Capítulo 7 – Anos depois...
"Não quero saber dele, Hermione! Vou ter esses filhos e, se ele se interessar, que venha atrás de mim! Não vou implorar por nada!", resmungou Gina, séria, depois de ouvir da boca da amiga que Draco Malfoy havia sido inocentado e se mudado para Flórida, em busca de algum tempo de descanso com toda a herança dos Malfoys.
"Mas, Gin..."
"Hermione, eu estou falando sério!", disse a ruiva, séria, enquanto colocava-se a arrumar as coisas "Tenho coisas mais importantes em que pensar agora, especialmente que eu tenho que contar para oito ruivos que estou grávida. Minha vida já está bem difícil, tudo bem?"
"Certo, eu só...", começou Hermione, mas Gina ergueu a mão, a interrompendo.
"Hermione, deixa isso para lá, OK? Eu tenho capacidade para aturar esse filho e quantos mais eu tiver que ter, tá bom?", perguntou ela, séria "Agora, me ajuda aqui com todas essas roupas sujas!"
Hermione riu e pegou metade da imensa torre de roupa suja que os Weasleys deixavam espalhadas pela casa.
"Caracas, isso fede!", resmungou Hermione, fazendo uma careta enojada.
"É por isso que chama 'suja', querida!", disse Gina, revirando os olhos, num fingido tom de superioridade "E você e o Ron, como estão?"
"Aiin, amiga...", começou Hermione, animada em poder falar para alguém que ela e Rony finalmente tinham se acertado.
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Draco tinha acabado de diminuir tudo o que era, de fato, importante para ele e posto em uma mala de mão, lançou um último olhar para a Mansão Malfoy. Com um último suspiro observou o imenso quadro sobre a acinzentada lareira de pedras, lá estava um quadro onde estavam o falecido Lucius Malfoy, com as mãos nos ombros da esposa – e também falecida - Narcisa Malfoy, que segurava no colo um sorridente Draco Malfoy, na época com não mais de três anos.
"É... Faz tempo", falou Draco, para si.
Então, uma coruja parou, jogando um exemplar do "Profeta Diário" no assoalho de madeira bem cuidado da casa. Draco abaixou-se e pegou, dando de cara com uma foto em preto e branco de uma família numerosa.
Em palavras brilhantes, estava escrito:
"Weasley é nomeado o novo Ministro do Ministério de Magia"
Então, instintivamente, seus olhos caíram sobre a mais jovem dos Weasleys e a única mulher no meio de tantos marmanjos. Linda, como sempre, rindo na foto e implicando com o irmão Rony. Essa foto era antiga, notava-se que Percy estava no outro extremo da foto, segurando um livro e lendo a mesa página, e erguia a cabeça, de vez em quando.
Ela era deslumbrante.
Sempre o fora.
Por que nunca o percebera antes?
Com um suspiro exasperado, jogou o jornal no chão e saiu da casa, entrou em um dos carros do ministério, que o esperavam na frente da casa.
"Para onde, senhor Malfoy?"
"Aeroporto, por favor"
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"Eu... eu preciso falar com vocês", disse uma Gina incerta que recebia da melhor amiga, Hermione, que encontrava-se envolvida pela cintura pelo namorado, um olhar de mais puro estímulo, embora nem Hermione tivesse certeza de qual seria a reação de todos os ruivos.
Os gêmeos que estavam segurando seus pratos com comida ergueram os olhos castanhos esverdeados para a irmã, confusos. Gui e Carlinhos, que se concentravam em uma conversa baixa, enquanto Fleur e Amanda ajudavam a sra. Weasley a servir a comida, olharam-na carinhosos, provavelmente pensando "O que Gina, uma garota tão perfeita e inocente, teria para nos contar?". Fleur, Amanda e Molly ergueram os olhos para o topo da escada e, naquele instante, ao ver o rosto da garota, não tinham certeza, mas já desconfiavam – corretamente, devo afirmar – de qual era o assunto que deixava Gina tão inconfortável, mas, que mesmo assim se obrigava a contar para a família. Ron encostou a cabeça no ombro de Hermione e fitou a irmã, com atenção e Arthur Weasley, o mais novo Ministro, olhou para a filha, cheio de carinho e consternação.
"O que é, Gin?", perguntou um dos gêmeos, Fred "Eu to com fome"
"OK... É que... não é tão fácil assim!", replicou Gina, batendo com o pé no chão.
"Ah, qual é, não pode ser muito pior do que nós já fizemos!", disse Fred, revirando os olhos, mas, ao ver a expressão de Gina, ergueu uma sobrancelha "Ou é?"
Gina engoliu em seco e olhou para baixo.
"OK... Está sendo um pouco mais complicado do que achei que seria", disse uma voz conciliadora em sua cabeça, com um tom de quem comenta sobre o tempo.
"É que..."
"O que foi, Gina?", perguntou um Rony, um tanto aborrecido.
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"Sim, chefe?"
"Notícia de capa!", ordenou a voz de um dos grandes repórteres do Profeta Diário, no telefone "Virgínia Weasley grávida do ex-comensal Draco Malfoy".
"Uau", limitou-se o rapaz, enquanto, pela máquina, chegava uma foto.
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CRAC!
Um dos pratos que os gêmeos seguravam caiu no chão, fitando a irmã, em choque.
"O quê?", perguntou Rony, assustado, soltando Hermione automaticamente.
Depois de um silêncio onde Gina sentiu lágrimas queimarem seus olhos, a ruiva abaixou a cabeça, sentindo a garganta arder.
"Gina, quem é o pai?", perguntou, por fim, Carlinhos, enquanto uma Molly Weasley estava sentada enquanto Amanda e Fleur abanavam uns guardanapos em sua direção.
Gina ficou em silêncio por um tempo, respirando fundo e ergueu os olhos que já ardiam e deixavam sua visão embaçada.
"O pai...", disse ela, decidindo que o melhor era a verdade, já que chegara àquele ponto. Respirou fundo "O pai é..."
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"Draco Malfoy, já é a terceira vez que eu ligo e dá na caixa postal! Bom, é o seguinte... Eu amei o fim de semana e pensei que, talvez, você fosse querer sair um dia desses. Me liga, ok? Quero dizer, só se você quiser...", Draco Malfoy revirou os olhos enquanto abria uma garrafa de cerveja e recostava-se no sofá, ligando a TV para assistir um dos filmes trouxas de ação que – para sua total surpresa – eram bem interessantes.
Pouco depois de um mês que vivia na Flórida, Draco começou em uma nova fase de sua vida: as trouxas. Não entenda mal, Draco continuava as odiando e achando que elas eram a escória do mundo, no entanto, era tão mais fácil manter relações puramente sexuais com pessoas que não têm poderes mágicos e, em geral, quando são chutadas, as trouxas não armam escândalos e nem mesmo tentam deixar seus dentes do tamanho de duas lápides, simplesmente choram ou então te xingam, mas, isso não afetava Draco Malfoy.
Uma outra voz começou, uma voz feminina.
Outra dizendo que sentia falta dele e, se ele quisesse, eles poderiam sair mais vezes.
Draco revirou novamente os olhos e apertou o botão que exclui a mensagem.
"Você tem 84 mensagens, deseja apagá-las todas?"
Sim.
O problema era que as trouxas não se tocavam: Não, ele não estavam afim de nenhuma delas.
Continua...
N/A: Bom, agradeço pelos comentários e vou voltar a fazer o que eu costumava fazer antes!
Responder as reviews!
Franinha Malfoy – Bom... Ele é gente boa, sim! E a Hermione... bem... você conhece ela, é bem lentinha quando quer... hehehe
liccaweasleymalfoy – Amiga, sinto informar, mas ainda vai acontecer muita coisa antes do termo "dar certo" poder ser usado corretamente.
Gisele.M – E aí xará? Hehehe Como é que você vai, querida? Tadinhos de todos eles, né?
Miaka – Que bom que você gostou! Eu também amei aquele capítulo, é um dos mais reveladores na minha opinião – não que eu tenha escrito muitos além dele.
Mione G. Potter RJ – É bom que ela se vire sozinha e fique um pouco mais independente, não acha? E, bem, o Draco é um garoto... não tão ruim... por dentro. Huehiuehiueh
Musa K. Malfoy – Bom, aí está! Nada menos do que a continuação pela qual pediu! Haiahiauaiu
Espero que estejam gostando!
Bom, gente é isso aí!
Reviews, ok?
Me deixem feliz, porque eu to precisando msm...
Beijos!
Gi
