Harry Potter não é meu.

Nota1 : Essa fic é uma UA sem magia e tals. Lilith (mas hein) é amiga de infância dos Marotos e tals. Só deve mudar isso. É um plot muito simples e adorável. A fic é presente de Amigo Secreto da JL e é para a Morgana Potter Lupin/Morgana Elvendork - qual seu nick agora, menine?

Nota 2: Todo o amor do muito a doce Swiit Dawn, minha esposa, que me deu uma das melhores fics do mundo e paralela a Os Garotos de Lily:A quase garota de James (http: / www. fanfiction. net / s / 6934633) , leiam que é fic das boas e com todo o amor do mundo *abraça*

Enfim, mais pessoas estão favoritando sem comentar e eu estou quase separando elas e mandam MP mal-educada. Não sou tão educada pessoas, então se quiserem favoritar por favor comentem!

E vocês me mimam com tantas reviews, pessoas. Que lindas vocês. (L)

Comentários sem login:

Sam: Atualizações de aproximadamente uma semana. O suficiente para quem acompanha ler. Obrigada por ler. Aqui está o capítulo. Beijos!

Sassah Potter: Hey. Obrigada. Quem já teve relação com um melhor amigo quase irmão sabe que o início é horrível, porque, né. Obrigada por ler. Aqui está o capítulo. Beijos!

Abby: Muita coisa acontecerá. Tenha certeza. Obrigada por ler! Beijos!

Ju: Nossa! Me senti especial, agora (sou meio megalomaníaca, releve), muito obrigada por ler. Aqui está o capítulo. Beijos!

Capítulo 4

Então, ali estava eu fotografando a cidade de Calais como se nunca tivesse cruzado o Canal da Mancha na vida. O que, infelizmente, era verdade. Eu nunca tinha ido à França – sim, eu sou uma inglesa bairrista.

Senti mãos nos meus ombros, que me abraçaram por trás, apoiando o queixo na minha cabeça. Respirou pesadamente e me aninhou nos braços dele.

- Calais é muito bonita ao pôr-do-sol. – comentou e me beijou na bochecha.

- Concordo. – comentei me soltando para me virar e tirar uma foto dele.

Então, ele pegou a minha câmera fotográfica e tirou uma foto minha. Eu ri e ele me pediu para que eu me virasse para o sentido contrário à luz. Eu fiquei e mal tive tempo de posar pra foto. Já estava sendo erguida por Sirius, Remus e Peter. Como um peixe.

- Meninos! – exclamei numa gargalhada.

- Essa foto vai ficar linda! – James comentou, enquanto eu era depositada no chão.

- Se você gosta de foto de pessoas como peixes. – retruquei e recebi um beijo estalado na bochecha de Sirius. – Para, Sirius!

Ele riu e se afastou com um sorriso sacana chamando os outros para comprarem alguma coisa que eles não iam comprar no fim. Peter revirou os olhos, mas o seguiu. Remus comentou que queria tirar uma foto de uma estátua famosa e saiu de perto.

- Então... – ele começou e eu o observei com um sorriso de apoio. – nós...

Ah não, eu sabia que tinha feito merda ao beijá-lo, mas no momento pareceu tão certo. Não era como se o fato de já termos nos beijado fosse influenciar em nossa amizade, mas eu acho que eu corria um risco de me apaixonar e nem eu nem James teríamos capacidade para termos um relacionamento estável.

E eu preferia acabar com aquilo naquele instante que perder a amizade dele.

- Precisamos evitar que Sirius gaste todo o nosso fundo de reserva com alguma coisa irrelevante. Você sabe que Sirius nunca teve problemas em gastar. – eu disse e o puxei pela mão.

- Você não pode fugir para sempre dessa conversa. – ele comentou se deixando guiar.

- Fugir de uma conversa sobre como o Sirius é consumista? – perguntei divertida e ouvi como resposta ele bufar. – Nossa amizade é preciosa demais para perdê-la. E isso é tudo.

- Você me beija e diz isso... – ele comentou com um riso nervoso. – Está abusando do meu corpo?

- Lógico. Estou usando você para sexo, James. – eu respondi divertida enquanto procurava por Sirius.

- Não, Lily. Você pretende me usar para sexo. Eu sou difícil demais para cair no seu charme. – ele comentou com um meio sorriso no rosto. Eu ri e encontrei Sirius enquanto ele comprava alguns lanchinhos para que pudéssemos viajar com alguma comida.

Por mais que o tivéssemos convencido que era melhor comer no carro do que sair dele para comer quando sentíssemos fome na estrada, ele continuava indignado e comentando eventualmente que íamos lavar o carro dele.

- Cadê o Peter? – perguntei quando percebi que só Sirius estava ali. Sirius deu de ombros, enquanto pagava o que comprara.

- Acho que foi comprar um postal pra mãe dele. Sabe que foi a condição da mãe dele para ele poder vir. – ele me respondeu num tom levemente frio.

A mãe de Pete era uma senhora viúva que só pensava no filho, mas que não era tão maluca a ponto de não permitir que o filho não tivesse uma vida. Era aquele tipo de mãe protetora que se orgulhava ao ver o filho voar com as próprias asas.

E era meio óbvio que Sirius daria tudo o que possuía para possuir uma mãe preocupada para mandar postais. A mãe dele não possuía um instinto maternal, sabe. Não que nós soubéssemos, pelo menos.

- Acho que na próxima parada eu mando um postal para a minha. Para ela saber que eu não fui molestada por vocês e abandonada no meio de uma plantação de tulipas. – disse e eles riram divertidos.

- Ela não tirou da cabeça que nós somos tarados? – James perguntou, enquanto procurávamos por Peter.

- Ela disse que conseguiria aceitar que eu enrolasse dois homens, porque uma dama pode estar confusa "Entre dois amores", mas que quatro era errado. – eu comentei e eles gargalharam.

Sirius passou o braço pelos meus ombros e me puxou para si. James bufou e caminhou do meu lado. Enquanto caminhávamos por ali, eu percebi os olhares interessados que as mulheres lançavam aos dois. Odeio quando as mulheres do mundo começam a cobiçar o que me pertence. Bem, de um jeito amigável, mas me pertence.

Interpreto que se eles me chamam quando têm problemas, eles me pertencem.

- Ah, olha ali o Pete! - disse os puxando pelas mãos. Não se deixa homens para trás, principalmente se eles são atraentes e têm a tendência de se meter em encrencas.

Peter estava conversando alegremente com uma garota morena absurdamente bonita. E a francesa estava muito afim do Peter. Tanto afim que eu me senti constrangida, quero dizer, as mulheres não percebem que eles são meus garotos? Ao me ver, Peter se despediu com um sorriso simpático e veio em nossa direção.

- Quem era ela, Pete? - perguntei e ouvi tanto Sirius quanto James rirem. Como se eu tivesse soado como uma esposa irritada. Ou alguma coisa parecida.

- Ah, uma tal de Simone de não-sei-o-quê. - ele me respondeu e eu não pude deixar de rir. Peter demora para gravar nomes das pessoas, não importa se elas são bonitas ou não.

- Nem pra saber o nome dela? - Sirius perguntou enquanto ria. - Ela era bonita e estava interessada em você.

- Tanto faz. Amanhã, eu vou estar em outro lugar, mesmo. - Peter deu de ombros e fomos andando até a tal estátua que Remus tanto queria ver.

X

Eu estava tentando me ajeitar no banco da frente e cochilar enquanto Sirius roncava sonoramente atrás de mim, Remus babava no ombro de Peter que balbuciava alguma coisa sobre comerem o muffin dele.

James dirigia em silêncio. E aquilo me incomodava muito.

- Quer conversar? - perguntei e percebi que ele abria um sorriso.

- Sobre o que conversaríamos? - perguntou desviando levemente o olhar para mim. - Vai dormir, Lily. Se não não vai acordar amanhã.

- Dormir num carro? - perguntei e ele riu. - Não é muito a minha, James.

- Você que quis conhecer Barcelona assim que chegamos em Paris. Poxa Lily, mal deu tempo de ver o Remus surtar com a beleza da cidade-luz ou comermos alguma coisa ou, sei lá, tomarmos banho! - ele disse, dando de ombros.

- A culpa é minha?

- Não é culpa, mas não tínhamos planos para ir até Barcelona. Agora temos.

- Não queria falar sobre isso, na verdade.

- Sobre o que, então? - ele perguntou e eu senti vontade de me enfiar debaixo do meu banco – absurdamente desconfortável – e fingir que não estava ali.

- Não sei. - respondi sincera e ele estendeu uma das mãos dele e pegou a minha. - O que... Aconteceu conosco? Éramos bons como amigos. Só amigos.

- Ainda somos amigos, Lily. Nunca mudou nada.

- Eu me sinto incestuosa, sabe? Você é praticamente meu irmão! - comentei e ele riu.

- Não poderia ser seu irmão, Lily. Nem que eu quisesse.

- Discutindo a relação? - ouvi a voz sonolenta de Remus.

- Você não devia estar dormindo? - perguntou James e Remus riu.

- E perder você e a Lily assumirem que querem se pegar? Prefiro ficar com sono depois. - ele comentou, enquanto tentava esticar as pernas. - Lily, nunca mais nos faça mudar os planos para conhecer Barcelona, ou eu te esgano.

- É que eu precisava conhecer o lar do Barcelona. - disse em minha defesa e Remus riu.

- Você sabe que há alguma coisa de diferente numa mulher quando ela se importa com estádios do que com a arquitetura da cidade. - ele comentou e James me encarou, confuso.

- Futebol. - eu disse e ele revirou os olhos. A família dele não achava que futebol fosse um esporte digno. Preferiam coisas elitistas como críquete ou sei lá o quê.

- Podia ser pior. Podia ser rugby. - ele comentou e eu me incomodei. Odiava quando eles falam mal dos meus esportes favoritos por serem brutos e não-femininos. Eles queriam que eu gostasse de crochê e tricô?

- Você não durava um dia na minha família, James. - disse e ele se empertigou no banco do motorista. Remus riu.

- A garota tem razão, James. Você não conhece muito de futebol ou rugby. - Remus disse, enquanto, empurrava Sirius que queria se encostar no ombro dele. - Lily, eu te odeio.

- Eu não entendo o motivo dela querer conhecer Barcelona, por conta do time de futebol Barcelona! Quero dizer, você já não nos forçou ir até o OldTrafford e, ao invés de assistir o jogo como uma dama, ficou gritando com o técnico. Ele nem te ouviu, Lily!

- Eu não sou uma dama? - perguntei com raiva. - Eu pelo menos sei a regra do Impedimento!

- Ninguém impede ninguém num jogo de futebol, Lily. - ao me ouvir bufar e Remus rir, completou. - Impede?

Revirei os olhos e ignorei James. Como assim um rapaz de dezoito anos não entendia de futebol? Dorea e Charlus eram de idade e eu até entendo que James não tenha desenvolvido interesse na infância, mas ele me conhece desde os sete anos e eu sou maluca por futebol desde o útero!

Eu não podia me envolver com um cara que não entendesse de futebol e não compreendesse a minha necessidade de assistir os jogos em estádios, chorar vendo jogo, destruir minhas unhas e, no fim, acompanhar tabelas de classificação e análises pós-jogo.

Meu pai sempre quis um filho e Petúnia sempre achou futebol pavoroso e Rugby esporte de bárbaros. Eu via a beleza da coisa. Amava assistir os jogos com meus pais e chorar quando o time que estávamos torcendo perdia (nem sempre eram nossos times do coração). Eu amava aquilo como tudo o que eu fazia com meu pai.

- Barcelona é linda, pelo menos. - James comentou depois de um tempo com as bochechas coradas. Ele se sentia envergonhado por não conhecer de futebol. Eu entendia em partes, o que ele sabia de futebol é que tinha onze jogadores de cada lado, uma bola e que quando a bola passava as traves era gol.

O suficiente para compreender parte do jogo, mas não o bastante para apreciá-lo.

Observando James eu murmurei um "Boa Noite".

O sono me pegou segundos depois.

E que viesse Barcelona!

Nota 3: Sou fanática por futebol e tenho alguma noção de Rugby (bem pouca porque não é um esporte muito comum de se praticar no Brasil, por mais que um dos meus melhores amigos jogue). Como dá para perceber (ou não, não sei se vocês acompanham futebol), a Lily é Manchester United desde criancinha e queria conhecer o lar do Barça. E o James não entende praticamente nada de futebol, crianças.

Não favoritem sem comentar.

Beijos,

Misa Black – O TUNGSTÊNIO