Capítulo 6
Era bom voltar ao trabalho, ter coisas para ocupar minha mente, mesmo tendo que conviver com minha tentação. A primeira vez que eu o vi depois daquela noite foi numa manhã quando ele saia da sala da Hokage. Já fazia dois dias que eu tinha voltado para a minha rotina normal, dias em que eu achei que já estava pronta para esse encontro, mas eu me enganei.
Quando me viu ele parou e me olhou, do jeito dele, lindo e impassível. Lutando contra todas as emoções que explodiram em mim consegui, eu acho, manter a expressão em branco. O coração acelerado, o nó na garganta, o buraco no estômago e as mãos suando não ajudaram muito nisso. Não sei quanto tempo fiquei lá parada só olhando pra ele, pareceu uma eternidade, mas devem ter sido só uns segundos, resolvi cumprimentá-lo, só que a voz não saiu então só mexi a cabeça e passei por ele rapidamente entrando por onde ele tinha saído sem esperar resposta.
Tsunade me enviou numa missão simples e rápida, só levaria metade do dia, não era bem o que eu precisava nesse momento, queria um pouco mais de ação para aliviar a tensão. Mas as coisas estavam tão calmas, só tinha missões de rotina, tive que aceitar mesmo sem entusiasmo. A paz era meio tediosa, às vezes.
No meio da tarde quando já voltava da Vila Oculta da Fumaça, onde levei uns benditos pergaminhos confidenciais, tive a impressão de estar sendo seguida. O que era estranho já que não tinha nenhum objeto comigo que pudesse interessar a um inimigo. Não estava muito longe de Konoha, e continuei correndo, enquanto a sensação se tornava mais forte. Reconhecia aquele chakra. Vinha sentindo ele frequentemente, sempre que estava sozinha, era quase imperceptível, motivo pelo qual eu sempre achei que estava imaginando.
Quase descartei a hipótese de ser ele mesmo, mas diferente das outras vezes, esse chakra estava forte e próximo, tão real. Parei de correr e esquadrinhei todas as direções, mas não achei nada. Respirei fundo, tentando acalmar o nervosismo que tinha se instalado em mim. Por que ele estava aqui? A primeira coisa que veio na minha cabeça era que ele estava ali por minha causa, mas isso não podia ser certo. Devia ser alguma coisa de trabalho. Era bom não levantar expectativas, quanto mais alta, maior a queda...
- Apareça! – Falei para as árvores, sabia que meu observador estava perto. Ouvi o som de um ramo ser quebrado atrás de mim. Virei rapidamente nessa direção e não pude me impedir de arfar de susto. Sasuke estava ali, a menos de um metro e meio, – O que você esta fazendo aqui? – me forcei a perguntar.
- Eu estava seguindo você. – Ele respondeu como se isso fosse óbvio. Mas isso não esclarecia minhas dúvidas.
- Por quê? – Perguntei. Ele se aproximou mais uns passos.
- Eu queria conversar. – Ergui a sobrancelha, isso era muito estranho, ele não era muito de conversas. Minha desconfiança se tornou mais forte quando ele se aproximou mais quase tocando em mim. – Queria saber se você não mudou de idéia desde a última vez que nós conversamos.
- Sasuke, isso não é uma boa idéia. – Eu não entendia por que não conseguia me afastar.
- Tem certeza? Você não sente falta disso? – Ele disse baixinho no meu ouvido, os braços enlaçando a minha cintura e me puxando mais perto dele. Minha respiração ficou um segundo presa na garganta e eu tentei manter a pose indiferente enquanto ele fazia carinhos suaves com a ponta do nariz em uma área muito sensível atrás da minha orelha. Meu corpo não levou um segundo para ficar quente. – Porque eu sinto.
- Não... quer dizer, sim! – Eu estava cada vez mais confusa. Ele estava tão carinhoso, não que ele não fosse antes, mas dessa vez ele parecia mais terno. Claro que eu sabia que isso era imaginação da minha mente carente, eu sabia bem o que ele queria, e não tinha nada haver com carinho, muito menos com conversa. Como se eu não tivesse controle sobre os meus braços, eles subiram segurando ele nos ombros. Controlei a respiração tentando manter o raciocínio claro. – Já disse que acho melhor não ficarmos mais.
- É mesmo? – Ele afastou um pouco me olhando nos olhos. Assenti com a cabeça. Ele afrouxou um pouco o aperto ao meu redor e eu o segurei mais forte, meus braços me traindo de novo, não aceitando que ele ficasse longe. Ele deu um meio sorriso e meus olhos se fixaram na boca dele. Ele aproximou o rosto até que nosso fôlego ficasse misturado e nossos lábios se tocassem de leve e falou com a voz ficando mais rouca – Então... eu acho que vou embora. – Movi a cabeça concordando e aproveitando o toque suave dos nossos lábios. Eu tinha completa noção que eu dizia coisas completamente diferentes do que minhas ações davam a entender, mas era difícil controlar. Eu sou uma idiota. Com um suspiro eu me aproximei mais perto dele, tocando com a ponta da língua o lábio inferior dele. Lá vai eu, errando de novo, mas amanhã eu me corrijo.
Como o esperado, ele não levou um segundo para aprofundar o beijo. Uma mão dele se afundou nos cabelos da minha nuca, segurando firme, enquanto a outra me apertava mais forte contra ele. Meus joelhos quase cederam, pela saudade que eu sentia, envolvi os braços no pescoço dele para me apoiar. Sua língua invadia minha boca tocando em toda parte, acariciando a minha. Eu estava ficando cada vez mais excitada enquanto sentia a ereção crescente dele contra meu ventre.
Ele desceu a boca beijando, chupando e mordendo o caminho até o meu pescoço. Arrepiei-me inteira, ele sabia o que fazer. Já estava muito além do raciocínio lógico quando ele chegou a um ponto muito sensível atrás da minha orelha. Sua mão desceu até a barra da minha camiseta, a puxando para cima, se afastando para tirá-la rapidamente. Em seguida tirou também o sutiã deixando meus seios descobertos. Desceu a boca, tomando um mamilo entre os lábios, sugando e mordendo de leve um e outro. Enquanto suas mãos continuavam trabalhando para me deixar nua.
- Hum... – gemi. – Você disse que queria conversar... – provoquei ele.
- Por que você iria querer conversar quando podemos fazer isso? – ele sussurrou, empurrando o restante da roupa pelas minhas pernas. Voltou a sugar meu seio e me levantou me segurando pela bunda, automaticamente envolvi minhas pernas ao redor do quadril dele. Ele voltou a beijar meu pescoço enquanto andava em direção a um lugar onde a grama parecia fofa. Abaixou-se comigo, até que minhas costas tocaram o macio, o frescor da grama me fez ofegar, deixando meu corpo ainda mais sensível. Ele se afastou só o suficiente para tirar a sua camisa logo voltou sobre mim me pressionando gostosamente com seu peso. Nós dois ofegantes de necessidade, ele beijava minha boca faminto. Não queria esperar mais.
Ele moveu a mão entre nossos corpos, com pressa, para desabotoar a calça. Estávamos tão próximos que os nódulos dos dedos dele tocavam minha intimidade, me fazendo suspirar. O toque casual não era o suficiente, estava louca por mais, pressionava meu quadril nele com força, sem querer, dificultando a remoção da sua calça. Em meio ao nosso beijo ele soltou um riso abafado. Quando conseguiu abaixar a calça eu fiquei ainda mais ansiosa. Os dedos dele tocaram meu clitóris e ele introduziu um dedo em mim, testando para ter certeza que eu estava pronta.
- Agora. – Consegui exalar entre o beijo e os gemidos. Ele entendeu o que eu queria. Em seguida senti o calor da cabeça do seu pênis encostando em mim, procurando minha entrada. Quando ele posicionou, empurrou o quadril para frente, num movimento contínuo, o membro me alargou de uma só vez, me causando um misto de dor e prazer, muito prazer. – Ahhh. – Era maravilhoso sentir, de novo, ele inteiro dentro, grosso, quente e duro. Não conseguia manter mais o beijo, ficamos com os rostos colados respirando com dificuldade. Ele ficou só uns segundos parado enfiado me mim, logo começou a se movimentar. Saindo quase totalmente e me penetrando até o fundo. Abracei ele forte pelo pescoço, querendo muito contato, levantei as pernas ao redor dele, o apertando contra mim.
Ele me estocava fundo, cada vez mais rápido. Quase me levando a insanidade. Num movimento contínuo, sem se separar de mim, ele se levantou sentando sobre seus tornozelos. Arfei quando senti ele mais dentro de mim, meu peso aumentando a pressão. Ele segurou meu quadril me movimentando sobre ele, essa nova posição fazia meu clitóris roçar sobre o púbis dele, usei as pernas para subir e descer sobre ele. As sensações eram muito fortes, quando ele abocanhou meu mamilo, sugando forte, joguei a cabeça para trás gemendo e arqueando as costa e oferecendo mais meu peito para ele.
Eu quicava cada vez mais rápido e forte sobre o pênis dele. E o roçar constante no meu clitóris, aumentava meu prazer vertiginosamente, eu tentava controlar, queria fazer a sensação durar mais, mas o estímulo era muito forte. Ele começou a sondar minha entrada de trás com os dedos, quando forçou um dedo para dentro, até o primeiro nódulo, um arrepio correu meu corpo inteiro, me fazendo explodir em contrações prazerosas ao redor dele. Gritei no melhor orgasmo que eu já tive, ao mesmo tempo em que o sentia pulsando e derramando sua semente dentro de mim.
Desabei sobre ele sem forças, uma total letargia tomou conta de mim, uma espécie de exaustão satisfeita. Ele me segurou nos braços e encostou as costas em uma árvore próxima. Se sentando mais confortável, com as pernas estendidas. Percebia que ele ainda estava me enchendo e acariciava de leve a ponta de um dos meus seios com os dedos enviando pequenos choquinhos, quase desconfortáveis, pelo meu corpo muito sensível.
Devo ter apagado por uns minutos, porque de repente senti novamente um arrepio no corpo todo, por uma pequena invasão proibida por trás. Tinha ainda Sasuke dentro de mim na frente, ele ocasionalmente pressionava o quadril no meu, mas ele agora também tinha um dedo inserido no meu outro orifício. Eu tinha uma sensação de dor e prazer, misturada com um pouco de desconforto. Era muito estranho, nunca tinha feito isso antes. Mas era também muito excitante, ele deslizava o dedo devagar, dentro e fora. Minha cabeça estava encostada em seu peito, me segurei firmemente nos seus ombros, não sabia o que dizer, estava envergonhada, ainda não sabia se queria dizer para ele parar.
Ele deve ter entendido que podia continuar, por que juntou outro dedo ao primeiro e forçou lentamente os dois dentro, gemi com um pouco mais de dor, enfiando as unhas na pele dele. Um arrepio mais forte passou em mim. Ele beijou minha têmpora. Era difícil saber o que eu sentia. Fui ficando cada vez mais molhada ao redor dele, à medida que ele trabalhava com os dedos, enfiava e abria os dois lá dentro como se tivesse me alargando. Sem conseguir me controlar eu fazia pequenos movimentos, testando um pouco mais dessa nova sensação. Estava deslizando tão fácil que imaginei que ele deve ter usado saliva para facilitar.
Quando achou que eu já estava pronta, me afastou me tirando do colo dele, fiquei de joelhos na frente dele. Virei para ele assustada, ele tinha um olhar intenso, que dizia que iria me comer inteira até não sobrar nada.
- Sasuke, eu não sei se consigo aguentar o ... – Não consegui terminar a frase, olhei confusa para ele, uma coisa eram dedos, eles eram bem menores do que o pênis dele.
- Claro que consegue. Você tem a medida certa pra mim. – Ele respondeu sorrindo de lado. Levantou-se sobre os joelhos também até ficar colado em mim. Baixou a cabeça e beijou minha boca, depois meu ombro, ele ia me virando no processo, até que o senti colado nas minhas costas, posicionado entre as minhas pernas, ele guiou meus braços até o tronco da árvore que ele tinha se encostado antes. Cruzei os braços nela e apóie minha cabeça neles. Fechando os olhos com força. Esperando ele começar. – Abre mais as pernas... – Pediu no meu ouvido com voz rouca, quando fiz, ele me abraçou com um braço e usou a outra mão para esfregar seu membro entre minhas dobras molhadas roubando a umidade dali. Depois colocou a ponta do membro na entrada e forçou um pouco.
– Relaxa... – ele murmurou baixinho, chupando meu pescoço, e continuando a forçar, respirei fundo tentando fazer o que ele disse, senti ele romper a resistência dos músculos, e a cabeça entrar, ofeguei com a dor e me arrepiei inteira, era muito maior que os dedos, e me esticava ao máximo, ele ficou parado um pouco para eu me acostumar, depois empurrou mais um pouco, choraminguei quase pedindo para ele parar, ele saiu um pouco, mas logo entrou de novo, indo mais fundo, e parando, foi repetindo isso até que senti ele encostado na minha bunda. Ele soltou um gemido satisfeito. – Você é tão apertada.
Era tão estranho ter ele inteiro lá, ele ficou parado um tempo, Começou a dar beijos no meu ouvido, usava a língua dizia bem baixinho o quanto eu era toda gostosa. As mãos fazendo carícias pelo meu corpo, beliscando meus mamilos e massageando meu clitóris, era tão bom, inclinei a cabeça para o lado para ele continuar os carinhos com a sua boca, ele dava pequenos chupões no meu pescoço. Estava ficando tão gostoso, ele começou a se movimentar, e a sensação deliciosa de dor e prazer juntos ficou muito mais forte, ele foi saindo e entrando, em movimentos cada vez mais amplos. Eu gemia entrecortadamente. Ele continuava os movimentos suavemente.
- Mais rápido... – Implorei, sem me segurar.
Ele começou a me empalar com cada vez mais velocidade, segurando meu quadril e fincando o membro inteiro com força. Me segurei mais firme no tronco e me empurrei contra as investidas dele, os arrepios corriam meu corpo inteiro, eu estremecia cada vez mais, tendo espasmos de prazer, um atrás do outro até as sensações explodirem em um orgasmo. Quando vacilei para frente ele segurou firme em volta da minha cintura, continuando a me penetrar com movimentos curtos e fortes. Outra onda de prazer se apoderou de mim me fazendo gritar. Enquanto ele gozava também.
Caímos no chão depois disso, eu não achava que conseguiria me mover por um bom tempo. Apesar de ter sido tão bom eu me xinguei mentalmente, isso era tudo o que ele tinha para oferecer, e eu queria muito mais. Reunindo as últimas forças que me restaram eu levantei, recolhi e vesti minhas roupas enquanto sentia o olhar dele me seguindo. Quando terminei, virei para ele e disse:
- Gostei muito da nossa despedida. – ainda pude ver o olhar surpreso dele antes de me virar e voltar correndo para Konoha. Ele devia ter pensado que as coisas iriam continuar assim. Ouvi ele me chamando. Mas ignorei, sabia que se ele quisesse poderia me alcançar, mas eu torcia que ele não fizesse isso.
Continua...
Notas Finais
Desculpe a demora! Espero que tenham gostado do capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo
A fic está chegando ao fim... em breve o último capítulo! E depois talvez um epílogo... Se vocês gostarem...
Se gostarem deixem sua opinião, não custa nada e a autora adora!
