Capítulo 2 – Último Encontro
O dia seguinte pareceu ser um dia calmo.
Estavam todos em paz.
Com a proximidade da Guerra, as casas haviam se unido ainda mais, e as antigas diferenças haviam sido quase totalmente superadas. Era possível ver alunos da Sonserina e da Grifinória juntos em quase perfeita harmonia.
Eram cinco horas e as aulas haviam terminado, os alunos estavam livres para irem aos dormitórios, a biblioteca ou ficar no Salão Principal.
Era isso o que uma certa ruiva tentava decidir, para qual dos três lugares se dirigiria.
Gina andava distraidamente pelos corredores, enquanto observava as árvores, os cabelos ruivos caindo na altura dos ombros. Talvez a biblioteca fosse um bom lugar, poderia estudar um pouco e ainda, com sorte, achava alguma mesa perto da janela, por onde poderia ficar observando o jogo de Quadriboll, a muito não utilizado.
Então, uma mão envolveu sua cintura e puxou-a para um canto escuro do corredor.
"Quem...?", logo, reconheceu a pessoa pelo cheiro e pelo jeito carinhoso como ele encostava o queixo no alto de sua cabeça "Draco?"
"Gin...", ele murmurou e, quando a garota ergueu a cabeça para fitá-lo, ele beijou-a com intensidade.
Quando eles se separaram, Gina olhou-o, um pouco assustada.
"Draco, alguém pode nos ver! E, você sabe, Rony ainda desconfia de você e, bem, quase metade da escola..."
Draco silenciou-a com outro beijo, ainda mais intenso e, se antes Gina pensava nos outros, agora não existia "outros" nenhum, era só ela e o Malfoy ali, em uma sala vazia.
"Me encontre no meu dormitório daqui à vinte minuto, e, por favor, não se atrase", pediu ele, olhando bem no fundo dos olhos da ruiva.
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Gina correu para o dormitório e procurou por Hermione.
Precisava conversar com alguém, contar para alguém sobre ela e Malfoy, pedir que alguém lhe desse cobertura, não agüentava mais isso. Não agüentava mais todo aquele mistério que era Draco Malfoy.
"Mione, eu preciso falar com você!", disse a ruiva, puxando Hermione para longe de Harry e Rony.
"Ahn, certo... Eu já volto!", berrou ela, para os meninos que, dando de ombros, começaram a caminhar em direção à biblioteca.
Quando as duas já tinham andado alguns metros para longe dos corredores mais movimentados, Hermione olhou para a ruiva, preocupada.
"O que houve?"
"Mione, eu preciso da sua ajuda!"
"O que foi?", perguntou ela, com uma preocupação crescente na voz.
"Eu preciso da sua ajuda...", disse a ruiva, sem coragem de olhar para a cara da amiga "É sobre... um garoto"
"Que garoto?", perguntou Hermione, curiosa.
"O Malfoy"
Hermione ficou inexpressiva.
"Como é que é?", perguntou ela, olhando para Gina, incrédula "Você só pode estar brincando! Gina, nós nem sabemos se ele está limpo!"
"Mione, o Harry viu ele ter a chance de matar o Dumbledore e ele não o fez! Ele não quer ser Comensal!", argumentou Gina.
"Gina, ele é um garoto de 17 anos que faz tudo o que o pai manda!", retrucou Hermione.
"Mione, por favor...", pediu Gina, séria "Eu preciso da sua ajuda, não do seu julgamento"
"Mas, Gin, e o Harry?", perguntou Hermione, parecendo decepcionada e chateada "Você não sente mias nada por ele?"
Gina sentiu uma pontada no peito.
"Mi... Eu sinto muito, mas nisso eu não posso mandar", disse Gina, com um olhar suplicante "Por favor, me ajude!"
Hermione olhou para ela, depois suspirou, vencida.
"OK, Gin... Mas eu não vou mentir para o Harry, tá? Sinto muito, mas ele também é meu melhor amigo!"
"Ele também é o meu, Mi..."
"E quando você pretende contar para ele sobre isso?", perguntou Hermione, num tom de voz de quem diz 'porque eu realmente não aprovo o que está fazendo'.
"Em breve, Mi..."
Hermione olhou-me de cima abaixo e concordou com a cabeça.
"Só espero que ninguém saía muito ferido dessa história", pensou ela, afastando-se de uma ruiva que, ao ver as horas, sobressaltou-se e saiu correndo para fora da torre da Grifinória.
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"Sinto muito, Draco...", disse ela, enquanto ele a puxava pela cintura para dentro do quarto e trancava a porta às suas costas.
Ele resmungou alguma coisa como 'deixe isso para lá', e voltou a beijá-la com mais intensidade do que antes.
Draco ia desabotoando a blusa de Gina, enquanto ela concentrava-se em devolver os beijos.
"Draco...?"
"Shh...", fez ele, beijando-a novamente, enquanto deitava-a na cama.
Gina ficou surpresa com aquilo, ele não era de ir indo assim, tão rapidamente. Mas era como ele estava indo e, para seu total desespero, não queria que ele parasse.
Cuidadosamente, Gina começou a desabotoar a camiseta dele, e, em alguns minutos, Draco estava somente com a calça da escola e, Gina, somente com a calcinha de seda vermelha e ouro, que combinava terrivelmente com a Grifinória, o que fez Draco dar um risinho.
Isso era típico de Gina.
Draco não se contentou enquanto não beijou cada parte de Gina, tirando-lhe leves gemidos que só silenciaram quando o prazer foi ligeiramente pelo medo.
"Draco, não...", disse ela, com a voz trêmula.
O semblante, até então sério e meio distante, de Draco tornou-se preocupado.
"Desculpa, Gi...", disse ele, afastando-se e passando as mãos pelo cabelo, exasperado. Como podia ter feito isso com ela?
Era certo de que ele iria embora e que essa era a última vez que ficariam juntos, pois, mesmo que sobrevivessem, ele imaginava o ódio que a garota sentiria dele. Mas esses pensamentos sumiram quando Gina, segurando um lençol contra o corpo, aproximou-se dele.
"Draco... Eu sinto muito...", disse ela, chateada "Quero dizer, se você realmente quer..."
Draco sentiu uma pontada de desgosto e ódio contra si mesmo.
Gina era a garota mais inocente – pr trás da fachada cínica e realmente irritane que ela tinha, antes e realmente se conhecerem – que havia conhecido. Como poderia querer que ela se entregasse à ele e, ainda por cima, daquela maneira?
"Não, não, não... Não é tão importante, não é nada que a gente não possa fazer depois...", disse ele, com um sorriso fraco, que traía todas as suas palavras.
"Draco, eu não sou idiota! Não me trate como uma!", resmungou ela, cruzando os braços.
"Gin, eu não vou te forçar a fazer alguma coisa que você não quer!", argumentou ele, em um tom cansado, mas tinha nele um algo mais.
Então, Gina percebeu.
Quantas vezes Draco deve ter feito isso?
Matado suas próprias necessidades por causa dos medos de uma garota idiota de dezesseis anos?
Bom, levando-se em conta que 99,9 da escola daria de tudo para sair com ele, não deviam existir muitos casos de garotas que tivessem se negado a passar a noite com ele.
Então, algo estalou dentro de Gina – se foi o orgulho ou o fato de que ele realmente a tocou com aquelas palavras, ela nunca soube dizer - e ela nunca teve mais vontade de tê-lo todo para ela.
Quando deu por si, voltou a beijá-lo, com a mesma intensidade de segundos atrás. Cuidadosamente, Draco tirou seu sutiã e não se cansou enquanto não explorou cada pedacinho de pele que, outrora, o sutiã protegia.
Cuidadosamente, Gina se livrou das calças do loiro e ele fez o mesmo com sua calcinha, enquanto a beijava, leu os dedos até sua intimidade e a instigou, quando julgou que ela estava pronta, posicionou-se entre suas pernas e penetrou-a lentamente.
No começo, os gemidos de Gina eram de dor, e ele calou-os com um beijo longo, e, quando sentiu que ela já se acostumava com aquilo, tornou os movimentos mais rápidos.
Eram quase dez horas da noite quando, abraçados, os dois se deitaram.
Então, Draco, sonolento, disse algo que dissera poucas vezes, surpreendendo à ambos:
"Eu te amo", falou, e beijou de leve o topo da cabeça dela, apoiando o queixo no local que beijara, enquanto sentia a respiração dela batendo contra o seu corpo.
A resposta de Gina, no entanto, não surpreendeu tanto assim à ambos, talvez porque, a frase que Draco havia dito, tivesse aberto os olhos de ambos.
"Eu também..." e, sem se mover, Gina adormeceu.
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Bateu onze horas quando Draco tirou o corpo de Gina de cima do seu e deitou-a em sua cama, envolvendo-a com um lençol.
Gina resmungou alguma coisa, o que fez com que Draco ficasse repentinamente paralisado, mas ela logo virou de costas para ele.
"É a hora", pensou ele, puxando o malão de debaixo da cama. Arrancou, rapidamente, todas a roupas, tudo o quel he pertencia e tacou lá dentro. Observou a desordem e fez um feitiço que fez com que tudo diminuísse de tamanho, ele fechou o malão e com outro aceno, fez com que ele ficasse do tamanho de um lencinho de papel.
Onze e meia.
Olhou para Gina ali, deitada na cama onde algumas horas antes ele havia ter admitido o que sentia por ela. E, mesmo para ele próprio, não sabia se havia dito aquilo e de verdade, ou se fora apenas fogo de momento.
Embora, fosse bem verdade que, em "fogos de momento" ele nunca havia dito algo como aquilo para ninguém.
"Nunca foi tão difícil abandonar um lugar", pensou Draco, aproximando-se da cama e agachando-se ao lado de Gina, tocou com sua mão fria a mão quente dela e observou-a dar um leve sorriso com um contato "Não sei se a amo, mas certamente me dói abandoná-la", pensou ele, aproximando-se mais da garota e tocando os lábios dela com os dele.
Sentiu uma vontade imensa de aprofundar aquele beijo, mas sabia quais eram os riscos dela acordar e não queria ter que explicar aquilo para ela.
"Adeus, Weasley", falou ele, pegando a mala e botando-a no bolso da calça e abrindo e fechando a porta às suas costas.
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Era meia-noite em ponto quando Gina acordou, sobressaltada.
Levantou-se de um pulo e começou a caçar por suas roupas e vestiu-se rapidamente. Percebeu, só quando vestia a meia e colocava o primeiro sapato, que Draco não estava no quarto e que suas roupas, que deviam estar no chão, junto com as dela, tinham sumido.
Bateu na porta do banheiro e abriu-a. A luz estava apagada e não havia ninguém lá dentro.
"Deve ter ido para a cozinha", pensou ela, dando de ombros e terminando de pôr o último sapato.
Saiu correndo ao lembrar-se do quão encrencada estava. Hermione ficaria furiosa e o Harry, então, com certeza não ficaria nada feliz.
"Harry... Talvez seja hora de contar para ele, não é?", pensou uma voz sensata na cabeça de Gina "Afinal, as coisas entre vocês dois estão bastante sérias!".
Gina subiu as escadas da Torre da Grifinória de dois em dois degraus e, quando chegou lá, encontrou com Harry e Rony de capa, prontos a sair do Salão Comunal, onde a maioria dos alunos se encontrava, estava um imenso alvoroço lá dentro.
"Ali está ela!", berrou uma voz feminina, fina e infantil, que Gina julgou ser de uma garota de onze ou doze anos, treze no máximo.
"Onde você esteve?", irritou-se Rony, chegando quase correndo aonde Gina estava.
"Sinto muito!", apressou-se Gina "Eu estava..."
"Na cozinha, nós sabemos, Hermione disse!", repreendeu-a Harry, aproximando-se "Gina, achei que tivéssemos conversado sobre isso"
"Eu sei, sinto muito, mesmo! Perdi noção do tempo!", disse, procurando por Hermione com os olhos, quando encontrou com os olhos dela, estavam cheios daquela repreensão maternal que ela tinha, dessa vez, porém, Gina sabia que ela tinha razão.
"Gina, se isso voltar a acontecer...", começou Rony.
"Desculpe, Ron, mas eu preciso falar com o Harry e é urgente", interrompeu Gina, séria "Por favor, depois você terá todo o tempo do mundo para me crucificar, juro"
Ron lançou um olhar desconfiado para ela.
"Todo o tempo do mundo mesmo?"
Gina deu um sorrisinho.
"Meia hora"
"É mais que o suficiente", encerrou Harry, puxando Gina para longe dos demais.
O casal que fora eleito o "mais tudo a ver" do ano, afastou-se dos demais alunos olhavam, curiosos.
"O que foi, Gina?"
"Harry, é que eu..."
"Antes de mais nada", interrompeu ele "Eu quero dizer uma coisa, duas, se possível: não, nunca mais, faça isso o que fez hoje – não sabe o quanto me preocupou – e obrigada Gina"
"Pelo quê?", perguntou Gina, confusa.
"Por nunca desistir de mim. Toda as vezes que a barra pesa para cima de mim, é em você que eu penso e as coisas ficam repentinamente mais fáceis de lhe dar com", confidenciou ele "Eu queria que você soubesse disso, antes que seja tarde demais"
Gina sentiu um aperto no peito.
"Vamos, fale! O que ele disse é um motivo à mais para contar a verdade"
"Harry, aprecio todo esse sentimento que você devota à mim, mas..."
Então, a porta do Salão Comunal se escancara.
"HARRY, HARRY!", berrou Lupin, entrando lá sem a menor cerimônia "Alguns comensais estavam aqui dentro do colégio, eles fugiram e levaram com eles alguns alunos!"
Harry afastou-se de Gina, preocupado.
"Pode citar nomes?"
Lupin abriu um pergaminho e leu.
"O sr. Crabble, sonserina, o sr. Goyle, sonserina..."
Gina sentiu-se tensa.
Não podia ser, Draco estava do lado deles!
"...srta. McBeal, corvinal, sr. Suany, lufa-lufa..."
Gina sentiu a respiração pesar.
Lupin olhou para Harry por cima do pergaminho.
"...e Draco Malfoy, da sonserina"
"Foram levados como? Como prisioneiros?", perguntou Gina, em um semi-desespero.
"Quem dera fosse, pequena", disse Lupin, olhando para Harry, inexpressivo "Aparentemente, o nome de todos esses alunos são nome de Comensais menores de idade que estavam infiltrados em Hogwarts"
"Não... Não pode ser", pensou Gina, mordendo o lábio inferior com força para evitar e ignorar a garganta que ardia e os olhos que começavam a se embaçar "Tem que ter alguma coisa errada..."
Continua...
N/A: UAU!
Nossa, amei escrever esse capítulo!
Espero que tenham gostado também!
Espero muitos comentários!
Sobretudo na: Garota Veneno
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E Reviravoltas II
Um beijo imenso!
Gii
