Disclaimer: Naruto não me pertence. Mimimi.
Aviso: Mals, Hee.
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Konoha, o objetivo
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Uma resposta:
A boa e velha fuga.
Senti ser segurado por Sakura quando oscilei levemente. A águia de tinta já havia desaparecido e agora Kakashi lia a resposta, sério. Levantei, um pouco ofegante e me recostei à parede, como os outros, esperando que o Vagabundo Pervertido dissesse as ordens da Hokage.
- Ela não explicou muito bem, mas parece que alguma coisa está acontecendo em Suna.
- Então o Kazekage foi mesmo traído? – Kurenai murmurou, expondo o que provavelmente estava na cabeça de todos.
- Não sei. Saberemos quando retornarmos, o que, segundo Tsunade, deve ser rápido. No momento em que nos prendeu, a Nuvem colocou em risco sua aliança com Konoha. A Hokage disse que deixássemos as questões diplomáticas para depois. O importante é voltarmos para Konoha e saber o que está havendo.
- Ou seja...? – Sakura perguntou, já ajeitando as luvas.
- Que um soco seu deve bastar para quebrarmos essa parede. – E o mesmo sorriso apareceu no rosto de todos.
Ia ser a boa e velha fuga, afinal.
Uma boa notícia:
Reforços.
O dia já amanhecia quando Misune e Neji avistaram Suna. Apesar de estarem molhados de suor, apressaram ainda mais o passo, bebendo água do cantil que levavam. Pode parecer muito, mas acredite quando eu digo que os ANBU são acostumados com coisas piores.
Neji ativou o Byakugan – poderzinho realmente útil, devo admitir – quando se aproximaram do portão e logo soube que não poderiam passar por ali se quisessem realmente resgatar o Kazekage. Os civis pareciam estar todos trancados nas casas e vários ninjas estavam guardando o portão. Mais ao longe, parecia haver um tumulto.
- Não sei exatamente o que está havendo, mas não é boa coisa. Uma guerra, talvez, mas acho que está acabando. Não podemos ir pelo portão principal. Acharão que mandaram Konoha para lutar. – O Hyuuga murmurou, desativando o Byakugan.
- Vamos rodear pela floresta. Segundo a Hokage, o lugar onde o Kazekage está parece ser no outro extremo da cidade. – Misune sugeriu, recuando para a floresta atrás dela.
- Isso vai levar mais tempo que pensamos.
- Não se formos rápidos. A floresta é um bom atalho e, contanto que não fiquemos na areia, não nos verão e evitaremos conflitos.
Neji assentiu e ambos começaram a correr pelas árvores, sempre de olho na cidade ao longe. O sol estava alto quando resolveram sair da floresta. O que, devo admitir, é muita coragem, visto que estavam no deserto com um sol nada piedoso. Correram, levantando areia.
Misune concluiu que realmente algo de muito importante deveria estar acontecendo na vila, pois não havia nenhuma vigilância daquele lado da cidade. E Suna era, em geral, uma vila bastante segura. Neji ativou o Byakugan novamente, vendo se era seguro abrir um modesto buraco na muralha que cercava a cidade. Quando se deu por convencido de que realmente deixaram aquela parte da vila deserta, afastou-se e deu um belo chute.
Um silêncio incômodo veio logo depois do barulho da parede se quebrando. Neji olhava ao redor com o Byakugan, mas só via pessoas temerosas dentro de suas casas. Pareciam com tanto medo, que nem notaram a entrada deles. Ou, talvez, barulhos daquele tipo já deviam estar acontecendo por ali.
Misune esgueirou-se pelas casas, tentando encontrar a garota que estaria com o Kazekage e o próprio. Tsunade não dera muitas explicações, só que estariam em alguma casa por ali. De repente, ouviu um barulho atrás de si e sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se, uma kunai na mão. Mas tudo o que viu foi uma garota de cabelos castanhos, que balançava negativamente a cabeça e mantinha um dedo sobre a boca, pedindo silêncio.
Um docinho para quem disse que era a Kitsune.
Neji, que até então tinha se esgueirado para o outro lado, logo avistou Misune com Kitsune e juntou-se a elas. Gaara os esperava do lado de fora de uma pequena casa, sério.
- Devo imaginar que esta seja a resposta de Tsunade. – Ele disse, baixo.
- Sim, Kazekage-sama. Os reforços chegaram.
A única coisa em mente:
Voltar para Konoha.
Depois de Hinata olhar ao redor com o Byakugan e confirmar que a prisão ficava um pouco isolada da vila, perto da floresta, e que os guardas estavam ali perto, jogando conversa fora, Sakura estralou os dedos. Em um estrondo, a parede caiu. E quando escutamos os gritos dos ninjas, já estávamos correndo em direção à floresta.
Subvilas são tão... inexperientes.
Corremos por um tempo pelas árvores, até pararmos em uma clareira somente para beber água em um riacho ali perto. Quando voltamos a pular, olhei de relance para Kurenai, que parecia bem pior e bem mais preocupada. Definitivamente, se eu estivesse grávido não viria a nenhuma missão.
- Será que... está tudo bem em Suna? – Ouvi Hinata, ao meu lado, perguntar.
Encarei-a um pouco surpreso, mas ao vê-la manter o olhar firme para frente, fiz o mesmo. Sua voz demonstrava preocupação, mas seus olhos de lua cheia estavam repletos de determinação.
- Provavelmente não. Mas Tsunade deve ter planejado alguma coisa para ao menos ajudar Gaara.
Kakashi, à frente, apressou o passo. Fizemos o mesmo.
- Acha que acontecerá uma guerra?
Perguntou-me, mas simplesmente não sabia o que responder. Só apressei o passo, sentindo o olhar dela sobre mim. Guerra é um assunto que envolve assuntos demais. Sentimentos demais. E eu ainda não sabia bem o que deveria sentir em relação a isso.
- Será que estão vindo atrás de nós? – Ouvi, ao meu lado, Naruto perguntar ao Cara de Cachorro.
- É bom que venham. Ainda não revidei nenhum soco que me deram. – Resmungou em resposta.
Revirei os olhos, mas o sorriso foi um pouco inevitável.
- Acho que não virão. – Shino murmurou, quando emparelhou conosco. – Pelo que entendi, algo está acontecendo em Suna. Nossa prisão foi somente para que ninguém interferisse lá.
- Então, de certa forma, Gaara estava um passo à frente ao designar um grupo experiente. – Sakura disse, um pouco atrás.
As coisas estavam começando a fazer sentido. Mas as respostas só teríamos quando voltássemos à Konoha.
Uma coisa boa no meio de tudo:
Novas pessoas. Novos vínculos.
O único som que quebrava o silêncio era o farfalhar das folhas, enquanto Neji, Misune, Kitsune e Gaara distanciavam-se cada vez mais de Suna. Kitsune, apesar de tensa como os outros com a situação, sentia-se levemente incomodada com o silêncio de todos. Ela não era muito de conseguir ficar calada por muito tempo. Aliás, tenho que lembrar de nunca estar perto quando ela e Naruto estiverem conversando. Ia ser informação demais...
- Hm, vocês não vão tirar as máscaras? – Não se contendo, Kitsune perguntou à Misune, que estava mais próxima.
- Bem, isso não nos foi solicitado, então não há necessidade de sermos reconhecidos. – Misune respondeu, dando de ombros. – Acho que vai ter que ficar para uma próxima. – E Kitsune gostou de imaginar um sorriso por debaixo da máscara.
- Estamos indo para Konoha, não? Talvez seja em breve.
Mas a conversa teve que parar por aí quando Neji olhou para trás, direto para o Kazekage.
- Tem uma clareira à frente, paramos?
- Não, preciso falar com Tsunade o mais rápido possível. E, para isso, temos que chegar à Konoha. – Gaara respondeu, sério.
- Muito bem, então. – E apressou o passo, forçando todos a fazerem o mesmo. – Kazekage? – Chamou, ainda encarando as árvores à sua frente. – Não acha que está na hora de contar o que anda acontecendo em Suna?
Gaara encarou a máscara, que lembrava um pássaro, do Ceguinho por alguns segundos antes de suspirar. Interpretem isso como "É, você é de confiança."
- Traição.
- Típico. – Misune murmurou, aproximando-se dos dois, sendo seguida por Kitsune. – Deixe-me adivinhar, foi aquele Conselho idiota?
- Não temos ainda toda a certeza, mas provavelmente foi. – A guarda-costas do Kazekage respondeu, de repente muito séria.
Neji encarou Kitsune por alguns instantes, como se desse conta da menina pela primeira vez. Franziu o cenho.
- Pelo fato de que tivemos sair apressados de Suna, acabei não me atentando a isso. Mas, Kazekage, ela é confiável?
- É minha guarda pessoal, apesar de na maior parte do tempo fingir ser uma simples assistente. – O ruivo falou, num tom um pouco defensivo que fez Misune rir levemente. Eu e ela temos uma mente aguçada, se é que entendem. – Acaba escutando muitas coisas, o que é de grande ajuda.
- Digamos que eu sempre acabo sabendo num segundo antes quando algum problema, geralmente fatal, vai chegar ao Kazekage-sama.
O Hyuuga assentiu, satisfeito. Provavelmente pensou "Ah, pelo menos não vamos ter o problema de esconder o corpo, caso tivéssemos que matá-la". Ou algo assim, nesse nível simpático.
Um silêncio mais amigável reinou, quando todos voltaram a se concentrar em chegarem o mais rápido em Suna. E, dessa vez, ninguém se sentiu incomodado. Querendo ou não, estavam correndo por aí com novos vínculos e não somente com estranhos.
Algo ao longe:
Os portões de Konoha.
Pela cara, todos estavam exaustos. Fora uma longa viagem de Suna para a Nuvem e, apesar da última ser relativamente perto de Konoha, mais essa viagem cansativa. Sem falar que fomos presos e estivemos na armadilha de um golpe político. Sabe como é, essas coisas pelo qual passamos todo dia.
Caía à noite e se qualquer um se atrevesse a piscar, provavelmente cairia no sono direto para o chão. Todos incrivelmente silenciosos. Olhei para o lado e Lua Cheia parecia ter acabado de falar alguma coisa com Sakura, mas bocejara e só continuou a pular por entre as árvores.
- Estamos perto. Assim que chegarmos à Konoha, poderão descansar. – Ouvi Kakashi dizer, enquanto corria na mata.
Hinata tentou arregalar os olhos, ao ouvir o Vagabundo, mas seus olhos estavam quase se fechando. Suspirei e me aproximei.
- Vem, eu te levo. – Murmurei, indicando com a cabeça minhas costas. Não sabia o que estava fazendo, nem dizendo. Mal tínhamos nos falado por conta de todos os repentinos acontecimentos. E eu ainda não a entendia direito, como pensava que entendia.
Resumindo, eu falei por puro instinto mesmo.
- O... o quê? – Ela falou, meio sonolenta. – Ah, não, não precisa, Sai-kun. Eu... eu estou... – Bocejou. -... bem.
- Nota-se. – Revirei os olhos. – Vem, eu te levo. Não estou cansado. – O que era uma puta mentira, com o perdão da palavra.
E ela realmente devia estar cansada, pois não tentou relutar mais. Paramos por um instante e ela desabou nas minhas costas, passando os braços ao redor do meu pescoço. Estremeci. Segurei suas pernas e voltei a correr. O olhar de Sakura sobre mim fez a minha pele extremamente pálida ficar parecida com um tomate. É, é, eu estava envergonhado. Mas Naruto, mesmo tentando disfarçar, olhava também.
A satisfação curou qualquer vergonha.
Senti algo quente em meu pescoço e percebi que era a respiração dela. Dormia. Fechei os olhos, sorrindo. Chamem-me de bobo. Passou-se um tempo assim, até que vimos algo ao longe.
Os portões de Konoha.
Um objetivo:
Konoha.
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N/A: ... Gzuis, eu consegui atualizar isso aqui. Viram? Demorou, mas veio. E com um gostinho de romance que vai voltar a preencher a boca de vocês de agora em diante. Tudo muito linds, tudo muito tenso. Espero que estejam gostando.
Aliás, eu estava relendo a fic e tals e cheguei à um fato: o prólogo é uma droga D:.
Mas enfim, espero que tenham gostado. Agradeço à beta mais apertável daqui, Abracadabra. E agradeço a vocês por lerem isso aqui.
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