarto de hospedes.

-Ah é. Boa noite Ten-chan – disse tomando o ultimo gole da garrafa.

Tirei o filme do meu DVD, escovei meus dentes, tomei um bom banho e fui dormir. Quando acordei pela segunda vez no dia já era um pouco tarde, era hora de sair e nem ao menos estava pronta, levantei num salto e corri pro banheiro lavei um pouco o rosto, peguei meu vestido preto, sandálias douradas, bolsa dourada, fiz uma maquiagem clássica, peguei meu carro e saí, Ino e Deidara já tinham ido embora, tinham que se arrumar também.

Cheguei na casa dos Sabaku um pouco depois da meia noite, a festa rolava solta.

-Tenten! – ao julgar pelas feições da Temari aquele drink na mão dela deveria ser o 7º, ela e Ino eram ótimas parceiras de copo – Pensei que não viesse!

-Não te deixaria na mão, besta! – falei abraçando-a.

-Bom saber.

-Onde está o Gaara?

-Na sala com uns amigos. A Ino dará o bote logo, então se for falar não demore.

-Loirinha ousada! – ela dava encima de todos, mas Gaara era um amor de infância, ela sempre o achou mais lindo que todos. Me dirigi até a sala e vi a cabeleira ruiva dentre tantas outras comuns – Gaara!

-Tenten! – falou recebendo-me com um caloroso abraço.

-Que injusto... Você era menor que eu quando foi embora e olha pra você, está um gato!

-Você também está linda, Tenten! Muito linda.

-Ah... Obrigada. Seja muito bem-vindo. Estávamos morrendo de saudades.

-Obrigado. – Gaara sempre fora muito educado, não costumava ter afinidade com as pessoas, mas nos conhecíamos há muito tempo – Já conheceu os rapazes?

-Não, acabei de chegar.

-Bom, esses são Sasuke, Naruto, Kiba – apertei a mão de todos e fui presenteada com belos sorrisos – E este é Neji.

-Você? – falamos juntos de novo. Aquilo estava virando mania.

-Ah! Já se conhecem? Que ótimo! – disse o ruivo um pouco malicioso.

-O que faz aqui? – perguntei indo a um dos cantos da sala, ele me seguiu.

-Não, o que você faz aqui?

-Sou amiga do Gaara!

-Amiga? Era só o que faltava...

-Vai me dizer que também é amigo dele!

-Nós estudamos juntos na Suíça!

-Que ótimo... – ironizei.

Neji pov's

Por que ela tinha que estar lá? Ela invade minha casa, acaba com minha reputação, deixa a amiguinha pirada dela estragar meu sofá de couro de jacaré e ainda tenho que agüentá-la na festa do meu amigo! É demais pra mim!

-Invadindo festas novamente, Mitsashi?

-Eu não invadi, pra sua informação sou amiga da família há muitos anos!

-Tá... Do mesmo jeito que nos conhecemos na Inglaterra.

-Olha, eu não devo satisfações a você! – que abusada!

-Ninguém fala assim comigo!

-Pois eu falo, você gostando ou não, tô me lixando pra você!

-Que vocabulário chulo...

-Quem está falando sou eu, então meta-se com a sua vida, seu riquinho mimado! – ela gritou na minha cara e saiu, pegou uma taça de champanhe e saiu. Toda sem educação...

-Então Hyuuga, já ganhou a Mitsashi? – perguntou-me Naruto maliciosamente.

-Ficou maluco? Aquela menina é uma desequilibrada.

-Sei não hein... Parece que rola uma boa química...

-Ah pelo amor de Deus, não seja idiota!

-Assuma, Neji. A morena te deixou balançado.

-Não me balanço por coisas tão imotivadas assim.

-Tá, então nós fingimos que acreditamos, enquanto você finge que fala a verdade.

Algumas horas passaram. A música estava agitada e eu não nunca gostei de muito barulho, saí para uma varanda lateral, a casa dos Sabaku era cheia delas e não tinha ninguém, e o som era mais abafado por ser um pouco mais afastado. Fiquei ali, sentindo o vento brincando com algumas mechas soltas na fronte de meu rosto, gostava da brisa, acalma os ânimos.

De repente alguém se bate em mim, estava cambaleante e com uma taça de montilla em mãos, segurando-a desajeitadamente.

-Você de novo... – segurei-a ajudei a manter-se de pé, estava claramente bêbada.

-Ah... O Hyuuga metido a bonzão... – a voz estava tão embargada que passei um tempo para entender a frase e não gostei do que ela disse.

-Estou com pena de você. Como pôde chegar a esse ponto? – perguntei soltando-a, ela deslizou até o chão e ficou lá, sentada, sem soltar a taça.

-A gente tem que aproveitar o que a vida nos dá... Só temos uma...

-Deveria aproveitar melhor.

-Eu tenho meus motivos! Ou acha que eu encho a cara em todo lugar? – ela ainda parecia um pouco sóbria no fim das contas.

-Por que foi à minha casa naquele dia?

-Como eu ia saber que era sua casa, mané?

-Qual é a graça de se infiltrar nas festas alheias?

-Conhecer gente nova, oras...

-Pára de beber. – ordenei tomando a taça da mão dela.

-Devolveeeee. – berrou tentando arrancar o objeto de minha mão.

-Não. – respondi bebendo o que restava ali dentro.

-Você é uma pessoa muita má! Eu não gosto de você!

-Tá parecendo uma criança.

-Ora seu... – ela podia pretender me bater, mas estava tão tonta que nem ao menos levantou.

-Acho que a festa acabou pra você. Venha, eu te deixo em casa.

-Não! Não preciso que você me deixe em casa! Eu sei dirigir!

-A essa altura você nem sabe o seu nome. Vamos. – falei pegando no braço dela e arrastando-a comigo.

-Me largaaa!

-Quieta. – coloquei-a no banco do passageiro e apertei seu cinto. Aquela seria a hora perfeita para extrair informações dela, já a única coisa que podia falar por ela era seu próprio subconsciente – Tenten... O que você pensa de pessoas como eu?

-Pessoas como você? – ela bufou rindo, aquilo parecia-me um deboche – Eu odeio sua gente! Sempre querendo ser superior a todo mundo! Matando pessoas pro seu próprio interesse! Gente como você não presta.

-Matando pessoas?

-Meu pai morreu pra salvar políticos miseráveis como seu pai.

-Meu pai não é miserável, olhe o respeito!

-É sim! Todos são! – eu havia perguntado, mas não esperava aquilo tipo de resposta. A ousadia dela estava me deixando possesso.

-Não me faça dar uma resposta tão baixa quanto se nível!

-Uh...! Que meda...! O "príncipe" vai se rebaixar a uma "plebéia"! Será que devo correr? Será que devo me esconder? A "guarda real" com sua artilharia pesada vai me matar! Me poupe, Hyuuga. – o que será que estava passando na cabeça dela pra falar tanta asneira daquele jeito? Qual era o problema dela afinal? E por que o pai dela morreu por "gente como eu"?

Julguei que não seria seguro deixá-la sozinha na cobertura de um apartamento no estado em que estava, então levei-a pra minha casa e a essa altura ela já dormia.

-Mas quem diabos é essa garota?

-Não invoque o nome do mal, Hanabi!

-Cala a boca, Hinata! Não seja idiota!

-Quem é esta pobre alma? – perguntou-me Hinata vindo até Tenten, ela dormia tão serena em meus braços que por um momento desejei que ela ficasse assim por um longo tempo.

Hinata e Hanabi são gêmeas e infelizmente são minhas primas.

-Esta é Tenten, a garota da festa.

-Ah! A maluca que estragou seu aniversário, tô ligada nela.

-Já pedi para que pare com esse vocabulário! Ele não faz bem ao espírito!

-Hinatinha, menos. Bem menos. – Hanabi sempre foi o contrário da família, a ovelha negra, nunca concordou com nada e para ela "o mundo que se exploda". Hinata muito ao contrário, é calma e tranquila, vai todos os dias à igreja e tem um jeito... Próprio de encarar as coisas.

-Deus está lhe vendo, Neji! Ele está lhe abençoando! Você está sendo glorificado a cada minuto em cada vez que ajuda um pobre ser perdido nas trevas.

-Eu vou deixá-la no quarto de hospedes, não a acordem. - falei ignorando Hinata e seguindo o caminho.

Eu não me atreveria a tirar as roupas de uma dama quase desconhecida, mas aquele vestido parecia um tanto desconfortável pra dormir. Eu poderia chamar Hinata pra fazer esse trabalho e até emprestar roupas pra ela, mas ela faria muito enxame e falaria de pecado, poderia chamar Hanabi, mas ela com certeza não era indicada pra fazer tal serviço, poderia chamar uma das empregadas, mas estas já estavam dormindo. Observei Tenten novamente, não parecia que acordaria tão cedo, então soltei seus cabelos, tirei todo e qualquer acessório que pudesse incomodá-la bem como os sapatos, ela parecia uma boneca de pano, tão mole, tão quente... Atrevi-me a abrir o zíper, eu não estava preparado, mas sempre aprendi que dormir com roupas apertadas pode sufocar a pessoa e eu não queria uma garota morta na minha casa, desamarrei a faixa em suas costas, agora faltava apenas um passo, arrancar-lhe as vestes. Eu poderia deixar daquele jeito, mas e se ela fosse do tipo que se movimenta muito na cama? Poderia facilmente se enrolar nas faixas! Eu não podia negar, aquela cabeça pendendo para trás estava me deixando louco, seus lábios estavam entre abertos, como se pedissem um beijo. Eu poderia tirar-lhe o vestido e sair dali como se nada tivesse acontecido, mas sou um homem e homens têm seus desejos. Tratei de completar o ultimo passo, eu não queria pensar nas conseqüências, tirei-lhe a roupa e lá estava ela, de lingerie vermelha, como se tivesse feito propositalmente pra me provocar. Coloquei-a de volta na cama, olhei novamente seu semblante, calmo e sereno. Seu ressonar era uma das coisas mais lindas que pude contemplar na vida. Debrucei-me sobre ela, queria sentir aquela pele em meus dedos mais uma vez e antes que eu pudesse perceber meus lábios estavam rentes aos dela.

Mas que diabos eu estava fazendo?

Por um acaso havia na testa dela "Beije-me!"?

Santo Deus... Agora eu estava morto, com certeza.

Certifiquei-me de olhá-la, seu lábios estavam repuxados, parecia sorrir, mas os olhos não abriam. Como? Como ela pôde sorrir se estava dormindo? Deve ter sido coisa da minha imaginação.


Então?

Vale reviews?