Título: Angel
Author: MaxG2005
Casal: Jensen/Jared (AU)
Disclaimer: Nenhuma dessas pessoas me pertence. Elas não sabem sequer que eu existo. Isso é pura história saída da minha doente imaginação. Nada é real. E nem ganho dinheiro com isso. E como o nome diz é fanfiction. Uma ficção feita por fã, para fã. Não tenho a mínima pretensão de ser profissional.
Aviso: Fic Slash (pra quem não sabe relacionamento entre pessoas do mesmo sexo). MPREG (Gravidez masculina), MORTE (não dos J2). Sim, no meu mundo homens podem ter filhos. Não acho justo que apenas mulheres tem esse poder, então se fanfic é imaginação porquê não imaginar que homens podem também gerar crianças? Se você não gosta nada disso, procure algo que gosta.
Sumário: Um anjo é sempre um anjo. E ele vem quando a gente menos espera e mais precisa dele.
NOTA DO AUTOR: É isso galera. Está feita. Espero que tenham gostado. Posso até fazer mais capítulos a parte. Basta pedir nas reviews que verei o que posso fazer. Obrigada a todos que leram, a todos que leram e comentaram e a todos que não comentaram também.
Capítulo 3
Quando Jensen acordou ele percebeu quão descansado ele se sentia. Então também percebeu que ele não tinha a dor de cabeça que normalmente o cumprimentava a cada manhã.
Angel! Ele pensou e se levantou rápido.
Ele colocou seus óculos e foi para o quarto de hóspedes. Angel estava sentada na cama.
- Bom dia – Jensen disse enquanto ele sentava lentamente na cama. "Gostaria de abraçá-la. Mas acho que eu a assustaria".
Angel olhava pra ele sem expressão, mas a maior parte da tensão e do nervosismo tinha ido embora, e Jensen se sentiu relaxar um pouco mais.
- Vamos. Vamos fazer algum café da manhã. – ele se levantou, saiu do quarto e ouviu quando ela pulou da cama e o seguiu.
Eles tinham apenas os waffles com manteiga e um pouco de leite. Jensen fez café para si e deu a última porção de leite para Angel. Ela ainda não tinha falado e Jensen se perguntou se ele deveria ficar preocupado. Ela tinha quatro anos e certamente sabia falar.
- Depois do café da manhã, podemos assistir ao Desfile de Natal. E mais tarde nós sairemos para um almoço de Natal e comer algum peru num restaurante aqui perto – Jensen disse sorrindo.
Enquanto eles assistiam ao desfile Jensen falou sobre os carros alegóricos e personagens desenhados nos balões. Angel olhou pra ele como se ela estivesse ouvindo e absorvendo cada palavra. Ela não tinha feito isso na noite passada, então ele tomou isso como um progresso.
Os pais de Jensen ligaram para verificar como ele estava. Ele disse a eles sobre Angel ficando com ele. O alívio na voz deles era nítido o suficiente para cortar como uma faca. "Quando isso vai parar? Essa pena, esse receio de que eu vá cair em pedaços a cada vez que eles falam comigo?". Jensen pensou tristemente. Ele empurrou esses pensamentos depressivos pra longe e ouviu o que seus pais diziam a ele. Ambos disseram que ele soava muito melhor. Jensen agradeceu, desejou feliz Natal a todos e se despediu. Ele tinha acabado de desligar o telefone quando a campainha tocou. Jared estava de pé na porta com dois sacos em cada mão.
- O que você está fazendo aqui – Jensen disse surpreso ao ver Jared – Você não deveria estar com seus pais?
- Esse seu jeito de me receber na porta está ficando ridículo – Jared sorriu sem jeito e falou rápido sem dar chance de Jensen retrucar – Eu quero passar o dia com você e Angel. Eu tenho um pequeno pedaço peito de peru e mantimentos que eu roubei da despensa da minha mãe já que hoje quase tudo está fechado por causa do Natal. – Jared parecia tão esperançoso que Jensen mordeu sua língua. Não, ele não iria rir.
Jensen pegou um dos sacos. Afastou-se um pouco e disse gentilmente:
- Angel e eu adoraríamos isso. Entre Jay.
Sorrindo, Jared o seguiu pra dentro da casa. Ele parou na sala de estar e se ajoelhou pra falar com Angel que estava no meio da sala e olhava confusa para Jensen. Jensen sorriu para a menina e foi em direção à cozinha.
- Oi Angel. Feliz Natal querida – Jared sorria amplamente e Angel o encarava – Eu trouxe tudo que a gente vai precisar para o jantar e eu tenho alguns DVDs para nós assistirmos. A menos que você queira assistir futebol – Jared sorriu com todas as suas covinhas e ele jurava que viu algo lampejar nos olhos dela – E eu tenho jogos para brincar depois que nós comermos. Eu vou fazer o jantar e estarei de volta. Quer vir comigo? – Jared se levantou e viu quando a menina preferiu ficar na sala olhando as luzes da árvore de natal.
Jensen tinha desempacotado os mantimentos e estava pegando as panelas pra fora do armário quando Jared entrou na cozinha.
- Angel parece melhor essa manhã – Jared disse se aproximando de Jensen e se recostando no balcão.
- Sim – Jensen concordou – Nós dois parecemos estar melhor essa manhã.
Eles olharam um pro outro, querendo dizer tanto, querendo dizer tanta coisa se eles ao menos pudessem achar as palavras.
- Por que você não começa a fazer o jantar e Angel e eu vamos tomar banho e nos vestir? – Jensen sugeriu.
Jensen tomou banho e vestiu uma camisa azul com jeans limpos, uma que Jared deu de presente a ele e que ele adorava. Quando ele entrou na sala de TV, Jared e Angel estavam sentados em frente à TV, no tapete com Jared explicando os pontos mais delicados do futebol. Angel tinha tomado banho e vestia um moletom gasto que claramente não pertencia a ela. "Ao menos ela está aquecida. E com Jared do lado, eu aposto que ela definitivamente não está com frio". Jensen pensou sorrindo.
Depois que Jensen se sentou também no chão, com Angel entre eles, eles assistiram os DVDs. Angel parecia gostar do O Natal de Charlie Brown, embora The Grinch parecia perturbá-la. Sempre que Jared gargalhava daquele jeito "atire sua cabeça pra trás", Jensen também ria abertamente, isso era algo que Jensen nunca ia cansar de ouvir e ver. Ele sentiu falta do som dessa gargalhada. Numa cena específica do filme, Jared fez esse gesto, Jensen riu e em seguida do nada, de algum lugar veio uma risadinha. Ambos os homens olharam para Angel. Ela estava sorrindo – não um enorme sorriso – mas ao menos, era um sorriso. Jared e Jensen olharam um pro outro, maravilhados. Eles assistiram "Esqueceram-se de mim" e esperaram por outras risadinhas. Que vieram. Dessa vez um pouco mais soltas.
Logo que o jantar ficou pronto e enquanto Jared fatiava o peito de peru, Jensen tinha deixado Angel ajudá-lo a pôr a mesa. Toda vez que ela comia algo que ela gostava, um pequeno sorriso aparecia no rosto dela, mas cerejas não desceram muito bem e ela fez uma careta quando Jensen ofereceu a ela novamente. Jared falou sobre Natais passados e os jogos que ele trouxe. Angel o escutava atentamente. Jensen estava feliz que ele e Angel não tinham que comer em outro silêncio desconfortável.
Jared começou a sessão de jogos com o jogo Candyland. Ele tinha esse jogo desde que ele era um garoto, a caixa do jogo estava inteira apenas um pouco surrada. Jensen sabia que Jared gostava de uma horda de coisas da sua infância e as mantinha na casa de sua mãe. Jared jogava contra Jensen e Angel. Eles mostraram a ela como segurar e jogar os dados e Jensen a ajudou a mover as peças do jogo em torno do tabuleiro. Depois de perder quatro rodadas de quatro, Jared reclamou que ele estava jogando contra os tubarões de Candyland.
Eles fizeram uma pausa para a torta de abóbora, cortesia da mãe de Jared, antes de jogarem Ludo. Jared não fez um melhor jogo dessa vez também. Muito Guitar Hero foi a desculpa.
Angel estava bocejando e entregando os pontos. Jared a beijou na testa. Enquanto Jensen se endireitava para levá-la pra cama. Jared a abraçou, deu um leve beijo na testa dela e disse suavemente tocando os curtos cabelos da menina:
- Boa noite, meu pequeno anjo. Tenha bons sonhos.
Jensen colocou sua camiseta Puma nela de novo, a colocou na cama e ligou o pequeno abajur de peixes e tartarugas.
- Boa noite, querida – e assim como Jared ele a beijou na testa. Ele fechou a porta do quarto pela metade.
Jensen viu uma luz acesa no quarto principal. Jared deve estar pegando algo que ele precisa pro seu novo lugar. Ele nunca voltou para pegar o resto das suas coisas. Na verdade Jared nunca tinha se mudado de verdade.
Jared estava sentando na cama, segurando o enfeite. Jensen voltou seus pensamentos para a manhã anterior. Ele tinha pretendido colocar o enfeite na árvore, mas então ele tirou isso da caixa, olhou e atirou a caixa de volta em cima da cômoda. Por isso ele tinha ficado bravo com Jared antes. Mas agora Jared encontrou o enfeite de Bradford.
Jensen entrou no quarto, lentamente fechou a porta e se sentou na cama ao lado dele. Jared olhou pra cima e lágrimas estavam escorrendo em seu rosto, igual ao dia do funeral.
- Eu não deveria ter dito... – Jared respirou profundamente – Eu não deveria ter dito que foi sua culpa que Bradford está morto.
Jensen ergueu a mão, tocou no rosto de Jared e usou seu polegar para limpar as lágrimas da bochecha dele.
- Jared eu tenho dito a mesma coisa uma centenas de vezes por dia para mim mesmo. Eu deveria ter sabido que ele estava em apuros. Ele estava dentro de mim e eu deveria ter sabido. Eu era responsável para saber se ele estava bem ou não. Era eu quem o sentia mexer dentro de mim, era eu que sentia sua vitalidade ou não. Eu deveria ter sabido. Eu não fui atento.
- Não – Jared sacudiu veementemente sua cabeça – Se você tivesse sabido, você teria feito alguma coisa. Jensen, nós dois o amávamos tanto, e nós fizemos tudo certo. Eu não sei por que ele não está aqui, mas eu sei que ninguém é culpado. Nem eu e nem você.
Jensen tirou seus óculos, apertou seu nariz entre os olhos com força, respirou profundamente. Ele colocou os óculos em cima do criado mudo.
- Eu fico repetindo aquele dia mais e mais vezes na minha cabeça. Eu fico querendo achar algum sinal. Alguma coisa. Por que eu não soube? Por que eu não fui mais atento? Por que eu não percebi? Onde eu estava com a cabeça? Por que eu fui dormir? Por que eu não fiquei acordado? Será que eu teria percebido algo se eu não tivesse dormido tanto tempo? Por que eu fui tão incompetente?
Jared pegou as mãos de Jensen entre as suas. Apertou um pouco e disse inseguro:
- Há coisas que eu preciso de contar..Sobre... – Jared fechou os olhos e engoliu seco.
- Okay – Jensen concordou lentamente – O que você precisa me contar?
Jared colocou o enfeite em cima do criado mudo, ao lado dos óculos de Jensen. Ele soltou as mãos de Jensen e baixou a cabeça. Incapaz de olhar nos olhos do homem que ele amava tanto. Jared respirou fundo e começou com a voz trêmula:
- Quando você desmaiou e estava entrando em choque, eu quase soquei meio hospital e gritei que ninguém ia me separar de você e do nosso filho. Depois que eu prometi que me controlaria, eles me deixaram ficar na sala de cirurgia com você durante a cesariana. Eu fiquei do seu lado o tempo todo Jen. Eu era um poço de confusão e medo. Eu só sabia que eu tinha que estar junto de você. Quando a doutora Stevens puxou – um soluço doloroso escapou de Jared – Quando ela puxou Bradford para fora do seu corpo, eu torci tanto para ele choramingar, chorar, por qualquer coisa pra nos deixar saber que nós chegamos o pegamos a tempo e ele estaria bem. Nós sonhamos tanto com esse momento. Com esse momento da chegada de Brad. Eu rezei para que ele começasse a berrar e que você abrisse os olhos e aquilo tudo não fosse um pesadelo. Eles tentaram salvá-lo, eles tentaram de tudo com ele Jen. Eu estava lá, parado, segurando a sua mão e vendo meu filho ser manipulado como um boneco nas mãos dos médicos. Vendo eles usarem todo tido tipo de técnica e instrumento para fazê-lo ao menos suspirar – Jared encheu os olhos de lágrimas – Eu achei que a dor ia me matar quando eles o declararam morto. Eu senti um frio como eu nunca senti antes. Eu senti um terror e uma dor que nunca imaginei existir.
Jared limpou seus olhos na camisa e pegou um lenço de papel em cima do criado mudo pra limpar o nariz. Jensen apenas o escutava incapaz de se mover, só imaginando Jared sozinho, numa sala de cirurgia vendo seu pequeno bebê nascer morto.
- Eu estava tão animado quando nós descobrimos que ele era um menino. Eu passava horas imaginando o que nós três iríamos fazer juntos. Os lugares que a gente o levaria. Nós jogaríamos Guitar Hero e assistiríamos aos jogos dos Cowboys juntos. Nós os levaríamos para o sítio de Josh e você o levaria para cavalgar. Eu leria para ele todas as noites. Você cantaria para ele, toda vez que ele estivesse chateado. – Jared parou de falar e esfregou sua mão sobre seu coração – Eles me deixaram segurá-lo no berçário. Ele era tão pequeno, Jen. E era tão lindo. Eu senti como se meu mundo inteiro tinha sido rasgado em pedaços. Me senti quebrado em pedacinhos tão pequenos que eu me perguntava se um dia eu iria conseguir juntá-los. Mas eu disse a mim mesmo que nós nos ajudaríamos, que nós passaríamos por isso. Nós nos amávamos e a gente atravessaria isso juntos, como a gente sempre esteve, em todos os momentos – Jared olhou desesperado para Jensen com um dor indescritível no olhar - Mas, Jensen você não me deixava nem mesmo tocá-lo. Você se afastou de mim. Você me empurrou pra longe. Você não me deixou nem ao menos te abraçar. Você não me deu um abraço sequer. Por que você fez isso?
Jensen o puxou para um abraço, suas próprias lágrimas caindo. Ele se lembrou daquele dia terrível. De como Jared tinha o segurado, tinha tentado confortá-lo, de como ele se deixou afogar na culpa e tristeza. Ele abraçou Jared mais apertado.
- Eu sinto muito que eu não estava lá pra você. Eu estava com tanto medo que você me culpasse tanto quanto eu me culpava. Quando você me tocava, eu me lembrava do quão doce e gentil você era quando eu estava esperando nosso filho. De como você esfregava de uma forma quase reverente a minha barriga e falava com Bradford o tempo todo. Eu estava apavorado que você não poderia me amar como você amou antes que eu perdesse Bradford. E então você saiu, você foi embora e essa certeza de ter perdido você, de ter perdido o seu amor, de ter falhado com você me consumiu e...
Jared se empurrou e olhou diretamente dentro dos olhos de Jensen.
- Eu nunca parei de amar você. Eu saí porque eu estava tão bravo. Tão confuso e desesperado. Eu precisava de você. Nós precisávamos um do outro – Jared deu uma pausa – Eu me senti tão sozinho, como se você não reconhecesse que eu também tinha perdido o meu bebê. Como se você não tivesse ciente que ele era meu filho também. E que eu o amava tanto.
- Eu sei o quão duro isto tem sido para você e eu nunca vou me perdoar por não ter ficado com você nesse momento – Jensen falou suavemente acenando com a cabeça enquanto ele secava algumas lágrimas de Jared não se importando nem um pouco com as suas que continuavam caindo – Eu sinto como se eu estivesse numa constante névoa e só agora eu encontrei um jeito de sair. Eu irei sofrer o resto de minha vida por Bradford e lamentar por ter pedido o meu menino, mas eu também sei que não posso viver assim. Eu não quero viver assim. – Jensen colocou suas mãos de cada lado do rosto de Jared – Eu te amo tanto. Tanto Jay. Nós ainda podemos nos ajudar a atravessar isso. Nós ainda podemos estar lá um para o outro. Me perdoe, por favor me perdoe por tudo. Eu estou disposto a recomeçar, estou disposto a caminhar junto com você novamente, porque sem você eu não tenho rumo, eu não tenho direção, Jay.
Jensen beijou Jared. Ele deixou os braços de Jared apertar em volta dele enquanto ele o beijava de volta. O beijo foi de uma forma em que eles tentavam se reconectar apaixonados. Eles tentavam resgatar aquele sentimento que os ligavam como duas almas inseparáveis. Ambos derramaram o amor, assim como a dor dentro do beijo deles. Ambos queriam se libertar da mágoa e do ressentimento, queriam deixar o amor deles invadir as feridas e com isso curá-las.
Jared gentilmente empurrou Jensen para baixo, na cama. Eles continuaram se beijando e em seguida Jared colocou uma de suas pernas entre as pernas de Jensen e sentiu o outro homem ficar tenso.
- Desculpe, você não está pronto – Jared começou a se sentar mas Jensen o segurou onde ele estava.
- É só...só a cicatriz – Jensen falou trêmulo e Jared o olhou confuso – A...a cicatriz da cesariana. É...é feia.. Eu...eu realmente não suporto isso em mim – Jensen disse mordendo os lábios e se lembrando do quanto ele odiava ver a cicatriz no os dias ela o lembrava da sua perda.
Jared desabotoou a camisa de Jensen e a afastou para os lados, sem retirá-la totalmente. A calça jeans de Jensen estava larga e caia pela cintura mostrando todo o abdômen. A cicatriz estava localizada no abdômen inferior de Jensen, abaixo do umbigo e quase ia de um quadril a outro. Jared correu seu dedo indicador ao longo da áspera cicatriz, de onde eles tiraram Bradford de Jensen. Quando ele olhou para cima, os olhos de Jensen estavam fechados enquanto lágrimas escorriam pelo seu templo e entravam nos seu cabelos. Jared secou os olhos de Jensen, o beijou em cada olho, e acariciou o peito dele até que sentiu Jensen relaxar; então ele o beijou suavemente nos lábios. Jensen enfiou seus dedos pelos cabelos de Jared e abriu sua boca para a língua de Jared. Quando Jared colocou a perna dele entre as de Jensen novamente, Jensen enrolou suas pernas em volta da cintura de Jared.
Jared beijava Jensen descendo do queixo para o pescoço, e então Jensen enterrou seu rosto no cabelo de Jared cheirando o xampu de Jared e o próprio cheiro dele, que era apenas de Jared. Ele sentiu tanta falta desse cheiro. Sentiu falta da sensação dos lábios de Jared na sua pele, das mãos de Jared percorrendo o seu peito e beliscando seus mamilos.
Jared inalou profundamente o cheiro de Jensen enquanto ele beijava o pescoço dele. Ele sentiu Jensen gemer com seus lábios sobre ele, sentiu a face de Jensen contra seu cabelo. A pele de Jensen era tão calorosa, tão receptiva. Enquanto Jared movia sua mão para mais embaixo, através da barriga de Jensen, agora não tão firme e malhada, ele se lembrou do quanto esse local estava cheio e vibrando com vida quando Jensen estava grávido. Ele ainda não podia acreditar quão sexy ele achava Jensen naquele tempo. Foi uma época em que a vida sexual deles era vibrante, intensa e apaixonada. Jared nunca imaginou que fazer sexo na gravidez fosse uma experiência tão arrebatadora. Jensen era insaciável e muito, mas muito amoroso. Jared afastou essas lembranças e se concentrou no momento presente. Então ele puxou sua perna livre e ficou de joelhos sobre Jensen, um joelho de cada lado do quadril de Jensen. Jared se baixou e beijou o peito de Jensen, devagar e cuidadosamente. Ele deu uma pausa para lamber e mordiscar um pouco mais firme os mamilos de Jensen,os quais Jared tinha uma certa fixação e que ficaram levemente mais escuros depois da gravidez, mas não menos deliciosos. Em seguida Jared foi descendo mais e mais, salpicando a pele de Jensen com beijos, até que Jared alcançou a cicatriz da cesariana. Ele não parou e continuou seus toques e beijos.
Jensen começou a estremecer enquanto Jared beijava suavemente toda cicatriz. Jensen mal podia sentir a língua de Jared lá, afinal ainda era uma área dormente, mas Jensen sabia que Jared estava lá. Ele começou de um lado do quadril e foi seguindo com beijos suaves até a outra ponta. Jensen segurava os cabelos de Jared com uma mão e com a outra ele apertava os lençóis da cama. Ele nunca se sentiu tão exposto e Jared não sentiu repulsa por ele. Não sentiu nojo e raiva quando ele viu aquela marca horrível exposta no seu corpo. A marca que era o sinal de tanta dor pra eles. Jensen sentiu Jared abrir seu jeans e puxar a calça para baixo. Seu pênis estava duro e repousava contra seu abdômen e estava vazando um pouco de fluido sobre sua cicatriz. Jensen apenas ficou lá, quase totalmente nu e exposto, olhando fixamente para Jared e vendo nada mais do que amor e adoração naqueles olhos de gato que ele tanto amava.
Apesar da cicatriz, Jensen era ainda um dos homens mais bonitos que ele tinha visto. Ele se mexeu e se reposicionou entre as pernas de Jensen, que as abriu um pouco para deixar Jared se encaixar melhor. Jared tocou com a ponta da língua o membro endurecido de Jensen, sentindo as veias latejantes, lambeu a cabeça do pênis antes de tomar o membro completamente em sua boca, lentamente movendo sua cabeça para cima e para baixo, abocanhando todo o membro de Jensen e saboreando cada momento. Jensen arqueou um pouco os quadris e tentou estocar contra a boca de Jared, Jared sentiu as pernas de Jensen se apertarem contra suas costelas.
Jensen só conseguia sentir aquele calor em volta de si. A boca de Jared era tão quente, tão molhada em volta de seu membro. Seus quadris começaram a estocar, mas Jared conteve seu movimento e continuou fazendo movimentos em volta do membro de Jensen. Jensen gozou rapidamente e com um soluço. Foi só então que ambos perceberam que Jensen tinha chorado suavemente o tempo todo.
Jensen se sentou lentamente, limpando as lágrimas de seu rosto enquanto Jared liberava seu pênis. Jensen então tirou a camiseta de Jared pela cabeça, se abaixou levemente e beijou o peito de Jared entre seus mamilos enquanto ele abria as calças de Jared e as retirava. Jared gemeu baixo quando Jensen envolveu sua mão em volta de seu membro e começou esfregá-lo, correndo seu polegar através da cabeça do pênis e da fenda. Jensen sugou um mamilo – e havia algo sobre os mamilos de Jared, e isso significava que Jared poderia gozar apenas com Jensen chupando-os. Jensen continuou sugando-os enquanto ele moveu sua mão mais pra baixo e pegou as bolas de Jared dentro delas, gentilmente apertando-as e dando um sorriso diante do gemido de Jared. Jared puxou a cabeça de Jensen e o fez olhar pra ele.
- Eu quero estar dentro de você, Jen – Jared disse com a voz rouca.
Jensen acenou concordando. Jared sorriu e se inclinou sobre o criado mudo para pegar o lubrificante.
- A camisinha também – Jensen disse baixinho.
Jared olhou pra ele surpreso. Afinal eles não tinham usado camisinha por anos. Era algo que eles não precisavam.
- Eu não quero arriscar ficar... – Jense olhou pra Jared esperançoso que ele entenderia.
Jared entendeu e ele também não estava pronto ainda. Jared acenou em acordo e colocou o lubrificante e a camisinha na cama. Enquanto Jared derramava lubrificante nos seus dedos, Jensen retirou de vez sua camisa e se deitou. Jared beijou Jensen enquanto seus dedos lubrificados foram de encontro ao buraco de Jensen e um dedo gentilmente foi empurrado dentro. Jensen enrijeceu em torno do dedo de Jared e só depois de um tempo relaxou. Após alguns movimentos de leves estocadas com o dedo feitos por Jared, um segundo dedo se juntou ao primeiro e Jared continuou movimentando seus dedos para espalhar o lubrificante e alongar o pequeno buraco.
Quando Jensen estava ofegante, Jared retirou seus dedos, cobriu seu pênis com a camisinha e espalhou lubrificante por todo o membro. Jensen abriu mais suas pernas, esperou Jared se acomodar e então as envolveu em torno da cintura de Jared. Jared o agarrou pelos quadris e começou a se empurrar pra dentro de Jensen. Esse tipo de coisa tinha acontecido há tanto tempo, fazia tanto tempo que Jensen não sentia essa sensação de queimação prazerosa, de estar sendo invadido por algo tão quente e duro. Não demorou muito e Jared estava completamente dentro de Jensen. Ele parou um pouco para acalmar sua respiração e dar tempo para Jensen se acostumar com a invasão. Jensen era tão apertado e tão quente em volta dele. Então Jared começou a estocar enquanto eles se beijavam. Devagar num primeiro momento e depois de um tempo, firme e rígido.
Jensen podia sentir cada polegada do membro duro de Jared dentro dele. Seus quadris se mexiam junto com as estocadas de Jared e quando Jared mudou o ângulo e tocou sua próstata, Jensen ofegou e gemeu contra o pescoço de Jared. Ele deslizou sua mão nas costas de Jared e foi em direção à bunda dele, acariciando um dedo em volta do buraco apertado de Jared.
Jared alcançou o membro de Jensen entre eles e o bombeou. Ele estocou profundamente quando ele sentiu as pernas de Jensen apertarem em volta dele sinalizando que Jensen estava perto de gozar. Jensen veio forte, quente e com um grito enquanto seu pênis pulsava na mão de Jared e em seguida Jared pegou uma das pernas de Jensen e ergueu, abrindo Jensen mais um pouco e sentindo um prazer absurdo enquanto saboreava os espasmos musculares que Jensen fazia em volta do seu membro. Jared enterrou seu rosto na curva do pescoço de Jensen enquanto continuava estocando sentindo todo o prazer disso envolver seu corpo. Jared não demorou muito e gozou dentro de Jensen. Ele continuou dando pequenas estocadas até que se sentiu exausto e desabou em cima de Jensen. Jensen desenrolou suas pernas da cintura dele e eles se acomodaram, ainda unidos pelo que acabara de acontecer.
Ele esperou até sua respiração se acalmar um pouco, se puxou pra fora de Jensen e foi em direção ao banheiro pra retirar a camisinha. Em seguida ele trouxe uma toalha aquecida e úmida para limpar Jensen. Uma vez que ele estava de volta na cama, Jensen deitou sua cabeça sobre o peito de Jared, no rumo do seu coração e envolveu uma perna em torno dele.
- Volte pra casa, Jay – Jensen disse enquanto beijava suavemente o peito de Jared. Jared beijou o topo da cabeça de Jensen e disse um "Sim", abafado contra os cabelos loiros e macios de Jensen.
Na manhã seguinte Jensen acordou sozinho. O banheiro estava vazio. Ele se vestiu com as calças de seu pijama e saiu caminhando pelo corredor. A voz de Jared vinha da cozinha. Jared e Angel se viraram e sorriram enquanto ele entrava na cozinha.
- Bom dia. O que vocês dois estão fazendo? – Jensen perguntou esfregando os olhos e piscando e só então percebendo que ele se esqueceu de pegar seus óculos.
- Nós estamos fazendo panquecas – Jared sorriu pra ele – Eu fui até a mercearia e consegui tudo que precisamos pra isso e Angel está me ajudando. Ela será uma excelente cozinheira um dia – Jared sorriu para a menina que sequer dispensou um olhar para Jensen.
Angel estava mexendo os ovos e o leite juntos conforme Jared mostrou a ela. O telefone tocou e Jensen correu para atender.
- Alô. Oh, bom dia Senhora Griffin – Jensen disse ao telefone.
Jared parou o que ele estava fazendo e olhou pra Jensen.
- Nós estamos bem. Jared e Angel estão fazendo panquecas – pausa pra ouvir – Angel parecia um bom apelido para ela – Jensen explicou e em seguida ele limpou a garganta e disse – Senhora Griffin, eu estava me perguntando... desde que tudo está indo tão bem, talvez Angel possa ficar mais tempo?
Jared sorriu amplamente mostrando todas as suas covinhas.
- Sim, eu entendo que há alguma papelada e um processo – pausa para ouvir e Jensen começou a sorrir de orelha a orelha – Sim, Jared e eu iremos até aí e assinaremos alguns papeis. Nós sabemos que isso pode ser temporário até que os parentes de Angel sejam encontrados. Nós veremos você ás duas então – Jensen mordeu seu lábio inferior e disse um pouco nervosamente – Senhora Griffin, muito obrigado pelo o que você fez.
Jensen desligou o telefone e se inclinou para baixo, perto de Angel, sorrindo e dizendo alegre:
- Você vai ficar conosco por mais um tempo.
Angel se virou para ele e sorriu. Dessa vez um sorriso de verdade. O rosto inteiro dela se iluminando. Os olhos brilhando. Jensen amou cada sinal de vida que ele estava vendo naquele rosto infantil pela primeira vez. Ele se levantou e antes de se afastar deu um beijo no topo da cabeça dela. Ele foi em direção a Jared que tinha os braços abertos o esperando e enquanto Jared o beijava eles ouviram baixinho.
- É Rebecca – e quando ambos os homens se viraram pra ela a garotinha continuou – Mas eu prefiro Angel.
Jensen engoliu o nó que se formou na garganta e deixou que Jared se aproximasse e falasse com a menina.
- Então aqui nessa casa você sempre será Angel – Jared se virou e sorriu pra Jensen que sorriu de volta – A nossa linda Angel.
Angel respondeu com um sorriso enquanto Jensen dizia tentando se recompor:
- Eu tenho tempo para um chuveiro rápido antes das panquecas?
- Sim, mas seja rápido. Nós temos um dia ocupado pela frente – o sorriso de Jared era tão grande quanto o de Angel.
1 ANO DEPOIS
Jensen não podia acreditar na quietude da casa. Cada Ackles e cada Padalecki tinham parado e desfilado pela casa pelos últimos dois dias. Conversas, risos, crianças correndo atrás de cada cão. Era espantoso que os vizinhos não chamaram a polícia por causa do barulho. A casa deles tinha ficado completamente cheia nas festividades de Natal. Eles resolveram celebrar o Natal na casa deles esse ano e toda família concordou e participou. Depois de tanta balbúrdia, o silêncio era estranho. Estranho e reconfortante.
Ele ficou de pé olhando para a árvore de Natal se lembrando do ano anterior. Ele pensou naquela época que não tinha nada a esperar pela frente exceto mágoa e o que ele pensou em fazer. Para usar o cliché, que diferença faz um ano. Jensen estremece ao se lembrar do que ele estava prestes a fazer antes dele atender aquele telefonema que mudou a vida dele. Não só deles, mas de Jared e de Angel para sempre. Ao mesmo tempo ele também sente uma profunda alegria pelo presente de Natal que ele ganhou no ano passado. Angel.
O caminho para a cura foi um esforço de grupo. Cuidando de Angel manteve Jensen e Jared de irem muito longe dentro deles mesmos e se afogarem em mágoa, culpa, tristeza e raiva. Quando os dias eram ruins, e houve muitos deles, eles conversaram entre si. Eles tinham prometido um ao outro que nenhum deles iria esconder nada um do outro mais, que nenhum deles iria se afogar em suas tristezas e mágoas, em suas culpas e frustrações. Jensen e Jared prometeram que se curariam juntos. Mesmo que fosse algo muito, mas muito difícil de encarar. Até agora tinha dado certo e eles fizeram muito bem até ali. Eles tinham uma ligação tão ou mais forte do que jamais tiveram. Eles sabiam que coisa alguma iria se sobrepor entre eles, não depois deles terem atravessado a pior dor possível, a dor de perder um filho.
Angel era a cola que voltou a uni-los. Era a pessoa que colocava Jensen e Jared fora do mundo sombrio que eles por vezes entravam. Ela era a razão pela qual eles queriam ser melhores a cada dia. Ela era quem os fazia sorrir em momentos difíceis, como naqueles dias em que Jensen acordava com o peito doendo de saudade de Bradford. Como no dia do aniversário de nascimento e morte de Bradford. Ela sentia falta da mãe dela e perguntava sobre ela muitas vezes. Jensen e Jared respondiam o que sabiam e o que podiam. E sim, Angel podia falar, depois daquele dia, eles descobriram que ela podia falar e podia falar tanto quanto Jared, o que espantava Jensen porque ele nunca pensou que alguém poderia falar tanto quanto Jared. Entretanto em volta de estranhos, ela ficava silenciosa, muitas vezes ao ponto de se tornar não-responsiva.
Nenhum dos parentes de Angel pôde ser encontrado, então ela foi acolhida provisoriamente por eles até que a senhora Griffin os ajudou a adotá-la definitivamente. No dia 01 de novembro, a garotinha oficialmente se tornou Rebecca Padalecki-Ackles, mas para eles, a menina sempre seria Angel.
O filme de Jared foi feito e recebeu críticas excelentes. Ele estava mesmo sendo cogitado para ser indicado ao Globo de Ouro. Jensen estava orgulhoso dele. Jensen recebeu ofertas de vários bons projetos e ele tinha agendado algumas reuniões com vários produtores depois dos feriados de final de ano. Seria bom estar de volta ao trabalho, mas a programação pode se tornar meio complicada, devido às recentes descobertas. Descobertas e planos de casamento. Sim, porque depois de mais de seis anos juntos, eles resolveram se casar. Era outro passo no relacionamento deles.
- Daddy! Panquecas estão prontas! – duas vozes falaram em uníssono da cozinha.
- Ok, estou indo. – Jensen esperava que ele pudesse ser capaz de comer ao menos uma. Ele estava se sentindo um pouco enjoado, sonolento e suas costas estavam doendo.
Ele voltou a olhar para a árvore e seu olhar seguiu para os dois enfeites na árvore, um do lado do outro. Um era de um menino de olhos verdes e cabelos bagunçados e o outro era uma menina com cabelos e olhos escuros. Jensen esfregou carinhosamente a mão sobre sua barriga e sorriu. No próximo ano seriam três enfeites.
– Jay e Angel, eu só espero que a cozinha esteja inteira dessa vez – Jensen falou alto e foi em direção à cozinha sorrindo e colocando a mão na barriga e dizendo para o pequeno ser dentro dele carinhosamente – Seu Papa e sua irmã são dois bagunceiros. E gulosos. E você, baby? Como você irá se comportar?
FIM.
NOTAS FINAIS DO AUTOR – Como eu disse no início, isso pode ou não ter mais histórias. Depende de vocês. E respondendo aqui às reviews:
Su Winchester Não sei pq o fanfiction não aceita os cadastros. Mas muito obrigado por ler e comentar. Sim, a dor de perder um filho é algo inexplicável em palavras. Só quem já sentiu sabe o que é. O quanto pode ser devastadora. Espero que eu tenha correspondido às suas expectativas.
Haramiz Muito obrigado por ler e deixar um comentário tão amável. E como eu disse, não sei porque não está aceitando cadastros. Fico feliz que tenha gostado dos personagens, e sim a Angel veio pra mudar. Como o nome diz, ela é um anjo. Jensen ficou mais abalado sim, afinal ele estava carregando Bradford dentro de si. A ligação dele com o filho era mais forte. Eu acredito que quem leva o filho consigo por 9 meses, pode mesmo sentir essa ligação. E desculpe te desapontar que a fic não é tão longa. Mas dei um recado no começo, e se você quiser ver algo mais escrito, basta pedir. Verei o que posso fazer. Um abraço.
