A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
Os ombros de Sesshomaru ficaram tensos. Ele recebera uma tarefa do rei. Precisava se concentrar em suas responsabi lidades, não em pensamentos que só lhe trariam compli cações.
Damas só causavam problemas. Seu irmão, Kohaku, era testemunha disso. Era melhor vadiar com prostitutas.
Rin o fitava.
— Eu o deixei chocado com meu comentário?
Ela aguardava uma resposta. Aqueles olhos azuis só o deixavam ainda mais confuso.
— Isso não é o suficiente para me chocar.
Sesshomaru olhou para as estrelas, saudoso dos dias em que seus atos não eram observados, em que suas palavras não eram analisadas por aqueles que desejavam denegrir o nome de sua família.
— O que me choca, Rin, é sua falta de zelo por sua reputação.
O riso soou abafado contra seu peito.
— Sua preocupação é… comovente. Mas desnecessária.
— Enquanto estiver sob minha proteção, nenhuma preo cupação será desnecessária.
— Então me liberte. — Como ele não respondesse, ela decidiu erguer a cabeça.
Sesshomaru suspirou.
— Eu não poderia fazer isso, milady.
Ela se afastou, virando-se para a janela. Falcon apoiou as mãos de cada lado da estreita abertura, como se a apri sionasse em uma armadilha.
— Falcon, se tiver um pingo de misericórdia, deixe-me ir.
— Não, você ainda terá que desfrutar de minha compa nhia por mais alguns dias.
Ela virou a cabeça para o lado, a trança do cabelo acom panhando o movimento. A pele clara e macia da nuca con trastava vivamente com os cabelos negros.
Sesshomaru tocou suavemente a curva do pescoço. Um tre mor percorreu o corpo de Rin antes que ela pudesse se afastar.
Fascinado com a reação da pele macia, Sesshomaru roçou o pescoço com os lábios, fazendo-a estremecer novamente.
Era inconcebível que o simples toque daqueles lábios pu desse fazer seu corpo se incendiar. Mas o volume que sentia às suas costas evidenciava que o desejo o dominava também.
— Beije-me, Rin — Sesshomaru sussurrou em seu ouvido.
Será que este beijo seria tão inebriante quanto o último? Ela se virou, parando para admirar os olhos verdes antes de trazer o rosto dele para si.
Sesshomaru a abraçava com força, quase esmagando seus seios com a armadura. Mas o desconforto foi esquecido quando sua boca foi capturada.
Sentindo os braços a envolvê-la, as línguas entrelaçadas, Rin conclui que estava fazendo a coisa certa. Logo seria entregue a um homem que não conhecia, um estranho que sua família escolhera.
Como se percebesse que sua mente estava distante, Sesshomaru resmungou baixinho, atraindo a atenção dela para o que poderia ser desfrutado nos próximos dias.
Rin queria ser acariciada, ser levada a alturas desco nhecidas. Queria que Falcon arruinasse sua reputação e então a deixasse partir. Ela se aproximou ainda mais, pressionando-se contra o volume em sua virilha.
Sesshomaru interrompeu o beijo.
— Rin, devemos parar.
Ela continuava esperançosa. Reunindo toda a coragem, fitou-o nos olhos.
— Falcon, deixe-me partir. Ninguém descobrirá.
Ele fechou os olhos, como se lamentasse enquanto meneava a cabeça.
— Não posso. Preciso cumprir minhas ordens. — Ao abrir os olhos, um pequeno sorriso brincava em seus lábios. — Meu futuro depende dessa missão.
É agora ou nunca.
Rin começou a contornar os lábios de Sesshomaru com um dos dedos.
— Quero fazer um acordo, Falcon.
Ele mordiscou levemente o dedo de Rin antes de di zer:
— Estou com medo do teor deste acordo.
Ela buscou coragem mais uma vez.
— Não fugirei novamente se… — ela respirou fundo —, se você me tornar sua.
Ele franziu a testa.
— Torná-la minha? —Arregalou os olhos ao compreen der. — Não pode estar dizendo que…
— Sim, possua-me com seu corpo, Falcon. — Ela des viou o olhar antes de continuar. — Ensine-me os segredos dos amantes.
Ele gemeu, o que deu esperanças a Rin.
— Sabe o que está pedindo?
— Não pediria se não soubesse.
— Mas você está prestes a se…
Ela colocou um dedo sobre seus lábios, impedindo-o de continuar.
— Casar, eu sei. Logo estarei casada com um desconhe cido, cujo beijo eu talvez não aprecie. — Ela recomeçou a traçar o contorno de seus lábios. — Será que não mereço umas poucas noites de paixão?
Rin esperava que sua lamuriosa súplica escondesse sua verdadeira intenção — fugir de seu destino.
— Será que não mereço guardar lembranças felizes em meu coração? Algo que poderei relembrar nas longas noi tes frias?
Ela não conseguia decifrar o olhar dele. Falcon não pa recia chocado, tampouco animado com a oferta.
Ouviram pessoas se aproximando. Era Edgar que trazia dois homens para consertar a porta.
Rin se virou para a janela, encostando a cabeça na pa rede.
Finalmente controlando seu desejo, Sesshomaru fez o capitão acompanhá-lo para fora do quarto.
—Acharam o último homem em uma das cabanas de ar mazenagem. Está muito ferido, mas vai se recuperar — re latou Edgar.
— Bom. Conseguiu mais alguma informação? Edgar balançou a cabeça.
— Não, mas não interrogamos os guardas ainda. Quer que eu os traga até aqui?
— Não. — Essa era a última coisa que Sesshomaru queria no momento. — Deixe que descansem. Eu falarei com eles pela manhã.
— Sim, senhor. — Edgar mirou um ponto atrás de Sesshomaru. — Aporta está quase pronta. Não quer que eu fique aqui para que você possa descer e comer?
— Estou bem, Edgar. Cuide para que os outros recebam comida e um lugar para dormir.
Edgar franziu a testa.
— Você precisa dormir mais do que qualquer um. Eu posso…
— Não!
O capitão recuou com o grito de Sesshomaru.
— Não precisa arrancar minha cabeça, milorde. — Ele examinou seu senhor antes de sorrir. — Oh, entendo. Já tem planos para esta noite.
— De certa forma, sim. Pretendo passar a noite vigiando minha protegida.
Edgar arregalou os olhos.
— Sozinho? No quarto dela? Milorde, não acha que…
Sesshomaru ergueu a mão.
— Eu só quero completar minha missão com sucesso. Dormirei no chão, perto da porta, não na cama dela.
Edgar ergueu as sobrancelhas.
— Ótima idéia, milorde. Cuidarei dos homens e depois voltarei para vigiar a porta. Assim ninguém perturbará… vocês.
Sesshomaru conteve a resposta que pretendia dar ao capitão.
— Ótimo, Edgar. Até amanhã.
Sesshomaru ainda esperou que os homens terminassem de consertar a porta para entrar no quarto e trancá-lo.
Rin continuava no mesmo lugar. Devia estar envergo nhada, talvez arrependida de sua ousadia.
O que ela estava planejando com aquela oferta? Não ha via dúvida de que estava tramando alguma coisa.
Ela admitira ser virgem, mas agia de maneira sedutora. Será que estava assim tão desesperada para arruinar seu fu turo?
Envergonhado, ele teve que admitir que aquilo não im portava no momento. A oferta era muito tentadora.
Por outro lado, estava muito intrigado com aquela tenta tiva de manipulação. Ela teria coragem de chegar até o fim?
Teria ele mesmo tamanha coragem? Era como se tudo não passasse de um teste para saber se ele ainda tinha alguma
honra.
Ele se apoiou na porta e chamou por Rin. Ela se virou, ainda tentando ocultar o rosto.
— Rin, eu adoraria lhe oferecer uma noite de paixão. Isso se não tiver mudado de idéia.
Ela deu um passo e finalmente o fitou.
— Isso ficará apenas entre nós? Não contará a nin guém?
Ele começou a caminhar na direção dela, o coração des compassado.
— Não saio por aí contando vantagem.
— Não irá me desprezar depois?
— Pensei que a opinião dos outros não importava.
Ela franziu a testa.
— Neste caso, a sua importa.
Ele parou a pouca distância dela, esperando encontrar as palavras certas.
—Você me oferece o que mulher alguma jamais me ofe receu. Como poderia desprezá-la?
— Não mudará de idéia quando o dia amanhecer?
Sesshomaru deu de ombros.
— Acho que não, mas não tenho certeza. Rin revirou os olhos.
— Bem, você costuma desprezar as mulheres depois de, de… — Ela parecia não saber que palavra usar para definir o ato.
Seria divertido ver que termo ela empregaria, mas Sesshomaru resolveu poupá-la.
— Não sei, Rin. Prostitutas geralmente não esperam até o raiar do dia.
Ele a puxou para perto, fazendo-a apoiar a cabeça em seu peito.
— Se tiver mudado de idéia, eu entenderei.
Ela meneou a cabeça.
— Não, não quero que me deixe.
Ele ergueu o rosto dela, procurando qualquer sinal de incerteza, mas nada encontrou.
Ela estava arriscando muito por uma noite de paixão. Ainda duvidava que Rin fosse levar isso até as últimas conseqüências.
Sesshomaru a beijou gentilmente.
— Já que ninguém pode saber o que faremos — ele dis se, tirando a túnica e soltando o cinto —, terá que me ajudar com a armadura.
Rin sorriu.
— Já banquei o escudeiro antes.
Os dedos dela tremiam ao ajudá-lo. Era como se qui sesse rasgar tudo aquilo para que pudessem ir logo para a cama.
O que ela estava pensando?
Poucas horas antes, a mera sugestão de se deitar com um homem parecia degradante. Só uma prostituta barata agiria assim.
Mas ao se oferecer para um homem na esperança de con quistar a liberdade, estava sendo muito diferente das mu lheres que ofertavam o corpo por dinheiro?
Imaginava por quanto tempo queimaria nas chamas do inferno.
Agora apenas usando a calça e as botas, Sesshomaru alongava os músculos dos braços. Rin respirou fundo. Ela tinha imaginado que a armadura era responsável por sua avantajada forma física. Mas estava enganada.
Céus, ele era enorme!
Rin sentia a boca seca quando se ajoelhou para ajudá-lo com as botas. Então Sesshomaru tocou seus cabelos. Assustada, ela ergueu os olhos e se deparou com… Por todos os santos, ela não podia continuar com isso!
Mas não tinha escolha. Não conseguia pensar em outra maneira para desafiar seu destino. Rin mordeu o lábio ao retomar a tarefa, mas não conseguia lidar com os laços. Lágrimas de frustração ardiam em seus olhos. Que bela prostituta seria.
— Rin, eu cuido disso.
Enquanto ele tirava as botas, ela ficou parada no mesmo lugar, sem conseguir pensar.
Sesshomaru fechou os olhos e meneou a cabeça antes de cha má-la. Como se estivesse em um sonho, ela percebeu que caminhava lentamente até ele.
Falcon puxou Rin para o colo e abraçou-a, afagando suas costas.
Depois de certo tempo em silêncio, Rin suspirou e re laxou. "
— Não precisamos continuar. Se quiser desistir, pode mos parar agora.
Parar? Isso não seria admitir medo? Desde quando o medo a impedia de qualquer coisa? Por outro lado, seria sensato continuar?
A indecisão iria enlouquecê-la.
— Só me diga se eu preciso ter medo.
— Duvido que teria pensado em algo tão ousado se real mente tivesse medo de mim.
Ruborizada, Rin admitiu:
— Não é exatamente de você que eu tenho medo. A risada de Falcon aqueceu seu coração.
— Sua imaginação não tem limites. Não é como se eu fosse matá-la.
Rin não teve escolha senão sorrir. Falcon ergueu o rosto dela, sorrindo de maneira marota antes de perguntar:
— Ficaria desapontada se soubesse que não tenho essa vasta experiência que imagina?
Rin suspirou. Puxando as saias para cima, acomodou-se no colo dele e voltou a pousar a cabeça em seu peito.
— Desapontada? Não, Lorde Falcon. Estou aliviada.
Rin se ofereceu totalmente pro sesshy em gente SEUIHSESEHISEIUSH os dois estao cada vez mais ligados, será que vai dar em algo?
Relena-chan -será? ela fala fala, é sincera, mais tem medo voce viu né? o sesshy está ficando admirado nela, eu acho eles tao fofos OSSKOPKO gostou do cap?
- Essa história é cheio de pontos soltos já percebeu? Você tem sempre que tentar advinhar, sempre algo leva outra coisa, ta tudo envolvido, o sesshy, a familia dela, ela própria, e desconhecidos. Ah ele é um falcon, um falcon é fogo viu SEOSPESEKPOSK ele é meio travado ela é mais ousada, mais ngm nega o desejo isso que é bom, espero que tenha gostado desse cap, bjaooo
