Capítulo 14 – Interrogatório.

Na manhã do último dia de convalescença, arrumou seus livros e roupas que seus "amigos" haviam levado para ele e começou a se retirar da enfermaria.

Até que ter coleguinhas era bom. Havia conseguido acompanhar a matéria perdida e isso era ótimo.

Quando estava para sair do quarto, Madame Mary surgiu, esbaforida.

- Onde o senhor pensa que vai?

- Achei que só tivesse que ficar dois dias. – respondeu chateado ao pensar que teria que ficar mais tempo deitado.

- Sim, mas EU tenho que dar alta. Não pode simplesmente sair. Tenho que ver se realmente está em condições.

- Ora, senhorita Mary. – sorriu aquele lindo sorriso que todos amavam. – Eu estou bem.

- Mas...

- Esse é o rostinho que mentiria para a senhorita? – à repetição da palavra "senhorita" e com o olhar simpático, Madame Mary sorriu também.

- Você é um amor, Riddle.

- Obrigado.

- Tudo bem, pode ir. Mas não esqueça de tomar o remédio. – entregou a ele uma garrafa. – Está escrito no rótulo o horário.

- Muitíssimo obrigado pelos cuidados. Agora tenho que ir, ou perderei mais aula.

- Que menino aplicado e adorável. – ele ouviu antes que se afastasse e a porta fechasse.

Andou em direção à Masmorra da Sonserina e subiu para seu dormitório. Colocou a garrafa na mesa ao lado de sua cama e sentou-se por um instante. Era bom estar de volta. Não estar limitado por uma enfermeira irritante que não o deixava fazer nada.

Depois de suspirar mais uma vez, guardou seu material e apanhou o que usaria na aula. Incluindo sua varinha. Aproveitou e deu mais uma olhada no pergaminho que falava sobre Obliviate.

Obliviate.

E se não só apagasse a memória de Scott, mas melhor: a alterasse para ser culpado do seu roubo? Mas não sabia fazer isso...teria que treinar. Mas em quem? Não podia ser em Tori, pois se destruísse seu cérebro jamais saberia sobre o medalhão e sua família.

Ele poderia destruir o cérebro de Scott...e não precisaria de prática para isso.

Mas da outra forma, ele mataria dois coelhos com uma cajadada só.

Sorriu ao pensar nesse ditado. Lembrou-se de Carlinhos e seu pobre e inocente coelho.

Pensaria no que faria depois. Agora precisava voltar ao mundo dos alunos. Ao mundo do estudo.


Chegou bem a tempo para a aula de seu professor menos dileto: Dumbledore.

Ele estava fechando a porta, quando Tom a segurou bruscamente. Dumbledore abriu de cara séria, mas sorriu ao vê-lo.

- Tom! Fico feliz em vê-lo bem. Achei que fosse ficar mais na enfermaria.

- Madame Mary me liberou. – falou olhando para o chão. Tentou soar simpático, mas nunca conseguia com ele. Procurou uma cadeira na frente, mas todas já estavam ocupadas. Suspirou irritado e foi sentar-se na última fileira.

- Hey, amigo. – Abraxas estava na fileira da frente. – Pensei que fosse sair só mais tarde. Por isso nem fui te ver.

- Acho que eu ia. Mas não quis ficar mais tempo lá.

- Muito bem, alunos. Silêncio, por favor. Vamos aprender hoje "obliviate". – Tom ergueu a cabeça surpreso. De jeito nenhum ele tinha tanta sorte assim!

Mal havia saído da enfermaria e seu problema já estaria resolvido!

Não pôde evitar dar um sorriso e se fosse um pouco mais humano, talvez fosse capaz de levantar e dar um beijo em Dumbledore. Mesmo que o odiasse.

- Alguém sabe o que é esse feitiço?

Tom, obviamente, ergueu sua mão.

- Sim, Tom?

- É um feitiço para apagar a memória de outra pessoa.

- Muito bem. Dez pontos para Sonserina. Mas como é algo perigoso, pois se usado da maneira errada pode causar sérios danos cerebrais, iremos treinar em ratos.

Novamente a mão de Tom foi ao ar.

- Sim?

- Mas...como em ratos? Eles têm...memórias?

- Sim. Toda criatura tem, Tom. Apesar do que pensa, os humanos não são assim tão especiais em tudo. – olhou gravemente em seus olhos e no momento de raiva, esqueceu de desviá-los.

- Mas como saberemos se deu certo, senhor? Pelo menos, que eu saiba, apenas os humanos falam. – sorriu de forma debochada.

- É verdade. – o professor não perdeu o bom humor. – Mas as características são iguais: olhos desfocados, alguns segundos de desorientação e esquecimento do que deveriam fazer. Ou seja: primeiro iremos treiná-los para fazer algo e depois usaremos o feitiço. Por exemplo, esses ratos – com um gesto da varinha, em cada mesa apareceu um aquário com um pequeno camundongo branco dentro. No aquário, havia um labirinto. Ele estava em uma ponta e na extremidade, um enorme queijo. – serão treinados para achar o queijo. Depois de umas...acho que é certo dizer, cinco tentativas, eles acharão facilmente o caminho. Então usaremos o feitiço e se der certo, eles baterão nas paredes, ficarão confusos e não acharão mais o caminho até que ensinemos novamente.

- E como vamos saber se afetamos sua memória totalmente e não só a recente? – Tom perguntou, dessa vez sem levantar o braço.

- Bem, - Dumbledore sorriu ainda mais. – se foi apenas sua memória recente, quando o ensinarmos novamente o caminho, ele reaprenderá. Se não, ficará impossibilitado pelo resto da vida de fazer algo assim.

- Hum...me parece ser um trabalho grande. Vai dar tempo de fazer tudo isso hoje? – novamente seu deboche saiu antes que pudesse disfarçar.

- Sorte nossa que temos dois deliciosos tempos e amanhã teremos mais uma aula! Então? Vamos começar?

A aula foi bem longa e um tanto quanto chata. Era muito monótono ficar ensinando um rato a achar o caminho do queijo. E depois fazer isso mais cinco vezes.

Quando finalmente chegou a hora de usar a varinha, Tom sentiu uma leve excitação. Apontou para o roedor e falou em voz baixa:

- Obliviate. Obliviate. – mas nada saía dela. Sentiu então uma presença atrás de si e viu que Dumbledore estava ao seu lado, prestando atenção no que fazia.

- Tente falar mais alto. Você ainda não sabe fazer feitiços sem dizer o nome, então é necessário que exponha com bastante clareza o que quer.

- É possível fazer isso? – perguntou admirado.

- Claro. Observe. – Dumbledore apanhou sua varinha. Era diferente. Longa e parecia ser absurdamente velha. Bastante gasta também. Mas se as varinhas são especiais para cada um, ela tinha sido apenas dele. Então... quantos anos Dumbledore devia ter? Antes que pudesse se prender muito nisso, uma luz saiu da ponta da varinha do professor e o rato começou a rodar confuso.

Tom arfou impressionado. E então, rapidamente sua surpresa se transformou em raiva. Mais uma coisa que Dumbledore era melhor do que ele. Quantas coisas será que ele sabia? Quanto tempo teria que estudar para superá-lo?

Forçou um sorriso para o homem, que saiu e foi ajudar outro aluno.

E ainda por cima teria que ensinar o rato mais cinco vezes...


Finalmente a aula tinha terminado e depois de sua primeira tentativa, Tom foi o aluno mais bem sucedido novamente.

A sineta tocou e ele começou a arrumar suas coisas. O aquário sumiu e Dumbledore abriu a porta para que todos pudessem sair calmamente para a próxima aula.

- Até amanhã. Para aqueles que conseguiram: parabéns. Para os que não, amanhã é uma nova oportunidade.

Todos começaram a se retirar. Abraxas já estava pronto e a espera de Tom. Quando os dois estavam saindo, Dumbledore pigarreou.

- Posso falar um minuto com você, Tom?

Ele olhou para o professor, depois para o colega e fez que sim na cabeça. Abraxas saiu e Tom voltou a sentar-se em uma das cadeiras da primeira fileira. Dumbledore fechou a porta.

- Como vai indo a cabeça?

- Bem. – respondeu. – Obrigado. – acrescentou.

- Greyback já foi devidamente punido. Não se preocupe.

- Não estou preocupado.

Dumbledore concordou com a cabeça e ficou em silêncio.

- Poderia dizer logo o que quer, senhor? Tenho aula de Poções.

Dumbledore o olhou profundamente por alguns segundos, Tom desviou e o professor sorriu.

- Tem visitado muito a biblioteca, Tom?

Engoliu a seco, mas respondeu tranquilamente.

- É o que mais faço. Prefiro a companhia de livros do que de pessoas.

- No entanto, vejo que arrumou amigos. Fico contente com isso. – como o garoto não respondia, continuou. – Madame Pince disse que você vai bastante à Sessão Restrita.

- Bem, eu...gosto de me aprofundar em alguns assuntos que fora da Sessão Reservada, não tem. – achava que aquilo não o ajudava e tentou consertar. – Quero dizer, me aprofundar em alguns assuntos.

- Foi lá que aprendeu a Maldição Cruciatus do ano passado? – Tom ergueu os olhos rapidamente e notou que o professor já não sorria mais.

- Foi. – achou que era melhor contar a verdade. – Mas achei por acidente. E essa questão já foi resolvida, não? Eu não tive culpa...eu não vou ser expulso, vou?

- Acalme-se, acalme-se. Foi só uma pergunta. Não vou te acusar de nada. Como entra naquela sessão, Tom?

- Tenho permissão.

- De quem?

Sabia que estava em uma enrascada. Tudo apontava para sua direção. Provavelmente Dumbledore sabia a resposta, mas queria ouvir dele. Uma confissão.

Aquela víbora sorridente...

- De um professor.

- Claro. Mas que professor, Tom? – seu olhar quase podia arder dentro dele. Tentou liberar seus pensamentos. Pensar em uma tela branca. Não podia deixar suas lembranças o traírem. Mas era quase impossível. Invariavelmente sua mente voava para a sala de Slughorn. O bezoar...

Não! Não podia pensar nisso. Nem no coelho de Carlinhos, nem em Scott...

Desviou novamente o olhar.

- Do professor Slughorn.

- Entendo. – ele se sentou atrás de sua mesa e juntou as pontas dos dedos na frente do rosto. – Sabia que o professor Slughorn foi roubado no semestre passado?

- Mesmo? – fingiu surpresa.

Sem olhar nos olhos. Sem olhar nos olhos.

- Mesmo. Sabe de algo que possa nos ajudar?

- Não, senhor.

Ele ficou mais um tempo em silêncio e depois se levantou.

- Entendo, entendo. Por favor, nos avise se souber de algo.

- Com toda a certeza, senhor.

- Ótimo. – ele abriu a porta. – Pode ir.

Tom se levantou e pegou suas coisas. Queria ir para o mais distante que pudesse dele. Antes que saísse, porém, ele falou novamente:

- Ah, Tom?

- Sim?

- Essa aula de hoje foi especialmente para você. – Tom o encarou confuso. – Não é porque você desvia o olhar que eu não possa saber o que pensa. Algumas palavras às vezes flutuam rapidamente e aleatoriamente. Como "obliviate" ou "bezoar".

Tom novamente engoliu a seco e fez que sim com a cabeça. Virou-se e foi para a aula de Poções.

Entrou na sala, ainda atordoado. Sentou-se novamente na última fileira, não sem antes ouvir Slughorn exclamar:

- Ah! Tom! Que bom que está melhor! Então irá na festa de amanhã, não é?

E mais essa.

Como se já não tivesse coisas demais para se preocupar.


Olá! \o.

Espero que estejam gostando da fic apesar dos meus rolos e sumiços de vez em quando rs.

Finalmente entrei no Pottermore e to viciada *.* Faculdade? pfff vamos ficar rodando por Hogwarts! rs

Fui devidamente selecionada para a Sonserina! Ha! Sou OFICIALMENTE uma sonserina! To tão feliz \o.

Bem, vamos aos reviews atrasados:

MarjorieLouizeStark - Tom e Hermione? Por que fazem isso? Que bizarro rs
Fico, sinceramente, muito feliz com seus elogios e que você tenha lido outras fics e gostado também. Eu to em um momento bem pouco criativo, então quem sabe isso não me anime a escrever mais?
Eu também adoro esse ator. Ele é demais e sou completamente APAIXONADA por Senhor dos Anéis. Viciada mesmo. Às vezes me pergunto o que ocupa o primeiro lugar no meu coração: Harry Potter ou Senhor dos Anéis rs.
Eu não ligo muito pro Rob não e sinceramente não sei porque todos amam a Dany. Eu acho as partes dela as mais chatas .
Adoro a Sansa e o Jon.
Ainda não tive tempo de ler a continuação dos livros, mas to acompanhando a série. Ta muito boa!
Ahhhh eu também queria ter um cachorro husky siberiano p/ chamar de Nymeria! E um macho p/ chamar de Sirius Black rsrsrs
Pode escrever um testamento! Não me importo! Adoro reviews gigantes ^^

SeraphValkyrie - Rsrsrs não tem problema. Sei que você não me abandonou rs
Mandar o Riddle pro inferno e usar o Gaunt? Mas aí não formaria "I am Lord Voldemort" rsrsrs lembra?
A tendência do Tom é piorar mesmo U.U garoto dissimulado.
Até o próximo (ou não rs).

Ahsoka's Padawan - Eu gosto do Greuback, afinal é o único lobisomem (além do maravilhoso Remus) que aparece no livro. No filme dão tão pouco destaque a ele...

LadyProngs24 - Review 1: Tudo bem. Também sou super preguiçosa ^^
Também não sinto uma boa energia vindo da Erin rsrs
O Dumbledore sabe, como deu p/ ver nesse capítulo, mas ele não tem provas contra ele. Todos adoram o Tom. Ninguém vai acreditar que esse belo menino, dedicado e estudioso, seria o puro mal com cara de cobra do futuro rs.

Review 2: Verdade, né? rsrs Greyback pode se vangloriar rsrsrsrsrs mas eu que não teria um pensamento desse perto do Voldie. Ele é poderoso e lê mentes... não ficaria feliz.

Beijos, pessoal! E deixem seus nicknames do Pottermore aqui para eu adicionar vocês como meus amiguinhos \o/