Cap11.: O beijo.
"Eu não acredito que eu estou presa com você, Malfoy!"-disse Gina, histérica.
"Por Merlin! Cale a boca."-disse Draco irritado-"Além do mais a culpa é sua se você está presa aqui."
"Hey! Quem disse que a culpa é minha? Quem disse?"-disse a garota colocando a mão na cintura-"Afinal, você deveria saber sobre esse armário! Você deveria saber que isso aconteceria."
"Em primeiro lugar, quem que me segurou pelo colarinho?"-disse Draco, levantando uma sobrancelha.
"Eu... eu... eu não tinha escolha, Malfoy."-disse a ruiva corando.
"Confesse Weasley, você não queria que o seu irmão te visse comigo. Ainda mais daquele jeito."-falou Draco, então, ele simplesmente tirou as mãos de Gina da cintura. E as segurou por um momento.
"Eu não quero morrer, Malfoy."-disse Gina, corada. Ela tirou as suas mãos e disse, numa voz sem muita certeza.-"Além do mais, eu acho que não teria muito problema se me vissem com você".
"Apenas por vinte segundos."-acrescentou, Gina, mentalmente.
Não gostava de admitir, mas se metera numa enorme encrenca. Não precisava ser uma mestra em Poções para saber que Rony e Hermione descobriram tudo. Principalmente, que quem armara tudo aquilo fora ela. E eles poderiam ainda, descobrir que Malfoy estava metido nessa encrenca.
"Eu imagino."-disse Draco, irônico. Foi aí que Gina notou o quanto eles estavam próximos. Draco estava de costas para a porta do armário, com o braço esticado na parede, onde, por sinal, estava Gina. A garota olhava para o braço do loiro com certa apreensão.
Ela só se lembrava da mão de Draco na sua cintura, os narizes se tocando...
"Não!"-berrou Gina, histérica.
"Não?"-repetiu Draco, com a mesma sobrancelha erguida.-"Você tem certeza que você ta bem? Tem certeza que o seu irmão não está aqui?"
"Cala a boca."-berrou Gina. Ela odiava quando ele brincava daquele jeito com ela.
"E agora você fica estressada."-e, não sabendo o porquê, ele disse isso no ouvido da ruiva. Fazendo com que a distância que existia entre os dois simplesmente desaparecesse.
"Mal... Mal...Malfoy..."-disse Gina, numa voz bem fraquinha.
"O que?"-perguntou o loiro. Ele, não sabendo por que a estava provocando, colocou a sua mão na cintura dela. Draco podia sentir que o corpo de Gina, nesse exato momento, estava muito quente.
Não obteve nenhuma resposta, então, disse novamente, dessa vez no ouvido da ruiva:
"O que aconteceu?"-se divertiu mais ainda ao ver que Gina estava arrepiada. Segurando o rosto corado da garota, pode ver que ela movia os lábios de maneira louca. Então tornou a dizer-"Fala o que está acontecendo."
Mas Gina não falou. Ela, simplesmente,o enlaçou pelo pescoço. Para depois dizer:
"Nada."
Ambos não sabiam o que estava acontecendo...
"Mas isso, agora, não importa."-pensaram, no mesmo tempo.
E, como se ansiassem por muito tempo, o lábio de Draco colara no de Gina. Importava que Gina era da Grifinória e Draco era da Sonserina? Importava que ela vinha de uma família pobre, que era amante de trouxas? E importava que ele era de uma família tradicional que não suportava impuros?
Gina sabia, assim como Draco, que o não era a resposta, pois ela finalmente entendera. Era aquilo que ela procurava. Um beijo que a faria perder o chão, o rumo. Um beijo que demorou para acontecer, mas aquele era um pequeno detalhe, pois sabia que aquele beijo era inesquecível.
Draco a apertava contra a parede do armário. O beijo que começara de maneira calma, pacífica, estava cada vez mais selvagem, mais carnal. Eles não entendiam o que estava acontecendo, mas aquilo era realmente bom.
"Oh, Merlin!"-disse uma voz que parecia bem distante. -"Desculpe-me se os interrompi."
Aquilo foi devastador. O beijo parou ali. Gina não conseguia olhar para Malfoy. Só podia ver Luna Lovegood parada, atônita.
E, pedindo licença, saiu do armário.
Para não ver um Draco Malfoy de costas, que não sabia o que faria em seguida.
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Gina chegou ao quadro da Mulher Gorda cabisbaixa e pensativa, sentindo um aperto estranho no peito. Ela conhecia esse sentimento, fora o mesmo sentimento que experimentara depois de seu primeiro beijo em Harry.
"Não", seus pensamentos se repreenderam "Eu não posso ter gostado de beijá-lo, isso é... contra... meus princípios! Quero dizer, ele é o Malfoy!"
Gina suspirou e começou a subir as escadas, ainda sentindo aquele sentimento horrível que fazia suas pernas tremerem e tinha vontade de sentar ali mesmo, na escada, e chorar de frustração.
Juntou o restinho de forças que tinha, e entrou na Sala Comunal.
"GINA!", era Hermione e a voz pegou-a desprevenida, fazendo com que ela desse um salto e seu coração batesse tão rápido que pareceu que ia pular para fora.
"Hermione! Que susto!", resmungou e voltou-se para a amiga e, para sua surpresa e horror, Harry e Rony estavam logo atrás da morena, e nenhum deles parecia muito satisfeito.
Muito menos Harry.
"Harry...", pensou Gina, sentindo-se estranha.
"Gina, onde você estava? Sabe que horas são?", perguntou Harry, mostrando mais preocupação do que qualquer outra coisa.
"Não, eu... eu perdi noção do tempo...", Gina corou ao lembrar-se das cenas no armário. O beijo, e Luna... e Draco Malfoy.
"Gina, é quase meia noite!", repreendeu-a Rony "Onde você estava e com quem?", rosnou o irmão mais velho.
"Eu estava... eu estava...", simplesmente não tinha mais forças para mentir "Eu estava cansada, e resolvi me sentar por lá. Vocês não me viram?", perguntou, lançando um olhar cansado ao trio.
"Não...", fez Hermione, aproximando-se de Gina "Você está bem? Parece abatida...", comentou, deixando de lado a raiva que sentira da amiga algumas horas antes.
Gina sentiu as lágrimas chegando aos olhos.
Como pôde beijar Draco Malfoy, e ainda por cima, gostar disso?
Era, simplesmente, humilhante demais!
Era frustrante e, como esconder isso?
Como tirar de sua cabeça a imagem daquele beijo e como afastar o cheiro gostoso do perfume de Draco Malfoy?
Como fingir que nada daquilo aconteceu, se precisava vê-lo quase todas as noites para conseguir passar em Poções?
"Eu...", começou com a voz fraca "Eu estou bem, Mione", mentiu "Só preciso dormir. Sinto muito por ter preocupado vocês".
Com essas palavras, a ruiva girou nos calcanhares e entrou no dormitório feminino do sexto ano, batendo a porta com força.
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Ela se decidira. Sabia que aquilo era a melhor coisa que poderia fazer. Não queria, assim como ele, viver aquilo.
Mas por que o seu coração doía quando pensava nessa hipótese louca? Por que ele não aceitava.
"É! Deve ser isso! Eu só tenho que me acostumar."-pensou, enquanto andava até a Sala Precisa.
Quando abriu a porta pode ver que Draco não estava ali. Sentou-se na cadeira e suspirou. Sabia que quando ele se atrasava era porque alguma garota...
"Espera! Eu não posso estar com ciúmes. Não. Isso não pode estar acontecendo!"-pensava em desespero-"Já sei! Eu tenho que fechar os olhos, respirar, contar até dez.. Não! Mas não dá para fazer tudo ao mesmo tempo... Ai, ai, o que eu faço?"
Não percebeu que Draco estava ali, na sua frente.
"Weasley, o que diabos você está fazendo?"-perguntou o loiro, a voz seca, fria.
"Nada que te interessa, Malfoy"-disse Gina, se levantando depressa.
"Tudo bem"-disse o loiro, dando de ombros.-"Pega logo o seu kit de Poções que você vai ter que fazer muita coisa."
"Ótimo"-resmungou. Parecia que a distância que existia entre os dois estava cada vez maior...
Ao ver que Gina já estava com o kit em mãos, Draco disse:
"Abre o seu livro na página 393."-mas Gina estava, como sempre, olhando para o relógio. O loiro apenas revirou os olhos e disse.-"O relógio continua do mesmo jeito. Nenhum ponteiro quebrou."
"E quem disse que eu estou preocupada com o relógio?"
"Eu."-disse Draco.-"Você não para de olhar."
"Talvez eu ache que assim a aula acaba mais rápido."
Draco apenas ignorou.
"Abra o livro a página 393.Você vai fazer a poção Animalesca."
"Quem é você para me dar ordens?"-perguntou Gina brava.
"Seu professor de Poções."
Gina calou-se. Não sabia o que retrucar, apenas disse:
"Vou começar então."
O tempo passou. Draco se divertia ao ver o esforço que ela estava fazendo. Ao ver ela franzir a testa, sem saber o que faria em seguida, Draco conteve uma risada. O seu olhar ficava fixo nela, mas o loiro não sabia o porquê desse gesto.
Seria por causa do beijo? Ele ainda não acreditara que aquilo acontecera.
"Aquilo não foi real"-pensou Draco, convicto.
Não acreditava que a beijara e que também gostara daquele beijo. Não acreditava que sonhava com aquele momento.
"Mas sonhar com aquilo,só pode ser um pesadelo."
"Terminei, Malfoy."-disse Gina.-"Agora você quer fazer o favor de me falar para que serve essa poção?"
"Simples, Weasley."-disse o loiro, tentando voltar ao normal.-"Ela transforma a pessoa no seu animal favorito."
""E essa poção vai me transformar em um cachorro?"- perguntou Gina, olhando com curiosidade para o potinho.
"Se a poção tiver sido feita de maneira correta, sim"- resmunga Malfoy, revirando os olhos.-"E se, claro, esse for seu animal favorito.
"Uau"- e, quando Gina deu por si, já tinha tomado a poção.
"VOCÊ É LOUCA OU O QUÊ, WEASLEY?"
"Eu sinto muito, eu... AU!"- ela fez, colocando a mão na garganta e, de repente, uma calda começou a nascer e o seu nariz começou a ficar comprido.
"Oh, Merlim..."- murmura Draco Malfoy, batendo com a mão na cabeça.
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Maldição! Qual é o problema dessa garota? Por que, diabos, ela quis tomar essa porcaria de poção?", pensava Draco Malfoy, irritado, enquanto subia as escadas da Torre da Sonserina com um filhote de Poodle nos braços "E o pior de tudo é que vou ter que levar ela para minha Torre! Como se não bastasse aquele beijo estúpido..."
Depois afastou o pensamento de sua cabeça.
Não queria mais pensar naquele beijo estúpido.
Nem em Virgínia Weasley e a porcaria de cabelos ruivos, pele branquinha e olhos brilhantes. Não que... vocês sabem... ele prestasse muita atenção nela.
"Você é uma estúpida, Weasley, sabia disso?", falou para o cachorro que o fitou por um tempo e depois, rosnou, mostrando os dentes brancos "Por que é que você foi tomar aquela maldita poção?", resmungou "Sabe o que você merece por fazer isso? Passar uma boa meia hora aturando a Pansy!", depois, deu um sorriso malicioso e Gina – em sua mais nova forma animal – ao percebê-lo choramingou – "cain, cain" – "Acho que, aliás, é isso mesmo o que eu vou fazer!"
O choramingo ficou mais alto e Draco fechou o fucinho de Gina com a mão.
"Shhh, sua maluca! Você quer que alguém ouça a gente?", disse ele, por entre os dentes cerrados.
Ele soltou o fucinho e ficou olhando para a cachorrinha, depois de ter certeza que ela não faria mais barulho, começou a subir as escadas para o dormitório feminino e, como era de se esperar, os degraus inclinaram-se, formando uma rampa escorregadia, mas Draco, experiente como era, segurou-se ao corrimão e continuou subindo, quase como se estivesse escalando uma montanha, mas, claro, sempre xingando as "porcarias de regras moralistas dessa porcaria de escola".
Sem grandes esforços, conseguiu chegar ao topo do segundo andar e correu de encontro ao quarto das garotas do sétimo ano, abriu a porta e chegou perto da cama de Pansy – era uma bem próxima à porta -, ajoelhou-se e chacoalhou a morena por um tempo.
"Draco...?", resmungou ela, sonolenta, sentando-se "O que foi?"
"Eu trouxe um presente...", mas então ele sentiu a bolota de pêlos em seu braço mexer e sentiu o fucinho quente da cachorrinha contra a sua mão, fitou-a e revirou os olhos, irritado. Como ela conseguia fazer isso? E, por diabos, ela ainda estava na forma de um cachorro!
Isso fez com que Pansy despertasse rapidamente, sentou-se na cama e bateu palmas, feliz.
"O que é? O que é?", perguntou.
Rapidamente, Draco escondeu a cachorrinha em suas costas.
"Hum... Er... Ahn... Um beijo de boa noite!", disse, rapidamente.
A decepção se estatelou na cara da garota.
"Ahn, bem... OK", fez ela e inclinou-se na cama, capturando os lábios de Draco entre os seus.
Draco então lembrou que, provavelmente, Gina estava assistindo a toda a cena e, por algum motivo, aquilo fez com que beijar a Pansy parecesse errado.
"MIAU!", era o gato de Pansy!
Como pudera se esquecer dele?
Draco afastou-se da sonserina rapidamente.
"Draco, o que foi?", perguntou ela, manhosa.
"Nada!", disse o loiro, levantando-se e tomando o cuidado de manter a cachorrinha escondida às suas costas "Eu... tenho que ir para o meu quarto!"
"Quer que eu passe lá?", perguntou ela, numa voz sensual.
"Não... A gente se vê amanhã!", disse e saiu quase correndo do quarto, quando trouxe Gina para a parte da frente de seu corpo de novo, fitou-a satisfeito. Será que ela tinha visto?
Por que ele se importava?
Quando finalmente chegou no quarto, colocou Gina sobre a cama e começou a revirar seu livro procurando por alguma poção que anulasse o efeito da Poção Animalesca.
Depois de meia hora de pesquisa, não achou nada.
"Não é possível...", pensou revoltado.
Tinha que ter alguma coisa!
Qualquer coisa!
Mas, por algum motivo, o sono começou a tomar conta dele, despiu-se e vestiu seu pijama – que, nesse caso, resumia-se à uma bermuda preta que entrava em contraste com a pele muito branca e o corpo bem formado do sonserino.
Passou a mão nos cabelos e fitou o monte de pêlo encaracolado e branco que estava deitado na cama e, por algum motivo, não quis expulsá-la. Simplesmente puxou as cobertas e deitou-se.
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Draco Malfoy acordou na manhã seguinte sentindo um cheiro gostoso e, quando abriu os olhos, percebeu que o motivo daquele bom cheiro eram os cabelos vermelhos, lisos e brilhantes de Virgínia Weasley.
Hesitante, ele levou sua mão até os cabelos dela e os afastou do rosto angelical da menina. Perdeu-se admirando-o por alguns segundos, os olhos fechados e um sorriso doce.
"Ela é linda", Draco pegou-se pensando, mas logo movimentou a cabeça, tentando afastar o pensamento, mas era impossível fazê-lo.
O corpo dela, leve e pequeno, estava sobre o dele, fazendo uma pressão agradável. E era simplesmente impossível resistir à tentação de tocá-la, passou a mão novamente em meio àquele mar vermelho e, para seu horror, os olhos dela se abriram e os dois se fitaram.
Primeiro, ela deu um sorrisinho e, depois, arregalou os olhos, como se sua ficha tivesse acabo de cair.
"O quê...?", ela berrou, mas Draco tapou a boca dela e, agilmente, moveu-se de modo que ficou deitado sobre ela.
"Shhh, Weasley! Quer que descubram que você está aqui?", sussurrou ele, e o corpo de Gina se arrepiou com o contato.
"O que aconteceu?", sussurrou ela, entre os dentes, enquanto tentava lutar contra o seu coração, que batia rapidamente.
"Você bebeu aquela estúpida poção e virou um cachorro, te trouxa até aqui para tentar achar uma antídoto, mas parece que a Poção Animalesca é similar à Poção Políssuco, tem uma duração, e...", seus olhos se encontraram pela primeira vez desde o armário.
Pode sentir o peito de Gina subir e descer lentamente por diversas vezes, tentando resgatar a sanidade que ele também sentia estar perdendo. Sentindo que sua cabeça estava se aproximando da ruiva por vontade própria, ele sentou-se na cama, afastando-se o máximo dela que pôde.
"É melhor você ir para a sua Torre Weasley, com sorte, não vai encontrar ninguém no Salão Comunal", comentou ele, negando-se à olhar para ela.
"Malfoy... e você?", perguntou ela, sentando-se lentamente na cama e vendo que, afora o fato de estar bem amassada, a roupa ainda era apresentável.
Lançou-lhe um olhar desdenhoso.
"Eu vou ficar aqui. E tomar um banho. Não que seja da sua conta", revirou os olhos.
A ruiva ficou alguns instantes em silêncio, depois, balançou a cabeça.
"Certo" e, sem mais nada, saiu cautelosamente do quarto.
"Um banho frio. É disso que eu preciso. Agora!", pensou passando as mãos no rosto "Merlim, o que é isso? O que tá acontecendo comigo?"
Continua...
N/A: Olá pessoas do meu enorme coração.
Se você não adivinhou, quem tá escrevendo aqui é a Ana, ok?
(Sim, a Gi não escreve coisas absurdas como essa XD).
Bom, o capítulo não demorou nada. E teve o tão esperado beijo!
Além de ter a cena esperada, teve a cena da Gina cachorrinha (se você acompanhou desde o começo, lembra do trailer).
Sim, foi um capitulo ótimo (eu estou gostando do capítulo? Não, eu não estou com febre).
Eu também espero que vocês gostaram.
E quer fazer o favor de clicar no botão e envia uma review para a gente?
Poxa, no último capitulo foram só 7 ¬¬
Se a gente não receber muitas reviews... A gente não escreve o próximo cap.
(Façam duas escritoras felizes!)
Beijos a todos.
Ana
