A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha


Um homem observava da torre quando a comitiva entrou em Mirabilus Keep. As gêmeas estavam enfim juntas. Nem mesmo em seus sonhos imaginara ter tanta sorte.

Agora que a família estava novamente reunida em seu "lar", seria fácil destruí-la.

Por que não pensara nisso antes? Poderia simplesmente ter esperado que os dragões viessem até ele. Mas não im portava que alguns homens tivessem morrido. A vida deles fora perdida em nome da busca pelo poder eterno.

Pela centésima vez, esfregou as mãos nas vestes. Será que o sangue jamais abandonaria sua pele? Lamentava ter saído de Mirabilus só para mandar um daqueles simpló rios para o túmulo.

Voltou a examinar os recém-chegados. Sim, o sangue desapareceria assim que os dragões estivessem em seu poder.

Afastando-se da janela da torre, ele endireitou a roupa e os cabelos. Deveria estar impecável quando fosse prestar as honras à família recém-reunida.

Rin se remexeu na cama.

Sesshomaru e a mulher que alegava ser irmã de Rin se aproximaram da cama ao mesmo tempo.

Ambos se encararam, travando uma batalha silenciosa. Sesshomaru sustentou o olhar da mulher enquanto afagava os cabelos negros de Rin, que voltou a se acalmar.

A mulher se afastou.

Andando como se fosse a dona do mundo, ela se acomo dou do outro lado do quarto.

Sesshomaru se sentou na beira da cama. — Rin, acorde.

Sesshomaru sabia que os planos que ele e Miroku tinham fei to para roubá-la na escuridão da noite não poderiam ser le vados adiante. Quando os fizera, não imaginava que Rin fosse realmente uma princesa.

Dinheiro nenhum no mundo faria com que o rei o per doasse do crime de seqüestrar aquela mulher.

Aceitara aquela missão com o intuito de recuperar sua honra, mas deixara que o desejo colocasse tudo a perder.

Desejo? Não. Aquela emoção angustiante era mais que simplesmente desejo.

Rin finalmente abriu os olhos e sorriu ao vê-lo. Então começou a observar o quarto.

— Onde estou?

Sesshomaru segurou sua mão.

— Rin, você estáem Mirabilus Keep, seu lar. — Ele apontou para o canto do quarto, fazendo com que a mulher se aproximasse. — E esta é sua irmã, a princesa Shiori.

Rin se sentou imediatamente.

Minha o quê?

— Olhe para ela. É óbvio que são irmãs.

— Isso é impossível. Por que eu não sabia disso?

Shiori se sentou do outro lado da cama. — Pela mesma razão que eu não sabia de nada até pouco tempo,— Ela encolheu os ombros. — Nossos pais acredi tavam que não devíamos saber da existência uma da outra.

— O que mais esconderam de nós?

Sesshomaru se levantou.

— Vocês duas precisam conversar. — Ele apertou os de dos de Rin, relutante em deixá-la.

— Sesshomaru, não vá.

Ele precisava deter Miroku antes que fosse tarde de mais.

— Não tente me impedir de cumprir meus deveres. — Sentindo-se culpado por magoá-la com suas palavras, suavizou o tom. — Virei me despedir antes de partir.

Antes que ela pudesse dizer algo que o fizesse mudar de idéia, Sesshomaru fez uma reverência e saiu.

Com a saída dele, as duas mulheres começaram a se ob servar.

— Irmãs? — Rin quebrou o silêncio.

— Gêmeas — Shiori a corrigiu.

Rin puxou o pendente de dentro do vestido.

— Imagino que o seu seja de safira.

Shiori riu e puxou o dragão escondido em seu próprio vestido.

— Claro.

— Existe um de esmeralda?

— Sim. — Shiori parecia pensativa. — Qual a cor dos olhos de nosso pai?

Rin levou a mão à testa.

— Mas é claro! Eram verdes.

— Que maneira excêntrica minha mãe encontrou para manter a família unida.

Rin ergueu os joelhos e os abraçou.

— Está tão nervosa quanto eu?

Shiori sentou-se na mesma posição.

— Sim. E um pouco zangada também.

— Como acha que teria sido nossa vida se…

—… se tivéssemos crescido juntas? — Shiori concluiu a pergunta.

Ambas se fitaram antes de caírem na gargalhada. Quando conseguiram se recompor novamente, Rin perguntou:

— Então você é uma princesa?

Shiori a chutou.

— Você também é uma princesa.

— Ah, sim, perdão. Ainda não me acostumei com isso.

— Mas é melhor se acostumar logo.

Rin ergueu os olhos para o céu.

— Sempre quis uma irmã tão atrevida! Obrigada!

— Ah, imagino que você não seja nem um pouco sar cástica.

Rin sentiu o rosto corar.

— O que faremos agora?

Shiori se ergueu da cama.

— Vamos descobrir o que fazer com estes pendentes.

Rin se ergueu também.

— Eles tem alguma utilidade?

Shiori abriu uma pequena caixa incrustada de jóias.

— Mamãe nos deixou uma carta. — Ela desfez o laço do pergaminho. — Recebi ordens de não abri-la antes de sua chegada.

Shiori entregou a carta a Rin e sugeriu que a lesse juntas.

Quando se sentaram junto à lareira, Rin desenrolou o pergaminho com mãos trêmulas. Ao esticar a folha, sentiu um súbito calor se infiltrar por seus dedos.

Clareando a garganta, começou a ler.

"Minhas queridas filhas, rezo para que estejam juntas neste momento. Serei o mais breve possível…"

A risada de Shiori fez Rin parar.

— Mamãe não conseguia recepcionar ninguém sem fa zer um discurso que levava quase metade do dia. Nunca soube ser breve.

Rin sorriu.

— Papai não era um homem de muitas palavras. Seus cumprimentos não passavam de uns resmungos.

— Um belo par, eu diria.

Rin concordou antes de retomar a leitura.

"Tratemos do mais importante. Cada uma possui um dragão, feito especialmente para cada uma de vocês. Como já devem ter descoberto, combinam com as cores de seus olhos. Dei a cada uma a cor oposta para que, de certa for ma, estivessem unidas. Espero que tenha funcionado. Estes pendentes, na verdade, são duas chaves que mantêm em segurança um poder que este mundo jamais poderia ima ginar."

O coração de Rin estava acelerado.

"Rin, estou certa de que já teve ter ouvido os rumores. Saiba que são verdadeiros. Não quero com isso assustá-la, nem afastá-la de sua família. Na verdade, sou uma sacerdo tisa druida, guardiã de uma relíquia sagrada. Uma relíquia que entrego a Shiori, que decidirá o melhor a ser feito com ela."

"Nossa linhagem está chegando ao fim, minhas adora das. Já é tempo de deixar que algumas tradições morram. Nosso mundo tem sofrido com mortes e destruição, por isso espero que o futuro de vocês seja repleto de esperança, luz e amor. Mas o primeiro passo para alcançar esse obje tivo é destruir aquilo que certos homens desejam acima de tudo, o poder."

Rin sentiu o dragão esquentar contra sua pele. Ela er gueu o pendente e olhou para a irmã, que também segurava seu próprio pendente.

Shiori tomou a carta e continuou a ler.

"Usem os dragões para que o fundo do baú se abra. Lá encontrarão um livro. É o registro de antigos encantamen tos que poderiam significar o fim deste mundo nas mãos de alguém ambicioso."

"Minhas filhas, saibam que seu pai e eu as amávamos de todo o coração. E continuaremos a amá-las por toda a eternidade. Não tenho dúvida de que ele viveu o resto de seus dias como eu — sozinho e solitário. Essa é uma prova única de amor por vocês."

Quando Shiori não conseguiu mais ler, Rin colocou o braço sobre o ombro da irmã e continuou a leitura.

"Rin, você está aqui porque seu pai já partiu deste mundo. Não me odeie por dizer que estou feliz. Se estão lendo esta carta é porque eu também não estou mais aqui. Agora estou novamente nos braços de meu amado. Estou em paz e desejo o mesmo a vocês. Não sofram por nós. Alguns anos não são nada diante da eternidade. Estaremos todos juntos novamente um dia."

Rin engoliuem seco. Seuspais conheciam o amor. Por que não poderia ter o mesmo?

As lágrimas embaralhavam sua visão, mas ela conti nuou.

"Seu pai e eu tivemos vidas distintas neste mundo. Eu não podia deixar meu povo sozinho. Ele não podia abandonar o juramento feito ao rei. Ele estava ao meu lado no dia em que vocês vieram ao mundo. E sabendo que logo nos separaríamos, deixou cair muitas lágrimas de tristeza. Na quele momento, eu soube que vocês também teriam vidas separadas."

Shiori começou a ler junto com ela.

"Não há como fugir dos desígnios do destino. Shiori, você estava destinada a seguir meus passosem Mirabilus. Sóvocê possui o dom de nossos antepassados. Seu destino era permanecer a meu lado, aprendendo o que era necessá rio para que me substituísse um dia."

As duas pararam para retomar o fôlego.

"Rin, meu coração se despedaçou ao ver você e seu pai partirem de minha vida para sempre. Seu dom, minha criança, é o amor. Sua capacidade de amar supera qualquer outro poder que exista. É o poder de um amor tão puro assim que mantém este mundo vivo. Desfrute tudo o que seu dom tem a oferecer, sabendo que receberá em troca três vezes mais."

Rin fechou os olhos. Ela podia ver Sesshomaru partindo de sua vida. Era isso que o amor lhe reservava. Shiori terminava de ler a carta.

"Minhas filhas, aproveitem esta oportunidade para se conhecerem melhor e aprenderem a se amar. E quando começarem a trilhar o caminho que o destino lhes reservou, levem este amor consigo. Lembrem-se de seus pais com carinho, sabendo que nosso amor sempre zelará por vocês. E assim me despeço, por enquanto."

Shiori enrolou e amarrou o pergaminho, enxugando as lágrimas antes de se dirigir a Rin. — Vamos ser boas filhas e fazer o que ela nos pede?

Rin ergueu o pendente.

— A decisão é sua.

— Não, faremos isso juntas. — Shiori arrastou um baú para junto do banco onde estavam sentadas. — Onde estará a fechadura?

Rin abriu o baú. Estava vazio, mas parecia bem menor por dentro do que aparentava ser por fora.

Shiori cutucou o fundo do baú, mas apenas conseguiu quebrar o revestimento.

Rin franziu a testa, puxando uma das alças laterais que pareceu se mexer. As irmãs se entreolharam.

Shiori examinou a alça ligeiramente frouxa e puxou-a com força. A lateral do baú se descolou, expondo uma segunda superfície.

E Rin fez o mesmo do outro lado. Novamente, o revestimento falso se soltou. Uma figura esculpida em formato arredondado se so bressaía nas laterais do baú. Rin a observou por um instante antes de sorrir.

— Que cor tem o seu lado? Shiori riu.

— Safira. E o seu?

— Ametista.

Ao mesmo tempo, elas encaixaram os dragões nos locais vazados.

— Pronta? — Shiori perguntou.

Elas giraram os dragões, mas nada aconteceu. Ambas fi caram pensativas. Então decidiram trocar os pendentes.

Desta vez, elas sorriram ao ouvir um ruído. Uma peque na alça surgia no fundo do baú. Shiori ergueu o painel com facilidade.

— Obrigado, minhas queridas.

Rin pulou de susto quando viu um homem encapuzado atirar Shiori para longe. A irmã se chocou contra a parede de pedra e caiu no chão.

Sem pensar, Rin pegou o livro no baú e correu para a janela, gritando por Sesshomaru.

— Não levará o que é meu.

Antes que chegasse à janela, o homem se atirou sobre ela. Rin ficou sem ar, mas tentava manter a consciência apesar de ver tudo girar ao redor.

Estava sobre o livro, segurando-o com toda força. O ho mem agarrou a longa trança de Rin.

— Ora, ora, querida, entregue o livro ao seu tio.

— Tio? Jaken jamais faria isso.

— Jaken? — O homem riu. — Meu irmão não teria coragem para tanto. — Ele tentava erguê-la a qualquer cus to. — Há muito tempo planejo colocar as mãos nesse livro. Você não me deterá agora.

Aquele assassino era seu parente? Com uma força que Rin desconhecia possuir, ela o chutou e saiu rastejando pelo chão para proteger o livro.

— Meus homens falharam, mas isso não acontecerá co migo.

Ele a agarrou pelo vestido no exato momento em que Shiori atirou um jarro vazio sobre ele.

— Deixe-a em paz, filho de Satã.

— Filho de Satã? — Ele tirou o capuz da cabeça. — Se isso é verdade, viemos todos do mesmo berço. E provarei isso assim que o livro estiver em minhas mãos.

Ambas ficaram espantadas. Ninguém poderia negar que ele pertencia à família. A semelhança entre os três era ina creditável.

O homem se voltou para Rin, gritando:

— Entregue-me o livro!

Rin tentou se esquivar do ataque, mas sentiu uma dor horrível em seu ombro. Sabia que ele usara uma foice. Reunindo forças, ela rolou para longe, ignorando a dor que agora alcançava suas costas.

Shiori, que conseguira se esgueirar até porta, gritava por ajuda.

O homem correu na direção de Shiori, com a arma er guida, mas Rin conseguiu agarrar suas pernas.

Ele caiu no chão, berrando:

— Vocês duas morrerão!

A porta se abriu no exato instante em que ele tentava avançar sobre Shiori novamente.

Sesshomaru e um homem louro entraram juntos. O homem louro nem pensou antes de transpassar o inimigo com sua espada e tomar Shiori em seus braços.

Sesshomaru correu até Rin. Ele a abraçou com força, o co ração aos saltos. Vendo a mão ficar ensangüentada, rasgou o vestido dela na altura do ombro.

Ela viu o quanto Sesshomaru estava apavorado.

— Sesshomaru, estou bem.

— Claro que não está! — O berro dele chamou a atenção de todos que entravam no quarto. Jaken se aproximou, acompanhado por Miroku.

— Miroku? — Rin estava surpresa

Ele ergueu o queixo, em óbvio desafio às ordens de Jaken.

— Nada me impediria de cumprir minhas obrigações com os Falcons. — Ele apontou para o velho. — Nem ele.

Jaken ignorou os comentários do capitão.

— Deixe-me vê-la.

— Estou bem.

— Não está não! — Sesshomaru discordou novamente. Ele ergueu a mão. — Não está vendo que isso é sangue.

— É só um arranhão.

Jaken bufou e apontou para a cama.

— Sabia que seu pai negligenciaria sua educação. Nem sabe diferenciar grande de pequeno. — Ele apontava para a cama. — Levem-na para lá.

Shiori saiu dos braços de seu protetor e correu até a irmã.

— Oh, Rin, precisa cuidar logo disso.

— Não é nada tão grave.

— Dê-me isso. — Sesshomaru tomou o livro de suas mãos, e o entregou a Shiori. Então, sem qualquer cerimônia, atirou Rin sobre o ombro e a levou para a cama. Mas ao invés de colocá-la sobre o colchão, ele mesmo se sentou e a man teve em seu colo.

— Milorde, acho que isso não é apropriado. —Jaken comentou.

— Acho melhor cuidar logo deste ferimento, pois não sairei daqui.

Miroku se aproximou, a espada ainda na mão.

— É melhor se apressar. Vai deixar a dama sangrar até a morte?

Shiori postou-se ao lado de Miroku.

— Ande logo!

Rin se encolheu quando Jaken começou a cuidar de seu ombro.

Sesshomaru beijou sua testa.

— O que ele queria? O dragão? — ele perguntou.

— Não, os dragões só serviam para abrir o baú. Ele que ria o livro que estava lá dentro.

— Dragões?

Enquanto Shiori recolhia os pendentes, Rin expli cou.

— Existem dois: um de ametista e um de safira. Shiori estendeu os pendentes para a irmã.

— Qual deles você quer, Rin?

— O que eu ganhei, o ametista.

A irmã puxou a mão de Sesshomaru e entregou-lhe a jóia.

— Guarde-o para ela. Ele assentiu, fechando os dedos sobre o dragão.

— Mas isso não explica por que o livro é tão importante.

— Ele pode explicar melhor que eu. — Shiori apontou para Jaken. Jaken continuou a cuidar do ferimento de Rin enquanto explicava. — Há muitos anos, quando Mirabilus foi… habitada pela primeira vez, o povo se dividiu em dois grupos. Um trabalhava pelo bem destas terras. O outro só queria conquistar poder para controlar tudo o que existia.

Ele olhou para o corpo caído no chão e suspirou.

— Ironicamente, os que procuravam o bem se tornaram; ricos e poderosos. Deixaram suas esperanças e lições registradas neste livro. — Ele indicou o livro que Shiori segurava. — O outro grupo ficou convencido de que o livro guardava segredos que lhes daria o tão desejado poder.

Sesshomaru olhou para o livro.

— Isso é verdade?

— Não. — Jaken riu. — Ele só guarda magias, poções e encantamentos.

Miroku bufou, quebrando a seriedade do momento.

— O problema não é o livro, mas o que as pessoas ima ginam sobre seu conteúdo. — Jaken apontou para o corpo. — Meu irmão, por exemplo, acreditava que poderia do minar o mundo.

Shiori parecia confusa.

— Não sabia que você e mamãe tinham um irmão.

— Ele preferiu a escuridão e foi expulso de Mirabilus muitos anos antes de seu nascimento.

— E os homens que morreram em Browan e na monta nha? — Sesshomaru perguntou.

— Pela descrição, imagino que fossem seus filhos. Eles provavelmente queriam o poder que Shiori e Rin de têm sobre Mirabilus. Mas isso nunca seria possível sem o livro.

— Por que não?

— Na nossa família, só as mulheres tem o direito de go vernar. Só o conhecimento dos segredos contidos no livro permitiria que eles obtivessem este direito também.

Sesshomaru parecia refletir sobre algo.

— Por que só as mulheres?

— Esta não é uma pergunta fácil de ser respondida. Talvez seja porque as mulheres não buscam a guerra. Em seiscentos anos, nosso povo nunca pereceu numa batalha e nossas terras nunca foram ameaçadas.

Examinando a foice que o homem usara para atacar, Miroku perguntou:

— Por que usariam uma arma assim? — Ele a exibiu a Jaken.

— Que engenhoso. A foice é o mesmo que uma espada para um druida. O espinheiro representa punição. Imagino que as feridas causadas por esta arma sejam bem assusta doras.

Ninguém discordou dele. Miroku lançou a arma no fogo.

— E quanto aos outros?

Jaken não parecia preocupado.

— Não irão nos importunar novamente. Estou certo disso.

O homem que entrara junto com Sesshomaru se aproximou.

— Lady Shiori, se não precisa mais de mim, devo me retirar.

Shiori o puxou pela mão.

— Venha conhecer minha irmã, mesmo que as circuns tâncias não sejam das mais comuns. — Ela sorria.

— E isso seria alguma novidade? — Ele parecia real mente perplexo.

Rin notou o olhar que trocaram, um olhar que falava de amor sem necessidade de palavras.

— Rin, quero lhe apresentar Lorde Braedon. — Shiori se voltou para ele. — Lorde Braedon, está é minha irmã, Lady Rin. E este é Sesshomaru de Falcon.

Braedon se curvou.

— É uma honra conhecê-la, milady.

— Fico feliz por ter vindo tão rápido em nosso socorro. Obrigada.

Ele assentiu e então dirigiu-se a Sesshomaru.

— Falcon? Conde de Falcon?

Miroku deu uma risadinha.

— Não, ele é meu irmão mais velho, Inuyasha.

— Desculpe o engano. Eu e toda Mirabüus estamos em débito por ter nos trazido Rin em segurança.

Então ele pediu permissão a Shiori para que os guardas removessem o corpo e saiu.

— Isso vai doer — Jaken avisou a Rin.

Ela deu um pulo, sentindo uma agulha atravessar sua carne para fechar o ferimento.

— Sinto muito, mas precisa ficar quieta.

Sesshomaru a puxou contra seu peito, segurando-a com fir meza.

— Isso acabará logo — ele prometeu. — Segure-se em mim.

Rin enterrou o rosto em seu peito, recusando-se a gri tar. Ainda se encolheu mais uma vez, mas mordeu o lábio e cravou as unhas nas costas de Sesshomaru.

Felizmente, tudo acabou rápido.

— Pronto, milady. — Ele tirou um pequeno embrulho e o entregou a Shiori. — Misture isso com vinho e lhe dê para beber. — Então saiu.

Rin estava molhada de suor. Sesshomaru secou seu rosto, afastando seus cabelos para trás.

— Precisa descansar.

— Não vá embora.

— Eu cuidarei de você — disse Shiori. — Prometo que ele não ficará longe daqui.

Sesshomaru lhe beijou a testa e tirou-a do colo.

— Estarei por perto. Agora, durma.

Quando ele saiu, Shiori deixou o livro de lado e ajudou Rin a trocar-se. Não esqueceu de lhe dar a bebida reco mendada por Jaken. Por fim, acomodou Rin na cama para descansar.

Rin viu quando Shiori foi buscar o livro novamente.

— O que fará com ele?

Shiori o atirou no fogo da lareira.

— Se o mal quer tanto se apoderar dele, é melhor que desapareça deste mundo.

Rin concordou com a decisão da irmã.

— Posso fazer uma pergunta?

Shiori se sentou na beirada da cama.

— Claro que sim.

— Quem é Braedon?

O sorriso nos lábios de Shiori desapareceu.

— Ele é o capitão de nossa guarda, o protetor de nosso povo. Ele é o seu noivo.


Gente a partir de agora, é emoção PURAAAAAA... Estão gostando? Como assim... a rin já tem um noivoo.. que dó do sesshy..

H. Quinzel - Ai amor, acho que é mais de 4 caps, fui dar uma revisada ontem .. USIEHESIUHS agora vai ser super emoção daqui pra frente.. Sim irmã dela, oque achou? MT foda né?

Relena- chan - Nossa acho que nesse cap respondi suas perguntas, gostou? OPSEKSEPOKSEPO e o sesshy tadinho, vou chamar ele pra casar cmg.. bjs linda