Capítulo 2 – Surpresas Nada Agradáveis
Gina sentia as bochechas pinicando, enquanto andava pelos corredores que dava na Sala Precisa. Havia falado rapidamente com Hermione, explicando que teria aulas com um "professor misterioso", o que Hermione achou bastante empolgante.
"Aiin, Gina! Imagina se vocês dois se apaixonam! Aiin, que romântico!", disse ela, sonhadora. Logo, no entanto, o olhar das duas parou sobre Harry, Hermione pigarreou e disse "Bom, obviamente, isso não poderia acontecer, uma vez que você e Harry..."
"É", interrompeu Gina, não querendo mais se lembrar de tudo o que havia ocorrido com Harry no ano anterior.
A verdade era, na realidade, que Gina ainda amava Harry, mas havia passado boa parte do ano tentando esquecê-lo, uma vez que estava um tanto óbvio que as suas chances de ficar com ele eram quase mínimas – para não se dizer nulas – e que, na melhore das hipóteses, se Harry sobrevivesse, teria que passar o resto de sua vida atrás dos Comensais que sobrevivessem, e, logo, nunca teria espaço suficiente para Virgínia Weasley em sua vida.
"De qualquer maneira, é bem empolgante...", retrucou Hermione, baixinho, depois que Harry saiu, acompanhado por Rony, para uma longa partida de xadrez, que ambas sabiam que duraria uma eternidade.
E o que Hermione disse, era bem verdade.
Gina nunca se sentira tão empolgada, envergonhada e constrangida de uma só vez em toda a sua vida. Não assim, tão forte. Quer dizer, ele podia ser um cara bem gatinho e, quando Gina ficasse perto, ele pensaria "haha, que retardada... não sabe nem como fazer um suco de abóbora e quer alguma coisa comigo", o que, de certo modo, não era bem justo.
Em geral, os sucos de abóboras de Virgínia Weasley eram... hum... "bebíveis".
"Não pense assim!", disse uma voz, compreensiva, em sua cabeça "Você é boa em outras coisas, há muitas pessoas que não são boas em poções! Você é só uma delas, que se rebaixou a pedir uma Aula Particular, enquanto, normalmente, o que os outros fazem é estudar que nem uns loucos! Bom, cante! Cantar sempre ajuda!"
Gina ficou em silêncio, tentando encontrar uma música que pudesse cantar e, desse modo, sentir-se um pouco melhor.
"Você é luz... Raio, estrela, e luar! Manhã de sol...", cantava ela, em um tom alto, de maneira que sua voz ecoava pelo corredor vazio "Meu iáiá, meu iôiô!"
Foi então que ela pôs a mão na maçaneta na porta, e a porta se abriu, com uma voz berrando:
"Mas quem é que está cantando essa...?", então, a pessoa dentro da sala e Virgínia Weasley ficaram pasmos, em silêncio, olhando um para o outro.
XxXxX
Draco não gostava nada disso. Ele teria que ensinar alguma menina em poções, mas pensa... Por que ele precisava ensinar alguém em uma matéria tão fácil?
"Essa menina deve ser uma burra", pensava Draco enquanto andava até a Sala Precisa. Pior do que isso seria se ela fosse muito feia.Tipo assim, era uma coisa que ele não queria. Ajudar uma garota burra e feia... Por Merlin, onde que ele se metera?
Xingava Slughorn de todos os nomes, ele era um professor muito sacana, essa era a verdade, mas tudo bem que a culpa era dele. Por que ele tinha que por a matéria em dia naquela hora, naquele dia? Ah... Draco, você está terrivelmente encrencado.
Abriu a porta da Sala Precisa, com apreensão. Ela já poderia estar ali... mas não foi isso o que aconteceu. A sala estava vazia, olhou para o relógio e percebeu que além da garota ser burra, ela também era uma atrasada.
Mas e se ele fosse o atrasado? Tudo bem que, desse jeito, a garota não escaparia dos adjetivos que Draco tanto buscava. Ela, então, seria uma pessoa burra e impaciente.
Afinal, ele estava atrasado por apenas quatro minutos.
Mas ao escutar uma voz desafinada cantando alto, Draco só pode pensar: essa escola tem problema. Ele, já impaciente de ficar esperando, abriu a porta com violência e berrou:
"Mas quem é que está cantando essa...?", foi tudo o que Draco disse ao ver uma... Weasley em frente à Sala Precisa, segurando a maçaneta da porta. Ele, com toda a classe que achava que tinha, continuou.- "Por favor, me diga que você NÃO veio para ter aulas particulares".
"Não... isso só pode ser uma brincadeira de puro mau gosto"-disse Gina descontrolada.
"Eu mato o Slughorn", disse Draco, baixinho.
XxXxX
Gina empurrou Draco Malfoy, entrando na Sala e, pisando Firme, começou a olhar embaixo de todas as mesas.
"O quê...?", começou Draco, encostado na parede, com os braços cruzados.
"Onde está?", perguntou a ruiva, sem se dar por vencida, olhando embaixo de todas as mesas, levantando-se e abrindo o armário, onde só existiam livros.
"Onde está quem?", perguntou Malfoy, erguendo uma sobrancelha, confuso.
"O cara que ia me ensinar poções?", choramingou Gina "O que você fez com ele?"
Draco revirou os olhos.
"Pára de bancar uma de idiota! Olha, se serve de consolo, eu não estou nem um pouco satisfeito por ter que ficar aqui com você", resmungou ele, sério.
"Hum... Não, não me consola nem um pouco, mas obrigada por tentar", diz ela, em um tom cínico, enquanto se vira para ele, com os braços cruzados.
Draco fechou os olhos, controlando a vontade – repentinamente tentadora – de virar as costas para aquela insolente e ir embora, ou, pelo menos, lançar um Cruccio por alguns minutos nela.
"Okay, Weasley... O que você sugere, então? Que eu te empreste o meu cérebro, já que, obviamente, o seu não é lá aquelas coisas..."
"UGH!", fez Gina, histérica "Pára de me ofender!"
Draco ficou em silêncio, se continuasse daquela maneira, ela desistiria das aulas e ele teria que fazer algo mil vezes pior do que aquilo, embora, obviamente, não houvesse muita coisa pior do que ficar lado a lado com um Weasley por muito mais de cinco minutos.
"Tá, tá... Hum... Não vou mais fazer...", disse ele, tentando ser honesto, por mais que soubesse que não conseguiria ficar muito mais do que vinte minutos sem ser sarcástico.
Gina analisou-o, olhando com aqueles olhos castanhos o rosto do loiro. Se ele não soubesse controlar tão bem seus sentimentos, teria ficado levemente corado. Não porque a Weasley mexesse com ele, mas, porque, quase ninguém o observava daquela maneira.
Draco desviou os olhos.
"Está bem...", disse ela, hesitante "Eu vou... me sentar"
Draco continuou olhando para o chão, só concordou.
Ouviu o barulho de um banquinho ser arrastado, e então, a garota pigarreou.
"He-hem!", fez ela, olhando-o com uma sobrancelha erguida, numa imitação quase perfeita da cara de 'cuspo-no-prato-que-comi' do loiro "Então?"
Lançando um olhar de desprezo para ela, ele atravessou a sala rapidamente e sentou-se na mesa.
"Abra o livro na página 12 e vamos estudar a primeira poção básica...", começou ele.
Continua...
N/A: Hum...
A Anaa foi para o shopping (ela se diverte e me deixa aqui, morrendo de vontade de escrever o cap. 3! Hunpf...) então hoje eu que vou fazer o N/A!
Hum...
Vamos ver, o que falar...
Eu não sei...
Espero que tenham gostado... Eu queria que essa parte (a última) ficasse melhor...
Bom, espero por Reviews!
Beijos!
Gii e Anaa
