Capítulo 11 – O Reencontro – parte II

"Amy, não saía correndo como uma louca!", esbravejou Gina, correndo atrás da filha que, sorridente, corria pela parque pegando as mais diversas flores e abraçando-as.

"Mãe, eu posso jogar um pouco de bola?", pediu Buckler, mostrando que havia trazido sua bola de casa.

"Claro, querido!", sorriu Gina, enquanto esticava o pano quadriculado de vermelho e branco pela grama verde e saudável do parque.

"Yes!", fez o menino correndo para o meio do campo e começando a brincar de futebol com alguns outros garotos que estavam por lá, Gina perdeu algum tempo observando-o, com um sorriso carinhoso.

Lembrava muito Draco.

Depois disso, Gina colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha e começou a arrumar as comidas, então, sentiu uma mãozinha pequena passando a mão em seus cabelos.

"Amy", sorriu Gina, pegando a mão da filha e dando um beijinho "Sente-se aqui e vamos tomar um pouco de sol"

"Olha, mamãe!", sorriu a loirinha, esticando uma flor para a mãe "Eu peguei para você"

Gina riu e colocou a flor atrás de sua orelha, arrancando um suspiro emocionado da filha:

"Uau, mamãe! Você está linda", e, carinhosa, Amy passou a mão no rosto da mãe "Não fica triste, está bem?"

Gina sorriu.

"Eu não estou triste, meu amor... Quer um pouquinho de bolo?", desconversou.

"Siiim!", riu a menina, sentando-se de perna de índio, ao lado da cesta e batendo palmas à medida que a mãe tirava a travessa com o bolo de chocolate.

XxXxX

Quando Draco chegou ao parque, ficou impressionado.

Nada mudara.

Continuava o mesmo parque de cinco anos atrás, cheio de gente correndo para os lados, uma barulheira dos infernos e, claro, um monte de casais andando de mãos dadas pelos cantos.

Viu um banco vazio, e resolveu por sentar-se.

Sentado, Draco observava as crianças brincando no parque, quando uma bola veio quicando e parou no seu colo.

- Licença, moço... Poderia me devolver essa bola? – pediu um menino.

Quando Draco ergueu os olhos, deparou-se com si mesmo, aos cinco anos.

- Buckler, vamos embora, o bolo vai ser atacado por formigas se não comermos ele! – berrou uma mulher ruiva atraente, enquanto aproximava-se do filho – Desculpa se ele te incomodou, eu...

Os dois se olham, incrédulos.

- Gina...

- Draco...?

Ele ficou incrédulo.

Não era possível!

Gina... com... um filho?

E um filho extremamente parecido com ele, só podia...

- Quem é esse, mamãe? – perguntou uma loirinha que surgia de trás da ruiva, olhando para Draco meio assustada e tímida.

A menina não parecia ser mais velha do que o garoto. Deviam ter a mesma idade.

"Merlim... Gêmeos?"

"O quê... Quem...?", começou ele, confuso, sem saber como terminar frase alguma.

Os olhos da ruiva encontraram com os dele e ela pareceu não saber o que dizer, também.

De repente, sentiu seu corpo inteiro tremer e uma raiva que Gina nunca soube que sequer existia, deu sinal de vida.

"Buck, Amy, vão guardas as comidas na cesta, nós estamos voltando para casa", murmurou a ruiva e, os dois, rindo, sem perceber o clima de tensão, saíram correndo em direção à cesta, apostando corrida.

Gina hesitou, girou nos calcanhares, e começou a caminhar em direção aos filhos, quando Draco Malfoy segurou-a pelo antebraço.

"Gina...", começou.

Irritada, Gina lançou um olhar da mão do loiro até seu rosto e soltou um ácido:

"Vá se danar, Malfoy", e, antes que ele pudesse dar por si, sentiu a palma de mão bater com força contra sua bochecha esquerda.

Quando seu cérebro conseguiu processar tudo o que tinha acontecido, Gina já estava longe, perto dos filhos, e aparatou.

XxXxX

Draco aparatou na Mansão Malfoy e se jogou na cama, incrédulo.

Era impossível!

Como que Gina nunca havia lhe mandado uma carta?

Ligado?

Qualquer coisa!

Ele teria voltado, teria ajudado ela.

Feito o possível.

Era um Malfoy e aceitaria a conseqüência de seus atos.

Resolveu.

"Vou falar com ela. Nem que tenha que acampar na porta da casa dela", concluiu, em pensamentos.

Levantou-se e aparatou, só que, dessa vez, para o Ministério.

XxXxX

"Mãe? Você está bem?", perguntou Amy, que, sentada no sofá, assistia desenhos com o irmão.

"Sim, sim, estou ótima", mentiu Gina, caminhando em direção ao quarto e fechando a porta às suas costas, com o telefone em mãos "Fiquem aí e, por favor, queridos, não abram a porta, está bem?"

Os dois balançaram a cabeça, sem desviar os olhos da TV.

XxXxX

O telefone tocava insistentemente, Hermione fitou-o, irritada.

"Merda!", resmungou ela, atendendo-o "Ministério de..."

"Hermione", era Gina.

Hermione engoliu em seco.

"Gina, você recebeu meu reca...?"

"Ele está aqui", disse, séria.

Hermione entrou em pânico.

"Eu sei!"

"Você sabe? Como assim? Você sabia e não me disse nada?"

"Eu tentei!", argumentou a morena "Deixei uma mensagem e te liguei quinhentas vezes, mas você não estava em casa!"

Gina ficou em silêncio, e Hermione segurou sua respiração.

Já estava esperando pelos berros descontrolados de Gina, mas, para sua surpresa, ouviu um soluço.

Depois outro.

E, em poucos segundos, Virginia Weasley estava aos prantos do outro lado do telefone.

"Gin?"

"Estou vendo-o-o-o-o!", soluçou ela.

"O quê?"

"A luz vermelha", gemeu "Da secretária eletrônica"

Hermione deu um leve sorriso.

"Desculpe sobre isso, Gina. Deve ter sido horrível tê-lo encontrado assim, do nada"

"Foi", concordou Gina, tentando controlar o choro "Eu achei que ia desmaiar ali mesmo... Mi... A gente precisa se falar. É sério..."

"Está bem, encontro com você na hora do almoço naquele restaurante perto da fonte, que você...", quando Hermione ergue os olhos de suas anotações, vê Draco Malfoy, encostado na batente da porta, fitando-a, com desdém "Gina, te vejo lá, OK? Tenho que desligar"

Sem esperar resposta alguma, Hermione desligou o telefone e fitou-o, séria.

"Você foi atrás dela, Malfoy?"

"Não", disse ele, sério "Não que te importe, OK, Granger, mas nos encontramos por acaso..."

Hermione tremeu.

Como fora se meter naquilo e, por que diabos, de repente, ela virara a grande vilã? Por que tudo era culpa dela?

"Eles são meus filhos, não são?", perguntou ele, fitando-a com firmeza, irritado "E vocês nem mesmo me mandaram uma carta!"

"Malfoy, eu não tenho nada a ver com isso", disse ela, séria "Se quer discutir isso com alguém, discuta com Virgínia, ou os irmãos dela, ou até mesmo Rony, meu marido, se quiser, ligo para ele agora mesmo", provocou ela, erguendo uma sobrancelha, de maneira irônica "Aposto que será um modo fabuloso para que ele descubra que, depois de abandonar Gina por cinco anos, resolveu voltar, não acha?"

Malfoy hesitou e afastou-se.

"Eu quero o endereço dela", informou.

"Se quiser, vá pegar com ela", disse Hermione, voltando seus olhos para a suas anotações.

"Granger!", bradou ele, batendo com força os punhos na mesa.

A morena deu um salto, assustada.

"Senhor Malfoy, eu peço que se retire da minha sala agora", intimou ela "E não me force à chamar os aurores para fazerem isso, você não vai querer estar na lista negra de nenhum deles, acredite em mim", disse ela, com segurança.

O loiro hesitou, fitando-a com pura raiva.

"Não vai acabar assim, Granger"

"É Weasley agora, na verdade", argumentou a morena, com um sorriso vitorioso.

Malfoy revirou os olhos e saiu da sala, xingando, em alto e bom som, e para quem quisesse ouvir, a 'Sangue Ruim da Granger'.

Continua...

N/A: Gente, as aulas voltaram, então, esse é o presente de vocês:

O CAPÍTULO 11!

Espero que estejam gostando!

Um beijo e, poxa, recebi pouquíssimas reviews no último cap.

T.T

Quero mais... XD

Please u.u

Beijos e amo vocÊs!

Gii