Advertência: esse capítulo contém uma cena que pode ser desagradável para alguns leitores.
Bom, dei o aviso. Não me responsabilizo rs.
Capítulo 3 – Experiência Com Inocentes.
Faltava uma semana para, finalmente, voltar a Hogwarts. Ao mesmo tempo, porém, que estava ansioso contando as horas, estava desesperado para poder criar a Poção da Vida.
Queria fazer, testar e ver o que acontecia com seus próprios olhos.
Começou a seguir a receita anotada em seu pergaminho e fazer o que era mandado. Já estava há duas horas e tinha apenas feito um terço de tudo. Em um momento dizia que a poção, quando chegasse a metade, tinha que estar rosa clara, quase um salmão, mas a dele estava púrpura.
Tom bateu com sua colher no caldeirão e sentou irritado. Essa remessa estava completamente arruinada. Ali dizia, detalhadamente, que deveria estar perfeita ou não funcionaria.
Olhou pelo pequeno basculante que havia no porão e esgueirando-se para fora, jogou o conteúdo do caldeirão atrás de uma árvore. Ouviu um pio fraco e olhou para cima.
- Oi, Hel. – a coruja marrom com olhos amarelos e irritados, girou a cabeça para trás e olhou para ele. Parecia que haviam arrancado ela fora e colocado totalmente do avesso. – Você é realmente uma péssima companheira, sabia? Esse mês inteiro você passou aqui fora, sem nem ir ver se estou vivo. – A coruja voltou a olhar para frente, como que ignorando Tom, que sorriu. – Se eu não precisasse de você, a usaria como cobaia quando a Poção da Vida estivesse pronta. – a ave levantou voo e pousou em outra árvore. – Ei! Eu disse que não vou usá-la. Coruja idiota.
Voltou para dentro e olhou a grande receita que deveria começar novamente. Levaria a noite toda, mas ele não se importava. Só para chegar ao ponto ideal seriam necessários três dias. Tinha que conseguir. Sem falar que, os ingredientes só dariam para mais uma tentativa.
Recomeçou.
Passou a madrugada em claro, com fumaças saindo pela pequena janela e sua testa pingando. Vez ou outra seus olhos pareciam que iam fechar, mas ele se forçava a abrir. Não podia desistir.
O dia amanheceu e Tom, derrotado pelo cansaço, ressonava pesadamente ao lado de seu caldeirão borbulhante.
O som de passos nos andares de cima, anunciava que o orfanato inteiro já havia acordado. Quando a poeira, solta do teto do quarto, caiu no seu rosto, despertou assustado.
Olhou para dentro do caldeirão e conferiu no pergaminho. Estava perfeita! Tinha conseguido, com 12 anos de idade, criar uma das poções mais difíceis e perigosas que existiam. Agora era só esperar três dias.
Tom bocejou e, apesar da imensa vontade de se jogar na cama e dormir o dia inteiro, sentia fome. Duas coisas necessárias e complicadas de se ignorar: fome e sono.
Resolveria o problema com um e depois com outro.
De bom humor, subiu as escadas de dois em dois degraus e correu para o refeitório. Pegou sua bandeja e sentou na única mesa disponível. Ao passar por alguns alunos, alguns faziam caretas e comentários. Aquilo parecia ser normal e Tom não se importava.
Começou a comer e pensar em que usaria sua poção. Como testaria. Viu Carlinhos Stubbs sentado a uma longa distância olhando para ele assustado. Sorriu.
Tinha ouvido falar que ele ganhara um novo bichinho...um lindo gatinho persa. Seria divertido reviver os belos momentos dele com Carlinhos.
Seus pensamentos foram interrompidos por um menino que sentou-se no extremo oposto da mesa.
O garoto olhou-o rapidamente e voltou a concentrar-se em sua comida. Tom não o conhecia, então deveria ser novato ou não se sentaria ali com ele. Comeria até no chão, mas não se sentaria ali.
Após passada meia hora, um menino veio correndo.
- Oliver! Vem ver isso! – um menino moreno parou entre Tom e o novato que devia ser o dono do nome "Oliver". O garoto moreno olhou para Tom e torceu o nariz. – Nossa Riddle, você está fedendo! – e então, percebendo que não deveria estar falando com ele, afastou-se e olhou para Oliver. – O que você está fazendo com ele?
- Eu só estava dividindo a mesa. – respondeu em voz baixa.
- Da próxima vez coma em pé, mas não sente ao lado dele. – sussurrou, porém Tom ainda assim conseguiu compreender. – Agora vem cá! Lembra daquela árvore que a gente brincou ontem mesmo?
- Aham.
- Vem ver!
Os dois saíram correndo e Tom notou que várias pessoas também estavam indo ver. Curioso, foi em direção ao hall de entrada e seguiu em direção ao jardim.
Um aglomerado de pessoas estava em volta de uma árvore morta, com os galhos ressequidos, tronco podre e uma visão deplorável.
Era a mesma árvore que até ontem era grande, bela, vistosa. Enfim, um típico, poderoso e centenário carvalho. E também era mesma árvore onde Tom jogou sua Poção da Vida que falhou.
- Como é que uma árvore morre assim...da noite pro dia? E ainda no verão! – uma garota perguntou a sua amiga.
- Eu sei lá...coisa estranha.
A multidão continuou a comentar o quão estranho era isso, enquanto Tom se preparava para voltar ao seu quarto. Como podem achar algo tão ridículo, interessante?
Antes, porém, a senhorita Candle chegou.
- Que confusão é essa? Voltem lá pra dentro crianças! – a mulher viu a árvore e sua voz sumiu. – Como...? Como isso aconteceu?
- Não sabemos, senhorita Candle. – uma garotinha respondeu. – Quando acordamos já estava assim.
Os murmúrios e discussões voltaram, mas a senhorita Candle não os ouvia. Olhava diretamente para Tom com um ar acusador.
Caminhou até ele e sussurrou:
- Vamos para minha sala.
Tom seguiu-a o caminho inteiro sem nada falarem. A mulher só perguntou quando ambos estavam trancados em seu gabinete.
- Muito bem. Foi você?
- Não. – respondeu de pronto.
- Eu sei o que você é, Tom Riddle. Por isso não ouse me enganar. Foi você?
- Já disse que não. Se tem tanta certeza que fui eu, por que pergunta?
A diretora juntou a ponta dos dedos e o encarou no fundo dos olhos. Por um momento, ela pareceu a versão feminina e jovem de Dumbledore e Tom estremeceu. Mas logo em seguida retomou sua compostura e a encarou petulantemente.
Ela suspirou e indicou a porta.
- Pode ir.
Levantou-se e voltou para o lugar que mais ficava o verão inteiro. Deitou em sua cama e fechou os olhos.
Estava muito cansado e mesmo estando muito nervoso para a volta das aulas, dormiu profundamente.
Três dias se passaram. Tom aguardava sentado em uma cadeira, olhando para dentro de seu caldeirão.
Às onze da noite, ele parou de borbulhar. Com o coração disparado espalhando adrenalina por todo o seu corpo, Tom pegou o frasco de Bezoar Líquido para a última e decisiva parte da Poção. Era agora que saberia se tinha realmente feito tudo certo.
Destampou o vidro e jogou seu conteúdo no caldeirão. A poção tornou-se verde. Exatamente como dizia no pergaminho.
Sorriu animado e colocou em um novo frasco, um maior, e tampou-o. Colocou um casaco, apesar de estar calor, e escondeu o vidro no bolso esquerdo e um objeto brilhante no bolso direito.
Arrastou-se novamente pelo basculante apertado e saiu no jardim. Andou silenciosamente até onde ficava um cercado de animais. O mesmo lugar que havia ido para enforcar o pobre coelho de Carlinhos.
Procurou em volta, mas o gato não estava lá. É claro. Gatos não ficam parados no mesmo lugar a noite. Ou tinha ido passear, ou estava com o dono.
Tom suspirou contrariado e apanhou um biscoito que tinham deixado para um coelho, mas que pareceu não ter aprovado a refeição, e pôs em um dos bolsos.
Voltou para seu quarto, atravessou-o e abriu a porta sem deixá-la fazer barulho. Subiu as escadas e deu no primeiro andar: refeitório e salas de aula. Se não estava enganado, o dormitório de Carlinhos ficava no terceiro andar.
Como que pisando em ovos, chegou ao segundo patamar. Não havia nenhum som, mas precisava atravessar o corredor para subir mais um lance de escadas.
Quando chegou no meio do caminho, uma porta se abriu e Tom estacou. Uma menina saiu cambaleando e veio em sua direção. Tom pensou que tivesse sido descoberto e que a menina ia começar a gritar, mas então percebeu que ela estava de olhos fechados e passou por ele como se ele não existisse. Entrou no banheiro e a porta se fechou.
Devia ser sonâmbula. Suspirou aliviado e subiu as escadas para o terceiro andar.
Lembrava-se perfeitamente de Carlinhos chorando por seu coelho estar enforcado no estrado do teto e por isso sabia qual era o quarto. Abriu cuidadosamente a porta e viu.
Ali estava o gato, enroscado nas pernas do garoto. O bicho levantou a cabeça assim que o ouviu entrar e perscrutou-o com aqueles olhos verticais e brilhantes.
Tom abaixou-se e tirou do bolso o biscoito. O bichano saltou com graciosidade para o chão e Tom pegou-o no colo e entregou a comida.
Fechou a porta e desceu rapidamente as escadas.
- Bom gatinho... – sussurrou.
Saiu para o jardim e um pouco distante, para que ninguém o ouvisse, colocou o gato no chão. Tirou o objeto do bolso direito que brilhou contra a luz da lua. Era uma faca. Antes que descesse no pobre animalzinho, sorriu. Se algum trouxa o visse, acharia que era um tipo de seita...
- Isso vai doer mais no Carlinhos do que em você, se não der certo. Não sei se torço para funcionar ou não. – desceu a lâmina e o gato soltou um alto miado sofrido. O sangue manchou a grama e o gato olhava para ele com um triste olhar interrogador. Algo como "por que fez isso?".
Rapidamente, do bolso esquerdo, Tom retirou o frasco da Poção da Vida e colocou na boca enfraquecida do animal.
Parecia que nada tinha acontecido e Tom sentiu uma pontada de decepção, quando de repente, os tecidos cortados voltaram a se encontrar e parecia que Tom nunca o ferira.
O animal abriu os olhos e fugiu para longe dele.
Deu certo. Ele havia criado com louvor a Poção da Vida.
Uma poção que teria lhe servido inteiramente depois de uns anos, se algum de seus discípulos soubesse preparar.
Espero que não queiram me matar por causa do gatinho. Eu avisei lá em cima.
Eu amo animais e jamais faria mal a qualquer bichinho, mas o Tom já matou um coelho, então um gato não é nada para ele. E no final, tudo ficou bem rs.
Reviews:
BarbieProngs - Eu não te abandonei. Só andei bem desesperada rs. Vou betar o capítulo 16 hoje (como assim eu fui esquecer dele? O.O) e logo o 19. A fic que eu to escrevendo também ta parada a um tempão! Acho que um mês .
Obrigada ^^ Divina não é bem a palavra para o Tom rsrsrs mas espero que continue assim mesmo depois desse capítulo.
Calma que ele irá pesquisar sobre a família. Em breve...
Lyanna - Ahhh o que ele aprontará com eles não será agora. U.U Sinto muito ter deixado esse gostinho e não mostrar logo. Mas espero que continue gostando, porque ele vai aprontar com outras pessoas rsrsrs
Beijos e até semana que vem. Vamos ver se hoje volto a betar a fic da Barbie e escrever a minha U.U Quem sabe...?
