Capítulo 5 – Vida Em Risco

Quando Draco acordou, preso por correntes, no porão empoeirado da Mansão dos Riddle, sentiu-se momentaneamente confuso, não lembrando-se, corretamente, do que havia ocorrido na noite passada.

Mesmo depois de quase uma hora depois de desperto, o que havia ocorrido na noite passada não vinha com claridade à cabeça do loiro, estava tudo confuso. Parecia que tinha ficado bêbado e não conseguia separar o real do sonho (ou pesadelo, talvez, se encaixasse melhor em tal descrição).

Aos poucos, ele conseguiu sentar-se e, aliviou a pressão sobre as correntes, que começavam a machucar-lhe os pulsos. Ouvia o gotejar de água, provavelmente saindo de algum cano danificado, o barulho era irritante e começava a causar-lhe mal estar.

O estômago parecia estar prestes a explodir, implorando por comida e estava ficando dolorido. Draco fez uma careta de dor ao tentar arranjar uma posição menos dolorosa, e acabou por ficar com as costas encostadas na parede de maneira desconfortável.

Pouco depois disso, a porta foi aberta com um estrondo e um homem de pele escura e olhos castanhos amarelados entrou. Ele não parecia ser amigável e nem disposto a ter uma conversa sobre o jogo de Quadriboll da semana passada.

"Sabemos sobre você, Malfoy! Esperava que não fossemos descobrir sobre você, seu traidor sujo?", perguntou ele, apontando a varinha para Draco "A sua morte vai ser tão terrível que vai ter desejado ter nascido trouxa, isso é, se você já não se simpatiza com essa raça!"

Draco resmungou alguma coisa, mas a garganta estava tão seca que o homem não conseguiu entendê-lo.

"Por causa de você, o Lord morreu, idiota!", e desferiu um chute forte nas costelas de Draco, que deu uma gemida forte, enquanto tentava buscar por ar nos pulmões que pareciam estar muito menores que o tamanho natural.

Então, o Comensal pôs-se a falar sobre honra e dignidade e como o pai de Draco havia batalhado para ser um dos preferidos do Lord e, ele, seu filho indigno, jogara tudo ao ar.

Draco, então, olha para cima, revirando os olhos, então vê uma corda fraca que segurava um imenso lustre. Então, lembrou-se de quando era mais novo e costumava, quando ficava muito bravo, arrebentar as coisas.

Concentrou-se em fazê-lo, mas, algo nele o impedia, era quase como se fosse uma calmaria anormal, era quase como ele sentisse que merecia tudo aquilo, não conseguia se enfurecer.

"Aposto como foi aquela ruiva com quem você estava saindo, não é?", provocou o comensal, chutando-o mais uma vez "E quem diria que uma Weasley seria tão fácil, hum? Aposto como nem protestou quando você quis levar ela para cama!"

Então, algo estralou dentro de Draco e, se antes era incapaz de sentir raiva, agora, ele era incapaz de se acalmar. Seus olhos repousaram sobre a corda, sentiu a testa franzindo e quando percebeu, a corda tinha rebentado e o lustre caíra bem em cima do comensal, fazendo com que ele soltasse a varinha, que parou a pouco mais de alguns centímetros do seu pé.

Como Comensal, aprendera que havia algumas azarações que eram possíveis ser feitas sem o uso da varinha, apenas o da mente. Draco tentou concentrar-se, mas tudo parecia estar contra ele.

"Maldição...", resmungou ele, procurando por uma posição mais confortável, até que achou uma em que as costas doessem um pouco menos, concentrou-se novamente "Varinha Accio"

Mas ela nem mesmo se moveu.

Draco respirou fundo, evitando olhar para o Comensal que, senão desmaiado, com certeza estaria morto, e voltou a atenção para a varinha.

Fechou os olhos, buscando por um pouco mais de concentração.

"Varinha Accio!", disse, com a voz mais firme.

A varinha continuou intacta, sem se mover nem um pouco.

Draco começou a sentir o estômago de tal forma que seus pensamentos começavam a borbulhar e a única coisa em que gostava de pensar era nas imensas e fartas refeições às que tinha acesso na mansão Malfoy.

Foi então que, repentinamente, seus pensamentos foram para Hogwarts e as comidas de lá, que também não eram nada más. Então, ele lembrou-se de uma certa mesa que ficava ao lado da mesa da Sonserina, uma mesa onde um quarteto costumava sentar, conversando animadamente.

Uma mesa onde uma certa ruiva sentava-se.

Ruiva, essa, que ele nunca mais veria, se continuasse preso naquele lugar.

Draco abriu os olhos, repentinamente, e resmungou, com a voz roca, mas forte:

"Varinha Accio!", e a varinha, primeiro, moveu-se um pouco para direita, depois, tremeu, e, por fim, veio flutuando em sua direção.

Quando a varinha tocou as mãos de Draco, ele mal acreditou e quase a deixou cair, apertando-a com força, ele soltou as correntes que o seguravam, com apenas um aceno e, trêmulo, pôs-se de pé.

As pernas demoraram para se firmar e seu estômago parecia se contorcer de fome, com passos incertos, ele caminhou até o Comensal caído embaixo do lustre. Lentamente, empunhando a varinha com força, ele encostou os dois dedos trêmulos na jugular do moreno e, com um alívio, sentiu uma pulsação, embora fraca.

Juntando todas as suas forças, Draco puxou ele debaixo do lustre e prendeu-o as correntes que antes prendiam aos seus próprios pulsos.

Depois, ergueu a varinha a altura do rosto do homem desacordado e disse:

"Silencio!", o homem deu uma pequena tremida e Draco soube que, por algumas horas, ele não conseguiria falar nada.

Levantou-se e agora a fome era insuportável, juntando o resto de forças que lhe restava, ele concentrou-se e aparatou.

Continua...

N/A: Esse capítulo foi meio chato – sinto muito - e ele é só sobre o Draco, em breve, saberemos para onde ele foi!

Bom, sinto muito por isso!

É só que ele demorou para aparecer, e quando aparece tá em uma tortura sadomazoquista. XD

Próximo capítulo, mesclas da vida da Gina e do Draco.

No entanto, eu devo informar, que demorara um pouco para eles se encontrarem, o que é bom, certo? Se demora, a fic é longa! XD

Bom ¬¬ outra coisa: a comédia vai começar!

Tá, a fic não é comédia, mas eu não consigo mais fazer alguma coisa sem um pouquinho que seja de comédia, então...

Por favor, continuem lendo!

Reviews, please!

Beijos,

Gii