Disclaimer: Naruto não me pertence, maoe.
Aviso: Desculpem, desculpem, desculpem. Eu esqueci completamente do Akamaru o.o. Ok, finjam que eu o botei preso lá na cela também, certo? E, novamente, perdoem-me.
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Rápidos, era o que precisavam ser
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Enquanto isso, em Suna...
Dois personagens:
O Kazekage e a Amiga.
Solitários, tristes e... em perigo.
Gaara passava, impacientemente, a mão pelo rosto. Algo o incomodava naquela manhã. Não recebera nenhuma mensagem do grupo que fora para a Nuvem e sentia que alguma coisa estava errada. Bem, ele não podia estar mais certo. Realmente merecia seu título como Kazekage. Interrompendo seus pensamentos, Kitsune abriu a porta de seu escritório, entrando rapidamente.
"Kazekage-sama. Você precisa sair daqui agora." Ela disse, enquanto pegava uns papéis na mesa de Gaara, que ia abrir a boca para falar, mas fora interrompido. "É um ataque. A maioria de nossos ninjas está invadindo aqui e matando quem for leal ao senhor."
"O quê? Por quê?" perguntou, arregalando os olhos, e xingando-se por ter fechado as janelas e não ter escutado um grito sequer. Ele realmente não sabia que aquela era a menor das preocupações.
"Ainda não sei direito, mas... provavelmente estão a mando do Conselho. Você precisa sair daqui. E rápido. Alguns ninjas, leais, estão tentando combatê-los, mas não temos muito tempo. Temari-sama e Kankurou-san se recusam a fugir também e estão lá embaixo, lutando também." Ela disse, séria – muito diferente de quando a encontramos antes de irmos para a Nuvem.
"E o que a faz pensar que fugirei? Eu sou o Kazekage, lembra-se? Eu deveria estar na linha de frente!" ele exclamou, tirando a roupa de Kage e ficando apenas com sua roupa normal – que estava por baixo.
Kitsune suspirou. "Eu sei. E eu aprovaria prontamente em outra ocasião. Mas esses ninjas estão aqui para matá-lo. Só atacam os outros porque eles intervêm. Eu queria estar lutando também, mas, como sua guarda pessoal, eu tenho que tirá-lo daqui. E rápido. Já enviei uma carta à Kage de Konoha, pedindo ajuda. Perdoe-me por fazer isso sem consultá-lo. Pegue todos os documentos que achar importante, e que não devem cair nas mãos do Conselho, e venha comigo, por favor. Como sua guarda, como sua amiga, eu peço para que fuja daqui." Disse, franzindo o cenho e o encarando firmemente.
Gaara suspirou. "Mas e meus irmãos?"
"Eu tentei convencê-los a vir, mas se recusaram e só disseram para que eu o levasse daqui e que eles iriam arranjar um jeito de sair dali também, se não conseguissem deter os ninjas. Kaze... Gaara. Por favor. Vamos."
Ele a encarou. Passou a mão pelo rosto dela, suavemente. "Vamos." E sorrateiramente saíram dali. Cada vez mais em perigo.
Uma expressão:
Travessa.
Do tipo de quem tem uma idéia.
"Certo, descobrimos que há uma traição. Beleza, e agora?" perguntou o Pinto Pequeno, arqueando uma sobrancelha. Se seus braços não estivessem presos, aposto que os cruzaria. "Ainda estamos presos aqui, sem poder fazer nada. E, cara, que fome!" revirei os olhos. De reclamão, bastava o Kouta.
"Acho que você está esquecendo um pequeno detalhe, Naruto-kun." Falei. "Somos ninjas, somos de Konoha, somos treinado e somos fortes. Só estamos aqui porque Kakashi-san quis evitar que algo pior ocorresse. Para eles, claro." Bem, ficar preso realmente piorava meu humor. Kiba olhou com raiva e surpresa para mim. Não posso culpá-lo, eu não sou a pessoa mais falante do grupo. Mas enfim.
"Mas nossas mãos estão presas, não podemos fazer nenhum jutsu." Naruto disse, franzindo o cenho.
"Então temos que pensar um jeito de nos soltarmos. Não deve ser tão difícil." Kurenai falou. Seu estado não era exatamente o melhor.
"E não é. Aposto que Kiba-kun sabe o que fazer, não é?" Kakashi falou, encarando o Inuzuka, com um leve sorriso. Fiz o mesmo e notei que o Cara de Cachorro tinha uma expressão travessa no rosto. Do tipo de quem tem uma idéia.
"Mas é claro." E assobiou, fazendo Akamaru, que até então estivera deitado no chão, quieto, se levantar. "Eles o subestimaram, achando que era um simples cachorrinho. Pura burrice. Vem cá, Akamaru." Chamou, no que o cachorro, mesmo com uma enorme bola de ferro presa à perna, atendeu prontamente, se aproximando quase sem nenhum esforço. "Eu poderia mandá-lo quebrar a corrente, mas se alguém viesse, e não fosse a hora de fugirmos, poderíamos criar algo maior, então... Akamaru, quero que comece a latir e só pare quando alguém vier aqui."
E o barulho começou. O latido desse cachorro realmente doía. Logo, alguém ao longe gritou para que ele calasse a boca, mas ele continuou. Até que a mesma pessoa que gritou aproximou-se da cela em que estavam e voltou a mandá-lo parar de latir. Akamaru continuou, mas ficou em pé nas grades, ficando da altura do homem. Por entre as barras de ferro, o homem bateu com um bastão de madeira em Akamaru, que grunhiu de dor. "Agora vê se cala essa boca." O cachorro afastou-se da grade, e o homem foi embora.
"Certo, e daí?" Sakura perguntou, com uma sobrancelha arqueada.
"Akamaru?" Kiba chamou, sorrindo. E, quando o cachorro arreganhou a boca, um molho de chaves revelou-se embaixo de sua língua. "Bem, acho que isso responde sua pergunta." Ninguém ali conseguiu evitar em sorrir.
Um susto:
Urgente.
Do tipo que vem preso na perna de uma águia.
Tsunade bebia calmamente o sakê que estava em sua xícara. O que me faz perguntar-me como ela continuar sóbria para coordenar uma vila. De qualquer forma, não pôde beber muito, pois seu momento de calmaria foi interrompido assim que Shizune adentrou, às pressas, em sua sala.
"Tsunade-sama! Acabou de chegar essa carta de Suna. Parecesse urgente, pois mandaram sua melhor águia. Ainda não sei do que se trata." Ela disse, enquanto corria até a mesa da Hokage e entregava-lhe a carta. Tsunade abriu-a, rapidamente, e passou os olhos pela carta, levantando as sobrancelhas a cada linha que lia. "E... e então?" Shizune perguntou, nervosa, imaginando o quão era terrível o conteúdo dela. Ela só não imaginara que seria tanto.
"Rápido, chame aqui os melhores ANBU's que estiverem disponíveis." Falou, ao terminar de ler. Tinha pressa.
"Mas... não vai responder a carta?" a outra perguntou, ainda mais nervosa.
"Não é necessário. O que o Kazekage e sua guarda precisam agora é de reforços, não papéis. Agora vá, corra!" E Shizune correu para fora. Tsunade suspirou, passando a mão pelos cabelos loiros. O que os outros estavam fazendo?
Uma necessidade:
Concentração.
E muita.
Senti-me incomodado com todos ali me encarando enquanto esperavam. Mas não podia ligar para isso agora. Tinha uma missão a cumprir. Mexi minhas mãos rapidamente em um jutsu – definitivamente, a Nuvem não era o melhor lugar para se prender um ninja – e um grande pergaminho em branco com um pincel enrolado nele apareceu. Sabe como é, para casos de emergência como esse.
Rapidamente, escrevi um pedido de orientação à Hokage – para saber se podíamos sair dali – e, em outra parte do pergaminho desenhei um pássaro, que logo saiu do pergaminho. Amarrei a mensagem em sua perna, no que, pelo seu tamanho, ele quase caiu. Mas era o único jeito, já que ele precisava ter o tamanho exato para passar pelo pequeno buraco que tinha ali.
Num segundo, ele era um pequeno passarinho lutando para chegar até o buraco da prisão. No outro, era uma grande águia voando silenciosamente pelo céu lá fora. Ajeitei-me no chão, com as mãos ainda permanentes no último selo usado. "Tomara que dê certo." Sakura comentou, mordendo o lábio inferior. Concordei levemente com a cabeça, fechando os olhos. "É melhor deixarmos ele se concentrar." Shino disse, para os outros. Agradeci mentalmente, já que agora estava tentando fazer isso mesmo.
Ficamos um pouco em silêncio enquanto eu ficava cada vez mais concentrado. "Vai demorar muito?" não consegui segurar um arquear de sobrancelha ao ouvir o Naruto perguntando. "Ahn, Naruto-kun, talvez seja melhor ficarmos em silêncio enquanto o Sai-kun se concentra." Quase, quase mesmo, não virei a cabeça para olhá-la. Mas, se fizesse isso, jogaria seu pedido por água abaixo. E, muito provavelmente, alguém já tinha feito o que eu estava pretendendo fazer.
Apreciei o silêncio que finalmente se instalara. Comecei a sentir de verdade o pássaro lá fora, guiando-o pelos melhores lugares para se chegar mais rápido em Konoha. Evidentemente, eu não precisava ficar assim tão concentrado em um jutsu como esse, mas eu estava enviando um desenho da Nuvem até Konoha. E precisava que fosse o mais rápido possível. Ou seja: concentração.
E muita.
Às vezes, ser da ANBU te torna foda. Com o perdão da palavra, claro.
Uma preocupação:
A de tudo dar tempo.
A de tudo dar certo.
Os dois ANBU's ali presentes tiraram suas máscaras. Tsunade os encarava, séria, enquanto segurava a ficha de ambos nas mãos. "Neji." falou, encarando o rapaz de longos cabelos negros e olhos perolados. "Misune." A garota de cabelos loiro-escuros e olhos castanhos. "Vocês foram os escolhidos por serem dois dos mais eficientes ANBUs. E, o principal, os mais rápidos. Cheguem a Suna em um dia e meio ou menos. Sem pausas ou com o mínimo delas. Aqui está o local onde terão que ir." Estendeu um papel. "Não sejam vistos. Suna está em polvorosa e serão rapidamente reconhecidos como reforços, mas não temos tempo para disfarces. Agora vão." E no segundo seguinte, sumiram.
Tsunade deixou-se desabar na cadeira. Apesar de ser tudo mais prático quando se tratava dos ANBU's, eram também tudo mais tenso. Eu sempre soube que ela adorava quando Naruto palpitava em suas ordens.
Algumas horas depois, Tsunade sobressaltou-se quando uma águia entrou rapidamente em sua sala, pousando em sua mesa. Estreitou os olhos ao notar que era feita de tinta. Minha tinta. Suspirou, aliviada, afinal só sabia que tínhamos partido para a Nuvem. Nada mais. Leu rapidamente meu resumo sobre tudo o que acontecera e o pedido para que nos dissesse o que fazer. Logo, começou a escrever a resposta. E amarrou-a na perna da águia.
Quando a águia saiu pela janela, sentiu a preocupação pesar sobre os ombros. A de tudo dar tempo. A de tudo dar certo.
Outros dois personagens:
O gênio sem liberdade.
A garota carente por dentro.
"Novamente juntos em uma missão, hã?" Misune disse por debaixo da máscara, enquanto ela e Neji pulavam no telhado da última casa e passavam correndo pelo portão de Konoha.
"Somos uma boa dupla em missões furtivas." Respondeu, sério. Passavam agora pelas árvores.
"Não apenas nisso, eu me arriscaria a dizer." Brincou, acelerando o passo. E, antes que ele pudesse falar qualquer coisa, continuou: "Só queria saber o que aconteceu em Suna dessa vez." comentou, franzindo o cenho.
"Saberemos assim que resgatarmos o Kazekage. O que precisa ser logo."
"Então sugiro acelerarmos ainda mais."
E o fizeram. Agora, as árvores eram apenas um borrão para eles. Corriam, corriam, corriam. Aceleravam, aceleravam, aceleravam. Agora, silenciosos. Rápidos. Principalmente rápidos. Porque tudo o que não tinham agora era tempo.
Tudo o que todos precisavam ser:
Rápidos. Rápidos. Rápidos.
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N/A: Ae, ae, ae! Partes tensas aparecendo! Caham. A fic finalmente está chegando onde eu quero que chegue. O romance voltará a tona no próximo cap. Prometo.
Enfim, super cansads agora.
Titia Murder ama vocês.
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