A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
Rin acordou com o rosto no travesseiro úmido. Derramara muitas lágrimas depois que Shiori deixara o quarto.
Tudo estava errado. Shiori é quem deveria casar com Braedon, não ela. Subitamente, começou a ouvir gritos vindos do lado de fora.
— Não há razão para que essa cerimônia não aconteça hoje.
O estômago de Rin se revirou. Estavam discutindo seu casamento?
— Estão enganados. Mas quem sou eu para decidir? Deixe-me falar com ela primeiro. — A voz de Shiori se sobrepunha às demais.
Sua irmã entrou no quarto, seguida por seis homens.
— Rin, está acordada?
— Sim. — Com esforço, ela se sentou. — O que está acontecendo? — Estes são os anciãos de Mirabilus. — Shiori apontou para Jaken e mais cinco homens idosos. — Eles in sistem que o casamento deve ser realizado hoje. — Vendo o susto de Rin, ela acrescentou rapidamente. — Tentei convencê-los de que está ferida, que talvez fosse melhor esperar um pouco mais.
Rin sorriu.
— E eles aceitaram?
— Não. — Shiori torceu os lábios. — Contudo, eles concordaram com uma busca onírica.
— O quê? — A voz de Rin se ergueu.
Sesshomaru surgiu no quarto.
— O que está acontecendo aqui?
Shiori fechou os olhos e esfregou as têmporas. Então perguntou a Sesshomaru:
— Viu Lorde Braedon?
Sesshomaru olhou para trás.
— Ele estava bem atrás de mim.
Shiori foi até a porta e ordenou que Braedon entrasse. Contrito, ele a obedeceu.
— Não sabia se desejava minha presença.
O olhar que Shiori dirigiu a ele fez Rin rir. Os dois, Shiori e Braedon, já agiam feito marido e mulher. Mas lembrar que ele seria seu marido não era nada engraçado.
Shiori se colocou no centro do quarto, aos pés da cama de Rin, e pediu para que todos se aproximassem.
— Rin enfrentará uma busca onírica hoje.
— Uma o quê? — Sesshomaru a interrompeu. Shiori revirou os olhos.
— Parece que os sábios homens de Mirabilus — o sar casmo era evidente em sua voz —, decidiram que Rin e Braedon devem se casar ainda esta noite.
Braedon e Sesshomaru deram um passo para trás, como se tivessem sido golpeados por um atacante.
Sesshomaru tentou dizer algo, mas simplesmente não tinha palavras.
Braedon não estava em situação muito diferente.
— Esta noite? Por que tanta pressa?
— Silêncio! — O grito de Shiori interrompeu suas per guntas frenéticas. — Talvez uma busca por respostas seja; favorável.
— Quem interpretará esses sonhos? — Um ancião perguntou.
— Quem seria mais qualificada do que eu? Os anciãos riram da resposta de Shiori. Só Jaken
continuava sério.
— Eu a ajudarei. — Ele se ofereceu.
— Não confia em minhas habilidades? — Shiori ergueu a voz.
— Confio em vocês duas, individualmente. —Jaken sorriu. — Mas juntas? Não. Em minha curta convivência com Rin, percebi o quanto são parecidas. Não há como saber o que tramariam se fossem deixadas a sós.
Os outros anciãos concordaram com a sugestão de, Jaken.
— Ninguém perguntará minha opinião? — Rin perguntou.
— Não! — Oito vozes se ergueram ao mesmo tempo. Apenas Sesshomaru perguntou:
— O que você sugere Rin?
— Isso não nos importa. — Jaken se voltou paraRin. — Seus desejos são irrelevantes. Este é seu novo lar e você tem uma responsabilidade para com sua família e seu povo.
Ele permitiu que Rin digerisse os fatos por alguns instantes.
— Este homem não poderá salvá-la. Nem o capitão. Se riam considerados criminosos e traidores da coroa.
Um dos anciãos se adiantou.
— Só permitiremos que esta cerimônia aconteça se Jaken estiver presente desde o começo. — Ele lançou um olhar de advertência a Shiori. — As duas irmãs não de vem ficar sozinhas até que a decisão tenha sido feita.
Shiori olhou para Braedon antes de concordar.
Um grito se assomava na garganta de Rin. Ela tentava se controlar, o que se tornou ainda mais difícil quando Sesshomaru seguiu os outros homens e saiu do quarto.
Apenas ela, Shiori e Jaken permaneceram. O velho se sentou em um banquinho junto ao fogo.
— Comece logo, Shiori. Quanto mais você demorar, mais nervosa ela ficará.
Depois do que parecia ser uma eternidade, Shiori final mente se moveu. Rin compreendia a dor que a irmã sen tia naquele momento. Shiori não queria perder o homem que amava, muito menos para a própria irmã.
Rin não podia aceitar aquela cerimônia. Não fora cria daem Mirabilus. Comoesperavam que ela aceitasse que aquele ritual pagão decidisse seu futuro?
Shiori se ajoelhou diante de um baú de ouro ricamente ornado. Entoou algumas palavras antes de abri-lo e tirou de lá duas bolsinhas de couro. Depois retirou um cálice que parecia muito simples se comparado ao baú.
Rin tentou se erguer da cama.
— Ele morrerá. — A voz de Jaken a impediu de colo car um pé sequer no chão. Ele nem a olhava ao dizer isso. Apenas atirava ervas nas labaredas ao lado. — Lorde Brae don matará Sesshomaru se você não for conduzida à cabana.
Rin respirou fundo, certa de que ele apenas queria amedrontá-la.
— Ele não ousaria.
— Sir Miroku já foi afastado da fortaleza. Falcon está sendo vigiado. Braedon não hesitaria em fazer tudo que es tivesse ao seu alcance para proteger Mirabilus.
— Falcon não é uma ameaça para ninguém.
— Ele é uma ameaça para seu destino; portanto, uma ameaça para o reino. — Ele apontou para a janela. — Veja por si mesma.
Rin correu para a janela e viu que, no centro do pá tio, Braedon e mais seis homens vigiavam Sesshomaru. Todos empunhavam espadas. Seria impossível Sesshomaru lutar, pois estava de mãos atadas, amarrado a um poste.
— Soltem-no imediatamente. Não há razão para que o tratem assim. Jaken e Shiori a ignoraram. Estavam muito ocupa dos com a consagração do cálice para se preocuparem com suas exigências.
Rin correu e abriu a porta, deparando-se com guardas armados.
Ela gritou novamente:
— Não podem fazer isso. Não têm o direito de me manter prisioneira. Pensei que este fosse meu lar, não meu cárcere!
Jaken se levantou quandoRin recuou, mas os guardas impediram que saísse do quarto. Eles a seguraram pelos braços e arrastaram-na até; Jaken e Shiori.
Rin olhou para a irmã, sussurrando:
— Pelo amor de nossos pais, não faça isso comigo.
Shiori ignorou o pedido.
— Beba. Logo tudo estará terminado. Rin meneou a cabeça e tentou fugir de seus captores mas sua força não se comparava à deles. Ela tentou rogar novamente:
— Shiori, não faça isso. Vai deixar que nosso destino seja decidido por um ritual do demônio? Jaken fez um gesto aos guardas. Um dos homens fez Rin cair de joelhos e o outro puxou sua cabeça para trás. Eles a obrigariam a beber aquilo?
Shiori hesitou.
— Não consigo fazer isso.
Jaken tomou o cálice de Shiori e levou-o aos lábios de Rin.
Ela se recusava a beber. Um guarda apertou suas boche chas, fazendo com que sua boca se abrisse e o líquido ado cicado descesse por sua garganta.
Quando o cálice se esvaziou, eles a soltaram. Enjoada e extremamente assustada, Rin se encolheu no chão.
Praguejando, Shiori se sentou ao lado da irmã. Abraçando-a, começou a acalentá-la:
— Calma, calma. Nada de mal lhe acontecerá. Eu pro meto.
— Seus malditos pagãos, são assim tão covardes? Lorde Braedon riu do insulto.
— Covardes? Eu prefiro chamar isso de movimento es tratégico.
— Não lutar é covardia.
— Olhe ao redor, Falcon. Não lutar é o que mantém você vivo.
Considerando-se apenas as pessoas que cuidavam de seus afazeres naquele pátio, havia homens suficientes para conquistar um pequeno país. Um fato que não passara des percebido a Sesshomaru.
Só um cego não notaria as riquezas que Rin teria ali. Mirabilus era um verdadeiro castelo, estruturado para su portar qualquer cerco. Estava rodeado por campos férteis e florestas apinhadas de animais selvagens, e ninguém senti ria fome. A água fluía de diversas fontes, o que assegurava que os habitantes nunca teriam sede.
Segurança. Riqueza. Família. Título. O que ele poderia oferecer a ela? Alguma mulher em sã consciência desistiria de tudo isso por amor?
Se realmente se importava com Rin, devia seguir o conselho de Jaken e deixá-laem paz. Braedonapontou para o grupo que deixava a fortaleza.
— Eu o soltarei assim que Rin estiver na cabana.
Doía saber que nunca mais a teria em seus braços. Não conseguia despregar os olhos de Rin, por isso notou que ela cambaleava. Algo estava errado.
Os músculos dos braços de Sesshomaru se retesavam com força que ele fazia para se livrar das amarras.
— O que fizeram com ela?
— Acha que eles simplesmente pediriam que ela dor misse e sonhasse?
Sesshomaru praguejou.
— Deixem-na. Eu irei embora.
— A cerimônia já foi aprovada e acontecerá de qualquer forma.
Braedon o estudou com calma.
— Você ama esta mulher.
Não era uma pergunta, então Sesshomaru não disse nada.
— Ela não se machucará. — Braedon colocou uma das: mãos em seu ombro. —As ervas servem apenas para que ela durma profundamente e, com sorte, fale durante o sono.
— E então?
Braedon apertou o ombro de Sesshomaru.
— Então, meu amigo, ela se casará.
Sesshomaru engoliu em seco.
— Com você?
O homem tirou a mão de seu ombro, demorando a responder.
— Não mentirei. Sim.
— Então isso não passa de um engodo para acalmar as mulheres?
Braedon assentiu.
Sob a fraca luz do pôr-do-sol, Sesshomaru observou Rin desaparecer.
— Cuide dela. Se algo acontecer com Rin, saberei em minha alma e virei matá-lo.
Braedon o encarou.
— Ela é irmã de Shiori. Nunca lhe faria qualquer mal.
Sesshomaru refletiu que ele colocara mais sentimento no nome de Shiori do que na promessa feita por Rin.
— Você se importa bastante com Shiori.
— Sim.
— Então o que está fazendo? Solte-me. Não precisamos permitir que isso aconteça.
— Não posso trair Mirabilus. — Braedon sorriu pesaro so. — Lamento, isso foi decretado quando Rin nasceu. Sendo a irmã mais velha, é com ela que devo me casar. Meu dever e minha honra estão em jogo.
Sesshomaru entendia bem de questões de dever e honra. Era por isso que viera até ali.
Braedon cortou as cordas com uma faca.
— Eu lhe desejo uma boa viagem.
Sesshomaru rumava para os portões quando Braedon acres centou:
— Eu cuidarei dela, honrarei meus votos. Ela estará se gura, Falcon. Sempre.
As palavras de Braedon ainda ecoavam na cabeça de Sesshomaru, mas não serviam para confortá-lo.
Se Braedon fosse gentil e paciente, talvez Rin viesse a nutrir sentimentos pelo marido. Então um dia ela esquece ria do homem que a escoltara até seu lar.
Era, isso o que ele queria? Não, não queria que ela o es quecesse. Mas seria melhor para ela se isso acontecesse.
— Milorde? — Miroku o encontrou à beira da floresta. O capitão lhe deu uma rápida olhada e começou a praguejar incessantemente.
Seguiram para a praia. Sesshomaru não queria partir, mas também não poderia ficar. Contudo, ficou surpreso com a violência do mar. Como as águas de um canal poderia-ficar tão revoltas?
A fúria das ondas ecoava a tempestade em seu coração tornando a dor da perda ainda pior.
Seria impossível cruzar o canal naquela noite.
— Preparem o acampamento. — Então se virou para Miroku. — Traga vinho ou cerveja para que eu esqueça que estou aqui.
Rin olhou ao redor da cabana. A idéia de dormir ali e sonhar com seu destino parecia ridícula. Sem Sesshomaru, seu futuro era como aquela cabana: pobre e vazio.
Ela tentava conter o choro.
— Rin.
A voz de Shiori parecia vir de um lugar muito distante.
— O que está acontecendo comigo?
Shiori acariciou seus cabelos.
— Está tudo bem. São os efeitos da bebida. Não lute contra o sono.
— Não quero dormir.
Shiori se deitou no catre e puxou a irmã para seu lado.
— Mas precisa. Feche os olhos e durma.
Incapaz de ignorar o pedido, Rin fechou os olhos. Mas ao ouvir um ruído, abriu-os novamente. Alguém estava sentado nas sombras.
— É apenas Jaken. Ele cuidará de nós enquanto des cansamos. Agora durma, Rin.
Sem forças para discutir, Rin fechou os olhos.
Rin queria ficar sozinha com suas lembranças e sua dor. Não era ingênua. Sabia que teria que casar com Lorde Braedon. Aquele reino era muito rico e poderoso para per mitir que os sentimentos se sobrepusessem ao dever.
Só nos sonhos poderia encontrar Sesshomaru. Rin sentiu uma lágrima correr por seu rosto.
Aquela bebida havia destruído sua força de vontade. Cada emoção, cada pensamento ganhava vida. E todos eles estavam destituídos de qualquer esperança.
Rin tentava controlar as lágrimas. Nunca perdoaria Shiori por lhe fazer sentir tanta angústia.
— Rin, acalme-se. Tudo passará se você dormir. Lem bre-se: seu dom é o amor. Acalme-se.
Sua mente estava tão repleta de pensamentos e emoções que ela não sabia discernir quem falava.
— Sonhe.
A ordem se perdeu no retumbar de um trovão. Sim, uma tempestade seria o cenário perfeito para a tormenta que sentia no coração.
Ela ouvia a chuva e o vento açoitarem a cabana enquanto se perdia no mundo dos sonhos.
Sesshomaru observava a tempestade.
Já tinha perdido a conta de quanta cerveja bebera, mas até a bebida parecia estar contra ele. Continuava sóbrio.
Fechando a entrada da tenda, ele se jogou no catre.
Queria esquecer o que estava acontecendo, mas o rosto de Rin dançava diante de seus olhos.
De repente, teve medo dos sonhos que teria caso dor misse.
Ouvia a chuva batendo na tenda, o vento uivando. Os trovões sacudiam o chão. Ele ainda resistiu, mas por fim cedeu ao cansaço e caiu no sono.
Que dó do Sesshy, ele vai embora, e a rin vai casar com outro... que dó dela tambem, ficou muito triste ))): gostaram do cap? Demorei pra postar, só pra por um pouco de suspense, não me matem, e já estamos chegando ao fim ): e estou super feliz pelas reviews.
H. Quinzel - Sim, uma irmã, e um noivo, tadinha dela, muita coisa pra uma pessoa só, eu nao ia dar conta... e o sesshy em que dó dele ;/
Relena- chan - Ficou sabendo nesse cap, mt triste né ? :/ afff me parte o coração, ta gostando?
Acdy-chan - Que bom linda, seja bem vinda, gostou do cap?
Flvia - Então, esse cap foi de partir o coração, naop posso ver o sesshy todo triste assim...
Misa Tenebrae - Espero que tnha gostado desse cap
