No capitulo anterior...
– Você tem certeza que não tem idéia de onde ele pode estar? Algum lugar pra onde ele iria pra se livrar de todo mundo? – perguntou Remus.
De repente eu sabia onde Tiago estava.
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Imagine eu, linda, com um lindo vestido, uma linda maquiagem, lidas sandálias, lindo penteado, andando pelo castelo quase chorando. Ok, besteira eu estar com os olhos molhados não é? Quer dizer, eu sabia, ou quase, onde ele estava. Não sabia?
Talvez as lagrimas fossem apenas de preocupação. Por que eu sei que ele me amava. Tinha um colar talhado a ouro com diamantes pra provar isso. Não que eu fosse materialista. Era apenas a magia que o colar carregava. Magia antiga dos Potter. Mas as pessoas daqui, por mais seguro que fosse Hogwarts, são cruéis. E Tiago arranja muitas brigas, principalmente com os Sonserinos. E também tem aquelas invejosas! Querem que Tiago e eu nos separemos a todo custo! Podem ter dado poção do Amor para ele! Ou prendido ele em uma sala. Qualquer coisa! Sim eu tenho motivos pra me preocupar!
Ou talvez não. Talvez ele tivesse sumido por outro motivo. Talvez...
Meu coração deu um salto quando avistei as estufas. Caminhei pelo jardim cheio de neve rumo a ultima estufa. De repente a corrente em forma de T no meu pescoço começou a pesar mais. Tirei uma pulseira do braço que eu carregava a chave da estufa e olhei para os lados. Ninguém por perto. Abri a porta da estufa senti o cheiro de mofo na total escuridão. Dei um passo e foi como se tivesse tirado o peso do céu das costas.
Lá estava ele. Sentado no sofá, jogando seu pomo de ouro pra cima e pegando como sempre ficava quando estava no Salão Comunal entediado.
– Espero um bom motivo pra você estar vestido com uniforme de quadribol – falei e me sentei na mesinha de centro. Ele nem levantou os olhos. – Algum problema?
Ele continuou do mesmo jeito.
– Tiago Potter.
Ele de repente levantou e me olhou. Parecia... admirado! Depois de um longo tempo ele me beijou. Um demorado beijo.
– O que aconteceu? – perguntei. – Você sumiu o dia todo!
– Eu... – ele começou com a voz rouca e então parou. – Me desculpe.
– Por que?
– Lily eu te amo.
– Por Merlin! Tiago Potter, me fale o que aconteceu! Estou ficando nervosa.
Ele se endireitou e me olhou nos olhos.
– Está acontecendo muitas coisas ultimamente, Lily, entenda que não é escolha minha – ele começou a falar. Eu não entendia bulhufas. – Lily, você sabe, minha mãe vem de uma família muito, muito antiga, certo? Pois bem, ela colocou na cabeça que ela e meu pai não vão viver para sempre e eu não posso ficar sozinho – ele bufou e resmungou: – como se eu fosse uma criança.
Ele fez uma pausa e olhou para o outro lado da sala. Não precisei virar para saber que ele estava olhando um dos porta-retratos de sua família.
– Minha mãe quer que eu me case. Eu disse a ela que eu já estava namorando, mas ela disse que... – ele parou. Entendi na hora. Eu não era boa o suficiente para Tiago Potter. – Lily, entenda, não estou tentando defender a minha mãe, mas ela foi criada assim. Se ela te conhecesse iria te adorar, vocês são parecidas na verdade – ele sorriu. – Todo Potter adora uma ruivinha.
Continuei encarando-o.
– Você vai me deixar? – perguntei. Ele pareceu confuso. – Eu sabia! – gritei levantando. – Como eu pude ser tão idiota? É claro! Você não me ama tanto a ponto de desobedecer a mamãe! Covarde!
– Hey, quem disse que eu vou te deixar – ele se levantou e me fitou – Você não acredita mesmo que eu te amo não é? Lily! Eu falei pra minha mãe que eu te amo. Não me importo o que você seja. Você é minha Lily. Não acredita nisso? Não posso fazer nada!
Ele parecia bem irritado.
– Eu passei a tarde pensando em você! Pensando como reagiria. Pensei que iria sugerir para mim ir até e conversar com os meus pais ou sei lá. Mas ainda pensa assim de mim, Lily, poxa! Você sabe que eu te amo, não sabe?
Abaixei minha cabeça envergonhada. Sim eu realmente pensei isso dele.
– Eu estou um pouco insegura – murmurei. Ele levantou o meu rosto e então vi que ele estava sorrido.
– Eu te amo – ele disse.
– Eu sei – falei. Ele me abraçou.
– Nós temos um baile para ir, certo? – perguntou ele. – Vou me arrumar rapidinho, ok?
– Rápido.
– Hum... Tiago? – chamei enquanto caminhávamos de mãos dadas pelo corredor.
– Sim?
– Você passou o dia todo lá só por causa disso? – perguntei.
Ele parou e ficou pensativo.
– Meu pai morreu em uma missão ontem – ele falou dando de ombros. – Ele era meio ausente sabe? Nós quase nunca nos vimos, então não fiquei tão mal assim. Ainda tenho minha mãe, ela que ficou comigo a maior parte do tempo, mas mesmo assim é meu pai, certo?
Imaginei como devia de ser quando você descobre que seu pai morreu, mas ele não parecia muito abalado. Na verdade estava normal, como se nada tivesse acontecido.
– Você não está triste? – perguntei.
– Por que estaria?
Fiquei sem resposta. Ele realmente nunca falara do pai.
– Bom... Sei lá. Ele é seu pai não?
– Eu mal o conhecia. Algumas vezes no natal nós nos vimos, mas nem isso sabe? Ele sempre foi distante. E quando estava em casa ele estava sempre ocupado no escritório.
– Você não... o amava?
– Ele era meu pai certo? Mas, ele não vai me fazer falta – ele respondeu. Parei de fazer perguntas.
Chegamos no Salão Comunal e todos vieram falar com Tiago. Acalmamos todos e os mandamos para o baile.
Tiago demorou menos de meia hora para se arrumar. Fiquei brincando com o Mapa do Maroto enquanto Tiago se arrumava. Varias pessoas estavam no baile. Remus com Dorcas em uma parte mais afastada, provavelmente sentados. Alice e Frank estavam juntos com outros casais, provavelmente dançando. Lene e Sirius estavam nos jardins, não quero nem imaginar o que estavam fazendo. Um pontinho se aproximou de onde Remus e Dorcas estavam. Holly Johnson indicava o pontinho. Ela parou em frente a eles e ficou lá por um bom tempo. Dorcas saiu de onde estavam. Remus foi atrás dela, mas Holly Johnson o parou. Eles foram para perto dos outros casais dançavam.
– Que coisa feia Srta. Evans! Espionando as pessoas? – deixei cair o mapa quando levantei a cabeça para retrucar.
Ele estava com um smoking preto simples com a gravata meio frouxa. O cabelo bagunçado como sempre e um sorriso maroto no rosto. Estava simplesmente lindo.
– Não é espionar – falei.
– Claro que não.
Ele me ofereceu a mão.
– Agora sim, Srta Evans, aceita me acompanhar até o baile?
Aceitei a mão que ele oferecia.
PQV Remus Lupin
– Sabe Remus – começou Dorcas. Com certeza com mais um motivo para brigas.
– Podemos, por favor, não brigar aqui, sim? É um baile – falei baixo.
– Não quero brigar – ela respondeu. – É que, não está dando certo.
Ela suspirou.
– Não vou te segurar aqui, vá com seus amigos – ela sorriu pra mim.
– Eu...
– Remus? – uma voz feminina chamou meu nome. Holly apareceu sorrindo do meu lado.
– Olá Holly – falou Dorcas que não gostava muito de Holly.
– Como vai Dorcas? – perguntou ela formalmente.
Dorcas apenas acenou com a cabeça.
– Queria saber se você não gostaria de dançar, mas vejo que você tem companhia – ela falou.
– Não tem mais – disse Dorcas. – Tchau Remus.
Dorcas se levantou, me deu um beijo na bochecha e saiu. Levantei para segui-la, mas Holly me parou.
– Ela não quer mais nada. Me disse isso.
– Como?
– Ela disse que você é chato – ela deu um sorriso divertido. – Não quer mais nada com você.
Sorri e puxei-a para a pista de dança.
– Queria saber o que você viu em mim – falei. – Um chato.
– Exatamente isso.
PQV Lílian Evans
Cheguei um pouco tarde no baile, eu acho. Lene estava um pouquinho bêbada. Dançava na pista com qualquer um, o que não deixou Sirius muito feliz. Dorcas estava flertando com um garoto que eu sabia ser jogador de Quadribol da Lufa-Lufa. Remus estava se agarrando com Holly em algum canto por ai. Somente Alice e Frank e Tiago e eu que estávamos dançando normalmente.
– Vem – chamou meu Maroto quando o baile estava esvaziando. Ele me guiou até os jardins e nos sentamos em um banco.
– Você também não imaginava que o baile iria ser assim, não é? – perguntei.
– Esta sendo melhor – ele respondeu. No baile começou uma musica lenta. – Aceita essa dança Srta Evans? – ele estendeu a mão.
– Aqui?
– Sim.
– Agora?
– É.
Antes que eu pudesse responder ele passou uma mão pela minha cintura e me colocou em pé.
Dançamos.
Dançamos até depois da musica lá dentro acabar.
– Eu te amo Lily e não queria estar aqui com ninguém a não ser você – ele sussurrou no meu ouvido.
– Eu também te amo – respondi.
– Lily?
– Sim?
– Quer casar comigo?
