A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
Rin se sentiu tonta e buscou apoio no braço de Sesshomaru. " Isso só podia ser alguma brincadeira do destino.
Uma tropa de homens se aproximava da fortaleza a pé. Pareciam ser liderados por dois homens trajando longos mantos negros e túnicas brancas.
Ornando cada túnica havia o esboço de um dragão — se melhante ao de seu pendente. Um dos homens exibia um dragão em tom ametista, o outro, safira.
Rin agarrou o pendente. Olhava para a jóia e para os homens.
— O que isso significa?
— Acho que descobriremos logo — Sesshomaru respondeu.
Quando eles alcançaram a base da muralha, um dos lí deres baixou o capuz de seu manto, expondo os longos ca belos prateados, e olhou para Rin. Ele se ajoelhou e os outros fizeram o mesmo.
Rin recuou um se pôs atrás dela.
— Parece que seus súditos a aguardam, princesa. — A voz dele tinha um toque de humor.
Ela olhou por cima do ombro.
— Isso não é engraçado.
Dougal chamou Sesshomaru da outra torre.
— Milorde, devemos abrir os portões?
Sesshomaru encarava Rin, como se esperando por uma de cisão. O que ela deveria fazer?
— Consegue controlar esses oito homens? — ela per guntou a Sesshomaru.
Miroku parecia ter ficado insultado. Rin sentiu-se en vergonhada pela pergunta idiota.
— Prometo que não lhe farão mal algum. — Então apoiou a mão sobre seu ombro. — Tire-os da lama e da chuva, Rin.
Aqueles homens achavam realmente que ela era uma princesa? Ainda temerosa, ela exclamou:
— Levantem-se e digam por que estão aqui.
Todos os homens se ergueram. O que usava o dragão de ametista disse:
— Estamos aqui para escoltá-la de volta à família de sua mãe.
Ela gesticulou para que Sir Dougal abrisse os portões. Então, todos desceram para encontrarem os visitantes no pátio.
Rin sentia muito medo. Sem pensar, agarrou a mão de Sesshomaru, procurando um pouco de segurança.
Uma vez dentro da fortaleza, os servos de Dougal ajuda ram os recém-chegados a tirar as capas molhadas e a limpar a lama. Já estariam mais confortáveis quando fosse a hora da refeição.
Sesshomaru finalmente soltou a mão de Rin, olhando ao redor do salão.
— Preciso conversar com Miroku. Quer vir comigo ou prefere ficar aqui?
Ela olhou para a fogueira acesa no meio do salão, onde criados e guardas andavam de um lado a outro.
— Prefiro ficar junto ao fogo.
— Voltarei logo. Não saia daqui.
Ela se sentou junto à fogueira. As labaredas aqueciam: seu corpo, mas não seu coração. Não queria ir para Ynys Môn, ou qualquer que fosse o nome do lugar.
Por que não aceitara logo a oferta de Falcon? Sesshomaru não era o tipo de homem que assumiria um compromisso levianamente. Ao menos chegaria ao seio de sua família casada; não poderia ser entregue a outro.
— Já é hora.
Assustada com a voz às suas costas, Rin levantou-se num pulo. Afastou-se do homem e procurou por alguém que pudesse ajudá-la.
Exceto por ela e aquele senhor vindo de Anglesey, não havia mais ninguém ali.
— Hora de quê?
Ele sorriu, como se quisesse banir seus medos.
— De escoltá-la até o lar de sua família. Eles aguardam por esse dia há muito tempo. Estão ansiosos por seu retorno.
Os modos calmos do homem não serviram para tranqüi lizá-la.
— Logo escurecerá, não quero viajar à noite. Se espe raram tanto tempo, não se importarão em esperar mais um dia.
— Chegaremos à ilha antes do pôr-do-sol. — Ele esten deu as mãos, como se suplicasse. — Minha senhora, sua família deseja muito lhe dar as boas-vindas.
Rin olhava para o dragão em sua túnica. Cada vez que o homem mexia os braços, era como se o dragão de ame tista batesse as asas.
— Lady Rin? — Ele tocou seu braço, arrancando-a daquele estranho transe. — Sente-se bem?
Ela se afastou.
— Estou bem.
— Não é o que parece. — Ele a tocou na testa. — Se estiver com febre, os herboristas poderão ajudá-la.
Rin repeliu sua mão.
— Não me toque.
O homem cruzou os braços e afastou-se. Parando junto ao fogo, ofereceu:
— Por favor, sente-se. Vamos tentar começar novamen te.
— Prefiro ficar de pé.
— Lady Rin, eu sou Jaken. Vim escoltá-la até sua família.
— Bem, Sir Jaken…
— Sir não. — Ele meneou a cabeça. — Apenas Jaken.
Rin recomeçou.
— Bem, Jaken, aprecio sua oferta, mas já tenho uma escolta.
Os olhos do homem se arregalaram, mas logo se torna ram reprovadores.
— Uma escolta muito inadequada, pelo visto.
— Inadequada?
— Vi como este homem toma intimidades com você. Será melhor se afastar logo deste patife.
— Ele não é um patife. — Ela estava surpresa por se sentir ofendida. — Tenho sentimentos por ele.
— O que este homem fez com você? — Como Rin não o olhasse nos olhos, ele bufou. — Se sua aia tivesse sido mais atenta, nada disso teria acontecido.
— Aia? Não sobrou ninguém em Gervaise que pudesse me acompanhar. E a aia que Sesshomaru arranjou tentou me matar. — Rin levou a mão a boca. 1
— Matá-la? Explique-se.
Ela deu de ombros, como se isso fosse algo sem impor tância.
— Não há nada a ser explicado.
— Lady Rin. — O tom era o de um pai que repreende uma criança. — Sou seu tutor e, querendo ou não, eu a le varei daqui. Nem que seja amarrada.
— Não ousaria.
— Eu faria qualquer coisa para completar minha tarefa.
Rin ficouem silêncio. Elefalava feito Sesshomaru. Será que todos os homens eram iguais? Sempre havia uma mis são, uma tarefa a ser cumprida?
Ela observou Jaken por um momento. Mesmo que fos se parecido com o homem que tentara pegar o pendente, não parecia ameaçador.
Mesmo que ficasse por pouco tempo com sua família, ela deveria começar a confiar em alguém. Talvezdevesse começar por Jaken. Senhor, que eu não esteja cometendo um erro.
Rin apontou para o peito do homem.
— Este dragão é o timbre da família?
— Sim, desde épocas ancestrais.
— Tenho um pendente…
— Sim, o ametista. Rin parecia surpresa.
— Existem outros? Jaken sorriu e assentiu.
— Alguns homens tem feito de tudo para obter o pen dente. Até matar.
Jaken empalideceu. Rin o amparou pelo braço, cuja magreza revelava que ele era muito mais velho do que apa rentava. Depois de ajudá-lo a sentar no banquinho, Rin foi buscar água em uma das mesas.
Depois de bebê-la, o homem disse:
— Estes homens, você os viu?
— Sim. Um foi morto por Sesshomaru quando fui atacada no meu quartoem Browan. Ooutro me seqüestrou, mas Sesshomaru me salvou também. Nós o encontramos morto na trilha da montanha.
A mão de Jaken tremia visivelmente.
— Criança, eles precisam de seu pendente para pro pósitos sombrios. Agora irão vingar-se do homem que a protegia. — Ele franziu a testa. — Este Sesshomaru é um bom guerreiro?
Sesshomaru cruzou o salão e se juntou a eles.
— Depende de sua definição de bom.
Parando ao lado de Sesshomaru, Rin disse:
— Este é Jaken. Minha família o enviou como escolta.
— Sir…
Rin o puxou pela orelha.
— É apenas Jaken.
Sesshomaru se afastou dela, esfregando a orelha.
— Jaken, eu sou Sesshomaru de Falcon.
Jaken parecia zangado.
— Precisamos conversar. Onde poderíamos ter mais pri vacidade?
Sesshomaru apontou para um cômodo no fim do salão.
— Isso servirá, desde que alguém fique de guarda.
Sesshomaru chamou David, então guiou Jaken até o local.
Rin os seguiu, mas quando chegaram ao cômodo, Jaken a deteve.
— Não, milady. Isso é conversa para homens.
— O quê? — Sobre que assunto falariam para que ela não pudesse ouvir?
— Não discuta, criança.
— Pare de me chamar de criança.
— Então não comece a agir feito uma — Sesshomaru retru cou.
Ao invés de dizer qualquer coisa, Rin o encarou com fúria nos olhos.
— Afinal, qual de vocês está no comando?
— Eu! — os dois responderam em uníssono.
Rin nem tentou esconder o riso enquanto se afastava, lira melhor deixar que eles discutissem sozinhos.
Sesshomaru olhava para o pequeno canal que os separava de Anglesey. Em algum lugar naquela densa neblina estava o novo lar de Rin.
Ele cerrou os punhos, lutando contra a vontade de liberar sua raiva.
Mas ele estava proibido de revelar seus sentimentos. Fi zera essa promessa para ter mais um dia na companhia de Rin.
Deixe-a em paz, Falcon. Se ela é tão importante para você, como diz, deixe-a livre para seguir seu destino.
As palavras de Jaken tinham feito sentido então.
Mas agora, sentindo o vento frio em seus cabelos, ouvin do o barulho das ondas, nada fazia sentido.
— Milorde? — Miroku colocou uma das mãos em seu ombro. — Sesshomaru, qual o problema?
Sesshomaru meneou a cabeça, afastando os cabelos do rosto.
Miroku bufou, impaciente.
— Você não cavalgou ao lado de Lady Rin. Já briga ram?
Seria impossível cavalgar ao lado dela sem poder tocá-la, admirá-la com desejo.
— Seria estranho se brigássemos?
— Não, mas a dama não parece zangada, apenas ma goada.
A dor se infiltrou novamente no coração de Sesshomaru. Não queria magoá-la. Como poderia evitá-la sem revelar o que estava acontecendo?
Miroku continuava com seu interrogatório.
— Já se cansou dela?
Cansar dela? Nunca.
— Talvez. Isso seria estranho? — A mentira ardia a sua língua.
O capitão estreitou os olhos.
— Estranho é responder perguntas com perguntas.
Sesshomaru deu de ombros, voltando-se para o canal.
— A barcaça chegará logo.
Miroku o agarrou pelo braço.
— Por que está evitando minhas perguntas?
Num piscar de olhos, Sesshomaru o ergueu pela túnica, fazendo com que ficassem cara-a-cara.
— Deixe-me em paz.
Para sua surpresa, sua atitude surtiu efeito contrário Miroku sorria.
— O que foi, rapazinho? Tomaram a dama de você?
Sesshomaru largou Miroku, que se reequilibrou no chão desferiu um soco em seu ombro.
Sem pensar, Sesshomaru revidou. Em segundos, todos os soldados se juntaram para ver a briga.
O capitão o incitava:
— Vamos, rapazinho, mostre o que sabe fazer.
Rapazinho. Sesshomaru percebeu que Miroku estava usando uma antiga tática de seu pai. Com suas zombarias, o capitão o incitava a brigar para que pudesse esvair a raiva que sentia.
Sesshomaru deixou a luta de lado. Esperou que os homens se dispersassem antes de revelar:
— Eles a levarão de mim. E não posso fazer nada para impedi-los.
Miroku apontou para umas árvores próximas.
— Venha, vamos descobrir uma solução para seu problema.
Sesshomaru o seguiu.
— Não existe solução alguma.
A gargalhada de Miroku ecoou na neblina.
— É assim que se considera um Falcon?
Sem deixar de ouvir a chata descrição que Jaken fazia de seu novo lar, Rin procurou por Sesshomaru assim que chegou ao acampamento. Logo o avistou junto a Miroku, à beira do canal.
Por mais que quisesse ficar perto dele, era claro que Sesshomaru não compartilhava do mesmo desejo. Não lhe dirigia a palavra desde DougaFs Keep.
Aquilo era tão estranho!
Tudo estava bem até Jaken e Sesshomaru conversarem. So bre o que tinham discutido?
Ela desmontou do cavalo e entregou as rédeas a David.
— Diga a seu mestre que quero falar com ele.
Jaken discordou imediatamente.
— Acho que isso não seria prudente.
Rin ergueu as sobrancelhas.
— Você tem algum tipo de controle sobre mim? É o meu pai? Meu marido? — Ela estalou os dedos. — Talvez você seja meu noivo!
Ele a fitou com reprovação.
— Sou seu tutor. Sou irmão de sua mãe.
Rin riu.
— Já fugi de tutores mais ágeis que você, querido tio.
Jaken parecia aturdido.
— Entenda, milady…
— Eu quero conversar com Sesshomaru. — Vendo que ele e Miroku se aproximavam, ela acrescentou. — E se tentar me deter, o capitão de Falcon será meu campeão. — Rin sorriu. — Não seria, capitão?
Miroku fez uma profunda reverência.
— Seria um honra, Lady Rin.
Jaken assentiu, mas não deixou de lançar um olhar significativo a Sesshomaru.
Rin marchou para o toldo que fora erguido sob al gumas árvores. Sesshomaru parou diante dela, ficando com as mãos nas costas.
— Poderia me explicar o que está acontecendo?
Ele não a encarava.
— Estamos esperando a barcaça para cruzar o canal.
Rin se aproximou, mas Sesshomaru deu um passo para trás.
Ela engoliu uma imprecação.
— O que ele lhe disse?
— Quem?
— Falcon, quer me deixar histérica?
— Ele não disse nada que eu já não soubesse.
Rin percebia sua agitação. Tentou se aproximar no vamente.
Quando ele fez menção de recuar outra vez, ela o alertou:
— Se der mais um passo, rasgarei suas roupas e mostra rei o quanto o desejo na frente de todos.
Ele não saiu do lugar, mas Rin notou que ele mal po dia conter uma gargalhada.
Ela baixou a mão e começou a brincar com o cinto de Sesshomaru.
— Não me deseja mais, Sesshomaru?
Ele permaneceu em silêncio. Rin começou a baixar ainda mais os dedos.
— Sim, eu ainda a desejo. Precisa me atormentar para descobrir isso?
Apesar da raiva, Rin manteve a calma. Ela observou os olhos de Sesshomaru, notando o desejo contido. E a dor. A raiva dela desapareceu imediatamente.
— Sesshomaru, o que está acontecendo? — Ela levou as mãos ao rosto dele, para que continuasse olhando para ela. — Não entendo a razão de tanta frieza.
Quando ela ia começar a traçar o contorno de seus lá bios, Sesshomaru prendeu seu dedo entre os dentes. Rin ofegou ligeiramente com a sensação da língua em sua pele, lembrando da noite na caverna.
— Todos os homens são capazes de fazer amor apenas com a boca?
Ele riu e então soltou seu dedo.
— Não, é uma arte que só eu conheço.
— Acho que está mentindo.
Sesshomaru ergueu uma sobrancelha.
— E como pretende descobrir se estou mesmo men tindo?
— Isso depende de você. — Ela se apoiou em seu peito.
— Esta escolha não está em minhas mãos.
— Ah, a verdade enfim aparece. — Rin se afastou. — Falcon, não me casarei com o homem que escolheram para mim. Meu coração pertence a outro.
— E se…
— Não vou ouvir nada disso. Só preciso saber que não vai me abandonar, Falcon.
— Feche os olhos, Rin. Ela obedeceu.
— Meus braços sempre a manterão segura. Meus lábios sempre irão cobri-la de beijos. Você estará eternamente em meu coração, sempre receberá meu amor. Nunca a abandonarei, Rin. Nunca. Eu jurei entregá-la à sua família e honrarei este juramento.
O coração de Rin pesava no peito. Era como se fosse morrer.
— E depois, Sesshomaru? Ele meneou a cabeça.
— Não sei, Rin.
Ela ficou assustada com a resposta. — Mas… pensei que fossemos casar.
Ele fechou os olhos.
— Se isso não acontecer, saiba que será a esposa que sempre levarei em meu coração. A única que honrarei nesta vida e além.
As lágrimas marejavam os olhos de Rin.
— Lorde Falcon, a barcaça chegou — Jaken avisou.
Sesshomaru lhe deu as costas abruptamente.
— Sesshomaru, não vá!
O grito dela não o deteve. Rin queria correr atrás dele, mas suas pernas não obedeciam.
Sesshomaru gritava ordens aos seus homens. A voz áspera ecoava na neblina. A dor chegava claramente aos ouvidos de Rin.
Como poderia partir? Onde encontraria forças para viver conhecendo a angústia de seu amado?
Jaken a puxou gentilmente pelo braço.
— Venha, criança.
— Não. — Ela meneou a cabeça. Aquilo não podia esta acontecendo. — Não, ele me pediu em casamento.
—Você já tem um marido à sua espera. Para que precisa de dois? — Não quero este homem que escolheram para mim. Minha vida depende de Sesshomaru.
Ela emudeceu; não queria chorar. Se permitisse que uma lágrima caísse, não conseguiria parar mais.
Jaken a sacudiu pelo braço.
— Pare com isso. Não conhece esse homem há tanto tempo, logo o esquecerá. Será apenas uma lembrança de sua juventude.
Rin se soltou. — Nunca!
— Lady Rin. — Sir Miroku tocou seu ombro gentil mente. — Por favor, milady, só está piorando as coisas.
Ela olhou para Sesshomaru, que estava tenso e pálido. Então se forçou a olhar Miroku, cuja simpatia quase a fez perder o pouco controle que tinha.
— Há coisas mais importantes na vida que o amor.
— Como o quê?
— Como a honra.
— Então a honra pode substituir o amor?
Ele ignorou a pergunta.
— Tenha fé de que tudo ficará bem no final.
Rin franziu a testa. Era óbvio que aquele homem, que antes mal lhe dirigia a palavra, estava tentando dizer algo. Antes que ela pudesse formular qualquer pergunta, ele a beijou na testa.
— O amor e a fé sempre vencem — ele sussurrou.
Então ele se curvou.
— Foi um prazer servi-la.
Após beijar sua mão, Miroku se afastou, deixando Rin boquiaberta.
— Onde Sir Miroku está indo?
Jaken a conduziu à barcaça.
— Lorde Falcon e eu decidimos que não seria necessá rio levar tantos homens.
Rin permaneceu em silêncio. Antesde entrar na bar caça, viu que Sesshomaru a observava. Ela mordeu o lábio. Por favor, meu amor, seja feliz. E não se esqueça de mim.
Uma pequena tenda, adornada com os dragões gêmeos, fora erguida na barcaça. Rin não ficou surpresa que um fosse de ametista e o outro, de safira.
Tocou o bordado antes de entrar na tenda. Um dia desco briria a história por trás daquele emblema.
Jaken também entrou na tenda e ergueu a tampa de um baú.
— Isso lhe pertence. — Ele exibiu um vestido tão verde quanto os olhos de Sesshomaru. Então lhe entregou uma bolsinha de couro. — Pertenciam à sua mãe. Agora são seus.
Rin examinou o conteúdo. Belíssimas peças de ouro brilhavam sob a luz das velas. Havia um torque, um bracelete e várias pulseiras e anéis, todos ornados com esmeraldas.
— Eu teria esperado ametistas, não esmeraldas.
— Não gostou das jóias? — Jaken parecia surpreso.
— Não, elas são lindas. Só pensei que minha mãe prefe risse ametistas.
Jaken sorriu tristemente.
— Ametista era apenas uma de suas preferências.
— E as outras?
— Safiras e esmeraldas. — Ele rumou para a entrada da tenda. — Se quiser se trocar, seja rápida. A viagem é bem curta.
Rin examinou as roupas no baú. Tudo ali era digno de uma rainha: cinto, sapatos, meias e mesmo uma rede de ouro e esmeraldas para prender os cabelos.
Rin teve certo trabalho para se trocar sozinha. As rou pas lhe caíam perfeitamente, como se tivessem sido feitas especialmente para ela - o que era impossível.
Enfeitou-se com algumas jóias, sentindo-se fria e vazia. Com roupas assim, deveria estar se sentindo tão bela quan to uma princesa ou uma noiva. Uma noiva?
Será que seguiria daquela barcaça direto para o casa mento? Ela tentou tirar as roupas, mas não teve tempo.
A barcaça alcançou a terra com uma guinada, e oscilou novamente quando Sesshomaru e seus homens desembarcaram. Ela conteve um grito de desespero.
— Lady Rin, venha. Já é hora. — O chamado de Jaken a deixou ainda mais apavorada;
Rin fechou os olhos e respirou fundo. Por favor, mãe, ajude-me. Não conheci seu carinho, nem seu amor. Mas eu amo Falcon e sei que sou correspondida. Não me deixe viver sem o carinho e o amor deste homem também.
Uma brisa quente invadiu a tenda, acalmando seu cora ção. Uma estranha melodia invadia sua mente, afastando seus temores.
Rin abriu os olhos, empertigou-se e saiu.
Uma vez em terra, Jaken se ajoelhou na areia.
— Alteza, permita que eu seja o primeiro a lhe dar as boas-vindas.
Rin ficou atônita. Todos os homens reunidos na praia se ajoelharam ao mesmo tempo.
Ela procurou por Sesshomaru. Seus homens flanqueavam uma trilha que levava à floresta. Ele estava ajoelhado no começo da fila.
— Levante-se. — Ela sussurrou para Jaken. Quando ele a obedeceu, ela perguntou. — O que isso significa?
— Tudo será explicado em breve.
Ela o acompanhou pela trilha. Mas antes mesmo que chegasse ao fim do caminho, outro grupo surgiu da floresta. Todos se ajoelharam diante dela, menos uma pessoa.
Seu olhar assimilou apenas o vestido verde e as jóias de ouro e esmeralda. Por fim, Rin ergueu os olhos.
— Sesshomaru!
Sesshomaru percebeu o medo na voz de Rin. Apesar do protocolo e da promessa que fizera, levantou-se e correu a tempo de ampará-la em seus braços.
Sabendo que Rin apenas desmaiara, ele ergueu a cabe ça para ver o que lhe causara tanto medo.
Sesshomaru piscou, imaginando que sua visão estivesse lhe pregando uma peça.
Olhou para a mulher em seus braços e depois para a ou tra que se aproximava com olhar espantado.
Elas eram idênticas. Feição, altura, roupas, até a maneira de andar. Eram cópias perfeitas, exceto pelos olhos.
Os de Rin pareciam safiras, os daquela mulher tinham tonalidade ametista.
Desculpem a demora viu? Estava com problemas na escola, e pessoais, mais agora estou de volta, espero que tenham gostado do cap.
H. Quinzel - É está mesmo chegando ao fim essa fic tambem, mais ainda tem uns 4 caps se eu não me engano, o que achou desse cap em? Beijao
Flvia - Pois é, aquele medalhão dela, é cheio de segredos, vamos ver se logo logo vamos descobrir, beijoos
Relena- chan - Ei linda, então ela é malandrinha, eu jamais iria resistir a um homem daqueles, Ela já está quase, na verdade ela ja gosta dele, mais mente pra si mesma. Gostou do cap amr?
