A amiga triste, uma secundária.

Então, chegamos à Suna.

Um personagem:

Outro dos secundários:
O Kazekage solitário.

Tsunade havia nos dito que a missão seria passada pelo Kazekage de Suna, ou seja, logo que chegamos, nos dirigimos ao seu... Palácio, por assim dizer.

Até então, Lua Cheia mal me encarava. É, um assomo de malícia para alguém como ela deve ser raro.

O Vagabundo Pervertido estava preocupado, pois Kurenai passou mal algumas vezes durante a viagem. Ela dizia que não era nada ou colocava culpa na fruta que havia comido. Da última vez que passou mal, vi a Putinha Testuda franzir o cenho e murmurar algo para o Pinto Pequeno, que só deu de ombros.

Kiba, o Cara de Cachorro, se mostrava bastante preocupado chegando até a irritar. Porém o Amante de Insetos, Shino, parecia alheio a tudo.

Eu poderia dizer que o grupo Kurenai, Hinata, Kiba e Shino era estranho. Porém, eu olhava para mim, para Sakura, para Naruto e para Kakashi e resolvia que eu não estava em posição de reclamar.

Enfim. Fomos ao "palácio" de Suna falar com Sabaku no Gaara, o Kazekage. Tivemos de esperar um pouco, pois o cara estava ocupado. Então, finalmente entramos em seu escritório.

Eu nunca o tinha visto pessoalmente até então, mas a primeira coisa que pensei ao olhá-lo nos olhos foi solidão. E esse era um sentimento que eu conhecia muito bem.

Uma ação:

Uma conversa no mínimo estranha.

Gaara nos explicou que teríamos de escoltar uma pessoa do conselho até a vila da Nuvem, no país da Onda, pois ele iria conversar com o Kage de lá para um provável tratado entre os dois países, a fim de aumentar as alianças de Suna.

Política... Como a odeio.

De repente, a porta se abre e uma garota de cabelos negros e olhos de mesma cor entra, com uma bandeja contendo um bule que tinha, provavelmente, chá. Ela levantou as sobrancelhas, quando nos viu.

- A-ah! Kazegage-sama, perdoe-me. Não sabia que tinha visitas! Trouxe esse chá para o senhor, achei que iria querer. Vou pegar para os senhores também, se desejarem. – Ninguém quis. – Bem, com licença. E, novamente, perdoem-me a interrupção.

Futuramente, eu saberia que ela só tinha ido ali para saber se estava tudo bem com Gaara.

- Bem, tudo bem pra vocês se partirem amanhã?

- Depois de amanhã, pois temos que descansar hoje para prepararmos as coisas amanhã. – Kurenai disse. Olhei melhor para ela e percebi que estava bem pálida.

- Certo. – Ele se levantou e foi até a porta, a abrindo. – Kitsune, por favor, entre.

A garota que havia acabado de sair entrou e sorriu para nós.

- Mostre os aposentos deles, certo? – Ela assentiu. – Bem, essa é Kitsune, será sua guia neste pequeno espaço de tempo que ficarem aqui. Qualquer coisa que precisarem, pergunte a ela.

- Pode deixar, Gaara! – Naruto sorriu.

- Certo, acompanhem-me. – Kitsune fez um gesto, indicando que a seguissem.

- Naruto, poderia ficar? Tenho uma pergunta a lhe fazer. – Gaara perguntou, sério.

- Claro!

E, enquanto nós saíamos, Naruto ficou lá. Mais tarde eu saberia que Gaara só queria uma opinião. Mas uma opinião muito importante.

Kitsune nos mostrou nossos aposentos. Meu quarto ficava em frente ao de Hinata. Tentador... Porém impossível. Eu não poderia fazer isso com ela.

À noite, não consegui ficar no quarto. Não com a imagem de Hinata dormindo no quarto à frente em minha cabeça. Decidir ir para os jardins, tomar um pouco de ar fresco.

Peguei um copo de água em minha cabeceira e fui para fora. Andei um pouco por entre as belas flores, que eram raras em Suna, olhando para o céu. Sorri triste ao constatar que não tinha lua. Mas talvez fosse até melhor, Hinata já estava demais em minha cabeça.

Ia virar para a esquerda, em uma curva do jardim, quando ouvi vozes. Me aproximei e constatei que era a voz de Gaara. Franzi o cenho.

- Espere. – Ele dizia.

- Perdoe-me, Kazekage-sama, mas tenho que ir. – Levantei as sobrancelhas ao reconhecer a voz calma de Kitsune.

- Sabe que pode me chamar simplesmente de Gaara. – Ele falou, sério.

Cheguei mais perto e vi, por entre as folhagens, Gaara segurando o baço de Kitsune e ela olhando para baixo.

- Solte-me, por favor. – Ela falou calmamente, ainda não o encarando.

- Por está fugindo de mim? – Ele levantou delicadamente o rosto de Kitsune, fazendo-a encará-lo.

- Não estou fugindo. – Era notável que estava mentindo.

- Te conheço muito bem, Kitsune. Não minta.

Mantiveram o silêncio por um tempo.

- Sou somente uma criada daqui. Não tenho permissão para aproximações, sabe muito bem. – Ela falou e, por mais que tentasse esconder, era visível que sofria.

- Você não é só uma criada. Você é minha melhor amiga! – Percebi que a dor nos olhos dela aumentou. - E, oras, eu sou o Kazekage, não sou? Não acha que tenho autoridade o bastante para permitir que converse comigo? – Gaara completou, dando um leve sorriso.

Kitsune suspirou.

- Tudo bem. Você está certo. Mas eu realmente preciso ir. Estou com sono. – Ela ainda mentia.

Mas, dessa vez, Gaara não a parou, só a observou dar as costas e sair. Ele fechou os olhos, dando um longo suspiro. Por fim, virou-se e saiu também.

Sinceramente, naquela hora eu não compreendi muita coisa. Só conclui que aquilo tudo foi, no mínimo, estranho. Mas ao voltar para o quarto e refletir um pouco, conclui que eu entendia mais daquilo do que o próprio Gaara e do que a própria Kitsune.

Uma surpresa:

A primeira de minha temporada em Suna:
o amor.

-x-

N/A: Oieee. Bem, nada a declarar. A não ser as desculpas pela demora e um obrigada às reviews. E um obrigada também à Srta. Abracadabra por me ajudar o/. Beijos e até a próxima o/.