A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha


Rin acordou repentinamente. Dormira apoiada na toalha pendurada na borda da tina enquanto desfrutava do banho, cuja água já estava bem fria. Ela afastou a cortina que lhe dava certa privacidade e esticou o braço para pegar outra toalha.

Alguém a colocou em sua mão.

Não imaginava que uma das criadas estivesse à espera, mas estava grata pela assistência.

— Obrigada.

Levantou-se e saiu da tina. O ar frio a fez estremecer.

Rin se enrolou na toalha imensa e macia e parou dian te do braseiro.

Usou a primeira toalha para secar os cabelos. Escutou o ruído do banquinho sendo arrastado até ela e sentou-se. Sem virar para ver quem a atendia, agradeceu novamente.

Depois de secar bem os cabelos, Rin pediu:

— Poderia fazer a gentileza de me trazer um pente?

Um pente começou a desembaraçar suavemente as pon tas de seus cabelos. Rin inclinou um pouco a cabeça para trás.

— Sinto muito, sei o quanto estão embaraçados.

A criada cuidava pacientemente de seus cabelos, mecha por mecha.

Rin fechou os olhos e suspirou. Não imaginava o quanto sentia falta de uma aia. Quando o pente correu livre mente por sua cabeleira, percebeu que a criada começava a lhe fazer cachos.

— Não é necessário, farei uma trança.

Rin esticou a mão para impedir que a moça continuas se e então ficou paralisada.

Não era a mão de uma garota. O coração dela disparou. Rin respirou fundo antes de se virar para ver a "criada".

Sesshomaru sorriu. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele a puxou para seus braços. Quando Rin tentou protes tar, ele tirou partido disso para beijá-la.

A toalha caiu no chão.

A pele macia o atiçava. O perfume de rosas preenchia sua mente com uma paixão irreprimível.

Sesshomaru interrompeu o beijo e soltou Rin com relutân cia.

Ela pegou a toalha do chão. O rosto vermelho e os dedos trêmulos o preveniram do tamanho de sua fúria.

Depois de cobrir-se novamente, Rin ergueu a mão.

Sesshomaru a deteve facilmente.

— Já senti o peso de sua mão uma vez, não quero passar pela experiência novamente.

— Seu porco — ela sibilou. — Falcon, eu juro…

— Sesshomaru.

Rin franziu a testa, confusa.

— Meu nome é Sesshomaru. — Ele a puxou novamente, pren dendo o braço dela nas costas. — Diga meu nome. Sesshomaru.

Ela tentou se libertar. Mantendo-a presa com facilidade, ele repetiu:

— Sesshomaru. Diga meu nome.

O olhar dela parecia ser capaz de dilacerá-lo.

— Que diferença isso faz? Ele a beijou na testa.

— Como já saboreei seu beijo e senti seu desejo, acho que seria apropriado ser chamado pelo nome.

— Perdeu o juízo? Pensei que estivesse zangado por causa de minha tentativa de manipulação.

— Estou zangado; mas disposto a esquecer o que pode ria ter acontecido.

Sesshomaru percebeu que Rin retomava imediatamente o antigo plano.

Tentou não rir quando ela esboçou um sorriso extrema mente superficial e apoiou a mão em seu pescoço.

— Então não vamos mais tocar nesse assunto, Sesshomaru. Ouvir seu nome sussurrado por aqueles lábios era quase uma carícia.

Bem no fundo de sua mente, sabia que aquela submissão era uma mera manobra. Mas contra toda a lógica, o coração dele disparou dentro do peito quando a beijou mais uma vez. Seria muito fácil esquecer que ela só queria a própria liberdade.

Com um suspiro de rendição, Rin se pendurou nele. Precisava se lembrar que aquilo era apenas um jogo.

Os lábios dele exigiam que ela correspondesse com pai xão, fazendo com que culpa e vergonha se fundissem em seu coração. Ele não merecia ser usado assim. Sesshomaru que ria apenas obedecer ao rei e recuperar a honra que julgava perdida.

Incapaz de conter o grito que se avolumava em sua gar ganta, Rin interrompeu o beijo.

— Pare! Falcon, pare!

Ver aquele olhar repleto de contrariedade a deixou ainda mais envergonhada. Ofegante, Rin tocou seu rosto.

— Sesshomaru, sinto muito. Eu… — Não sabia o que dizer para aplacar a raiva dele.

— Não precisa se desculpar. Eu sabia o que você queria e entrei em seu jogo.

Ela recuou, meneando a cabeça.

— Basta, Falcon. — Quando ele acariciou seus cabelos, Rin o fitou nos olhos. — Sesshomaru, não posso negar que o desejo, mas prometo que não tentarei nada disso outra vez.

Ele a puxou para perto, fazendo-a repousar a cabeça em seu peito.

— Também não posso negar meu desejo por você, Rin.

As batidas ritmadas do coração de Falcon a fizeram re laxar.

— Eu tenho ordens para escoltá-la, mas não há nada que diga o que devo fazer depois.

O sorriso dele a deixou esperançosa.

— Então…

— Rin, não há como prever o futuro. Talvez você ve nha a gostar realmente de sua família e do homem que será seu marido.

Ela bufou, mas ele continuou:

— Cumprirei meu dever para com o rei, mas se você não desejar ficar com sua família, eu a levarei para onde quiser.

Ela estava surpresa.

— Faria isso por mim? Isso não lhe causará problemas no futuro?

— Um cavaleiro jamais deixaria uma dama num lugar onde não deseja ficar.

— Por que eu deveria confiar em você?

— Porque nunca menti para você. E nunca o farei. — Sesshomaru refletiu por um instante. — Contudo, deve fazer uma promessa.

Ela ficou alarmada.

— Promessa?

— Sim. — Ele ergueu uma sobrancelha, como se a de safiasse a recusar. — Não tentará fugir novamente e dará uma chance à sua família antes de decidir o que fazer no futuro.

— Mas eles…

— Uma chance, Rin. É só isso o que peço. Não sabe quais foram as razões para nunca terem procurado por você antes.

Ela considerou a proposta, percebendo que teria uma chance de decidir seu próprio destino.

— Está bem, eu concordo.

— Ótimo — ele respondeu.

Para preencher o silêncio constrangedor, Rin disse:

— Acho que não tenho roupas limpas.

Ele apontou para o catre.

— Estão bem ali.

Rin foi até o catre, perguntando sobre o ombro:

— Vai me ajudar novamente?

O coração de Sesshomaru pulou no peito.

— Não. — Ele rumou para a porta. — Eu lhe encontrarei uma aia.

— Não pensei que fosse covarde, Falcon. Ele se voltou com uma reverência.

Milady, admito minha covardia. Este pobre mortal prefere enfrentar uma espada, mesmo desarmado, a vis lumbrar novamente a pele perfeita de seu corpo adorável. Uma visão que muito me atormentaria.

— Ora, ora. Você é talentoso com as palavras, não é mesmo? — Rin se virou para ele e começou a desenrolar a toalha.

— Eu tento — ele disse, saindo apressadamente do quarto.

Rin ainda estava rindo quando a porta foi reaberta. Sesshomaru trazia Kaede a seu lado. Rin parou de rir imediatamente.

— Não pode estar falando sério. Ela? Minha aia?

Sesshomaru deu de ombros.

— É a melhor opção no momento.

Kaede olhou de um para outro, então apontou para Sesshomaru.

— Então decidiu se comprometer com este aqui?

Rin conhecia a ousadia da mulher, por isso decidiu colocá-la no devido lugar desde o princípio. Endireitou os ombros e encarou a antiga cozinheira com um olhar que afugentava muitos homens.

— Isso não lhe diz respeito.

Kaede meneou a cabeça, nem um pouco perturbada.

— Eu sei, mas é sempre divertido perguntar.

Falcon gargalhou.

Quando Rin lhe dirigiu o mesmo olhar, ele se despe diu.

— Tenho certeza de que estará em boas mãos.

Kaede riu.

— Esse olhar só funciona com homens, milady. — Ela começou a recolher as roupas que Rin espalhara pelo catre. — Precisa de uma cama.

Rin revirou os olhos.

— Já sei. Ao invés de perder tempo dizendo o que eu devo fazer, por que não age feito uma aia?

Kaede largou as roupas e lhe apontou um dedo.

— Você pode ter atacado um escudeiro para fugir, mas não pense que fará o mesmo comigo.

— Acha que poderia me deter? — Não que isso impor tasse, já que fizera uma promessa a Falcon. — Você é mi nha aia, não minha carcereira.

— Talvez devesse reconsiderar esse fato. Rin estreitou os olhos.

— O que isso quer dizer?

— Significa, milady, que sei que está sendo escoltada para ser entregue à sua família. E farei o possível para obedecer ao meu novo senhor. — Ela sorriu maliciosamente. — Acho que ele não quer que sua reputação seja… com prometida.

A risada da mulher feria os ouvidos de Rin, que trin cou os dentes para conter a irritação.

— Quer parar de usar essa palavra?

— Eu só queria usar um termo que entendesse. Uma jo vem dama não deve ser submetida a indelicadezas.

Rin cerrou os punhos, olhou para o teto e praguejou. Seria inútil discutir.

Uma vez vestida, alimentada e sozinha, Rin olhou pela janela.

As coisas não estavam acontecendo como tinha planeja do. Bastava pensar em Sesshomaru para sentir reações estranhas em seu corpo.

Ela meneou a cabeça. Precisava evitar maiores contatos com aquele homem.

Mas o que deveria fazer?

A porta foi aberta outra vez. Como o guarda que Sesshomaru deixara de prontidão não tinha anunciado ninguém, imagi nou que fosse Kaede novamente. Rin não saiu da janela até uma mão agarrar seu ombro com força.

Ela deu uma cotovela na pessoa e se virou para ver quem era.

Ficou assustada quando viu um homem vestindo um capuz negro que escondia seu rosto. Ele esfregava o local onde fora atingido.

Os olhos dele brilhavam de ódio. Um ódio tão profundo que ameaçava congelar sua alma.

— Quem é você? Como passou pelos guardas?

Ele não respondeu, apenas tentou agarrá-la novamente. Rin se esquivou e correu para a porta, mas foi atirada contra o catre. Enquanto tentava recuperar o fôlego, o ho mem a segurou.

— Onde está?

— Onde está o quê?

— O dragão de ametista. — Ele apertava seu ombro com tanta força que certamente deixaria marcas. — Onde está? — A voz era quase um rosnado.

Rin levou a mão ao pescoço. O pendente havia sumi do!

O homem avançou sobre ela. Rin tentou gritar, mas ele a calou com a mão.

— O guarda de seu quarto morreu bem rápido. — Ele puxava algo da túnica. —A escolha é sua.

Rin engoliuem seco. Aarma parecia uma pequena foice de madeira, não muito curvada, mas de ponta bem afiada. Aquela arma provavelmente matara os mensageiros em Gervaise e os guardas em Browan. . — Onde está o dragão?

Ele baixou a foice até alcançar a gola de seu vestido. Com um rápido movimento, rasgou o tecido.

— Por que não está usando o presente de sua mãe? Rin ficou surpresa. Como ele sabia disso?

Ele brincou com a arma, esfregando-a de um lado a ou tro sobre a pele exposta antes de levá-la ao rosto de Rin.

— Eles ficarão desapontados. O dragão ganha mais po der quando fica aninhado entre seus seios. — Ele enfatizou as palavras arrastando a foice até o vale entre os seios.

Rin conteve um soluço de medo. Seu corpo tremia. Tentou se livrar dele, mas espernear não adiantava. O ho mem era pesado demais e o vestido atrapalhava seus mo vimentos.

Céus! Ela não queria morrer. Uma lágrima correu por sua face. Rin fechou os olhos com força, na esperança de que outras não caíssem.

Ele a segurou pelo queixo, como se estivesse disposto a quebrar, sua mandíbula.

— Onde está o dragão? Não tenho o dia todo.

— Eu não sei.

Ele cortou seu ombro com a ponta da foice. Rin gritou de dor. O sangue escorria por seu braço.

— Faremos da maneira mais difícil, já que insiste.

Ele cobriu a boca e o nariz de Rin com a mão, impe dindo-a de respirar. Olhando-a nos olhos, começou a mur murar palavras ininteligíveis.

Rin! Fuja agora!

Rin ouviu a ordem da mulher, mas não tinha forças para obedecer.

Pelo amor de Deus, minha princesa, fuja!

Outra voz se juntou à primeira. Soava estranhamente semelhante à de seu pai. Satã certamente invadira aquele quarto.

Agora!

Instigada pelas ordens, Rin empurrou seu atacante e engatinhou às cegas até a porta. Gritava aterrorizada com o homem e as vozes.

O homem lançou-se sobre Rin com a arma erguida. Os olhos prometiam um fim trágico para sua vida.

Rin levou as mãos ao rosto e gritou novamente.

Aporta se escancarou e Sesshomaru lançou a espada contra o peito do homem encapuzado.

Edgar, Hector e mais dois guardas entraram correndo no quarto, empunhando armas.

Sesshomaru ergueu Rin nos braços e ordenou:

— Quero a parteira e Kaede no meu quarto imediata mente.

Sir Hector olhou para o homem morto no chão.

— Mas, milorde…

— Ele não vai a lugar algum. Vigie o quarto até minha volta — ele berrou.

Rin estava agarrada a ele, aos soluços. Sesshomaru a car regou para o quarto e, mantendo-a no colo, sentou-se na cama.

Afastou os cabelos de Rin do rosto e então notou o sangue em seu braço. O coração dele ficou aos saltos.

— Jesus, o que ele fez? — Raiva e medo se misturavam. — Rin, preciso ver seus ferimentos.

Ela enterrou ainda mais o rosto no peito dele. Sesshomaru suspirou e a abraçou gentilmente.

— É minha culpa. Nunca devia ter confiado sua segurança a ninguém.

A preocupação transparecia em sua voz. Ela respirou fundo e finalmente perguntou:

— Espíritos são bons ou maus?

—Espíritos? Mas que bobagem era essa? — Acalme-se, ele não era um espírito.

— Eu sei. Mas eu ouvi meu pai dizendo para que eu fugisse. — Ela franziu a testa. — E uma mulher também.

— Rin, ele a feriu na cabeça?

— Não. — Ela mordeu o lábio, franzindo a testa novamente. — Eu sei que era meu pai.

Sesshomaru decidiu não discutir.

— Talvez tenha sido um truque de sua mente para que você agisse.

Enquanto ela refletia sobre o assunto, Sesshomaru aproveitou para examiná-la. O corte no ombro não era profundo, mas marcas de dedos já começavam a se formar ao redor.

Rin estremeceu.

— Era uma pequena foice. — Ela olhou o próprio ombro antes de fitar Sesshomaru. — Provavelmente foi a arma usada para matar os outros.

Sesshomaru respirou fundo.

— O que ele queria com você?

— Meu pendente. Ele sabia que era presente de minha mãe. — Ela parecia confusa.

Sesshomaru queria fazer Rin esquecer de todo o horror que sofrera, mas sabia que só o tempo poderia fazer isso.

— Há mais deles. Querem o pendente, mas não sei por quê.

Sesshomaru olhou para o vestido rasgado.

— Ele o levou?

Rin levou a mão ao peito.

— Não. Eu o perdi.

— Você estava com ele pela manhã, não? Ela assentiu.

— É provável que a corrente tenha se partido enquanto estava no banho. Deve estar na tina ou no chão do quarto.

— Estava numa fita, era nova. E eu havia dado um nó.

— Rin…

Uma batida na porta os interrompeu.

Ele a beijou na testa antes de sentá-la na cama.

— Kaede e a parteira cuidarão de seu corte.

Quando Sesshomaru se levantou, ela o segurou pela mão.

— Vai me deixar?

O medo ainda brilhava nos olhos de Rin. Desejava tomá-la nos braços e protegê-la de qualquer mal enquanto vivesse.

Levou as mãos dela aos lábios.

— Estarei no quarto ao lado. As portas ficarão abertas. Basta gritar que estarei aqui em um segundo. — Com relu tância, ele a deixou.

Por que ele ainda não voltou? Ele sabia a razão. O homem enviado a Browan certamente fora capturado ou morto.

Só seu informante poderia lhe fornecer os detalhes. O homem socou uma árvore e praguejou.

Terei que cuidar de tudo eu mesmo.

Então encarou cada um de seus homens com fúria.

Juntem suas coisas. Logo estarão à nossa procura. Então se virou para a fortaleza.

—Até breve, princesa. Falcon trará você e o dragão até mim. Logo terei uma das chaves. O riso maligno ecoou na floresta.


Seguinte eu não postei ontem por causa da quantidade de reviews, mais fazer o que né.. E gente minha fic Risco da Paixão, vai passar pra rate M, amanhã ok? Então e amanha infelizmente volta as aulas, entao nao vou poder postar todoss os dias, pq tem dias que passo o dia todo na escola, mais postarei sempre ok? E continuem mandando reviews.

Relena-chan - Leitora fiel kkkkkkkkk ta gostando? A rin ta fazendo propostas bem sedutoras pro sesshy, mt fofo quando ele disse que nao tinha tanta experiencia assim né, voce vai vendo que vai crescendo o amor aos poucos entre os dois, é muito lindo.

Bulma- Bem vinda a história, é bem legal ela mesmo..

H. Quinzel - Oi bem, então o que ta achando da história?