PQV Marlene McKinnon

– O que realmente aconteceu? – Perguntei pela milésima vez. Sirius deu um suspiro cansado.

– Eu já disse que não foi nada – respondeu ele.

Estávamos em um canto do Salão Comunal sentados. Eu limpei o machucado no rosto de Sirius e fiz um curativo.

– Não se consegue machucados como esse por "nada".

Fiz aspas no ar.

– Nós só tivemos uma briguinha com o pessoal mal encarado da Sonserina. E só.

– Você e seus amigos não podem ficar um minuto sem arranjar brigas? – Perguntei levantando a voz.

– Sim, se a sua amiga ficasse sem arrumar confusões – replicou ele também levantando a voz.

– A culpa não é da Lily.

– Nem minha.

Revirei os olhos e fiquei olhando a lareira.

– Você é muito difícil McKinnon – falou ele.

– Você se acha muito fácil.

– E-e-eu vou esfriar a cabeça.

Ele levantou do sofá, caminhou até o buraco do retrato e saiu.

Deitei no sofá onde ele estava e fiquei lá muito tempo.

Eu realmente tenho um recentemente com Sirius. Tudo bem que já faz anos, mas nós guardamos a lembranças ruins mais do que as boas. Dois anos nem é tanto tempo assim.

Chega de mistérios. Vou contar porque eu quero Sirius Black rastejando até mim.

Foi no Natal do quinto ano. Eu não ia para casa aquele ano por ser um dos últimos Natais que eu poderia passar em Hogwarts. Estava indo para a festa de Natal do professor Slughorn. Meu par tinha furado de ultima hora, não podia culpá-lo; seu pai havia sofrido um horrível acidente. Mas isso não me era um problema, garotos naquela festa na me faltaria. Quando cheguei a festa comecei a conversar com um gatinho da Corvinal, daí então vi Sirius Black entrando na festa sem acompanhante. Começamos a puxar conversa com ele, dançamos e então ele começou a beber. Ele me agarrou no meio da festa. Depois disso passamos a noite juntos na sala precisa. Quando acordamos no dia seguinte ele já estava de pé, me perguntou o que aconteceu e quando respondi, ele me disse que não se lembrava de nada e disse que não tinha acontecido nada. Me chamou de varias coisas e depois foi embora.

Depois disso evitei-o até o ano passado. Nunca contei a ninguém, principalmente a Lily (que faria Sirius pedir desculpas de joelho se descobrisse, não que eu não quisesse) jurei se vingar dele. Fiz um plano infalível de fazê-lo se aproximar de mim e quando quisesse algo a mais eu o rejeitaria. Mas tudo foi por água abaixo porque eu descobri que eu estava apaixonada por aquele canalha.

Suspirei e fechei o lhos.

– Problemas? – Perguntou alguém na minha frente. Abri os olhos e vi olhos castanho-chocolate me encarando. Sorri ao reconhecer Fabian.

– Alguns – respondi.

Sentei direito no sofá.

– Se você me contasse quem sabe eu não poderia ajudar? – Perguntou.

– É complicado. Só eu posso me ajudar.

Ele ficou algum tempo me encarando.

– É serio. Só eu posso me ajudar.

– Talvez não – ele se sentou do meu lado.

– Desenvolva – Falei. Ele sorriu.

– Seu problema tem nome, sobrenome, fama e até um apelido, estou certo?

Eu ri.

– Certo.

– Seu problema é gostar demais desta pessoa, sim?

– Sim.

– Mas seu problema não é gostar da pessoa, é a pessoa em si.

– Sirius Black é, com certeza, meu problema.

– Sabe Lene, você é uma pessoa muito especial – Comentou ele após longos minutos.

– Você também é.

– Eu queria que nós décimos certo.

– E eu queria que você fosse a pessoa que eu estivesse apaixonada.

Ele fitou um ponto da lareira e então se voltou pra mim.

– Não deu certo, porque não era para dar – ele fez uma pausa – E eu não queria te ter infeliz. E, confesso, que foi melhor assim.

Olhei curiosa para ele.

– Se nós déssemos certo, eu não teria conhecido Nathali Attlee, e nós não estaríamos namorando.

– Serio? Que bom que o amor funciona com alguém.

Ele riu.

– Funciona com todos, mas alguns não sabem como usá-lo.

– É né.

Voltei a fechar os olhos.

"– Oi McKinnon.

Black.

Hum... Os animago tem características únicas para serem identificados.

Ele apontou para a minha lição de Transfiguração.

O que, exatamente, você quer comigo?

Eu estava pensando... Nós... Hum... poderíamos... ir... ao... ao... baile... juntos, não? Só como amigos.

Ele corou.

E você poderia convidar sua amiga ruiva.

Acho que...

Não responda agora, pense e depois responda.

Ele sorriu me deu um beijo na bochecha e saiu."

Chegou a ser engraçado a maneira como ele me convidou. Não falou nada sobre ele e deu preferência sobre minha escolha.

"– Olá.

Ah, oi McKinnon.

Sim.

Hã?

Sim. Eu quero ir ao baile com você.

Serio? Quer dizer... Eu pensei... Isso é ótimo."

Ele me pareceu tão feliz com a noticia. Não parecia o galinha Sirius Black. Parecia uma criança que acabara de ganhar doce.

Quer namorar comigo, Lene?

A pergunta dele ainda ecoava em minha cabeça.

Quando voltei a abrir os olhos percebi que Fabian ainda estava do meu lado. Fitava algum canto a nossa frente.

– Vai lá. Vai com a sua namorada. Sei que ela deve estar te esperando – falei.

– Não. Até você sair correndo daqui atrás daquele idiota que você ama. E avisa pra ele que se ele te magoar vai se ver comigo.

Sorri para ele.

– Só vou para não ficar atrasando seu vida.

Dei um beijo na bochecha dele e sai correndo em direção ao buraco da Mulher Gorda.

Parei e olhei para os lados. Não sabia onde encontrá-lo.

Aonde você encontra um Maroto lindo? Eu também não sei.

Resolvi ir até os jardins. Fui andando distraidamente. Quando já estava no hall de entrada quando senti alguém me empurrando para trás.

– Descul... Você! – Gritei. Bellatrix Black estava caída no chão na minha frente – Você não merece minhas desculpas.

– Ridícula – retrucou ela.

Levantei e arrumei minha roupa.

– Ei, você é prima do Sirius. Sabe onde ele está? – Perguntei.

– Não sou prima daquele traidor.

– Então você não me é útil.

Quando me virei senti uma mão apertando meu braço. Me virei e empurrei ela.

– Tá louca? – Perguntei irritada.

– Escuta aqui McKinnon, você não vai conseguir nada com o Sirius. Ele é meu e ninguém tasca, entendeu?

Hã? Eu entendi bem? A louca Bellatrix gosta do Sirius?

– Você gosta do Sirius? – Perguntei.

– Isso não te interessa. Mas fique avisada: você e seus amiguinhos estão começando a me irritar. Não queira estar na minha listra negra.

– Isso é uma ameaça Bellatrix?

– É uma promessa.

– Há, há, há, Bellatrix. Acha que me coloca medo?

Ela sorriu.

– Espere para ver – disse e saiu andando.

Voltei minha atenção em encontrar Sirius. Fui até o jardim e procurei Sirius. Então vi uma cena bem peculiar.

Dorcas e Remus estavam no maior amasso encostados em uma arvore. Fiquei tentada a ir lá e perguntar para Remus se ele sabia onde Sirius estava, mas desisti. Dorcas me mataria (estou de prova o quanto mal ela ficou depois de brigar com Remus) e do jeito que a coisa ia Remus também não ficaria feliz.

Continuei a procurar Sirius. Vi-o sentado em baixo de uma arvore afastada. Fui em direção a ele e parei na sua frente.

– Posso me sentar do seu lado? – Perguntei. Ele levantou a cabeça e sorriu.

– Claro – respondeu.

– Então... O que te trás aqui? – Perguntei. Ele tombou a cabeça para trás e sorriu.

– Você tem certeza que não sabe? – Respondeu com outra pergunta.

Fiz que não com a cabeça.

– Bom, eu vou te contar. Tem uma garota muito linda, que eu amo, mas ela não está interessada em mim. Eu já até pedi ela em namoro, mas ela simplesmente não quer.

– Que estranho, logo você, o cara mais gato da escola – falei sarcástica.

– Pois é. Eu pensei a mesma coisa.

Ele sorriu pra mim.

– Acho que você tinha que verificar novamente – falei.

– É, acho que vou fazer isso mesmo.

Ele se levantou e saiu andando.

– Sirius Black! Não ouse fazer isso!

Ele voltou sorrindo e parou e centímetros de mim.

– Eu te amo – falou simplesmente.

Ele passou a mão pela minha cintura e me beijou.

Era um beijo apaixonado. Quente, bem quente, envolvente, gentil, ao mesmo tempo. Minha língua encontro a dele... Tudo ao redor parou... Parecia que só existia eu e ele. Aquele momento. Podia até sentir o fluxo da energia passando...

Quando ele parou parecia ter passado minutos ou horas... Não sei dizer.

– Eu também te amo – Falei.

Ele puxou a minha mão. Entramos no hall de entrada, subimos as escadas de mármore até o sétimo andar. Pensei que íamos a sala Comunal, mas ele fazia outro caminho. Parou em frente a uma tapeçaria antiga. Fechou os olhos e logo depois uma porta começou a se materializar na nossa frente.

Ele abriu a porta e me puxou.

Um grade quarto enorme com uma cama grande e redonda com colcha vermelha, as paredes bege claro com candelabros de prata com velas acesas.

Sirius me passou a mão pela minha cintura e sussurrou no meu ouvido.

– O Pontas e a Lily já devem estar ocupando o dormitório.

Ele voltou a me beijar e... Bom, usem a imaginação para saber o que aconteceu em seguida...

xxxXxxx

– Acorda meu amor – chamou alguém no meu ouvido. Abri os olhos de vagar e vi Sirius na minha frente.

– Hum... Six... – Ele sorriu – Que horas são?

Perguntei sentando na cama. De repente a noite de ontem veio na minha cabeça como um flesh... Sirius me beijando... me levando naquele quarto... como foi bom...

Sorri para ele e ele retribui. Deu um leve beijo nos meus lábios.

– São Sete e meia. E mesmo que eu queira ficar aqui o dia todo, nós temos aulas.

Me levantei em um pulo, mas percebi, tarde de mais, que estava completamente nua. Senti meu rosto corar e puxei o lençol para me cobrir. Sirius deu uma risada canina.

– Não precisa esconder, eu já vi tudo ontem.

– Bobo.

Comecei a recolher minhas roupas jogadas no chão e percebi que Sirius me observava.

– O que? Suas roupas se recolhem sozinhas? – Perguntei sarcástica. Ele deu uma risadinha.

– Não sei se você percebeu Srta. McKinnon, mas eu estou vestido.

Ele apontou para o próprio corpo. Estreitei meus olhos.

Me troquei rapidamente.

– Vamos? – Chamei.

– Antes eu quero falar com você – falou ele serio.

Sentei na ponta da cama ao lado dele. Ele puxou minha mão.

– Você está serio... – Comentei, mas ele fez sinal para me calar.

– Sabe Lene – começou ele – eu te amo muito. E quero que você saiba que ontem foi muito especial – senti meu rosto corar violentamente. – Você pode ter certeza que não é só mais uma da minha "listinha". – Ele fez aspas no ar – Eu pensei a noite toda nisso e resolvi que só tem um jeito de você saber que eu te amo verdadeiramente e que te quero pra sempre. Aqui vai:

Ele se ajoelhou na minha frente.

– Marlene McKinnon você quer namorar comigo?

Senti o ar me faltar. Respirei fundo varias vezes. Quando finalmente consegui voltar a respirar falei:

– Aceito – ele sorriu e me beijou. – Mas eu tenho algumas condições – disse quando ele me soltou.

– Hã?

– Condições Sirius. Condições.

– Eu sei o que é – ele falou sarcástico – Mas quais são essas condições?

– Um: Se estiver a fim de outra me fale, não me traia.

– Nisso você pode ficar tranquila, eu te amo.

– Dois: Longe de confusões. E só azarar quem merecer.

– Hum... Certo. Vou tentar.

– Três: Não falar da nossa vida pessoal para ninguém, principalmente para os Marotos.

– Ah, Lene... Quer dizer... São meus amigos...

– Não estou pedindo pra você não ser mais amigos deles, só para não falar da nossa vida pessoal pra eles.

– Certo, Lene. Certo.

– E quatro: Se isso é oficial, meus pais tem que saber.

– S-s-seus p-pais?

– É... Bom... Sabe eu sou filha única... E meus pais são um pouco protetores...

– Se assim você quer, assim vai ser.

Sorri para ele e joguei meus braços nos seus pescoços.

– Eu te amo, muito, muito, muito – falou ele.

– Eu também amo você, muito, muito, muito.

Ele se levantou e me levou junto.

– Bom... agora nós temos que ir tomar café para não chegar atrasados, não acha?

– Vamos.

Nós saímos do quarto e olhei pra trás.

– Ainda não entendi. Como esse quarto apareceu do nada?

– Não é um quarto, é a Sala Precisa. Ela aparece só quando alguém precisa de alguma coisa. E é sempre equipada com o que mais se precisa. Legal, não é?

– É sim.

– Quase que eu me esqueci – ele parou subitamente e bateu a mão na cabeça.

– O que foi? – Perguntei.

– Sabe eu já tinha te pedido em namoro há muito tempo. E naquele dia eu estava muito presunçoso que você aceitaria. Então te comprei uma coisa. Antes de você acordar eu me lembrei e fui lá no dormitório buscar.

Ele tirou do bolso uma caixinha de veludo azul marinho e entrego a mim.

– O que é? – Perguntei.

– Um presente.

Abri a caixinha e me deparei com uma corrente delicadamente talhado a ouro branco com um pingente em forma de "S".

– Ah, que lindo Sirius.

– Eu também tenho uma – disse ele tirando de dentro das vestes uma corrente parecida com a minha, mas com um "M" em vez do "S".

– Que ótimo. É bom essas garotas saberem que você tem uma dona.

Ele sorriu e me beijou.

– Coloca em mim.

Entreguei a corrente para ele e puxei meu cabelo. Ele passou a corrente pelo meu pescoço e quando me virei sorri para ele.

Chegamos no Salão Principal que estava muito vazio. Alice e Frank estavam em um canto da mesa d Grifinória. Caminhamos até eles e nos sentamos de fronte.

– Bom dia – falei feliz.

– Bom dia – respondeu Alice – Posso saber porque eu passei a noite sozinha no dormitório? – Perguntou ela.

– Não estou vendo seu distintivo de Monitora, nem de babá – Falei calmamente me servindo.

– A monitora Chefe também não passou a noite no dormitório.

– O que você acha que a Lily está fazendo? – Perguntei divertida.

– Alguma coisa bem melhor que eu – respondeu ela.

Dei risada.

– Olha lá o Remus e a Dorcas vindo na nossa direção – apontou Sirius para trás.

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N/A: Nem demoro tanto néh gente...

E temos uma leitora nova; Harumi Evans Potter tomara qee goste

Tomara qee gostem

Deixem Reviews pq faz as autoras felizes

Tchauzinho

Beijãaaaao

D. Hally Black e Kcooka Potter