Capítulo 4

Pensei mil vezes em não ir, em não ceder a tentação. Mas não conseguia. Tinha que ir até o fim dessa história. Tentar afastar meus sentimentos. E aproveitar. Não é sempre que tem um cara tão gostoso assim disponível. Ainda mais um que eu sempre quis, que eu era apaixonada. Caminhei até a casa dele, pontualmente as três. Quando cheguei até a porta ela se abriu antes de eu bater.

- Olá, Sakura. – Ele me olhou intensamente e estendeu a mão.

- Oi, Sasuke-kun. - Peguei sua mão. Ele me aproximou dele e fechou a porta. Estávamos tão perto que nossas roupas se roçavam. Ergui a cabeça para olhá-lo.

- Sentiu minha falta? – O que eu podia responder a isso.

- Senti. Você sentiu a minha? – Ele sorriu um pouco.

- Eu também senti sua falta. – Ele tinha as mãos na minha cintura. Desceu uma até minha bunda e me apertou nele com as duas mãos. – Você sente o quanto? – Ele falava com a boca roçando a minha. Acenti com a cabeça. Definitivamente eu sentia.

Ele me beijou com urgência. Desabotoando minha blusa rapidamente tirou meu sutiã e quando vi estava nua da cintura pra cima. Nossa! Ele queria ir direto ao assunto! Tudo bem por mim. Envolvi minha mão nos seus cabelos e o puxei mais perto. Ele começou a tocar os mamilos com os dedos.

Ele manteve os olhos abertos prendendo meu olhar, começou a brincar com meus lábios, mordendo de leve e puxando. Uma mão desceu, abriu o feixo da saia que eu usava, empurrou ela pro chão. Colocou as duas mãos cada uma em um lado a minha bunda, alisando. Senti ele separando os lados, a calcinha pequena que eu tinha colocado pra ocasião entrou mais. Eu já ofegava. Ele insinuou uma mão no vão seguindo em cima da pequena tira de tecido, desde cima, explorando tudo. Quando chegou em cima do meu orifício de trás, pressionou. Gemi não conseguindo manter os olhos abertos, minha pele toda arrepiada. Ele aprofundou o beijo, sua língua entrando e saindo da minha boca, no mesmo ritmo da pressão que ele fazia lá trás em cima da calcinha. Nunca tinha sentido isso antes, involuntariamente eu contraia minha bunda. Sentia minha calcinha encharcar na frente.

Era uma tortura tão gostosa, apesar do medo do que ele podia querer fazer ali. Me segurava nele, acariciando sua nuca e cabelos, meu corpo apoiado no dele. Afastei um pouco as pernas queria que ele brincasse lá na frente também. Ele tirou a mão que ainda segurava um lado na minha bunda, e desceu essa mão até mais embaixo. Sondou um pouco por cima da calcinha até que afastou ela. Encontrou meu clitóris e massageou, pra frente e pra trás. Era muito bom. Gritei quando ele colocou um dedo dentro de mim. Ele tirava e colocava lentamente. Eu inclinava meu quadril buscando seus dedos. Estava quase chegando lá quando ele me soltou. Gemi frustrada. Ele me ignorou, tirando rapidamente a roupa. Me virou de costas, em frente a uma coluna de concreto.

- Segura aqui. – me instruiu, a voz cheia de urgência. Quando ele me inclinou pra frente me segurei na coluna. Ele deslizou minha calcinha pelos quadris e se encostou em mim. Sentia ele duro me pressionado. – Abre as pernas.– murmurou com desejo. Rapidamente abri. Ele pincelou o pênis na entrada e no clitóris, me fazendo gemer, depois direcionou, estava muito molhada, e enterrou tudo em um único movimento.

- Ah! Sasuke! - Gritei. Ele continuava o movimento, saindo até ficar só com a cabeça dentro e entrando de novo. Eu me empurrava em direção as investidas.

- Isso – Ele sussurrou no meu ouvido – Grita assim o meu nome. - E começou a beijar meus ombros e pescoço, apertando meus seios e beliscando meus mamilos. Agora as investidas mais curtas e rápidas.

Gozei gritando alto, ele agarrou meu queixo e virou meu rosto, me beijando. Mantendo o ritmo, até eu gozar de novo e ele saiu se derramando na minha bunda. Sem me dar tempo pra recuperar ele me segurou pela cintura e foi me guiando escada acima, no segundo andar entramos na primeira porta a esquerda. Em seu quarto. Era espaçoso, tinha uma cama de madeira enorme que parecia muito confortável, com lençóis azul escuro, criados mudos, guarda roupa, todos tinham o mesmo padrão, pareciam antigos, mas muito bem conservados, e uma poltrona. Não pude observar tudo logo ele me levou até outra porta que tinha ali. Entramos no banheiro. Ele ligou o chuveiro, e me puxou pra dentro do box. Tomamos um banho rápido, apesar dos beijos e amassos debaixo da água. Nos secamos. E fomos para o quarto.

Ele me fez deitar na cama e ficou me olhando um momento. Quando estava começando a ficar envergonhada ele deitou em cima de mim, se apoiando sobre os cotovelos. Começamos a nos beijar. Só a sensação do peso dele em cima de mim já estava me deixando doida. Senti sua língua deslizando por meu pescoço, clavícula provocando formigamentos pela minha pele. Meus mamilos endureceram. Minha respiração estava entrecortada, quando ele esfregou meu mamilo com a mão, depois o pegou entre o indicador dobrado e o polegar e apertou. Ao mesmo tempo em que mordiscou suavemente o outro. Um delicioso prazer passou como um raio por mim até chegar ao meu clitóris, me senti contrair de excitação.

Ele chupava as pontas de um e do outro, mordiscando e lambendo. Desceu mais deixando toda a pele por onde ele passava queimando. Minhas pernas estavam abertas, ele as separou mais, empurando atrás dos meus joelhos, até que eles estavam encostados ao lado dos meus seios. Nunca tinha me sentido tão exposta. Ele se abaixou e lambeu toda a abertura.

- Ahh!

Começou a lamber todas as dobras. Carícias lentas, lânguidas, pareciam raspar minhas terminações nervosas. Encontrou o clitóris e o lambeu. E continuou até que eu comecei a me empurrar na direção da sua boca. Minhas mãos segurando sua cabeça lá.

Então ele pegou o clitóris entre os lábios e o sugou suavemente. Repetidas vezes, aumentando a pressão.

- Sasuke - Gritei sem poder me conter, gozei com uma enorme onda de prazer varrendo meu corpo. Ele continuou. – Preciso de você - Quando eu ia chegar de novo. Ele se moveu. Antes de eu terminar de abrir os olhos ele já estava me penetrando. Uma só estocada. Eu me arqueava pra encontrar as investidas de seu pênis. Olhei o rosto dele, sua expressão concentrada aonde nossos corpos se uniam. Estava tão sensível que logo gozei de novo, me contraindo e estremecendo.

Ele passou os braços por debaixo dos meus joelhos e empurrou minhas pernas para os ombros. Continuava toda aberta. Enquanto ele continuava enterrando o duro pênis em mim, uma e outra e outra vez. Eu gemia sem parar, não queria que esse momento acabasse nunca. Ele aumentou a velocidade e a força. Nessa posição ia tão fundo.

- Oohh! – ele gritou. Seu corpo tremeu e ele se apertava em mim. Não agüentei e gozei de novo. Ele soltou minhas pernas e caiu sobre mim. Tínhamos a respiração ofegante. Ele rolou pro lado me levando com ele. Acariciou minha bunda.

- Você toma anticoncepcional? – Olhei pra ele. Tinha o rosto inexpressivo de novo.

- Sim – Tinha recomeçado a tomar logo depois que começamos a ficar. Bocejei cansada, e pouco tempo depois apaguei.

Acordei um tempo depois, olhei a janela, ainda dava pra ver alguma claridade ao redor da cortina escura. Estava abraçando Sasuke, um braço em cima do peito dele e uma perna em cima das coxas dele. Um lençol nos cobria. Não sei quantas vezes eu preciso ter ele pra ficar satisfeita, mas eu queria mais nesse momento. Afastei o lençol, olhei pra baixo. O corpo dele era tão lindo, todo forte, bem delineado. Vi o pênis dele descansando sob a virilha dele, desci minha mão até lá. Toquei de leve, massageando e fazendo carinhos até que ele foi crescendo. Fechei minha mão sobre ele e comecei a subir e descer, bem devagar. Nessa hora eu estava ficando com a respiração descompassada, parecia meio proibido eu estar fazendo isso nele adormecido. Senti ele respirando fundo, e levantei a cabeça pra ver se ele tinha acordado. Ele tinha, ficou me olhando, mas ao contrário do que eu esperava ele não fez nada. Continuei o movimento e ele começou a ficar um pouco ofegante. Não agüentei e subi em cima dele, um joelho de cada lado. Segurei ele e fiquei pincelando a ponta em mim, meu clitóris, na minha entrada, fiquei ainda mais molhada. Adorava o jeito que ele me olhava nessas horas, tão diferente da expressão impassível que ele tinha todo o resto do tempo. Parecia mais acessível pra mim. Desci o quadril fazendo ele entrar um pouco, gemi fechando os olhos. Lutei contra a força invisível que me fazia querer ir com tudo e subi de novo. Continuei nisso um pouco, ia até a metade e voltava, sentia ele tenso sob mim, mas eu estava adorando estar no controle dessa vez. Sentia os músculos dentro de mim se contraindo, querendo agarrar ele, gemia cada vez mais alto. Até que ele levantou os quadris me penetrando quase com violência. Perdi o controle.

- Ah, sim... – Comecei a cavalgar sobre ele, observando o seu rosto. Ele começou a acariciar meus seios, tinha os olhos fechados e os lábios entreabertos. De repente apertou e puxou os dois mamilos ao mesmo tempo e a sensação me fez jogar a cabeça para trás. Comecei a sentir o orgasmo em longas e fortes ondas, nublando minha visão. Ele investiu com os quadris, me levantando. Me segurou me mantendo apertada nele, com o pênis totalmente enterrado, e continuou pressionando e rodando os quadris, uma e outra vez, movendo de lado a lado a cabeça enquanto experimentava seu próprio orgasmo.

Passei o dia nas nuvens, pensando no encontro que eu ia ter mais tarde. Não consegui me concentrar direito em nada. Estava um pouco insegura, levei duas horas pra decidir o que ia vestir. O que será que ele deve estar pensando de mim depois de ontem? Será que ele se arrependeu de ter me convidado? Afinal ele tinha bebido tanto saquê, era possível que nem soubesse mais o que estava fazendo. Eram tantas duvidas na minha cabeça! Estava começando a pensar em tomar eu mesma umas doses de saquê antes de sair de casa, agora que eu sabia que me dava coragem. Balancei a cabeça afastando todos esses pensamentos.

Estava quase na hora que combinamos, me olhei no espelho. Não estava tão mal, o vestido que eu estava usando era o meu favorito, azul escuro com um decote em v, e o comprimento era na metade da minha coxa. Sai de casa e fiquei esperando ele do lado de fora. Ele apareceu cinco minutos depois. Respirei fundo tentando conter o nervosismo.

- Naruto-kun. – Ele estava tão lindo, com um sorriso enorme no rosto. Sorri de volta.

- Oi Hinata! Como você está bonita! O que você acha de irmos ao cinema? Tem uma sessão começando em meia hora.

- E-eu gostaria de ir. – Contive a vontade de ficar tocando a ponta dos meus dedos.

- Então vamos logo! – Ele segurou minha mão e fomos andando. A minha preocupação em não conseguir conversar muito se provou sem razão, pois no caminho o Naruto falava por nós dois, e eu adoro ouvir ele. Sorri com o pensamento, ele é perfeito pra mim.

Quando chegamos ao cinema compramos os ingressos, o filme era um de ação, não era muito romântico, mas ele estava tão empolgado. Depois de comprar a pipoca e o suco. Entramos na sala de exibição. Não tinham muitas pessoas que iam assistir ao filme. Sentamos na ultima fileira. O filme começou, mas eu não conseguia me concentrar na historia. As vezes o Naruto se inclinava na minha direção, eu achava que ele ia tomar uma atitude, mas era só pra comentar alguma coisa no meu ouvido sobre o filme. Mesmo assim eu ficava arrepiada. Fiquei observando ele pelo canto de olho pra disfarçar. Quando o filme já tinha chegado na metade, ele virou e captou meu olhar carente. O contato visual me fez reter o fôlego, ele se inclinou pra mim de novo, não tinha nenhum sorriso no rosto e era impossível interpretar a expressão de seus olhos. Mas dessa vez ele não tinha nenhum comentário pra fazer, ele finalmente me beijou e flashes de luz acenderam no meu cérebro.

Ah, sim. Isso era muito bom. Sua boca se moveu sob minha, saboreando meus lábios, tocando sua língua na minha. Senti seus dentes contra a pele macia dos meus lábios. Eu envolvi meus braços ao redor do pescoço dele, puxando ele pra mais perto. Quando sua boca se afastou, dei um gemido baixo de aflição.

- Você é tão gostosa. - Antes que eu pudesse admirar essas palavras, sua boca me liberou de qualquer pensamento coerente e dois segundos depois eu estava sentada no colo dele. Seu pênis duro pressionava contra minha bunda. Eu estava pegando fogo, queria que ele me tocasse igual ontem e não sabia como pedir. Mas não precisei esperar muito, logo ele deslizava as mãos pela minha barriga fazendo novas sensações passarem através de mim. Ele abriu os primeiros botões da frente do meu vestido, puxou o bojo do meu sutiã pra baixo e começou a alisar os meus seios. Gemi mais alto.

- Chss. Você não pode fazer muito barulho aqui. – ele sussurrou pra mim, encostando minha cabeça no seu ombro e jogou meus cabelos sobre o meu ombro. Ele voltou a acariciar meus seios, e eu me inclinei pra trás, contra ele. Meus mamilos ficaram presos entre seus dedos, enquanto ele apertava.

Seus quadris empurraram contra os meus, me dirigindo sobre o seu comprimento duro. Eu sabia que as roupas ainda nos separavam, e eu queria muito sentir a pele dele nua. Virei meu rosto pra ele e voltou a me beijar. Ele separou minhas pernas, uma de suas mãos deslizou na frente da minha barriga, para debaixo do meu vestido indo sob minha calcinha, escavando seus dedos ali. Deslizando e provocando uma série de gemidos abafados em mim e um de prazer dele. Oh, isso era muito bom também.

Seus dedos acariciaram a minha fissura de novo, com ele ainda beliscando meus mamilos. Encontrou o meu clitóris e fazia círculos sobre ele. Não conseguia manter os gemidos baixinhos, então ele tirou a mão de lá, acho que pra me silenciar. Eu perdi o juízo, coloquei as mãos sobre ele e o guiei de volta.

- Me toca lá outra vez. – Sussurrei. Quase implorei quando senti ele hesitar.

Então, ele circulou com um dedo aonde eu pedi. Uma vez, duas vezes. O senti beijar meu ombro suavemente, em seguida, mordiscando ao lado do meu pescoço. Empurrei contra sua mão, e mordia meus lábios pra conter os gemidos. Sem interromper a carícia ele colocou um dedo dentro de mim, entrando e saindo várias vezes até que eu derreti, sentindo uma corrente de prazer pelo meu corpo todo. Gemi alto, tremendo. Ele continuou a esfregar o meu clitóris, prolongando o orgasmo.

- Por Kami – ofeguei empurrando meus quadris contra ele. Meu corpo parecia preguiçoso e quente. Naruto beijou a minha nuca. E eu relaxei sobre ele.

Ele arrumou minha roupa como ontem. Eu podia me acostumar com isso. Assisti o restinho do filme no colo dele.