Capítulo 16 – Pai e Filhos

Gina voltou-se para os filhos, sem evitar um sorrisinho satisfeito.

"Sabem quem está lá fora?"

"Quem?", perguntaram os dois, inocentes.

"O Tio Ron?", sugeriu o Buck.

"Não, melhor!", respondeu Gina.

"O tio Fred?", sugeriu Amy.

"Não..."

"O tio Jorge?", tentou o loiro.

"Er... Não"

"Papai Noel!", exaltou-se Amy.

"Não... Tá... Deixa que eu conto:", disse Gina, resolvendo cortar antes que eles achassem alguma pessoa que deixasse Draco Malfoy no chinelo "Papai!"

"Ele está lá fora?", desconfiou Buck.

"Está"

" fora?", repetiu Amy, enquanto Buck caminhava em direção à porta, hesitante.

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Draco Malfoy estava recostado contra uma parede, foi quando viu a porta sendo entreaberta e um par de olhinhos azuis vivos o fitaram, depois arregalaram-se a porta foi fechada, com força.

"É VERDADE!", ele pôde ouvir uma voz masculina e infantil gritar "PAPAI ESTÁ LÁ FORA!"

E, para sua total surpresa, Draco sentiu um carinho e afeição por aquela voizinha como ele nunca havia sentido por nada, a não ser, talvez, pela mãe daquele pequeno ser.

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Amy e Buck correram para se arrumar para o papai e Gina abriu a porta, sem conseguir disfarçar o sorriso de felicidade.

Nunca os havia visto tão feliz!

"Oi", cumprimentou ela, abrindo a porta e deixando que ele entrasse.

"Oi, como você está?", perguntou, sinceramente preocupado.

"Bem... bom, não ganhei na loteria, nem nada, mas fazia muito tempo que não os via tão felizes", disse, olhando para o corredor por onde os filhos tinham sumido alguns segundos antes.

Draco deu um sorriso sem graça.

"Gina..."

"Draco, olha... er... Malfoy", corrigiu-se Gina, desconcertada "Não vamos brigar na frente deles, está bem? O que plane... aliás, por que veio aqui hoje?", perguntou, cruzando os braços e fitando-o com uma sobrancelha erguida.

"Eu...", mas então a porta do quarto dos filhos se abriu e os dois saíram arrumados, olhando curiosos para os dois, mas com os olhos ansiosos e brilhantes para o loiro que se sentiu ainda pior por não ter estado presente por cinco anos.

"Olá", cumprimentou, ficando de joelhos, para ficar do mesmo tamanho dos gêmeos.

Buck, que sempre fora o mais extrovertido, berrou um 'ooooooooi', enquanto Amy ficou atrás de Buck, parecendo usá-lo como escudo.

"Oi, Amy, como vai?", perguntou Draco, encantando-se com o fato de que a loirinha tinha um jeito tão parecido com o de Gina.

Amy apenas balançou a cabeça, com as bochechas vermelhas.

Houve um longo silêncio, onde Draco olhava maravilhado para os filhos, Gina parecia que ia chorar a qualquer instante, e os dois pequenos apenas pareciam olhar para o pai, maravilhados.

"Pai?", chamou Buck e Draco concentrou sua atenção nele.

"Sim?"

"Você quer ver minha coleção de figurinhas dos melhores jogadores de Quadriboll?"

"Eu adoraria!", sorriu.

E Draco, junto com os dois filhos, saíram, deixando uma Gina com um sorriso bobo e feliz na sala.

Não importava se odiava o ex-sonserino, ou não, se seus filhos estavam felizes, ela aceitaria.

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"E esse é o meu favorito: Harry Potter!", sorriu o loiro, sem perceber que o pai havia revirado os olhos "Ele morreu na guerra, mas seria um dos melhores apanhadores do mundo, se tivesse sobrevivido"

"Bom...", começou Draco.

Então, Amy o surpreendeu sentando-se ao seu lado e comentando, como se fosse muito mais velha que o irmão.

"Ele só fala nesse Harry Potter, quer ser como ele, quando crescer", disse, revirando os olhos.

"Você conheceu ele?", perguntou Buck, interessado.

"Sim, e sua mãe também", estranhou Draco.

Por que Gina não contou para eles sobre Potter?

"Sério? Mamãe conhecia ele?", espantou-se o loirinho.

"Na verdade, eles namoraram por um tempo, ant..."

"O QUÊ?", era a vez de Amy "Mamãe namorou com o Harry?"

Draco engoliu em seco.

Oh-oh.

"Bem, veja bem, Ronald e Harry eram melhores amigos, assim como Hermione Sang... Granger, eles eram o 'trio maravilha' de Hogwarts, Gina era apaixonada por Harry Potter, até que, quando ela tinha quinze anos, eles namoraram, mas ele terminou com ela, porque não queria que ela morresse..."

Os dois prestavam atenção em cada palavra dele, o que fez com que ele se sentisse constrangido.

"E como vocês começaram a namorar?", perguntou Amy, interessada.

"Bem... nós estávamos em uma deten... digo, nos jardins de Hogwarts, quando nos encontramos e começamos a conversar...", mentiu Draco "E, quando dei por mim, já estava apaixonado", sorriu ele, quando Gina abriu a porta, e ele se calou imediatamente.

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Gina resolveu que ia fazer um pouco de suco e servir para os filhos e para Draco Malfoy, quando o telefone tocou.

Era Thomas Retbuck, um cara que a estava xavecando há uns dois anos, e ela resolvera ceder.

Afinal, era bonito, educado, e parecia gostar de crianças.

"Gina, olá!"

"Bom dia, Tom"

"Como está?"

"Muito bem, obrigada, e você?"

"Estou ótimo. Só ligando para perguntar sobre o nosso almoço. Tudo em cima?"

Gina quase deu um berro.

Já eram onze horas e ainda estava de pijamas!

Havia se esquecido completamente, também, com a aparição repentina de Draco Malfoy, nem teve tempo em pensar em suas próprias coisas.

"Claro que está de pé!", quase berrou, agarrando o telefone "Que horas você vem me buscar?", perguntou, rezando para que ela pudesse ter, pelo menos, duas horas para se arrumar, mas não teve essa sorte.

"Estive pensando em passar aí pelo meio-dia, o que me diz?"

"Ahn.. é... perfeito", mentiu ela "Tenho que ir, estou te esperando!", e desligou.

Correu para o quarto e fechou a porta às suas costas, escolheu, rapidamente, uma saia jeans e uma blusa rosa justa. Foi tomar um banho longo e relaxante, quando saiu do banho, faltavam dez para o meio-dia, deu um berrinho, sentindo-se uma adolescente idiota e vestiu-se, depois, escovou os cabelos e passou um pouco de maquiagem.

Satisfeita com o resultado, pegou sua mala e saiu correndo, em direção ao quarto dos filhos. Abriu a porta e viu que Draco fechou a boca assim que chegou, e desviou os olhos.

"Draco, você poderia cuidar das crianças?", perguntou, sorrindo para os filhos.

"Mamãe, é verdade que você...?", começou Buck, mas Draco tapou a boca dele com a mão e deu um sorriso amarelo.

"Pode ir, Gin! Eu cuido deles!"

Gina olhou desconfiada.

"Acho melhor ligar para o Rony...", começou ela, pegando o telefone sem fio.

O loiro arregalou os olhos.

"Esperem aqui, crianças!", e saiu do quarto, fechando a porta às suas costas "Você está louca? Seu irmão vai me matar!"

"Hum... E isso é ruim, por que...?", começou ela, erguendo uma sobrancelha.

Ele passou a mão pelos cabelos.

"Eu gosto deles, está bem?", disse, apontando para o quarto e referindo-se aos filhos "Não vou fazer-lhes mal algum!", assegurou "E quero ficar algum tempo com eles!"

"Não sei, não", disse a ruiva, começando a digitar o número do irmão, então, Draco arrancou o telefone da mão dela.

"Que parte do 'ele vai me matar' você não entendeu, Virgínia?", perguntou, sério dessa vez.

Gina fitou-o, apreensiva.

"Você não vai sumir com eles?", perguntou, depois, riu da própria teoria "Claro que não, sumiu por cinco anos, o que vai querer com eles agora?"

"Virgínia, se um dia você acordar estrangulada, fui eu que não agüentei as suas alfinetadas, OK?", disse ele, sério "Agora, será que dá para você confiar um pouquinho em mim e deixá-los comigo?", perguntou.

"Não", falou ela, decidida, tentando pegar o telefone da mão dele.

Ele colocou-o mais no alto e isso fez os dois lembraram-se de um momento em especial, quando há pouco menos de seis anos atrás.

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"Eu... quero... meu... anel!", berrava uma ruiva, enquanto pulava de um pé para o outro tentando alcançar o anel que ganhara dos pais, que um certo loiro segurava bem lá no alto, impossibilitando-a de alcançar.

"Vamos, coelhinho, pula, pula!", ria o sonserino, com um sorrisinho de deboche.

Gina fuzilou-o com os olhos.

"Tão novinho e já roubando... tsc, tsc...", zombou ela, parando de pular e fitando-o, debochada "A situação já está tão ruim assim, Malfoy?"

O loiro hesitou.

Pensou.

"Claro que não", disse, por falta de coisa melhor para responder.

"Hahaha! Deixei a Grande Fuinha sem resposta? A Hermione precisa saber disso!", riu Gina, então, num gesto firme, o loiro prensou Virgínia Weasley contra a porta da sala de troféus e fitou-a, dentro dos olhos chocolate.

"Sabe o que você parece para mim, Weasley?", perguntou ele.

"U-u-u-uma coelha?", sugeriu ela, gaguejando, com a repentina mudança.

"Não", falou ele, aproximando seu rosto "Uma tola", e afastou-se, tão repentinamente quanto o se aproximara.

E jogou o anel no chão, próximo aos pés da ruiva.

"Toma aí, seu anel", e depois, voltou a difícil tarefa de limpar os troféus.

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Os dois ficaram em silêncio, depois, Gina revirou os olhos.

"Está bem, tem comida no fogão", abriu a porta e dirigiu-se aos filhos "Divirtam-se, meus amores...", voltou-se para o loiro "Até, Draco"

E saiu.

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"Por que eu não posso falar para ela?"

"Eu te dou um galeão para você ficar quieto, está bem?", disse Draco, pegando um galeão e jogando nas mãos do filho.

"Yes!", fez o menino, guardando o dinheiro no bolso das vestes.

"E eu?", pediu Amy, esticando a mão "Eu também quero um galeão!"

Draco riu, revirando os olhos, e jogou outro galeão na mão dela.

"Temos um acordo?"

"Sim!", disseram os dois, mas, depois de se olharem, confusos, Buck emendou "O que é um acordo?"

"Acordo... é quando... bem... por exemplo, eu te dou algo em troca de outra coisa. Por exemplo, eu dei os galeões em troca de que vocês guardassem um segredo", tentou explicar Draco.

Os dois continuaram, em silêncio, fitando-o.

"Certo. Assim: eu dei o galeão para você, e outro para você", disse, apontando, respectivamente, para Amy e Buck "Mas, o galeão não foi de graça, em troca disso, vocês não podem contar para ninguém sobre o Harry Potter e sua mãe"

"Ahhh...", fez Buck.

"Entendi!", gabou-se Amy "Você deu o galeão, mas para isso, nós temos que ficar quietos e não comentar para mamãe sobre o Harry Potter!"

"Exatamente", aliviou-se Draco.

"Legal! O que vamos fazer agora, pai?", perguntou Amy, dando pulinhos, animados.

"Hum... o que acham de ir jogar Quadriboll?", perguntou e, enquanto Buck pulava pela casa, transbordando felicidade, Amy pareceu chateada "O que foi?"

"Ela é menininha! Não gosta de Quadriboll!", provocou o irmão, mostrando a língua para a loirinha que fitou-o como se fosse matá-lo.

"Não é isso", choramingou "Mas eu não sei jogar Quadriboll!"

"Eu ensino você!", sorriu Draco, pegando-a no colo "Vamos?"

"Vamooos!", berrou Buck, pegando sua Nimbus 2006.

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Gina sorriu e acenou para Thomas, quando ele estacionou em frente a ela.

Ele abriu a porta para ela, que sentou-se no banco de acompanhante, ele sentou à direção e fitou-a, deliciado.

"Você está linda"

"Obrigada, você também está", corou Gina, e era verdade.

Thomas tinha cabelos escuros, bagunçados, e olhos azuis maravilhosos, todas as jornalistas do Profeta Diário – onde Gina trabalhava – morriam por um olhar dele, mas ele parecia empenhado em conquistar a ruiva ao seu lado.

"Posso saber o que a fez aceitar meu convite?", perguntou, enquanto o carro começava a se mover com rapidez.

"Bom, primeiro, você é muito chato e eu queria te tirar do meu pé. Segundo, todas estão morrendo para ficar com você, e eu quero ser a primeira a conseguir, para que eu possa me gabar", zombou ela, fazendo-o rir.

"Eu sou apenas insistente, e sei o que quero", disse ele, com um sorriso sincero.

Gina derreteu-se por dentro.

Não era tão bonito quanto Draco, ou Harry, mas era exatamente do tipo de homem que Gina sentia falta.

"Draco costumava ser como ele, sincero, verdadeiro... mas acho que era só uma máscara...", pensou, melancólica.

"Como estão as crianças?", perguntou, genuinamente interessado.

"Bem! São umas gracinhas..."

"Um dia, quero conhecê-los..."

Isso era outra coisa que Gina adorava nele.

Qualquer outro homem faria um: "Filhos? Ahn... Certo, eu te ligo", e, bem, claro, sumiam.

Mas não Tom, quando ela disse dos filhos, querendo fazer ele ir caçar outra, ele sorriu e disse que amava crianças.

E foi a partir daí que começou a pensar em aceitar os convites dele.

"Bom, é aqui", disse, parando em frente à um dos mais fabulosos restaurantes do Beco Diagonal.

Continua...

N/A: 5 páginas, para ninguém dizer que tá pequeno!

Miaka, querida, adaptei o capítulo, espero que tenha gostado!

Agora, que acharam da recordação? XD

Eu gostei de escrevê-la!

Bom, quanto as reviews:

Gla-Evans Dumbledore: Que bom que gostou! Hoje eu tava assistindo o "Harry Potter e a Pedra Filosofal" no Cartoon, quando eu vi o Tom Felton, quase tive um treco. E olha que eu acho que o Draco devia ser um cara meio Johnny Deep, meio Brad Pitt... Ai, ai... babando Er... então! Espero que tenha gostado XD Beijos!

Gisele.M: Nhá, a Gina foi boazinha! Eu dava um chute nos países baixos que ele ia perder o rumo! HAHIAUHAIU Bom, mas a Gina só fechou a porta por causa dos filhos e zás:)

Gabiii: Aí está o novo capítuloo! O que achou da lembrança?

Mari Veiga: haiuahaiuhaiuha Ser a Amy deve ser um cocô, porque você não pode agarrar o Malfoy porque ele é seu papai XD Tadinha, vai ter que levar ela no terapeuta quando ficar mais velha! XD Viu, o capítulo está bem maior, hum?

Melody: auihaiuahaui Espero que goste deste capítulo e atualizei super rápido diz aí! ;D

Regulus Black: O capítulo foi pequeno, mas eu atualizei rápido, não é? Um beijo! ;)

Miaka: hauiahua Bom, mudei um pouco o capítulo, espero que esteja um pouco melhor:D De qualquer forma, você me ajudou muito nessa fic! ;) Um beijo!

Sophia D.: Hey, lindona:D Bom, quanto à Gina ter fechado a porta na cara do Draco, acho que tá explicado o porquê, né? Bom, e o capítulo também está maior! Um beijo imensoo! ;D

É isso, gente!

Até o próximo capítulo!

Beijinhos!

Gii