A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha


Antes que o homem pudesse atingi-la, Rin foi arranca da de suas mãos.

Ela não imaginara coisas. Pelo toque, pelos movimentos precisos, ela sabia que era Sesshomaru quem a puxava pelo pul so e a incitava a correr.

A presença dele fez a esperança aquecer seu coração. Antes que qualquer um pudesse reagir à fuga, eles se em brenharam na floresta.

O inimigo não tardouem segui-los. Corriamaos gritos, quebrando galhos, tropeçando em raízes. Rin se aventurou olhar para trás e ficou alarmada ao ver tochas brilhando bem próximo a eles.

Se fossem capturados, morreriam.

Percebendo sua aflição, Sesshomaru a puxou para seu lado.

— Não olhe para trás. Confieem mim. Aquelaspalavras afastaram um pouco do medo.

— Eu confio.

O caminho que eles seguiam parecia ficar cada vez mais inclinado.

Sesshomaru sabia que só conseguira arrancar Rin das mãos do inimigo graças ao elemento surpresa. Eles haviam dei xado rastros visíveis, na expectativa de que um destaca mento viesse em seu encalço. Como aguardavam muitos, os vigias não notaram que um único homem havia se infiltrado no acampamento.

Contudo, esquecera de considerar as condições físicas de Rin. A respiração entrecortada e os passos vacilantes prova vam que estava debilitada por ter sido drogada e seqüestrada.

Por mais que desejasse parar para que Rin descansas se, precisavam alcançar a caverna que descobrira do outro lado da montanha. Não havia vegetação que encobrisse a entrada estreita, mas a escuridão da noite os favoreceria.

Continuavam sendo perseguidos, como ele esperava, mas não se ouviam mais os gritos. Os homens guardavam forças para subir a encosta da montanha. Sempre que Sesshomaru olhava para trás, seus perseguidores pareciam estar um pouco mais distantes.

Logo o caminho se abriria numa área íngreme e rochosa; Rin precisaria descansar um pouco para continuar a subida.

Conseguiu convencê-la a ser carregada em suas costas. Precisou ajustar seus passos ao peso extra, mas logo estava caminhando rápido novamente.

Rin repousou a cabeça em seu ombro.

— Será que desistirão de nos perseguir?

Notando o quanto estava trêmula, ele apertou as pernas dela com mais força, tentando oferecer segurança.

— Não se aflija. Não conseguirão nos apanhar.

— Está preso a esta promessa, Falcon. — Os lábios ro çaram seu ouvido, causando alvoroço em seu coração.

Sesshomaru engoliu em seco ao sentir aquela estranha emo ção em seu peito.

Imaginou como seria segurá-la naquela posição, mas de frente — os braços em seu pescoço, as pernas ao redor de sua cintura, os seios contra seu peito.

Por todos os santos! Será que estou perdendo a razão? Estava cumprindo uma missão para recuperar sua honra. Se não se concentrasse na tarefa, ambos terminariam mortos.

Sentia-se enfeitiçado por um simples sussurro. Sim, ti nha perdido a cabeça. E corria o risco de perder seu coração também. Mas agora precisava se concentrar na trilha acidentada. A subida ficava cada vez mais íngreme e pedregosa. Logo não conseguiria continuar carregando Rin.

Sesshomaru escorregou em uma pedra, mas manteve o equilí brio e parou para descansar. Rin decidiu descer das cos tas dele.

Depois de sentir-se tão aquecida junto ao corpo de Sesshomaru, o ar frio lhe causava arrepios.

Sesshomaru lhe acariciou o rosto.

— Há uma caverna logo adiante, depois do topo desta montanha. Estamos bem perto.

Aliviada, Rin comentou:

— Não vejo mais as tochas.

— Sim, acho que conseguimos colocar uma boa distân cia entre nós.

Enquanto retomavam a caminhada, ela rezou para que ele estivesse certo.

O caminho agora era coberto de rochas e pedregulhos. Ela seguia Sesshomaru bem de perto, tomando cuidado para não escorregar. Mesmo assim, pisou em falso e caiu de joelhos no chão, contendo um grito de dor.

Sesshomaru se abaixou ao lado dela.

— Machucou-se?

— Estou bem.

Sesshomaru sabia que ela mentia. A dor era evidente em sua voz.

Fora um erro imaginar que uma mulher seria capaz de acompanhá-lo. Mas não tivera outra escolha.

Ele a amparou pela cintura e continuou a guiá-la lenta mente, até não ser mais possível continuar a subidaem pé. Então, apoiados nas mãos e nos joelhos, eles começaram a rastejar. Sesshomaru foi tateando um caminho que oferecesse menos perigo para ambos.

Finalmente, depois do que pareceu ser uma eternidade, alcançaram o pico. Sesshomaru puxou Rin para cima e fica ram sentados por uns instantes.

A lua, já seguindo seu trajeto de descida, estava cerca da por miríades de estrelas que brilhavam na escuridão do céu.

— Uma bela vista, não?

O tom maravilhado da voz dela fazia Sesshomaru desejar coi sas além de seu alcance.

Paz e tranqüilidade. Uma casa segura e confortável com uma esposa e crianças que carregassem seu nome.

— Precisamos ir agora.

Rin o seguiu até um rochedo que se projetava ao lado da montanha.

Sesshomaru olhou da beirada e apontou para a esquerda.

— A caverna é ali embaixo.

O grito de um homem e o som de pedras rolando chegou ao topo da montanha. O coração de Rin disparou. Se não corressem, o luar os denunciaria.

Sesshomaru a guiou pela mão. Descendo até a estreita aber tura na rocha, ele a empurrou para dentro antes de dar uma última olhada ao redor.

Então se sentaram lado a lado no fundo da caverna. A única coisa que quebrava o silêncio na escuridão da caver na eram as batidas de seus corações.

Ficaram tensos quando o som de homens passando sobre as pedras ressoou na caverna. Se descobrissem aquele es conderijo, não viveriam para ver o sol nascer.

Depois de certo tempo, Sesshomaru se arrastou até a entrada da caverna, mas não demorou a voltar.

— Acho que estamos salvos — ele sussurrou. — Está com fome?

— Sim. — Como se para confirmar suas palavras, seu estômago roncou. — Mas onde encontraremos…

A pergunta dela foi interrompida quando algo que pare cia ser um pedaço de pão foi colocado em sua boca.

Rin o tirou da boca e o partiu em pedaços menores. Entre uma mordida e outra, perguntou:

— Onde conseguiu isso?

— No mesmo lugar onde consegui isto. — Sesshomaru puxou sua mão e lhe entregou um pedaço de queijo. — Trouxe água e algumas maçãs também.

Ela estava agradecida pela comida, mas insistiu em per guntar onde ele a conseguira.

— Eu encontrei esta caverna quando seguia o rastro de seus perseguidores. Como parecia um bom esconderijo até Miroku e os outros chegarem, deixei comida e armas aqui.

Por alguma razão que ela não sabia explicar, seu coração descompassou.

— Você veio por mim.

Sesshomaru bufou.

— É óbvio, não? Eu jurei entregá-la a salvo para sua família. E honrarei esse juramento.

Rin não sabia por que sentia aquele aperto na garganta.

Os dedos de Sesshomaru tocaram seu rosto.

— Rin, eu teria vindo mesmo que não tivesse qual quer obrigação com o rei.

Ela sentiu o hálito quente e ficou parada, querendo des cobrir o que aconteceria em seguida — esperando que fos se um beijo.

Rin suspirou quando os lábios de Sesshomaru encontraram os seus, e correspondeu com ardor.

Sesshomaru gemeu e puxou-a para o colo.

— Isso é loucura, Rin.

Ela sabia que ele dizia a verdade, mas não se importava.

— Então vamos deixar que ela nos guie.

Sesshomaru lhe afagava os cabelos.

— Não, Rin. Não seria certo. É a sensação de vitória depois de uma fuga tão arriscada que faz nosso sangue fer ver e nos incita a agir assim.

Parte do que ele dizia era verdade.

— É mais do que isso, Falcon, você sabe muito bem.

— Sim, é mais do que isso. Você está prometida a outro.

Sesshomaru se encolheu ao ouvir tantas pragas.

— O que eu preciso fazer para convencê-lo de que não honrarei esse compromisso?

Case-se comigo.Aquelas palavras surgiram em sua mente, pedindo para serem declaradas em voz mordeu a língua com força.

— Não me casarei com esse pagão que escolheram para mim. Prefiro morrer.

Case-se comigo.Seus irmãos ririam até chorar se pudessem ouvir o que se pensava no momento. Justo ele, que nunca considerou seriamente unir-se a uma mulher, não conseguia pensar em outra coisa.

Rin colocou a mão em seu peito.

— Falcon, se não me ajudar a fugir deste destino, encontrarei outro que o faça.

O suor corria por sua testa, Ele já sentia gosto de sangue em sua boca.

— Case-se comigo.

O silêncio reinou na caverna.

— O que… o que disse?

— Case-se comigo. — Pronunciada em voz alta, a idéia não parecia tão ruim.

— Casar com você?

Sesshomaru queria ver o rosto dela. Estaria demonstrando tanta surpresa quanto sua voz?

— Sim, você busca um futuro diferente daquele que lhe foi imposto. Tornar-se minha esposa não seria uma solu ção?

Ela praticamente pulou do colo dele.

— Oh, sim, isso seria realmente diferente.

Sesshomaru notou que a voz dela se afastava.

— Rin, não…

Ela praguejou ao bater a cabeça no teto da caverna. Era óbvio que ele quis avisá-la. Mas mesmo que não pudesse se mover livremente, ficaria de joelhos. Só não podia ficar perto daquele homem.

Estranhamente, pela primeira vez desde a morte do pai, Rin sentia que algo entrava novamente nos eixos. Mas por que Sesshomaru tinha que fazer uma proposta tão insana?

— Não posso me casar com você.

— Por que não? Ela notou o ar de riso na voz dele.

— Por que eu deveria?

— Seria uma excelente desculpa para não se casar com outro.

Ela se afastou até atingir a parede úmida e fria da caverna.

— Deixe-me ver se entendi direito. Você pretende deso bedecer ao rei, destruir o que lhe resta de honra, e arriscar seu futuro por mim?

— Resumidamente? Sim. Ela meneou a cabeça.

— Está louco?

— Não, só estou lhe oferecendo uma chance.

O que ele esperava receber em troca?

— Minha herança não é grande.

— Não preciso de sua herança.

— Como pode ter dinheiro se não é o primogênito?

Ele riu antes de responder.

— Meu pai acumulou ouro suficiente para dividir entre todos os filhos. E minha espada já me permitiu muitas vitórias.

— O rei já deu as terras de meu pai para outro.

— Tenho minhas próprias terras.

Rin retesou os lábios. Talvez fosse mais fácil ir direto ao ponto.

— O que quer de mim?

— Companhia na vida e na cama. Filhos.

As palavras, ditas em tom rouco, fizeram a pele dela se arrepiar.

— Eu só lhe trouxe problemas até agora. Por que quer me ajudar? Por que desejaria uma esposa como eu?

Ele tinha se aproximado e agora brincava com sua trança.

— Como você? — Agora podia sentir a respiração de Sesshomaru em seu pescoço. — Talvez porque você seja inte ressante.

Ela engoliu em seco.

— Interessante? — A caverna parecia girar. Quando ela achou que iria desmaiar, ele a segurou pela cintura.

— Tentadora.

— Tentadora?

— Provocante — ele sussurrou em sua orelha.

Rin umedeceu os lábios.

— Provocante? Sesshomaru lhe afagava as costas, descendo os dedos até os quadris. Mordiscando-lhe a orelha, sussurrou:

— Excitante.

Tudo estava acontecendo rápido demais. Rin resistia à tentação de se agarrar a ele e, por fim, ela o empurrou.

— Pare, Falcon. Ele cessou o ataque imediatamente, mas não a soltou.

— Prefere arriscar suas chances com esse desconhecido do que comigo?

— Prefiro não arriscar coisa alguma. Acha que sua oferta é algum gesto de heroísmo? — Ela franziu a testa, tentando compreender toda a situação. — Está tentando fugir de al gum compromisso que assumiu anteriormente?

Sesshomaru apoiou a testa na cabeça dela e beijou-lhe o rosto.

— Não posso ver seu rosto. Como posso responder suas perguntas de uma maneira que a faça acreditar em mim?

— Apenas responda, Falcon. Perceberei a mentira em sua voz.

Ele riu suavemente.

— E a verdade? Ouvirá a verdade também? Ela encolheu os ombros.

— Imagino que sim.

— Eu nunca fui um herói, Lady Gervaise. E duvido que minha oferta de casamento me qualifique como tal.

Ele a beijou novamente.

— Tampouco estou noivo de alguém.

Rin balançava a cabeça.

— Isso não faz sentido, Falcon. Você não terá vantagens com esse casamento.

A risada dele ecoou nas paredes frias da caverna, como se zombasse de seus temores.

— Nunca viu ninguém fazer algo apenas por querer? Simplesmente por que parecia a coisa certa a se fazer no momento?

— Isso pode parecer certo agora, mas e amanhã? E no próximo ano?

Ele deu de ombros.

— Falcon… Sesshomaru, tudo o que eu queria dias atrás era uma chance de escapar de você e de meu destino.

— Ainda quer escapar de seu destino?

— Sim. — Ela não queria conhecer a família materna. Nem mesmo queria por os olhos no marido escolhido para ela.

— E de mim? Ainda quer fugir de mim?

Rin estremeceu com as carícias que ele fazia em seu tosto.

— Sim. Não.

Ele agora trocara os dedos pelos lábios.

— Sim ou não?

Sabia que Rin estava tão confusa quanto ele. E mes mo sem poder vê-la, sabia que suas bocas estavam bem próximas. Inclinando a cabeça, Sesshomaru venceu a pequena distância que os separava.

A boca de Rin era cálida e submissa. Eles se explora vam mutuamente, as línguas avançando e recuando, absorvendo-os numa promessa de plena satisfação.

Sesshomaru queria mais do que um beijo, mais do que uma promessa. Rin estava tão perdida em sonhos que não pro testou quando ele se deitou no chão, levando-a consigo.

Rin se apoiou sobre o peito dele, acomodando as pernas ao redor de sua cintura. Sesshomaru não pôde conter um gemido.

Vendo que ela se divertia com sua frustração, decidiu deixá-la tão ávida por satisfação quanto ele.

Sesshomaru enterrou os dedos em seus cabelos e deixou que a outra mão acariciasse toda a extensão de suas costas, fazen do-a estremecer quando a carícia alcançou o seio.

A respiração de Rin estava entrecortada, o coração palpitante.

Traçou o caminho de volta, passando pelos quadris até alcançar a coxa, erguendo o vestido em lentos movimentos E se seu sangue já corria quente nas veias, agora sentia o corpo arder ao acariciar-lhe as nádegas.

Ela era extremamente excitante. E estava praticamente pronta para receber as mais íntimas carícias de um amante.

Lembrou a si mesmo que Rin não era uma prostituta. Por mais que quisesse possuí-la imediatamente, isso não o tornaria interessante aos olhos dela.

E este era seu objetivo.

Em movimentos delicados, Sesshomaru abriu caminho pelas: coxas até alcançar o ponto que finalmente arrancou alguma reação mais exaltada.

Rin não poderia ter contido o gemido, mistura de sur presa e prazer, mesmo que sua vida dependesse disso. Suas pernas se retesaram; ao mesmo tempo, ela perdia as forças. Felizmente, o corpo forte de Sesshomaru a sustentou.

Ele a enlouqueceria com aquela estranha mágica produzida por suas mãos. Tentou erguer a cabeça, mas ele mordiscou seu lábio, arrastando-a novamente num beijo inter minável.

Sentiu que seu corpo flutuava em direção às estrelas. Era como se todas as sensações do mundo se concentrassem, entre suas pernas e implorassem para serem liberadas.

Ela arqueou ligeiramente o corpo e se agarrou aos ombros dele.

— Por favor… faça isso parar.

Rindo daquele apelo, Sesshomaru a manteve de joelhos e des lizou para baixo de seu corpo. Rin conteve um grito de espanto quando lábios e língua cobriram o ponto pulsante entre suas pernas.

Mas o espanto evaporou-se rapidamente. Rin flutua va, sentindo que estrelas explodiam ao seu redor. Um grito escapou de seus lábios e, lentamente, ela voltou ao chão.

E Sesshomaru estava lá para ampará-la antes que caísse no chão duro da caverna.

Rin apoiou o corpo sobre o dele, sentindo sua ereção.

— E você? — ela perguntou, traçando os contornos dos lábios de Sesshomaru.

Ele a abraçou antes de responder:

— Estou satisfeito. Ela riu suavemente.

— Como você é mentiroso.

— Estou quase certo de que homem algum já morreu por causa disso.

Rin franziu a testa. O que poderia fazer? Começou a deslizar pelo corpo dele, até ficar novamente sentada sobre seus quadris.

— Tem certeza de que não podemos fazer nada a res peito?

Ele a puxou pelos braços, trazendo-a novamente para seu abraço.

— Poderíamos fazer várias coisas. Mas ainda estou es perando por uma resposta. Sim ou não?

Rin suspirou.

— A resposta é não, Sesshomaru. Não quero mais fugir de você.

— Isso é bom, porque eu não a deixaria partir. — Ele beijou seus cabelos e a abraçou com mais força. — Ainda temos muitas questões a resolver.

Rin esfregou a perna contra a virilha dele.

— Está esperando por hora e local determinados?

Ele agarrou a perna dela, impedindo-a de continuar. —Acho que a noite de nosso casamento seria bem opor tuna.

Ela prendeu a respiração.

— Quem disse que nos casaremos?

— Quem disse que não?

Poderia existir alguém mais teimoso que aquele ho mem?

— Você não respondeu minha pergunta. Por quê?

Inesperadamente, Sesshomaru rolou e postou-se por cima dela.

— Por quê?

— Sim, por quê? — ela sussurrou.

Ele lhe acariciou o seio, fazendo sua pele se incendiar. Estava espantada por ver como seu corpo reagia contra sua vontade.

Sesshomaru começou a enredar a mão por baixo de seu vesti do e, antes que ela pudesse detê-lo, os dedos alcançaram o local úmido entre suas pernas.

Rin ofegou, ansiando por mais.

— Porque, Rin de Gervaise, nenhum outro homem a tocará assim.

Você os deixou escapar. Aquilo não era uma pergunta, então o homem encapuzado continuou ajoelhado no chão, em silêncio. Sabia que qualquer palavra que dissesse aumentaria a raiva de seu irmão.

Justo quando estávamos tão perto de alcançar o que tanto desejamos.

As pedras no chão machucavam seus joelhos, mas ele não se mexeu, apesar da dor. De certa forma isso aliviava a dor da culpa.

— Não sente culpa? Não lamenta o que sua estupidez nos custou?

— Lamento muito, irmão. Eu me arrependo amarga mente de meu fracasso. — Ele ergueu os braços em súplica antes de continuar, — Mas nossos sucessos serão ainda maiores depois de tantos fracassos sofridos.

Ele se encolheu quando o homem à sua frente urrou. Mas, como sempre, sabia que isso significava que fora pou pado de receber uma punição.

Sentiu-se aliviado. O irmão tocou sua cabeça com gen tileza, revelando que o perdoara. Agradecido, ele ergueu os olhos.

O grito de medo cessou quando o sangue invadiu sua garganta. Ele caiu no chão, a mão do irmão ainda em sua cabeça. A outra segurava a pequena foice que arrancara sua vida.

Você jamais falhará novamente.


Ta cada vez mais emocionante a aventura desses dois, é amor, mais os dois tem medo. Gostaram do cap?

Flvia - Que bom que está gostando, gostou desse cap?