Capítulo 4 – O Fim da Guerra

As carruagens que saíram de Hogwarts, levando os afortunados alunos que não se meteriam, de fato, na guerra, deixou cada um em sua respectiva casa.

De maneira comum, mulheres que tinham filhos menores de idade foram proibidas de entrar na guerra, bem como menores de 16 anos.

Todos os dia, cartas chegavam nas casas, informando sobre os bruxos falecidos em batalhas, bem como recrutando bruxos aptos para lutarem e substituírem os que caíram.

Quando o quarto dia de Guerra contínua se fez perceber, bruxos de todos os cantos do mundo aparataram para ambos os lados, algum defendendo o lado negro e, outros, o lado justo que, aos poucos, enfraquecia.

Gina e Hermione eram as primeiras a pegarem as cartas que, devido à sua função, não tinha horário fixo, sendo que grande parte do dia, ambas ficavam rondando as janelas à procura de notícias.

Uma carta chegou, informando que Percy havia falecido lutando bravamente contra quatro Comensais, quando tentava adentrar uma casa que outrora fora habitada pela família Logbotton, encontrando, juntamente, o corpo de Neville e sua avó.

A carta também dizia que Percy fora de grande ajuda e que seu nome nunca mais seria esquecido, uma vez que lutou bravamente do lado certo da força. Gina e Molly permitiram-se chorar por toda a tarde, tendo, ambas, uma noite de sono calmo – o que normalmente acontece quando choramos muito, somos acometidos por uma incrível calmaria -, Hermione, no entanto, continuava de ronda sobre às janelas, aguardando pelo pior.

O Profeta Diário, que, nesse caso, seria de ajuda inestimável, para informar o que ocorria nos campos de batalha – que eram caracterizados pelo cemitério que rondava a antiga mansão dos Riddle's e arredores – para os que não tinham o privilégio – ou tinham o privilégio – de não poder participar de lá, havia sido temporariamente suspenso, por motivos não mais que óbvios.

Por mais agonizante que fosse, as expectativas de Hermione e Gina não passaram de expectativas, já que, após as cartas sobre Percy, nenhum mais chegou por três longas semanas, enquanto ambas, agora, alternavam sua atenção ora para as janelas e hora para as portas, preparando-se para um invasão.

Ao fim do primeiro mês de Guerra, uma carta finalmente chegou. Comas mãos trêmulas, Gina a pegou, lendo-a em voz alta:

"Temos o prazer de informar aos bruxos residentes Hermione Granger, Virgínia Weasley e Molly Weasley de que a Guerra, enfim, chegou ao fim, deixando-nos, por fim, vitoriosos.

Trazendo entre heróis, os corpos de Harry Potter e Remo Lupin, principais bruxos que ordenaram o ataque final, que serão sepultados nesse fim de semana, após um ritual de homenagem.

Informamos, também, que, por segurança, ninguém saía de casa por um ou dos dias, enquanto o restante de nossos aurores averiguam à cidade, em busca de possíveis inimigos escondidos.

Gratos e aliviados por sermos os encarregados por espalhar as boas novas,

Ministério"

As três ficaram no mais puro silêncio, assimilando todas as noticias que aquela carta trazia de maneira tão repentina, fria e impessoal.

Uma lágrima rolou dos olhos de Hermione, ela misturava dor e alívio.

"Oh, não...", murmurou Gina, começando a soluçar.

XxXxX

"Harry!", berrou Rony, ao ver o corpo de Voldemor cair, mas levando com si o corpo de seu melhor amigo.

Lançando a maldição da morte em cima de todos os Comensais que se punham entre ele e seu melhor amigo, o ruivo correu até o corpo desfalecido no chão, fitando, por fim, o monte de ossos que era Voldemort, caído ao chão e, com o vento forte, os ossos, como se de areia, começaram a se desfazer em pó.

"Harry!", berrou Rony, balançando-o "Harry, por favor... Enevarte! Enevarte!"

Não adiantaria, e Rony sabia disso.

Harry estava morto.

Aos poucos, como se percebessem o que havia ocorrido, os Comensais foram perdendo a concentração e a força, e foram logos dominados e exterminados pelos aurores.

Rony continuou ajoelhado, fielmente, ao lado do amigo.

Depois de algum tempo, Moody acompanhado por um auror grisalho vieram com uma maca pegar o corpo de Harry, ergueram o corpo dele e voltaram-se para Rony:

"Prepare-se, garoto, temos que voltar para casa"

Ron sentiu uma lágrima escorrer solitária dos seus olhos, limpo-a com a manga da blusa suja e ficou lá, em silêncio, enquanto os dois aurores se afastaram. Então, devido ao sol que despontava com leveza no horizonte, algo na terra, bem próximo aos pés do ruivo brilhou.

Ele abaixou-se e pegou um potinho pequeno, onde uma linha prateada flutuava com calmaria.

"Draco Malfoy", estava intitulado.

Rony guardou-o no bolso das vestes e, respirando fundo, pôs-se a andar na direção, onde a maca de Harry havia sumido alguns segundos antes.

Estava na hora de voltar para casa.

Continua...

N/A: Espero que tenham gostado!

Bom, esse capítulo acabou assim mesmo!

O que vai acontecer no próximo?

Espere e verão!

Eu sei que eu jurei que o Draco vai aparecer, mas está complicado, veja bem... mas o próximo capítulo é inteiramente sobre ele.

Posto só depois de 15 reviews! (Ou seja, quando tiverem 61 reviews!)

Gente, por favor, não custa nada, é só apertar o botãozinho ali embaixo!

Obrigada, gente!

Um beijo,

Gii