Olá, quero esclarecer algumas coisinhas que me esqueci de falar no capítulo anterior... A fic é UA. É uma fic meio que num universo colegial, transformei Hogwarts em um colégio interno, mas isso não ira influenciar muito na fic. Fiz porque foi necessário, não daria certo se eu fosse fiel ao mundo de Harry Potter.
Inspirei-me no mangá akuma de sourou, mas tirei apenas a base dele, pois não li todo o mangá e nem assistir a série criada a partir deste.
Eu sinto muito ter demorado tanto para atualizar essa fic, me desanimei com ela e não conseguia escrever nada e quando as idéias voltaram não pude escrever por vários motivos que não importam mais agora.
Espero que isso não aconteça mais. Esforcei-me muito para escrever esse capítulo, ele está menor, achei melhor assim, os outros ficarão maiores (eu acho). Infelizmente o capítulo não ficou tão bom quanto eu gostaria, mas já demorei demais então... Espero que gostem.
Quando Hermione acordou, Gina e Padma já não estavam mais em suas camas e nem no quarto. E ela agradeceu aos céus por isso, Hermione ainda não tinha certeza de como encararia Gina e Luna, que com certeza já estaria sabendo do ocorrido. A verdade é que ela se sentia bem culpada por quase ter matado Gina.
Ao invés de ir para o salão principal, Hermione fora direto atrás do tal garoto. Ela já não estava tão certa do que fazer. Aquilo a incomodava mais do que tudo, mas ela ainda tinha medo de não está fazendo a coisa certa.
Os pensamentos estavam desordenados. Há tempos não relaxava, talvez estivesse esquecido de como se fazia isso, era como se ela vivesse no ócio o tempo todo.
Aparentemente, Hermione andava calmamente pelos corredores da escola. Era nova ali e não conhecia muito bem, além de nunca ter entrado nas masmorras. Era onde a elite ficava e ela estava bem longe de pertencer a este grupo.
Hogwarts era uma renomada escola e Hermione não entrara nela pagando e sim com muito esforço e dedicação, não era a toa que ela fosse considerada uma das melhores alunas do seu ano. A garota de estatura média, de olhos e cabelos castanhos, vinha de uma família pobre. Seu pai era um simples e humilde carpinteiro que não dera sorte na vida, e sua mãe falecera quando esta tinha apenas cinco anos.
O que a fizera decidi que não seria apenas mais uma esfomeada no mundo.
Então estudou e conseguiu uma bolsa integral em Hogwarts, mas agora ela estava prestes a jogar tudo fora como se não tivesse custado nada, nenhum esforço. Afinal, ela não podia entrar ali nas masmorras, a não ser que fosse convidada – o que não aconteceria nunca, pois a elite nunca se misturava com a ralé, mais especificamente: ela.
Era inegável que a escola era dividida e por mais que o diretor Dumbledore, um homem muito bom e justo, tentasse mudar isso, a verdade era que estavam bem longe de alcançarem a igualdade. E Hermione não se importava com isso, preferia até.
Era bem melhor ficar entre os seus do que com pessoas mesquinhas e prepotentes que se achavam melhores que as outras pessoas apenas por terem grana. Do que adiantava se não tinham caráter? Se a vissem iriam humilhá-la e fariam de tudo para que ela fosse expulsa.
Era por isso que Hermione estava apenas aparentemente calma, a verdade era que não conseguia nem andar direito por causa do nervosismo, não conseguia nem pensar direito também.
Tinha que ser cuidadosa, ninguém poderia vê-la ali, mas como se ela nem sabia por onde andar?
Suspirou olhando em volta.
O que ela estava fazendo afinal? Uma grande burrada, isso era claro.
Estava arriscando tudo por nada, era só uma carta estúpida que não mudaria nada em sua vida. Ela tinha prioridades, tinha objetivos bem maiores e estava a ponto de estragar a chance de alcançá-los. Que importava se todos soubessem e a zoassem? Depois de alguns anos ela nem sequer se lembraria desse episódio.
Riu de si mesma. Ela não faria isso, não mesmo. Deu meia-volta para ir embora, suas amigas deveriam estar esperando-a preocupadas.
Tarde demais.
Draco Malfoy estava parado olhando-a, estava a poucos metros de distância. Hermione se perguntou a quanto tempo ele estava ali e a quanto tempo ele sabia que ela estava ali. Hermione parou também, o já conhecido embrulho no estômago se fez presente, mas nada parecido com o da primeira vez. Ela estava até... Calma.
Ele foi se aproximando e Hermione teve que conter a vontade de se afastar, não seria uma boa opção, ela já estava ali, fugir não adiantaria nada. Fora idiota, agora que arcasse com as conseqüências.
- Você demorou. Cheguei a pensar que não viria, estava indo jogar isto aqui fora. – Ele disse mostrando-lhe o pedaço de papel que estava em suas mãos. Hermione cravou seus olhos na carta e seu coração bateu mais forte, sentiu a calma saindo ao poucos de seu corpo e parecia que ia para o do garoto a sua frente, já que este parecia não sentir nada, apenas divertimento.
Hermione decidiu que não deixaria ele se divertir as suas custas, e nem o deixaria perceber o que ela estava sentindo.
- Não quero atrapalhar você, então... Adeus. – Hermione desviou-se do corpo de Draco, mas ele a segurou pelo braço.
- Não quer a carta de volta?
- Não. Pode fazer o que quiser com ela, afinal é sua agora. – Demonstrando indiferença, Hermione revirara os olhos num gesto de tédio – Pode me soltar agora?
Draco riu de lado.
- Se não quer a carta o que está fazendo aqui então?
- Eu me perdi. – Mentiu; seu erro. Era uma péssima mentirosa. Sentiu as bochechas esquentarem. O sorriso de Malfoy alargou-se.
- Sim, é claro – Debochou – Acha que sou idiota, Granger? – Ela ia responder que sim, mas achou melhor ficar calada. O loiro começou a andar arrastando Hermione pelo braço como se ela fosse apenas uma pluma. Não era possível que fosse tão leve.
- Pra onde está me levando? – Ela Perguntou grosseira.
- Quer mentir pra mim, tudo bem. Mas tem uma pessoa que vai achar essa situação muito interessante, e vai querer saber o que você esta fazendo aqui, pois como você deve saber, pessoas como você não podem entrar aqui.
- Eu já disse que me perdi – Hermione soltou-se bruscamente –, se não acredita o problema é seu. Afinal, o que eu iria querer aqui nesse covil?
- Eu acho que nós dois sabemos a resposta. – Disse Draco esfregando a carta na cara de Hermione, irritada, ela dera um tapa no papel e logo em seguida tentara o pegar. Draco percebendo o movimento levantou a mão deixando-a acima de sua cabeça. Hermione, não desistindo, começou a dar vários pulinhos tentando alcançá-la, o que fora inútil, pois ele era muito mais alto do que ela.
- Não, não, Granger. Sabe... – Ele começou afastando-se dela – Sabe por que eu estava te esperando? – Diante da negativa dela ele continuou – Para ler a sua carta. Seria muita falta de educação da minha parte se eu não fizesse isso diante da pessoa que a escreveu.
Hermione teve vontade de rir, então ele ainda seria muito mal educado já que não fora ela que escrevera a carta, mas permaneceu impassível.
- Não pode fazer isso, Malfoy, a carta não é pra você.
- Mas ela é minha agora, você mesma me deu e disse que ela me pertencia, esqueceu?
Claro que não. Deveria medir suas palavras.
- Tanto faz, não acredito que não tenha lido...
Hermione calou-se quando Malfoy estendeu-lhe a carta mostrando-lhe que a mesma ainda estava lacrada.
- Acredita agora?
É. Ela acreditava, mas nem que a sua vida dependesse disso iria admitir.
- Não, você pode ter aberto com vapor e depois lacrado-a novamente. Ou de outro jeito, sei lá, você deve ser experiente em fazer coisas erradas e proibidas.
Ele sorriu diante do absurdo que ela acabara de falar, Ela estava arisca, tratava-o como se ele fosse algum tipo de criminoso. De fato, era isso mesmo que ela pensava dele, um criminoso impostor que aparecera na vida dela para infernizá-la.
Mas ele não fizera nada, na verdade. Fora ela, só ela.
Foi ela que entregou a carta para ele e também foi ela quem foi procurá-lo. Mas era mais fácil dizer que idiota era ele e não ela, mais fácil odiá-lo do que a si mesma. Sim, ela já o odiava. Malfoy conseguia atrair todos os sentimentos ruins que ela possuía, conseguia tirá-la do sério e deixá-la sem sono. Deixava-a confusa e perdida e ela nem sequer o conhecia, o tinha visto apenas uma vez. E fora suficiente para que ele não saísse de sua cabeça, dos seus sonhos, ou melhor, seus pesadelos.
Sim, porque ela só tinha sonhos com Harry, o garoto que ela gostava. Mesmo que este estivesse meio que desaparecido. Ela ainda gostava dele. E odiava Malfoy, muito.
Não podia esquecer isso, nunca.
Sem que Malfoy esperasse, Hermione saiu correndo. Não podia continuar ali. Sabia que aquela conversa não tinha terminado, por ela sim, mas tinha certeza de que Draco a procuraria, não era ela que determinaria quando aquilo terminasse e sim ele, afinal ela fizera a escolha errada, novamente.
Continua...
Bem, como eu disse, o capítulo está menor que o primeiro e também está uma porcaria q.q, não teve muita coisa, ta, não teve nada de interessante, mas ainda assim espero receber reviews, elas me deixam muito, muito feliz.
Será que mereço?
Agradecimentos a
: Horchid,sim flor, foi inspirado nele;Carol; Camilla; Vivi; Regina e Laslus: Eles estão em hogwarts sim, transformei-a em um colégio interno, isso explica o 1 C.
Obrigada meninas, vocês fizeram essa pessoinha muito feliz e foi graças a essas reviews que eu continuei. De novo, obrigada.
Até mais... Bjos!
Zoey Hyuuga.
