Capítulo 16 – Jantar à Luz de Paul.

Havia encontrado o diário de Salazar Slytherin. Seu antepassado. Quais as chances de isso acontecer?

Segurou um sorriso. Não iria discutir com o destino agora. Ainda mais quando tudo estava a seu favor.

E ainda por cima, contando que havia escondido, em algum lugar do Castelo, um segredo que guardava um enorme poder!

Tinha que encontrar essa tal Câmara. Precisava.

Ficou pensativo durante mais alguns minutos quando ouviu barulho de passos descendo as escadas. Abraxas, coçando os olhos, parou ao seu lado e o observou surpreso.

- O que está fazendo aqui? Você não dormiu?

Só depois que ele perguntou, sentiu um enorme cansaço e o sono fez suas pálpebras caírem.

- Que horas são? Já está na hora de acordar? – perguntou.

- Não. Preciso ir ao banheiro. São cinco da manhã. – ele seguiu para a direita e abriu uma porta.

Tom então notou que o diário ainda estava aberto no seu colo. Rapidamente o fechou e levou para cima. Mais ninguém poderia encontrar aquilo.

Escondeu de baixo de seu colchão – depois guardaria em sua caixa – e com a mesma roupa que vestia, deitou na cama para descansar um pouco.

Quando sua mente parou de funcionar de forma frenética, Tom adormeceu.


Acordou com Abraxas o sacudindo. Parecia que havia fechado os olhos por apenas alguns minutos.

Forçou-se a abri-los e resmungou:

- O que é?

- Hora da aula. Voltei agora do café da manhã. Nem vai dar tempo para você.

- Hum... – Tom respirou fundo e se forçou a levantar. Sua cabeça parecia pesar toneladas e a cama estava tão aconchegante...

Foi até o banheiro, jogou água no rosto para despertar e tomou um banho gelado. Isso o animou um pouco. Vestiu seu uniforme e correu para a aula.

No caminho, encontrou mais uma vez o professor de Poções, para lembrá-lo da festa. Como conseguiria se aguentar em pé?

Suspirou e foi para seu primeiro tempo.

A aula de feitiços de Dumbledore foi igual a do dia anterior. O lado bom foi que o ajudou a aprimorar o feitiço do esquecimento. Mas estava em dúvida se aquilo o ajudaria também no feitiço de inserir um pensamento inexistente em alguém. Será que era o mesmo princípio? Treinando um, ajudaria o outro... talvez. Esperava que sim, porque era muito bom em Obliviate.

O dia passou de forma lenta e quando finalmente se dirigiu ao Salão para sua primeira refeição do dia, seu estômago estava desesperadamente dolorido.

Quando começou a comer, Abraxas sorriu:

- Falou tanto de mim...está comendo que nem um boi!

- Não tomei café.

- É verdade.

Estava terminando, quando Robert deu um tapa em suas costas e sentou-se ao seu lado.

- Como vai, Riddle? Está com olheiras horríveis!

- Não dormi essa noite.

- Hum...espero que hoje seja diferente, pois amanhã teremos nosso primeiro treino de quadribol. Não pode faltar.

- Ótimo. – falou cansado. Robert levantou-se e voltou para seu grupo do sétimo ano. Tom observou seus movimentos e pelo canto dos olhos, sentiu que alguém o encarava.

Procurou pelo salão, até que viu a cabecinha de Scott, com seus olhos fulminantes o encarando insistentemente.

Tom apertou os olhos e retribuiu o desafio. Logo ele teria seu castigo por ameaçá-lo. Ninguém ficaria no caminho de Tom Riddle.


Tom estava andando pelo corredor escuro à noite. Estava louco para dormir, mas precisava realizar seu dever social. Estava tudo bastante silencioso, mas à medida que ia se aproximando de uma sala no fim do corredor, um som de música e uma fresta de luz saíam de uma porta à esquerda.

Quando parou em frente a ela, respirou fundo e bateu. Slughorn, sorridente, atendeu e deu uma bela gargalhada.

- Riddle, meu rapaz! Que bom que veio.

- Eu não perderia sua festa, professor. Ah, aqui. – ele tirou de dentro do bolso um saco de abacaxis cristalizados e entregou ao homem. – Me contaram na cozinha que são seus preferidos. É para agradecer ao seu convite.

- Há há! É por isso que você é meu preferido. – piscou para ele e abriu mais ainda a porta. – Entre! Guardei um lugar especial para você ao meu lado. Venha, meu rapaz.

Guiou-o até a ponta da mesa e sentou-se no extremo. A cadeira à direita era reservada para Tom.

Tom olhou em volta e reconheceu algumas pessoas que haviam estado nesse mesmo lugar no ano passado, como por exemplo Avery e Coline, a menina que por algum motivo que desconhecia, o perseguia. Até Moody estava ali. Por sua atitude na outra reunião, achava que Slughorn não o chamaria mais, porém parecia que sua sede em ter alunos famosos por perto, era maior do que seu desgosto por eles.

Quando olhou para Coline ela sorriu de forma agradável, mas voltou a atenção para seu prato, lotado de pernil.

- Oi, Tom. – ouviu uma voz conhecida e viu Erin à sua frente. Não havia notado a presença dela antes.

- Oi. – ele respondeu sem jeito.

- Ah! Já se conhecem, não é? É claro! A irmã gêmea dela é da sua turma. Chamei-a também, mas parece que estava indisposta. – deu de ombros. – A senhorita Knight vem de uma família muito importante! Além de todos serem bruxos, são parentes de Henrique VIII! Toda sua linhagem é da realeza.

- Ora, Horácio. – ela falou de forma simpática. – Não precisa me expor assim...sabe que sou tímida. – Slughorn ficou tão rubro que quase que seus bigodes o acompanharam na vermelhidão. – Mas realmente nossa família é bem conhecida. A rainha Elizabeth é minha parente distante e bruxa também. É claro. Nunca houve um Knight trouxa.

- Sempre amável! E você Scott?

Tom sentiu que todo o seu corpo se retesou e a cor sumiu do seu rosto. Esperava que ninguém tivesse notado isso.

Finalmente se forçou a virar a cabeça na direção que Slughorn olhava. Daniel Scott o encarava novamente.

- É um rapaz muito inteligente! Seria uma enorme competição para você Tom! – Slughorn virou-se para Tom, que fechou o semblante com a comparação.

- Na verdade, vim do mesmo orfanato que Tom. – todos ficaram em silêncio. – Ele era bastante...famoso lá.

- Ora, sua fama já era desde lá? – Slughorn perguntou admirado. Tom desejou que já tivesse enfeitiçado Scott e apagado toda sua memória.

- Com toda a certeza. Mas era uma fama diferente da que ele tem aqui... – ele ia contar. Ia contar...

- Mas fale mais de você! Do Tom já sabemos bastante.

- Sempre soube que minha mãe era trouxa e meu pai bruxo. Seu nome era Paul Scott. – de repente, todos começaram a cochichar e Slughorn assobiou.

- Paul Scott? Seu pai era Paul Scott?

- Sim. – ele respondeu sem entender. Pelo jeito não sabia exatamente quem seu pai era. Tom também não entendeu o motivo do alvoroço.

- Paul Scott foi um dos maiores músicos bruxos dos anos 60! Eu sou fã dele! Tenho todos os seus discos e até uma blusa autografada, do show que fui em 1968. Ah...o Festival de Wandstock . Nunca esquecerei esse dia. Um ano depois os trouxas surgiram com uma imitação barata chamada de Woodstock. Hunf...

- Eu...eu não sabia disso. – Scott falou admirado. – Eu sabia que ele era músico e bruxo, mas não um sucesso.

- Sucesso? Ele foi épico! Pena que morreu naquele acidente trágico de vassoura. É o que eu sempre digo, alunos: nunca misturem wisky de fogo com bebidas trouxas. É algo literalmente explosivo! – falou com ar sério. Mas então voltou a sorrir e exclamou ainda sem acreditar: - Eu deveria ter desconfiado pelo seu sobrenome!

Tom rangeu os dentes irritado. Como aquele ser inferior podia ser mais famoso que ele? Agora todos iriam esquecer dele. Scott tinha seus mesmos elementos e adicionais! Era órfão como ele, – algo que já incitava admiração de quase todos – inteligente e ainda por cima de família famosa!

Mas então lembrou do diário e se sentiu um pouco melhor.

Quem era Paul Scott se comparado ao grande fundador de Hogwarts e da Casa Sonserina, Salazar Slytherin? Tom era talvez seu único parente vivo – se Marvolo já não tivesse morrido.

Ainda não estava pronto para compartilhar sua genética com os outros, mas em breve ninguém mais lembraria de Daniel Scott.

Ainda mais quando ele fosse culpado de roubo...

Slughorn logo esqueceria do seu novo queridinho quando descobrisse o que fez. Ou o que achariam que ele fez.


Hey, people.

Gostaram deste último capítulo? Bom, para aqueles que não sabem (apesar de eu já ter escrito sobre isso mil vezes rs) eu sou louca por Beatles e principalmente Paul McCartney. Então é claro que o nome "Paul Scott", um grande músico dos anos 60, não foi uma coincidência rsrsrs

Na verdade, vários nomes que escolho aqui têm a ver com Beatles (Eleanor - "Eleanor Rigby" -, Robert - "Doctor Robert" - e nas outras fics também têm, como a Joan de Revolução de 77 - aparece na música "Maxwell's Silver Hammer" rs).

E espero que tenham gostado de Wandstock rsrsrs ela com certeza foi mil vezes melhor que a famosa Woodstock \o. Bruxos fazem tudo melhor ;D

Reviews:

SeraphValkyrie - Ahhh ele vai aprontar muuuuito rs pode deixar!
Eu não gosto da Dany não... ela é chatinha rs Quase todo mundo que lê Guerra dos Tronos gosta dela, mas eu simplesmente não consigo gostar.
O Gelo e Fogo acho que fazem alusão a duas coisas: pelo que parece, nessa terra só há duas estações Inverno, que é extremamente frio e terrível (gelo) e Verão (fogo), mas acho que também pode ter a ver com a luta entre o pessoal Stark que sempre são comparados ao frio do inverno, por causa de sua personalidade e do local que vieram, Winterfell (winter = inverno; fell = caiu), com os Lannisters que vivem no sul, onde é verão, e tudo neles é bastante amarelo O.o (cabelo, armadura dourada e essas coisas) que dá uma ideia de fogo.
Bom, essa é a minha análise. Até agora só li o primeiro livro e parei de ver, temporariamente, a série. Então posso estar completamente errada rs.
Ah! Sobre Pottermore: já te aceitei ^^ fiz poção sim e não sei direito como duelar... . você simplesmente clica p/ duelar com alguém, faz a sua parte e espera que a outra pessoa, quando entrar, faça também? É isso?
Também espero não desistir. Também quero ver o desfecho da vida dele que ainda vou criar rsrsrs

MarjorieLouizeStark - Claro que gostei! Pode mandar reviews enormes sempre que quiser.
Desistiu de Pottermore? Por que?
Sim! Sou muito viciada em LOTR *.* ainda não consegui me viciar muito em Guerra dos Tronos, porque não to tendo tempo de ler os outros livros (faculdade de literatura dá nisso rs).
Desculpa te decepcionar, mas a Sansa não é gostável rsrsrsrs É tão irritante que às vezes tenho vontade de enforcá-la ¬¬
Tadinho do Jon! Socá-lo por que?

Beijos, pessoal.

PS: Ah! Como assim o segundo livro do Harry Potter só vai ser desbloqueado no Pottermore em janeiro? E até lá vou ficar fazendo o que? Poções e duelando? ¬¬ Só isso?