Capítulo 2
Acordei sozinha em uma das camas do quarto, me mexi, todo meu corpo protestou. A cabeça latejava e meu corpo estava rígido, como se estivesse exercido uma atividade física muito intensa. A minha mente ainda nebulosa pelo sono. O que eu fiz para merecer isso? Gemi. Uma lembrança fulgaz tocou o limite da minha consciência, movi minhas pernas tentando me desembaraçar dos lençóis e senti uma pequena pontada entre as pernas. Ops! Uma enxurrada de imagens minhas com Sasuke fazendo amor intensamente nessa mesma cama onde eu estava deitada me invadiu.
Minha mente entrou em foco imediatamente e o busquei com o olhar. O quarto estava vazio, a luz do amanhecer entrava fraca pelo vidro da janela. Não devia fazer mais do que três horas que eu adormeci exausta depois de pelo menos uns seis orgasmos devastadores. Me senti um pouco deprimida, onde ele estava? Depois da noite anterior eu esperava acordar em seus braços. Resolvi tomar banho.
A luta com o lençol continuou um pouco mais. Fui para o banheiro. Fiz toda minha rotina matinal de higiene e vesti uma roupa limpa.
Quando estava pronta e já tinha guardado todas as minhas coisas, Sasuke entrou pela porta. Meu coração desembestou. Não sabia o que fazer ou falar depois de tudo, logo eu que nunca fui tímida antes. Vai Sakura, fala alguma coisa, beija ele, qualquer coisa! Tentei me incentivar, nada, nem sequer conseguia olhar direito pra ele. Esperei.
Ele se aproximou, impassível. Droga, isso é meio frustrante. Será que ele nunca pode demonstrar nenhum sentimento? Ah... ele pode, eu descobri ontem...
- Bom dia Sakura. – Disse me entregando uma garrafinha de água mineral e um comprimido, que eu não tinha reparado que ele carregava. – Pra ressaca. – ele explicou soando quase divertido. Em seguida começou a recolher nossas mochilas. Não me deu nenhum beijo ou palavra sobre a noite passada. Minha cabeça latejou, tomei o comprimido. Maldito saquê! Maldito Sasuke!
- Está pronta? Você tem que comer alguma coisa. – Nossa! Primeira vez na história que o Sasuke está mais falante do que eu. – E depois temos que ir. Já devíamos ter saído há uma hora atrás.
- É... vou levar algumas frutas para comer no caminho. Estou sem fome agora. – então deixamos o quarto.
Já tínhamos percorrido quase metade do caminho até a vila Oculta da Pedra, e eu ainda estava tentando entender a situação. Franzia a sobrancelha com o esforço, e nada. Incompreensível. Será que ele não gostou?
- Vamos parar um pouco aqui, para descansar. – Ele disse indicando uma clareira. Assenti com a cabeça. E sentei em uma raiz volumosa encostando minha costa na árvore, o máximo de conforto que eu tinha disponível. Senti Sasuke sentando ao meu lado.
- Você está muito calada... Tem algum problema? É sobre ontem à noite? – ele tocou no assunto. Resolvi salvar meu orgulho...
- Vamos esquecer esse assunto! Estávamos bêbados e não sabíamos o que estávamos fazendo! – falei olhando pro chão. Queria que essa conversa acabasse logo.
- Eu não estava tão bêbado, Sakura. Eu bebi um pouco, mas eu sabia o que estava fazendo. E isso já tinha passado várias vezes pela minha cabeça antes.
- Quando? – Soltei olhando para ele espantada. Fiquei embaraçada – Quer dizer... você nem me beijou de manhã... – Emendei antes de poder me conter. Alguém cala minha boca!
- Como? – Ele me deu um olhar confuso. – Ah... Isso é falta de beijo? Vem cá, então. – E puxou meu rosto pra ele. Até que enfim ele tava me beijando. Primeiro só com os lábios, sugou meu lábio inferior, depois nossas línguas se encontraram... Hum... tão bom como eu lembrava, rodeei seu pescoço com os braços e ele me puxou para seu colo, com uma perna de cada lado de suas coxas.
- Assim está melhor? – ele murmurou contra meus lábios enquanto suas mãos alisavam minhas costas, uma se movendo para se enterrar nos meus cabelos.
- Sim – O beijo foi ficando mais faminto. Ele colocou a mão por baixo da minha blusa. E ela foi migrando da minha costa, pela minha cintura, barriga, fazendo leves pressões, como uma massagem, colocando fogo na pele por onde ela passava. Chegou até meus seios. No processo veio levantando minha blusa. Ele afastou o bojo do meu sutiã e acariciou um mamilo com os dedos, ele acendeu imediatamente. Ele o segurava e puxava levemente. A cada vez que ele fazia isso eu me umedecia mais.
Eu me movia sobre ele. Estava ficando difícil respirar. Ele parou o beijo e desceu sua boca até meu seio, primeiro lambendo, depois mordiscando de leve a ponta. A mão massageando o outro seio. Sem consciência eu gemia baixinho. Só conseguindo me segurar em seus ombros, enquanto ele me deixava doida. Ele abriu minha calça, enfiando a mão por dentro da minha calcinha, deslizou os dedos pelas minhas dobras e eu estremeci quando ele começou a exploração. A magia que ele fazia ali enquanto ainda sugava firmemente meu mamilo era demais pra mim. Faltava tão pouco. Quando ele deslizou dois dedos em mim, afoguei um grito, ele movia os dedos rapidamente e massageava o clitóris com o polegar até que chegou, ondas e mais ondas de prazer que tomaram meu corpo. Até que eu desmoronei sobre ele. Ainda podia sentir ele duro. Levei minha mão até lá, mas ele segurou meu pulso.
- Não temos tempo pra isso. – Ele disse. Podia ouvir o sofrimento em sua voz.
- Mas... – Comecei, não podia deixar ele assim.
- Depois você me compensa – ele disse com um sorriso malicioso.
- Tá – Falei num fio de voz. Corando intensamente.
Ele me ajudou a levantar, arrumei minhas roupas.
- Sakura – ele chamou, esperando até ter minha atenção. E falou olhando sério pra mim – Isso que esta acontecendo entre nós, não é um compromisso. Você entende? Eu não tenho compromissos. Tudo bem pra você?
Acenei, não tinha voz pra responder. Retomamos o caminho. O que isso queria dizer? Que ele ficaria com outras também? Que eu não devia fazer cobranças? Lá estava eu totalmente confusa novamente. Tentei agir normalmente, mais estava difícil, estava triste outra vez. Devo ter fingido bem, pois ele pareceu não reparar no meu sofrimento.
Chegamos ao nosso destino no começo da tarde. Duas horas atrasados. O comerciante nos recebeu aliviado. Tinha medo que algo acontecesse antes de estarmos lá para defendê-lo. Ele era um homem simpático, de meia idade, viúvo que tinha somente uma filha que estava casada, queria que descobríssemos quem estava atacando ele. Nossa missão só acabaria quando ele estivesse em segurança. Passamos o resto do dia trabalhando. Enquanto eu protegia o senhor, Sasuke fazia investigações. À noite tínhamos que revezar, enquanto um dormia num dos quartos que nos foram designados dentro da casa do comerciante o outro vigiava.
Não tinha tempo para pensar na situação com Sasuke, quase nunca ficávamos sozinhos. Foi assim por quatro dias até que Sasuke descobriu quem era o autor dos atentados. Era o genro. Ele tinha perdido todo o seu dinheiro. E devia para pessoas muito perigosas, que o estavam ameaçando, seu plano era quitar as dívidas com a herança da esposa. O comerciante, para evitar o escândalo, pagou o que ele devia. Tudo resolvido, hora de voltar à Konoha.
A viajem de volta foi mais rápida. Tanto eu como Sasuke estávamos querendo chegar em casa logo. Começamos a viajem mais cedo e conseguimos chegar até uma vila bem próxima de Konoha no primeiro dia. Ele pediu um quarto de casal na pousada onde íamos dormir. Estávamos tão cansados que mal tomamos banho capotamos os dois na cama e em pouco tempo estávamos dormindo.
Acordei sentindo uma ereção pressionando minha bunda. Onde tinha ido parar minha calcinha, pensei vagamente. Um braço me cobrindo e a mão deslizando pela minha barriga. Não me movi, ainda grogue de sono, realmente não sou uma pessoa matutina. Senti Sasuke aproximar seu rosto do meu cabelo passando o nariz por ali. Ele afastou o cabelo e beijou minha nuca. Dava lambidas e mordiscava.
Um calor começou a se espalhar por meu corpo, resmunguei levantando o ombro. Ouvi o baixo riso dele. Que deslizou a mão mais abaixo, tocando meu clitóris. Me estimulando com toques suaves. Ele aumentou a pressão. Me mexi contra seus dedos. Ele continuou a caricia, brincando lentamente, enquanto eu ficava cada vez mais úmida. Gemi arqueando as costas.
Ele levantou minha perna a depositando sobre seu quadril. Quase deixei de respirar. Sentindo a ponta do seu pênis sondando minha entrada. Ele empurrou entrando, ouvi seu gemido, depois empurrou de novo mais fundo, outra vez e o senti colado em mim. Eu estava ofegando. Ele abaixou minha perna e não pudemos evitar um gemido. Era muito gostoso. Ele estendeu a mão e encontrou meu clitóris outra vez. Pressionou. Senti me contraindo ao seu redor. Ele se esfregava em mim, torturando meu clitóris e beijando minha nuca.
- Sasuke – Gemi, eu precisava de mais, me empurrei contra ele com impaciência. – Por favor! – Implorei.
E ele empurrou com força. Gritei de prazer. Agora ele me penetrava rápido e com força, fora de controle. Cada encontro era melhor que o anterior. Me senti estremecer com um orgasmo, ele não parou, continuou entrando, cada vez mais forte, outro orgasmo cresceu em mim, e explodi. Senti ele gemendo e saindo, estremecendo ao meu lado.
- Bom dia. – disse Sasuke acariciando meu quadril e com respiração ainda meio ofegante.
- Mmm. – me virei para olhar para ele. – Bom dia, Sasuke. – Ele me beijou, só um selinho.
Quando chegamos em Konoha, já era meio-dia, tínhamos passado várias horas maravilhosas na pensão. Me sentia flutuando, Sasuke era tudo que uma garota podia querer. As coisas que ele faz comigo me deixam doida. Quando eu namorava o Naruto nós dois éramos inexperientes, nenhum sabendo direito o que estava fazendo. Claro que nos divertimos muito descobrindo, era bom. Mas o Sasuke parece que sabe exatamente onde ele tem que tocar, como se ele conhecesse meu corpo melhor que eu mesma.
Fomos entregar o relatório da missão para a Hokage, ela ficou feliz que concluímos a missão tão rápido e disse eu trabalhávamos bem juntos. E nisso eu tinha que concordar com ela, em vários sentidos. Ela decidiu que teríamos alguns dias de folga, já que não tinha nenhuma missão para nós.
Quando saiamos do prédio, olhei de lado para Sasuke. E agora? Quando eu ia ver ele novamente... Morria de vontade de tocar no assunto, mas depois dele ter deixado tão claro que nós não tínhamos nada sério, resolvi não perguntar. Era melhor deixar ele tomar a iniciativa.
- Então... É... Eu já vou para a minha casa, tchau Sasuke – Despejei rapidamente e comecei a virar em direção da minha casa, quando ele segurou meu braço.
- Espera. – Eu olhei pra ele com expectativa. – Você pode ir até minha casa amanhã à tarde?
- Sim. Eu posso.
- Certo. Chegue as três. – E ele virou e foi embora. No que eu estava me metendo? Isso não tinha futuro. Queria mais dele, eu ainda era apaixonada por ele, não adiantava fingir que não. E agora isso só ia piorar, estava me envolvendo cada vez mais. Eu ia sofrer... Mas eu não conseguia resistir a ele.
Notas finais:
Oi gente! Taí o segundo capítulo. Espero que gostem. A missão foi bem resumida, não estava no clima pra escrever Ação.
O capítulo mais curto é resultado de ter somente conseguido escrever hentai... tv com a mente poluída esses dias... e achei que o capítulo já estava hot o suficiente.
P.S. 1: Na verdade essa fic é só uma desculpa pra escrever sacanagem kkkkkkkkkkkkkk
P.S. 2: Vou incluir novos personagens no próximo capítulo!
Por favor Reviews!
Isso incentiva a autora e autora incentivada escreve mais rápido!
Só pra explicar... Nessa fic eu ignoro muitas coisas que aconteceram no manga e no anime... Só porque não quero lidar com isso... afinal essa fic só fala de relacionamento e HENTAI! Guerras e afins estão fora!
Espero que gostem!
Por favor Reviews!
bjs
