A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
Rin sabia que estava sonhando.
Ao mesmo tempo em que vivenciava tudo aquilo, podia observar os acontecimentos a distância.
A estranha claridade a deixou um tanto amedrontada, mas logo Rin se deixou envolver pelo sonho.
— Rin. — Sesshomaru sussurrou em seu ouvido, os lábio encontrando a curva de seu pescoço.
Rin o abraçou com força. Como ansiara por aquele momento!
Seu toque a deixava arrepiada. Seu beijo derretia seu co ração.
Ele afagava cada parte de seu corpo, fazendo-a estremecer de ansiedade.
— Você acabará me levando à loucura, — Ela estava ofegante.
Sesshomaru pousou a cabeça em seu ventre e sorriu.
— Seria ruim se eu a acompanhasse até lá?
Ela meneou a cabeça. Não se importaria se eles enlouquecem juntos.
O rosto de Rin ardeu de vergonha diante da cena que presenciava. As mãos de Sesshomaru deslizavam por suas coxas como se memorizassem cada detalhe, antes de alcançarem a junção de suas pernas. Ele baixou a cabeça, os cabelos escuros contrastando com sua pele clara.
A Rin que estava sobre a cama gemia e entreabria as pernas. A que observava fechou os olhos ao sentir o calor crescer em seu próprio corpo.
Ambas se fundiram em uma só. E juntas gritaram seu nome.
— Sesshomaru!
Uma mão a sacudia.
— Rin, acorde — Jaken pediu.
— Rin! — Shiori quase gritava em seu ouvido. Rin abriu os olhos. Sonho ou não, seu corpo estavaem chamas. Elarespirou fundo e cruzou as pernas, tentando conter os tremores em seu corpo.
— Shiori, eu a matarei por causa disso.
Shiori riu.
— Existe cura para o seu mal, mas precisa escutar Jaken primeiro.
Rin se sentou. Jaken lhe ofereceu um cálice, dizen do que a bebida dissiparia os efeitos do sonho.
Ela bebeu e logo sentiu sua cabeça clarear e o coração readquirir seu ritmo normal.
Sabendo que agora estava pensando coerentemente, Rin perguntou:
— E então? Qual é a decisão? Que segredos este maldito ritual revelou?
Jaken começou a caminhar pela cabana, cocando a cabeça.
— Contra todo o bom senso, terei que discordar dos an ciãos. Precisamos ir contra o decreto original.
Os olhos de Shiori se iluminaram de esperança e ale gria.
Rin, contudo, não sabia o que pensar.
— Do que está falando, Jaken?
— Estou dizendo que Braedon não pode ser seu marido Mas como ele é considerado um príncipe em Mirabilus, deve se casar com uma das irmãs.
— Isso não seria problema, seria? Tenho certeza que uma de nós não em casar com ele
— Sim, mas…
Shiori parou diante dele, impedindo-o de continuar andando.
— Mas o quê?
Jaken cruzou os braços e escondeu as mãos dentro das longas mangas de suas vestes. Então encolheu os ombros.
— Não sei se você estaria disposta a tanto.
Rin e Shiori ficaram boquiabertas.
— Era só brincadeira, criança.
Rin finalmente conseguiu falar.
—Que hora excelente para se fazer brincadeiras, não — Ela se postou diante dele também. — Então Shiori secasará com seu príncipe e eu me casarei com Sesshomaru Falcon. Isso se ele ainda me quiser e eu conseguir encon trá-lo,
— Ele ainda está aqui.
Ela correu para a porta da cabana.
— Espere! — Shiori e Jaken gritaram juntos.
Shiori se aproximou dela, parecendo tão ansiosa quan to a irmã.
— Eu só queria dizer que ficaria muito feliz se ficasse para meu casamento. Teríamos mais tempo para conversar. — Ela abraçou Rin. — Precisamos encontrar uma ma neira de recuperar os anos perdidos e impedir que o mesmo aconteça aos próximos.
Rin abraçou a irmã.
— Eu adoraria, minha irmã. — Então empurrou Shioripara a porta. — Agora, vá. Braedon deve estar esperando pelo pior. Ele ficará feliz com a surpresa.
Shiori saiu correndo para a fortaleza, mas Rin ainda esperou pelo que Jaken tinha a dizer.
— Criança, lamento por ter sido forçada a isso, mas ago ra temos certeza do caminho que precisa trilhar.
— Eu já sabia o caminho que devia seguir. Ele meneou a cabeça.
— Você faz as coisas à sua maneira, nos fazemos da nossa.
— O que quer que eu diga, tio? Que eu o perdôo? Pois se considere perdoado. Agora posso ir?
— Não preciso de perdão, pois não cometi pecado al gum. Mas precisa ser conduzida até seu cavaleiro de ma neira condizente à princesa de Mirabilus. — Ele chamou seus homens.
— Se ele partir antes que eu chegue lá…
— Ele não pode partir com essa tempestade. —Jaken olhou para o céu. — Tenho certeza de que não terminará enquanto você não chegar à praia.
Rin olhou para o céu e franziu a testa.
— Como pode saber disso?
Ele riu gentilmente e passou um braço por seus ombros.
— Ainda não conhece bem sua família. Talvez algum dia, quando estiver mais aberta para as coisas do mundo invisível, comece a entender.
Ele a levou para fora e logo os guardas surgiram. Ele ordenou que lhe trouxessem vinho.
— Acho que já bebi o suficiente por uma noite. — Rin sentia-se enjoada.
— Não é para você, é para o capitão de Falcon. Preci so aplacar seu humor. Talvez ele possa me ajudar a pensar em algo que impeça que seu amado desperte a fúria do rei Bankotsu.
Rin sorriu.
— Isso será fácil. Se enchermos os cofres de Bankotsu com ouro, ele perdoará qualquer coisa.
Jaken assentiu.
— Isso pode ser arranjado.
Ao atravessarem a densa floresta, a chuva já estava bem mais fraca. Alguns homens levavam tochas para iluminar a trilha, tornando a caminhada mais fácil.
Quando o grupo saiu da floresta, foi recebido por espadas. Miroku deteve os homens e arregalou os olhos ao ver Rin. Um sorriso suavizou sua expressão carrancuda e ele apontou para a tenda no centro do acampamento.
Rin se ergueu na ponta dos pés para beijar o rosto do tio e saiu correndo. Ouvindo os roncos na tenda, sabia que entraria sem ser notada.
Seu amado dormia com um dos braços sobre o rosto. Ela despiu as roupas molhadas e se aproximou dele, olhando avidamente para seu peito, cuja pele brilhava sob a fraca luz do braseiro.
O mais silenciosamente possível, Rin se ajoelhou ao lado dele. Sesshomaru era um homem treinado para lutar. Será que acordaria se ela o tocasse?
Ansiosa, ela começou a desfazer o laço da calça, a única roupa que ele vestia. Ele parou de roncar, mas não se mo veu. A respiração permanecia inalterada.
Ela pousou a mão em seu peito e sorriu quando ele tirou o braço do rosto. Mas Sesshomaru não abriu os olhos, tampouco se moveu novamente.
Ela sentiu o cheiro da cerveja. Seria possível que tivesse desmaiado de tanto beber? Só havia uma maneira de des cobrir.
Rin introduziu a mão pela calça. Sesshomaru enrijeceu ao seu toque. Sentir sua reação foi o suficiente para incendiá-la novamente. Queria senti-lo dentro dela, satisfazer o de sejo que corria em suas veias.
Antes que perdesse a coragem, ela puxou um pouco a calça. Rin estava ofegante ao se acomodar sobre Sesshomaru, imaginando se saberia fazer isso sozinha. Mas antes que pudesse se decidir sobre o próximo passo, descobriu-se deitada no chão, com Sesshomaru olhando dentro de seus olhos. Tinha se esquecido do quanto ele era ágil.
— O que pensa estar fazendo?
Ela traçou o contorno de seus lábios.
— Não é óbvio?
— O que a fez pensar que sua atitude seria bem aceita?
— Perdoe-me, milorde. Não pretendia ofendê-lo.
Aquela mulher acabaria por enlouquecê-lo.
— Não me ofendo com você, só com esse tom de voz.
— Sinto muito. Só queria…
— Oferecer aquilo que eu não quis tomar?
Ela virou a cabeça, tentando esconder o rosto.
— Pelo amor de Deus, Rin. — Será que ela não en tendia o quanto o fazia sofrer? — Por maior que seja meu amor por você, não posso tomar o que pertence a outro.
Um raio riscou o céu, envolvendo a tenda num brilho sombrio.
— Shiori se casará com Braedon.
Ele sacudiu a cabeça, como se não estivesse escutando bem.
— O quê?
— Eu disse que Shiori se casará com Braedon.
Ele lia a verdade em seus olhos.
— Como isso aconteceu?
— Ele não apareceu em meus sonhos.
Sesshomaru não queria saber daquele ritual ridículo.
— E por que você veio até aqui?
Rin corria o dedo por seu peito.
— Bem, eu pensei que talvez… nós pudéssemos…
Sesshomaru viu o rosto dela corar.
Rin fechou os olhos antes de admitir. — Eu me sinto em chamas, Sesshomaru. Preciso de você.
— Está assim por causa da bebida? — Por alguma razão, aquela idéia o incomodava.
Um longo silêncio dominou a tenda até ela responder afirmativamente.
— Qualquer homem serviria?
Outro raio cortou os céus.
Rin sustentou seu olhar e então meneou a cabeça.
— Não, só você.
Ele suspirou aliviado. Então rolou para o lado, puxando-a para seus braços. Os seios estavam pressionados contra seu peito, as pernas entrelaçadas às dele.
Rin se rendeu ao beijo. Sabia que as emoções que sen tia eram por causa de Sesshomaru, não de uma bebida qualquer. O toque de seus dedos em suas costas lhe roubava o ar.
Ela se pressionou ainda mais contra seu peito. Sabia que precisava daquele homem para preencher o vazio de sua vida.
Sesshomaru beijava seu pescoço, deixando-a ofegante. Seu corpo precisava de mais. Rin moveu os quadris contra ele.
— Sesshomaru, por favor.
Ele sorriu e ficou por cima dela novamente.
— Temos todo o tempo do mundo, meu amor.
Ela tentou prendê-lo pelo pescoço, mas ele fugiu de seus braços e começou a encher seu corpo com beijos que a dei xavam cada vez mais febril.
Rin sentiu o rosto arder quando Sesshomaru se acomodou entre suas pernas.
A fúria da tempestade, que ainda ameaçava arrancar a tenda do chão, não se comparava ao poder dos afagos de Sesshomaru.
Sesshomaru sabia que ela estava pronta. Poderia tê-la possuí do no instante em que entrara na tenda. Mas ele queria mais do que apenas seu corpo. Queria que ela sentisse o mesmo desejo que o consumia. Queria que ela soubesse de seus sentimentos.
Como não encontrava palavras para se expressar, de monstraria com seu corpo tudo o que precisava dizer.
Rin logo se entregou ao mais íntimo dos beijos. Em seguida, Sesshomaru venceu com o dedo a barreira que em breve ultrapassariam juntos.
Ela ficou surpresa com aquela intrusão, mas arqueou o corpo e agarrou-se aos cabelos dele.
— Sesshomaru, por favor.
Ansioso por satisfazê-la, Sesshomaru a tomou novamente nos braços e virou-se para que ela ficasse sobre ele. Rin ime diatamente se firmou sobre seus quadris.
Ele ergueu a cabeça e lhe deu um beijo que prometia coisas indecifráveis ainda, mas que estava aflita para co nhecer.
— Quando quiser, meu amor — ele sussurrou.
Rin estava mais do que pronta, por isso roçou os seios contra seu peito, arrancando um gemido dos lábios de seu amado.
Sesshomaru colocou uma das mãos entre suas pernas, provocando-a até que ela implorasse novamente pelo fim daquele tormento.
Rin sentiu quando ele penetrou seu corpo. Estava pre parada para sentir uma dor horrível, pois ouvira que isso sempre acontecia. Mas depois de uma leve pontada, não esperava a magnífica sensação que era senti-lo pulsando dentro de si.
Ela ditou o ritmo, rápido ou lento, intenso ou suave, até não suportar mais aquela doce tortura. Desesperada para preencher aquela crescente tensão, ela cravou as unhas no peito dele.
— Sesshomaru, não sei…
Ele tomou controle. Pondo as mãos sobre os quadris de Rin, manteve-a no lugar enquanto oferecia aos seus cor pos a satisfação que tanto ansiavam.
Quando conseguiram voltar a respirar novamente, Sesshomaru lhe beijou a ponta do nariz.
— Satisfeita?
— Não sei ao certo. Podemos tentar novamente?
— Céus, eu criei um monstro!
Ela não pôde conter o riso.
— Não, meu amor, mas cometeu um crime muito grave. — Ela voltara a provocá-lo, acariciando-o com suas mãos e pernas. — Você me arruinou. Perdidamente.
Antes que ela pudesse rir, ele estava deitado sobre ela outra vez.
— O que estava dizendo?
Rin o cingiu pelo pescoço.
— Precisa me tornar uma mulher honesta, Falcon. Sou uma princesa, não um brinquedo que pode ser facilmente ignorado.
— Minha mente está muito confusa. Você é mesmo uma princesa?
— Sou Rin de Gervaise, princesa de Mirabilus, futura senhora de… de onde?
— Browan.
— Browan? Será preciso muito dinheiro para tornar aquela fortaleza um lar.
Sesshomaru agora a atormentava com beijos e mordidinhas no pescoço.
— Tenho certeza de que você está à altura da tarefa.
— Que seja. Futura senhora de Browan então — Rin resmungou.
— Diga-me, futura senhora de Browan, tem planos para amanhã?
— Não que eu lembre. Tem algo em mente?
Ele se sentou no catre e a puxou para seus braços.
— Talvez algum sacerdote daqui possa nos casar.
Ela se apoiou em seu peito, subitamente séria.
— Eu pensei que você iria retirar a oferta. Não sabia se…
Ele a beijou, arrancando um suspiro de seus lábios.
— Minha querida, não jurei que a carregaria sempre em meu coração? Que a honraria como minha esposa para sempre? Meu pedido seria eterno. Tudo o que possuo é seu: meu coração, minha alma e meu amor.
Rin sentia o quanto o coração dele batia acelerado e percebeu que seus dias de tristeza haviam chegado ao fim.
— Eu te amo, Sesshomaru de Falcon.
— E eu te amo, Rin de Gervaise.
Gente é o final ))))))): Que dor no peito em terminar essa LINDA história sabe, eu me apeguei demais nos personagens Rin e Sesshomaru também, e nossa amei estar postando para vocês, espero que tenham gostado tanto quanto eu amei ter colocado para vocês essa história. Olha gente eu estou escrevendo uma one-shot.. mais talvez ela fique maior e ai eu vou dividir em duas histórias. E por favor não sumam de mim. Beijos.
H. Quinzel - Pois é, mais como me dizem, com muito esforço, no final a gente sempre consegue aquilo que deseja. Não seria diferente pro nosso casal maravilhoso. Gostou da história? Beijos.
Relena- chan - Hm acho que pela leitura descobrimos o que aconteceria com nosso lindo casal, mais eles são perfeitos, não ficariam nunca separados. Gostou da história linda? Beijão
Acdy-chan - Espero que tenha gostado desse cap, e obrigada muitissimo por ter acompanhado, e mandado suas reviews. Beijos
Agradeço a TODAS as leitoras que estiveram me apoiando nessa história, não só nessa mais aqueles que sempre estão me dando forças. Obrigada mesmo. E estou escrevendo uma outra história, espero que vocês leiam ela também, bjs gente
