Capítulo 8 – Meses

"Respira fundo, Gina!", dizia Hermione, enquanto Gina era conduzida em direção a um dos hospitais trouxas de maior movimento de Londres.

"Mas, Mione... Eu nunca fiz isso antes!", choramingou Gina, abraçando-se com força.

Hermione sorriu e analisou a melhor amiga.

Os cabelos ruivos continuavam lisos e caindo em cascatas, a barriga já crescera e já era claramente visível, mas nada que conseguisse apagar a beleza dela, com certeza, Gina era a mãe mais bela que muitos homens já viram.

"Calma, querida, é só um ultra-som!", acalmou a sra. Weasley que, embora depois de uma longa conversa com Gina, agora ansiava por ter um netinho na família.

Na verdade, o difícil foi fazer com que os irmãos aceitassem, sobretudo Rony e os gêmeos que ficaram inconformados.

"Gina, será que você lembra de alguma coisa que ele fez à todos nós? Não importa se ele não é um comensal e se ajudou o Harry – que descanse em paz -, mas, Merlim, ele fez de nossas vidas naquela escola um inferno!"

Gina sentia-se estranhamente nostálgica com o que eles diziam. Não tanto por sentir falta de Draco – estava em sua fase "como eu o odeio desesperadamente" e não tinha tempo para sentir falta dele, agora que tinha todo os preparativos com o bebê -, mas porque as lembranças de Draco azucrinando ela e o trio maravilha, que agora se limitava a um casal, faziam parte de todas as lembranças de Hogwarts.

Fazia parte daquela Gina ingênua, infantil e genuinamente doce que agora perecera quase por completo. Gina continuava um amor de pessoa, mas suas características antigas iam, pouco a pouco, sendo alteradas.

Em partes, acreditava que mudava para que fosse mais apta para ser uma boa mãe e, aquilo, a confortava.

Aquela coisinha dentro de Gina mal tinha crescido e já havia se tornado uma das coisas mais especiais para Gina.

"Gina, amor, você não acha que a sua barriga está meio grande para só cinco meses?", perguntou Molly, encarando a barriga da filha, pensativa.

"Mamãe, eu tenho certeza, OK? A única pessoa com que eu tive uma... bom, você sabe... foi com o Draco e isso há 5 meses atrás!"

As três mulheres sentaram-se em uma das cadeiras da sala de espera e fitaram, pensativas, a televisão, onde passava um canal de fofocas.

XxXxX

"Você está terminando comigo, Draquinho?", perguntou ela, com os olhos lacrimosos.

"Hoje vai ser um dia beeem longo", pensou Draco, suspirando e tomando um pouco de champanhe.

"Mas... por quê?", perguntou ela, chorando "Achei que estivéssemos nos divertindo e você foi tão gentil..."

Draco clareou a garganta e ficou em silêncio, medindo as palavras.

Havia traído suas origens se envolvendo com trouxas e esse era o seu castigo: ver mulheres choronas ficarem com perguntas óbvias do tipo "não, oh Deus, por que você está me chutando? Por quê?", mas, de certo modo, isso continuava melhor do que ser ameaçado pelos pais da garota em questão de, se não ficasse com ela para casar, acabaria levando uma maldição imperdoável bem no meio da testa.

Maldição Imperdoável.

Testa.

Harry Potter.

Virgínia Weasley.

E, pela quinta vez só naquele dia, ele se perguntou como sua adorada ruiva estaria, se havia alguma chance dela estar odiando um tanto menos e coisas assim, mas, obviamente, seus pensamentos eram sempre interrompidos por alguma coisa: uma garota implorando por mais, alguém beijando-o compulsivamente, em investidas que deveriam ser sensuais, mas o enojavam e, sobretudo, por soluços e choros de garotas que simplesmente não aceitavam um "Oi, querida, tudo bom? Então, eu to pensando e acho que não quero mais nada com você. Tchau e bênção".

"Por favor, Draco, meu amor, eu achei que o que a gente tinha...", disse a loira, limpando as lágrimas com um lenço, Draco revirou os olhos.

A hora de encenação chegara.

"Megan, minha linda...", murmurou ele, passando a mão no rosto dela, acariciando-a "Eu ainda não estou pronto para nada sério e agora eu estarei menos em casa, então, eu não quero que você, uma mulher tão linda, se prenda à mim, um pobre miserável que dá mais importância ao trabalho do que à vida profissional..."

Desde que começara a usar as trouxas como objeto, descobriu uma coisa: elas simplesmente amam quando você próprio põe a culpa do relacionamento não dar certo em si, e sempre saem com um sorrisinho, principalmente se você deixa a entender que seu coração pertence a elas.

Ela deu um sorrisinho tímido, e, embora Draco se controlasse para manter uma cara de quem sofria absurdos por ter que deixar a pobre coitada, estava dando gargalhadas por dentro.

"Draco, seu filho da mãe, você não perdeu o jeito", repreendeu uma voz dentro da cabeça dele.

"Oh, Draco! Eu nunca vou te esquecer, por favor, assim que você conseguir um tempo livre..."

"...eu ligo", assegurou Draco, tomando as mãos dela entre as suas e beijando-as carinhosamente "Bom, agora eu tenho que ir embora, minha querida..."

"Draco?", chamou ela, quando ele já estava bem longe.

"Pois não?", perguntou cortês.

"Eu acho que eu te amo"

Draco ficou parado fitando-a.

Ridículo.

"Obrigado", disse e, rindo por dentro ao ver a cara indignada da garota, saiu do estabelecimento.

Esse era o problema dos trouxas: eles simplesmente se envolvem rápido demais.

XxXxX

"Mas você é tão novinha!", admirou-se a ginecologista, enquanto observava Gina "Quantos anos você tem, minha querida? Dezessete, no máximo, julgo eu"

Gina deu de ombros, e encolheu-se, sentindo as bochechas pinicando.

"Na verdade, falta um mês para eu ter dezessete", respondeu, brincando com o pano da blusa e negando-se a olhar para os olhos acinzentados da loira à sua frente, sabendo que aqueles lindos olhos lembrariam-lhe de outra pessoa.

"Muito novinha, de fato", opinou Molly, dando o ar de sua graça "Mas, então, quando veremos os meus netinhos? Estou tão ansiosa!", ela parecia uma criancinha que ia ao parque de diversão pela primeira vez.

A loira fitou-a, em choque.

"A senhora é a primeira mãe que eu vejo feliz pelo fato da filha ser tão novinha e já estar grávida!", indignou-se ela.

"Ora, minha querida, o que podemos fazer?", disse Molly, com um gesto de desdém, enquanto seus pequenos olhos castanhos brilhavam "O que está feito, está feito!"

Hermione tentou esconder a risada da cara de tacho que a ginecologista fez.

"Cristo, que família!", resmungou ela, então sorriu novamente e pôs-se de pé "Acompanhe-me jovem...", olhou a ficha de Gina "Hermione Granger e a senhora deve ser Patrícia Granger", disse olhando para Molly.

"Sim, são elas!", apressou-se Hermione "E eu sou uma amiga da família, Gina Weasley, eu tenho uma amiga que vem aqui e ela me disse que é muito bom, então eu as trouxe..."

"Ora, minha cara, não precisa se justificar!", sorriu a ginecologista. Seus olhos caíram sobre Gina "Então, Hermione, venha comigo"

Gina pôs-se de pé e sentou-se em uma cadeira confortável e um tanto quanto dura inclinada, ficou fitando o teto, sem conseguir esconder sua ansiedade.

"Levante a camiseta", pediu a ginecologista, enquanto pegava um tipo de creme incolor.

Lentamente, Gina o fez.

Quando a mulher passou o creme, Gina deu um berro de surpresa, uma vez que sua pele estava fria e sua pele muito quente.

"A senhorita está bem?", assustou-se a ginecologista que, com o berro, dera um pulo e quase derramara todo o creme no colo de Molly.

"Sim, sinto muito, eu só me assustei com o frio..."

"Oh", limitou-se a mulher, enquanto esparramava o creme na barriga branca da garota "Deus, sua barriga está enorme, tem certeza de que só tem cinco meses?"

"Sim", disse Gina, séria "Cinco meses, foi minha primeira relação!"

A mulher estranhou, mas, dando de ombros, ela passou uma máquina pela barriga de Gina, fazendo-a sentir um arrepio gostoso, então imagens acinzentadas e disformes apareceram em uma telinha de TV.

"Uau! Oh...", a mulher fazia, indignada.

"O quê?", assustou-se Gina "O que foi?"

"Eu acho que descobri porque sua barriga está tão grande...", disse a mulher, e Hermione percebeu era engolindo em seco.

"O quê? O que é?", perguntou a morena, pondo-se ao lado da mulher e analisando a TV, cerrou os olhos, mas nada conseguia ver além de formas completamente disformes.

"Você não consegue ver?", admirou-se a mulher.

"Depende do que você está vendo. Eu só vejo formas cinzas e duas forminhas pretas que parecem com... Oh, Deus...", fez Hermione, entendendo o que a ginecologista havia visto que a deixara tão impressionada.

"Mione?", chamou Gina, mas logo xingou-se mentalmente, esquecendo-se de que agora ela era Hermione Granger, uma vez que ela e Molly não possuíam RG "Digo... Gina!"

"Ahn... Você lembra quando eu disse que você ia ser mamãe, amiga?", perguntou Hermione, também engolindo em seco.

"Sim...", afirmou Gina, hesitante "Isso a gente não esquece"

"Eu acho que você vai ser mamãe...", Hermione voltou-se para Gina e olhou-a, respirou fundo "de gêmeos"

Gina e Molly engasgaram com a saliva no mesmo momento.

"O quê?", perguntou Gina, quase achando que Hermione e a loira iam sorrir uma para outra e dizer algo como "Haha, te pegamos!", no entanto, essa frase não veio...

Continua...

N/A: Oii!

Não, sinto informar, mas Draco e Gina só vão se encontrar bem mais para frente – não beeem mais para frente, mas no capítulo 10, mais ou menos – sinto muito se a história está muito lerda, no entanto, eu amei escreve-la.

Um beijo a todos e espero por reviews.

Há uma correção a ser feita: No capítulo 7, o nome é "DIAS DEPOIS", não ANOS, como estava XD

Thanks.

Gii