Capítulo 6 – Rumos Diferentes

Gina saiu do banheiro, com uma expressão fraca.

Era a terceira vez que vomitava só naquele dia e, quando saiu do banheiro, encontrou uma Hermione, que se levantou da cama de Gina – onde esteve sentada - e chamou-a de lado.

"O que foi, Hermione?", perguntou Gina, preocupada com a expressão grave da amiga.

"Gina, tome", disse ela, esticando uma sacola branca de plástica.

"O que é isso?", perguntou a ruiva, olhando para o pacote em suas mãos "O que tem aqui dentro?"

"É um... exame", disse Hermione, incerta "De gravidez"

"O quê?", perguntou Gina, fitando a sacola como se tivesse um monstro lá dentro.

"Gina, não é nada demais, mas estou achando demais todos esses vômitos...", disse Hermione, genuinamente preocupada.

Gina ficou fitando a sacola, como se lá estivesse o punhal que lhe arrancaria a vida. Pegou a sacola e tirou o pacotinho de lá, Hermione explicou-lhe como fazer a avaliação, concordaram que Hermione ficaria com a tabela de resultados, enquanto Gina se concentraria em fazer o exame.

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Quando Draco caiu, com força, contra o chão do Ministério, muitas pessoas aproximaram-se. A infidelidade de Draco Malfoy à Harry Potter era conhecida e, ao vê-lo no chão, inconsciente, a primeira coisa à fazer foi chamar aos aurores que o levaram, imediatamente, ao St. Mungus.

"Ele tem um começo de desidratação, aparentemente, se tivesse esperado mais alguns segundos, não conseguiria aparatar", informou a enfermeira, enquanto os aurores, que podemos claramente conhecer como Tonks e Olívio Wood, fitaram o loiro.

"Por que será que ele aparatou bem no Ministério?", perguntou Wood, analisando o loiro.

"Não sei... Mas deixemos para discutir sobre isso quando ele estiver melhor, OK?", disse ela, séria.

"Está certo... Eu só me pergunto se...", mas Wood não completou essa frase, somente em pensamentos "Me pergunto se ele não teria jogado ao nosso lado o tempo todo".

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Gina saiu do banheiro com o tubinho na mão, mostrou a cor que havia dado, Hermione olhou ansiosa para tabela, então, ergueu os olhos para Gina.

Nas íris escuras da amiga, a ruiva percebeu um misto de ternura, com tristeza, quando Hermione adicionou, carinhosamente:

"Parabéns, Gin... Você vai ser mamãe"

E, em pânico, a ruiva que tinha as costas encostadas contra a parede deslizou e escondeu o rosto entre as mãos, chorando compulsivamente.

Aquilo que Hermione viu pela primeira vez em Gina, era medo.

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"Gui...", pediu Rony, mexendo compulsivamente em seu malão.

"Sim?", perguntou o irmão, entrando no quarto do ruivo, e recostando-se na parede.

"Você poderia levar isso ao Ministério?", perguntou Rony, quando finalmente encontrou o potinho onde um fio prateado levitava, calmamente "Caiu das vestes dele, quando eles levavam o corpo...", Rony ficou em silêncio, como se só lembrar aquela cena fosse doloroso "Acho que ele queria que isso chegasse à mão de vocês"

Gui pegou o potinho.

"Obrigado, Ron... Entregarei-o agora mesmo", e, sorrindo, o irmão aparatou.

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No enterro, todos estavam vestidos de preto e Gina passava a mão na barriga que, embora fosse imperceptível aos olhos dos demais, a ruiva já sabia não ser mais a mesma. Dentro dela, nascia uma criança.

"O que sabemos?", perguntou Rony, enquanto sentava-se na mesa com os demais membros da Ordem da Fênix que haviam sobrevivido à guerra.

"Poucos comensais sobreviveram...", disse Wood, achando que não seria necessário dizer sobre Draco Malfoy e sobre a agora não tão improvável hipótese de sua inocência.

Os incomodaria com aquilo mais tarde, quando tudo estivesse provado.

"O que nos resta fazer?", perguntou, então, Hermione.

"Hum...", ponderou Tonks, melancólica "Viver, eu acho"

Nesse instante, os olhos de Rony e Hermione se encontraram pela primeira vez, seriamente, desde que ele havia voltado da Guerra. Haviam adiado aquele encontro por tempo demais.

"Rony...", murmurou ela, com lágrimas nos olhos, abraçando-o "Merlim... Foram tantas coisas que eu nem mesmo consegui ficar um tempo com você... Obrigada... Obrigada, obrigada, obrigada!", resmungava ela, com a respiração contra o pescoço dele.

"Está tudo bem, Mi...", murmurou ele, passando os braços pela cintura dela e os dois se fitaram, com intensidade.

Então, cuidadosamente, Rony aproximou seu rosto do da amiga e os dois se beijaram com intensidade, ficaram juntos, naquele beijo, por alguns segundos, então, quando se soltaram, Hermione fitou-o, com um sorriso fraco:

"Obrigada por sobreviver, Ron... Não sei o que seria de mim sem você e o Harry...", disse, apoiando a cabeça contra o peito do ruivo, que, sorrindo, passou a mão pela cintura dela.

"Adeus, Harry", murmurou Gina, com a mão sobre o caixão do amigo "Eu nunca vou me esquecer de você"

Rony e Mione chegaram juntos, abraçados.

"Adeus, Harry...", murmurou Rony, com a voz rouca "Foi bom ter lutado ao seu lado, ter sido seu amigo... Obrigado por me dar essa chance"

"Adeus, Harry", murmurou Hermione, com a voz trêmula e os olhos cheios de lágrimas "A gente te ama..."

Gina mordeu o lábio inferior e algumas lágrimas caíram de seus olhos.

E, nesse instante, lembrou-se de Draco.

Onde ele estaria?

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Harry entrava em uma sala, com varinhas em mão, analisando o interior. A Mansão dos Riddle era um lugar realmente grande. Ficou em silêncio, então, quando ficou de costas para a porta, alguém pigarreou.

Virou-se, rapidamente, e encarou um certo Draco Malfoy que estava recostado contra a parede.

"Potter, não é uma boa sair andando por aqui... Está cheio de comensais", disse o loiro sério "Existem mais comensais aqui dentro do que lá fora... Acho melhor você..."

Então o barulho de passos, estavam se aproximando e se faziam ouvir, ecoando pelo corredor.

"Corre!", disse o loiro, correndo até uma extremidade da sala e puxando uma cristaleira, mostrando um corredor escondido atrás do móvel "Se você ir reto, e entrar na bifurcação à direita, vai sair nos fundos da mansão. Tem poucos comensais lá, okay?"

"Por que eu deveria confiar em você?", perguntou Harry, sério.

"Porque ou você confia em mim, ou será atacado pelos comensais que estão aqui dentro, se um te ver...", os passos estavam mais próximos "Vamos, Potter, confie em mim"

Harry olhou incerto para o loiro e entrou na passagem, enquanto Draco a fechou. Harry ficou parado lá, ouvindo o que acontecia no outro lado da cristaleira falsa.

"É você, não é, Malfoy?", perguntou, com a voz seca um dos comensais.

"O quê, seu idiota?", perguntou Draco, e Harry ouviu a voz dela mudando de lugar.

"O idiota que está matando todos os comensais que estão aqui dentro!", berrou o comensal "Você está dando um baita prejuízo, sabia? Já encontramos onze comensais mortos com a Maldição Imperdoável. Foi você, não foi?"

Draco ficou quieto. Harry arregalou os olhos.

"E o que vai fazer sobre isso? Me matar?", perguntou o loiro, insolentemente.

"Não, não...", resmungou o comensal "Quero dizer, sim, mas não agora... você merece ser muito, muito, muito torturado antes de ter o suplício da morte, Malfoy... Traidores como você..."

"CRUCCIU!", berrou Draco, e o homem começou a berrar no chão. Os berros eram fortes e Harry viu quando o loiro abriu a passagem e fitou-o "O que ainda está fazendo aqui, Potter? Se manda, porra!"

Harry ficou em silêncio, mas logo seguiu as instruções do loiro.

Seguiu pelo corredor, virou à direita na bifurcação e deu com os fundos da mansão.

"Merlim...", murmurou Harry "Ele não mentiu"

E, assim, acabava a memória dentro do potinho que Rony havia entregado à Gui e ao qual todos os Weasleys – com exceção de Gina – e aurores estavam assistindo, na companhia do próprio Draco Malfoy, sobre efeito da poção da verdade.

"Foi assim mesmo que aconteceu?", perguntou um dos aurores, de voz seca e desconfiada.

"Sim", respondeu o loiro.

"Então, por que se uniu a eles?"

"Se não o fizesse", murmurou o loiro "Meu pai mataria à minha mãe e a mim"

Todos ficaram em silêncio e, com um aceno da varinha, Draco caiu desacordado.

"Levem-no para sua cama no St. Mungus", disse o auror "E peçam para que tirem o nome dele dos procurados, ele é inocente"

De repente, todos os Weasleys voltaram a respirar.

No meio deles, uma Hermione estava lívida.

"Gina...", disse ela, lentamente "Eu preciso falar coma Gina", deu as costas para os muitos ruivos e começou a correr, em direção à sala onde era possível a aparatação.

Continua...

N/A: Bom!

Foi provado que o Draco continuava sendo forçado a fazer o que não queria... tadinho!

Enfim, devo avisar que as aulas começaram, as atualizações serão menos freqüentes, mas eu posso tentar atualizar mais cedo, se o número de reviews for... satisfatório. xD

Bom, espero que vocês estejam gostando!

Por favor, reviews!

Um beijo!

Gii