A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha


— Aliviada?

— Sim, aliviada. Você não poderá comparar minha falta de jeito com muitas outras mulheres.

Sesshomaru quase riu daquela lógica absurda. Mas sentir os dedos de Rin acariciando seu peito bastava para compro meter sua razão.

— O que faremos agora?

Ele sabia o que devia fazer: parar. Não poderia desonrá-la, mas a vontade de saber até onde Rin levaria aquele jogo era maior.

Sesshomaru afagou as costas dela e começou a desfazer os laços do vestido.

Mãos capazes de empunhar uma espada com destreza agora tremiam. Seria capaz de despi-la antes que ela de sistisse?

Por fim, o vestido deslizou até a cintura de Rin.

A pele dela era macia ao toque. Ele queria saboreá-la, contudo, ao fitá-la, Rin virou o rosto.

Sabia que ela não estava fazendo aquilo por prazer. Seria fácil convencê-la a concluir o que ela mesma iniciara, mas não a possuiria influenciado por uma mentira.

Sesshomaru beijou seu ombro e pescoço antes de sussurrar em seu ouvido:

— Parece que alguém não quer realmente fazer isso.

— Não, eu ainda…

Ele ergueu o rosto dela.

— Ainda o quê, Rin? Ainda quer arruinar sua reputa ção? Para quê? Para conseguir liberdade?

Ela não respondeu.

— Acha que sou idiota? Que estou tão ansioso por me deitar com uma mulher que não percebo quando estou sen do manipulado?

Rin não suportava sustentar aquele olhar, portanto fe chou os olhos.

— Eu pensei que…

— Pensou que eu a deixaria fugir caso se entregasse a mim?

Rin meneou a cabeça.

— Não. — Um suspirou escapou de seus lábios. — Tal vez.

— Não precisa se oferecer por algo que não acontecerá.

Quando ela se afastou, Sesshomaru ainda avisou:

— Não fugirá novamente.

Ela lhe dirigiu um olhar furioso. Contudo, Falcon não parecia zangado com ela. Sua atitude gentil a confundia.

— Então o que faremos agora?

Sesshomaru indicou a porta.

— Edgar está de guarda. Minha saída despertaria co mentários.

Ele recolocou o vestido dela no lugar, tirou Rin do colo e foi para o canto do quarto.

— Não pode dormir no chão — ela disse.

— Não se preocupe, você estará segura.

O desejo ainda fluía na voz de Falcon, deixando-a mais rouca que o normal.

— Não temo por minha segurança.

Ele se acomodou no chão, de costas para a parede.

— Talvez devesse.

A luz das velas acentuava as marcas escuras ao redor dos olhos dele. Uma ponta de culpa a atormentava.

— Não ficará confortável assim.

— Passei a última semana sobre o lombo de um cavalo. O chão será mais do que confortável. Vá dormir, Rin, não se preocupe comigo.

Ela se deitou no catre.

— Não quer o cobertor?

— Não.

— Não há nada que…?

— Fique quieta e durma.

Sesshomaru acordou com o chamado de Edgar do outro lado da porta.

Contudo, não lembrava ter ido dormir ao lado de uma mulher. Estavam abraçados, as pernas entrelaçadas.

Sesshomaru não queria acordá-la, por isso ignorou Edgar. Depois de se acomodar melhor contra a parede, puxou a coberta até os ombros de Rin. .

Isso era agradável. Acariciava distraidamente os cabelos dela, imaginando que seria fácil se acostumar a acordar as sim todos os dias.

Quando percebeu que Rin estava acordando, Sesshomaru a apertou nos braços.

— Seu catre estava confortável demais.

Rin bocejou.

— Foi a única maneira que encontrei para que parasse de falar enquanto dormia.

O estômago dele se contraiu.

— O que eu disse?

Rin meneou a cabeça.

— Nada realmente. Só palavras desconexas.

Ele não acreditava nisso, mas deixou o assunto de lado.

Rin se sentou, espreguiçando-se, e tocou os cabelos.

— Eu devo estar pavorosa.

Pavorosa? Na verdade, o sono deixara as feições dela mais suaves. Quando se alongava, o torso se erguia, fazen do com que Sesshomaru tivesse que desviar o olhar dos seios.

— Posso mandar que lhe preparem um banho.

Os olhos dela se iluminaram.

— Isso seria maravilhoso.

— Milorde. — Edgar chamou novamente. Ambos olharam para a porta.

— Como ele sabe que você está aqui? — Ela parecia preocupada.

— Estamos num lugar estranho, é bom que meu capitão saiba de meu paradeiro.

Ela se levantou furiosa.

— Pois explique ao seu capitão que nada do que ele deve estar pensando realmente aconteceu.

Sentindo-se faminto e cansado, Sesshomaru começava a per der a paciência.

— Ele comanda meus soldados, não minha vida. Edgar conhece o próprio lugar.

Rin lhe lançou um olhar irritado antes de abrir a porta para o capitão.

Edgar ficou um tanto embaraçado. Fez uma cortesia an tes de entrar e se aproximou de Sesshomaru.

— Bom dia para você também, Sir Edgar. — Rin disse para o vazio antes de fechar a porta.

Obedecendo a um gesto de Sesshomaru, Edgar se voltou.

— Perdão, Lady Gervaise. Como vai nesta bela manhã?

— Um pouco de comida, um banho e certa privacidade tornariam esta manhã quase perfeita.

Sesshomaru se levantou com um gemido.

— Será que Sir Hector preparou um quarto para mim?

— Sim, senhor. É o quarto ao lado. Suas roupas já foram levadas para lá e tomei a liberdade de lhe pedir um banho.

Sesshomaru recolheu o que podia de suas roupas e armadura e parou diante de Rin antes de sair.

— Ordenarei que lhe preparem um banho. Não saia des se quarto até eu voltar.

Rin não respondeu.

— Não tente nada. Farei o que for preciso para que seja entregue à sua família.

Edgar recolheu o resto das roupas de Sesshomaru e saiu. Rin se aproximou da janela.

— E eu farei o que for preciso para não chegar lá. — Ela o encarou novamente, erguendo o queixo. — Nada mudou, Falcon.

As palavras revelavam frieza e desafio. Sesshomaru praguejou e, antes que ela pudesse escapar, segu rou-a com força.

Jogando as roupas no chão, Sesshomaru murmurou:

— Muita coisa mudou, Rin.

Antes que o beijo acontecesse, Rin suspirou e cingiu seu pescoço.

— Mostre-me o que mudou, Falcon.

Sesshomaru ficou parado. A voz dela era sedutora demais para alguém que estava tão furiosa segundos antes. Ele meneou a cabeça e recolheu novamente as roupas.

— Isso não vai funcionar.

Antes de sair, ordenou novamente.

— Não saia desse quarto.

As imprecações o seguiram porta afora.

Sesshomaru olhou para os corpos. Mesmo livres de grande parte do sangue, a visão era repugnante.

A pareira de Browan era a única pessoa disponível para examinar os três mortos. Meneando a cabeça, ela chamou Sesshomaru e Hector.

Sesshomaru sabia o que ela queria mostrar, mas permaneceu quieto.

Não conhecia o povo de Browan. Não sabia como eles reagiriam se soubessem que os assassinos provavelmente tinham seguido Rin até ali.

A mulher apontou para os corpos estendidos sobre a mesa.

— O que lhe parece?

Sesshomaru se aproximou.

— Parece que foram feridos na garganta por algo pon tiagudo.

— E arredondado — acrescentou a mulher, colocou o dedo indicador no ferimento. — Talvez algum tipo de lança.

Sesshomaru franziu a testa. Mesmo que alguém habilidoso atirasse uma lança, a arma teria transpassado o pescoço dos homens.

— Percebo a vantagem dessa arma estranha, mas por que não usaram uma espada?

Hector deu de ombros.

A parteira parecia pensativa, então balançou a cabeça e fez o sinal da cruz.

— Não pode ser — ela murmurou, buscando apoio na mesa.

— Fale, mulher! — Sesshomaru exclamou.

— Ouvi histórias sobre um grupo renegado de druidas que só usava armas feitas de espinheiro para matar seus inimigos. — Ela olhou para os corpos. — Isso impediria que os homens pedissem ajuda antes de morrer e os faria sangrar bastante.

—Por que usar espinheiro?

Ele olhou para a parteira.

— Veja se acha farpas nos ferimentos.

Então se dirigiu a Sir Hector.

— Certifique-se de que a guarda seja redobrada. Deixe todos em alerta.

Quando ambos foram cuidar das ordens recebidas, Sesshomaru puxou Edgar de, lado.

— Precisamos partir o mais rápido possível. É a única maneira de afastar esses assassinos de Browan. Envie uma mensagem para o conde de Falcon pedindo mais soldados urgentemente.

— O que devo dizer, milorde?

Sesshomaru pensou por um momento. A última coisa que queria era que seu irmão aparecesse.

— Minta. Diga que alguns homens ficaram muito doen tes e que não posso adiar a viagem.

— Acha que ele acreditará?

Sesshomaru riu.

— Não, mas como ele se casou há pouco tempo, estará ocupado com outros assuntos para que perca muito tempo refletindo sobre meu pedido.

Edgar riu e saiu para cumprir as ordens. Sesshomaru olhou para as escadas.

O que faria com Rin? Ela tinha razão quanto aos guar das. Será que os temores dela quanto à família também ti nham fundamento? Seu peito se apertou com uma súbita vontade de protegê-la.

Sesshomaru meneou a cabeça. Uma coisa de cada vez.

Talvez um pouco de comida servisse para aplacar a ir ritação dela no momento. Pegando um jarro de água, um pedaço de pão e queijo, rumou para o quarto.


Gente mil desculpas, eu to postando SUPER rápido, pensei que nem ia dar tempo de postar hoje, por isso não vai dar pra responder as reviews, mais amanha eu vou responder, então não deixem de mandar. BEIJAO