Nota 1: Presente para Morgana Elvendork de amigo secreto.
Nota 2: Bem, algumas pessoas chutaram o ano de nascimento da Lily e o ano que eles estão. Bem, eu quando eu comecei a escrever a fic, eu queria que a fic se passasse no final dos anos noventa (e uma parte passa, ou seja, o primeiro capítulo). Enfim, aqui a Lily nasceu em 1983, e a explicação é um pouco longa, então em resumo o ano foi escolhido porque o Manchester só ganhou alguma coisa nesse ano). Logo, ela narra o que aconteceu no ano de 2001.
O fato da Lily mostrar uma foto do Romário no museu é porque ele é considerado um dos melhores jogadores do Barça (saiu de lá, se não me engano no ano de 95).
O que pode parecer um erro: A Lily está em 2001 e nesse ano o Barcelona ainda não patrocinava a Unicef (ele começou em 2006), porém, a fic está no passado e digamos que seja a Lily de 2011 narrando o acontecido em 2001. É. Confuso, eu sei.
Muito obrigada pelas reviews lindas e adoráveis que eu recebi. Sério.
Reviews sem login:
Sassah Potter: Bem, a Lily vai vendo bem aos poucos o que todos nós sabemos. E a guia quase botou todos eles para fora do museu do time, menos o Remus. Obrigada por ler. Beijos.
Srta Mai: Nossa, obrigada! *tímida* Bem, aqui está a atualização. Beijos e obrigada por ler.
Dany C: Obrigada. Eles são um amor juntos, mesmo (por mais que eu goste tanto de Sirius Lily e Sirius James que é quase um 3some -q) Obrigada por ler. Beijos.
Capítulo 6
Aos seis anos de idade, eu acreditava que ia conhecer um príncipe encantado e que ele me faria ver o mundo. Aos sete, eu estava brigando junto de quatro meninos. Aos oito, tenho certeza que eles achavam que eu era um menino de cabelos longos. Aos nove, eu achava contos de fadas idiotas. Aos dez, percebi que meu coração disparava perto de Sirius. Aos onze, descobri que Sirius tinha a mesma reação com Alice. Aos doze, eu queria ser notada como uma garota. Aos treze, eu me sentia deslocada perto das outras meninas (o que não me ajudava a parecer que feminina e interessante para os meninos). Aos catorze, tive um surto e cortei meu cabelo bem curto (achava que já que nenhum cara se interessava, então eu não tinha sentido manter meus cabelos longos) e descobri que o problema não era eu, meus amigos que não deixavam os meninos se aproximarem (Acho que a primeira crise de ciúmes deles foi nessa época, tendo James como o líder da "revolta"). Aos quinze, eu quase beijei James e isso mudou tudo. Aos dezesseis, eu decidi que não ia ter nada com um cara que acha que amigos podem ser esquecidos por um namorado (lição que tive que aprender sozinha). Aos dezessete, eu continuava como a garota de quatro melhores amigos e poucas meninas gostavam de mim (as que gostavam eram meninas interessadas nos meus amigos), além de ter que ajudar Sirius a perceber que ser brinquedo sexual de Alice não fazia bem a ele. Aos dezoito, eu finalmente beijei James e isso mudou tudo. De novo.
A questão é que, bem, a minha vida há onze anos gira em torno deles e isso não me fez ou faz mal. Graças a eles, eu aprendi a brigar (Só Deus sabe quantas vezes eu voltei para casa com os cabelos desgrenhados e com machucados e hematomas) e aprendi a ser a Lily e não a garota que todos acreditavam que era a Lily.
- Lily? - ouvi a voz de Peter ao longe e me virei e vi que ele estava ao meu lado. Sacudi a cabeça e forcei um sorriso.
- O que foi, Pete? - perguntei e ele se aproximou um pouco mais.
- Sabe, eu vi uma ruiva ao longe com uma expressão tristonha e eu tive que vir perguntar o que aconteceu com a mulher mais linda que eu já vi. - ele respondeu e eu dei um soquinho no ombro dele, sorrindo.
- Ah, Pete. - disse e ele me abraçou. Os abraços de Peter, por ele ser gordinho, são muito gostosos. São do tipo abraço de urso. - Eu não sei.
- Eu sei. - ele disse e eu o observei assustada. - Ora, Lily, não é difícil descobrir o que sua cabeça ruiva maluca pensa. E eu vi Sirius e você no quarto.
- James...
- James não sabe e não tem o que saber, certo? Não aconteceu nada, Lily. - ele comentou e eu não pude deixar de pensar que para Peter era uma situação horrível, quero dizer, ele sempre foi mais apegado a James, sem nunca conseguir mentir ou omitir nada dele. E ali estava ele, omitindo fatos que sabia (mesmo que não tivesse acontecido nada) por mim. - Espero que eu tenha escolhido o certo, Lils.
Ele se afastou com um sorriso fraco e me beijou na testa com carinho.
- Só não faça nada que possa se arrepender depois. - ele disse, enquanto se afastava.
E tudo o que eu sabia era que Peter estava completamente certo.
X
- Por que já vamos? - perguntei quando percebi os meninos guardando as coisas nas malas.
- O que você pretende? Ficar em Barcelona para sempre? - perguntou Remus, enquanto fechava a mochila dele.
- Pode ser.
- Lily, ainda faltam muitos países para você se apaixonar e resolver mudar de nome. Ainda nem te levamos para a Alemanha para você decidir que é seu nome é Frida e começar a surtar com Strudel ou qualquer coisa que do gênero ou para a Itália para você surtar e querer ser, sei lá, a Sophia Loren. - James disse divertido.
Revirei os olhos, enquanto arrumava a minha mochila. Eu estava com fome e eles não paravam de falar sobre a guia do museu que se ofereceu para mostrar a Barcelona real e não a dos turistas a Remus (ao que parece, Remus não aceitou o convite).
- Lily, assim, só por perguntar. - Sirius começou um pouco sem-graça. - Você já falou com sua mãe?
A única palavra que vinha a minha mente era Merda. Repetida milhares de vezes.
X
- Alô?
- Hm... Mãe, é a Lily. - disse com medo que minha mãe me expulsasse de casa por telefone (mesmo que eu estivesse a quilômetros dela).
- Lily? A Lily que simplesmente fugiu de mim? - minha mãe disse naquele tom de voz que as mães usam quando querem nos matar e/ou nos fazer sentirmos culpados.
- Mãe... - choraminguei. - Por favor, eu te liguei, não liguei?
- Depois de três dias sumida, Lily Evans! - ela respondeu irritada. - Sorte sua que seu pai me impediu de ir na polícia dar queixa do seu desaparecimento!
- Mãe, eu estou bem. Estou me alimentando, comendo fibras e vegetais, tomo banho todos os dias... Está tudo certo. - avisei e eu pude ouvir minha mãe bufando.
- E aqueles seus amigos? Vocês não dividem o quarto, certo? - ela me perguntou. Sabia que ela ia interpretar que eu estou dormindo com eles até se eu dissesse que não era com eles que eu estava viajando. Revirei os olhos.
- Mãe. Eu. Não. Tenho. Nada. Com. Nenhum. Deles.
- Inclusive o tal de Remus? Porque eu posso jurar que vi uma das suas calcinhas no bolso dele numa vez que ele veio aqui. - segurei o riso. Minha mãe podia achar que eu tinha alguma coisa com Sirius ou James e estaria, até certo ponto, certa, mas com Remus?
Não que o Remus não seja atraente. Ele é, se você gosta de caras com uma aparência delicada e uma educação primorosa. E não, Remus não é nenhum santo, mas ele sempre foi educado demais para uma atitude dessas.
- Mãe!
- Lily, você precisa entender que não é mais uma menina de dez anos! Você já mulher e é atraente. Até seus amigos sabem disso. Se não soubessem, por que você vive solteira?
Não respondi (e, para ser sincera, não conseguiria), pois James roubou o fone de mim e começou uma conversa com a minha mãe, no mínimo, interessante.
- Senhora Evans! Não, é claro que sua filha está ótima. Ah sim, compreendo. Mas é claro que sim. Não, nunca! Pode ter certeza, se alguma coisa acontecer a sua filha, me responsabilizarei. Sim, até isso. Ah, tudo bem, passo para ela. - ele riu. - Sim, eu faço isso.
Ao me entregar o fone, James colou seus lábios nos meus e saiu rindo.
- Lily, creio que eu exagerei. - eu estaquei. Como assim a minha mãe diz que exagerou? O que James prometeu para a minha mãe? Dez milhões de libras? - Bem, - ela deu uma risadinha. - eu tenho que ir ao mercado. Beijos e use camisinha. - e desligou na minha cara. Minha mãe desligou o telefone na minha cara e me mandou usar camisinha.
James deve ter pago dez milhões de libras para a minha mãe. Certeza.
X
- O que você fez para minha mãe? Lobotomia via telefone? - perguntei e ele riu.
- Eu disse o que ela queria ouvir. - ele respondeu, se apoiando na grade da varanda do nosso quarto.
- E o que ela queria ouvir? - perguntei incerta. James riu mais ainda e me puxou para ele.
- O que toda mãe quer ouvir, Lily. - me respondeu e me beijou. Acho que, na cabeça de James, nossa relação é menos doente.
- Você não vai me dizer? - perguntei assim que consegui me separar dele.
- Alguma coisa com casamento. - ele disse gargalhando ao perceber que eu empalideci. - O que foi? Não pretende se casar? Está mesmo me usando para sexo?
- Você me propôs casamento para a minha mãe? - perguntei. Não tinha sentido. Eu não tinha ouvido a palavra casamento na conversa de James e minha mãe.
- Bem, sua mãe sugeriu que eu me casasse com você, na verdade. - ele respondeu, enquanto bagunçava os cabelos.
- E você, como um bom cavalheiro, aceitou.
- Teremos filhos lindos, Lily.
- James, nós nem namoramos. As chances de termos filhos são praticamente nulas!
- Ainda, Lily.
Não consegui replicar. Não conseguia desviar os olhos dos dele.
- Ora, essa é uma cena linda. Um casal se observando dessa forma. - Sirius comentou. Acho que ele já se recuperou daquele quase beijo. Eu corei e James riu.
- Sirius! - eu disse e ele simplesmente jogou a cabeça para trás numa gargalhada.
- Bem, eu acho genial a coisa toda. - ele disse. - E então, a senhora sua mãe já chamou a polícia?
- Digamos que eu vá me casar. - eu respondi e ele gargalhou mais uma vez.
- Posso ser o padrinho? - ele me perguntou animado.
- Não. - respondi séria.
- Por quê? - ele fez aquela carinha de cachorro triste e eu ri, enquanto me aproximava.
- Porque você será o noivo. - respondi e ele me abraçou com força enquanto me girava. James bufou e revirou os olhos (pelo menos não me olhou ferido como da última vez).
- Perdeu, Prongsie. - Sirius disse e eu gargalhei alto, quando James se aproximou de nós e me puxou pela cintura.
- Duelaremos até a morte por ela! - avisou James me colocando atrás dele.
- Ou podemos nos atracar e esquecermos dela. - sugeriu Sirius. James o observou por longos minutos, como se considerasse a proposta.
- Não. Sabe, Sirius, eu gosto de ser o mais alto na relação. - ele respondeu, enquanto me puxava contra ele.
- Na cama, Prongsie, todo mundo tem o mesmo tamanho. - Sirius disse, mordendo os lábios.
- A história da minha vida: Dois caras gatos que desistem de mim para se pegarem. - comentei e James apoiou a cabeça na curva do meu pescoço. Acho que desisti de tentar fazer James ver que nossa relação era incestuosa, ele não entendia mesmo.
- Ah, Lily, você é mais interessante que o Sirius. Até com aquele corte de cabelo curto e masculino. - ele me disse dando beijinhos nenhum pouco inocentes no meu pescoço.
- Mereço isso, Sirius? - perguntei apontando para James que tentava me empurrar para a grade da varanda e, ao que parecia, fazer Sirius ver que ele não era necessário ali.
- Bem, você podia estar comigo, Lily. - ele sugeriu, enquanto James tentava atrair minha atenção mordendo meu pescoço.
- James, me solta! - eu disse, quando ele estava quase ganhando. Eu não tenho nada com ele e ele fica agindo como se eu tivesse.
Ele me soltou, enquanto arrepiava o cabelo.
- Bem, não é como se você tivesse feito uma proposta irrecusável, Sirius. - disse arrumando a minha franja de maneira obsessiva (hábito que roubei de James: mexer até cansar no meu cabelo). Antes que Sirius ou James me dissessem alguma coisa, acrescentei. - Bem, eu vou terminar de arrumar as minhas coisas e, talvez, comprar presentes para a minha mãe. Talvez camisinhas espanholas.
- Você vai me explicar a piada? - perguntou Sirius me seguindo.
- Vai comprar os presentes que você prometeu levar para Tonks. - disse, enquanto saía do quarto e ouvia Sirius comentar alguma coisa sobre Tonks se sentir demais sua irmã mais nova.
X
- Então, já que a Lily nos forçou a conhecer Barcelona. Eu exijo conhecer Cannes. - terminou de argumentar Remus. Ele decidiu que quer conhecer o sul da França do nada.
- Mas Cannes, Remus? - perguntei aflita. Bem que ele podia optar por Marseille, mas não. Tem que ser Cannes e seu festival de cinema.
- Se formos para Cannes, eu exijo conhecer Mônaco. - avisou Peter. E se eu conheço meus amigos, não nos daríamos bem em Mônaco, muitos cassinos.
Deus sabe que eu podia acabar como escrava branca de um dos cassinos para pagar uma aposta. Está bem, não, mas não custava evitar certas coisas.
- Se formos para Mônaco e Cannes, eu exijo conhecer a Sicília. - Sirius disse se jogando em cima do nosso mapa (aquele que tínhamos trabalhado nos últimos anos para viajarmos e que ainda sim parecia incompleto).
- Ah, claro. Vamos cruzar a Itália para você conhecer a Sicília. - revirei os olhos. - Alguém vai querer uma viagem interestelar para conhecer, sei lá, o Universo de Star Trek?
- Pode ser Star Wars? Porque eu adoraria conhecer o Chewbacca. - eu ouvi isso vindo de Remus, enquanto os outros gargalhavam. É isso que ganhamos quando queremos ajudar as pessoas: Piadinhas.
- Ok, Remus. Nós vamos para Cannes, mas eu não quero saber, eu vou conhecer Berlim, ok? - disse James.
- Não vou ser escrava branca para cumprir apostas em Mônaco. - avisei, cruzando os braços.
Eles riram e continuaram rindo até sairmos do hotel com um novo destino: Cannes.
As chances de chegarmos a Moscou até o fim do mês são mínimas. Sinceramente.
Continua...
Nota 3: Então, eu acho que é o maior capítulo que eu já escrevi dessa fic e gostaria de dizer que eu me divirto em escrever essa fic (vocês me mimam muito com as reviews, falei).
Bem, comentem
Beijos
Misa Black/Karen J./W – a menina de tantos nicks que até cansa.
