Nota 1: Fic pra Morgana Elvendork – a moça que me fez tomar muito vinho.
Nota 2: Me senti mimada e amada. Obrigada pessoas.
Reviews sem login:
Beatriz Paz: Obrigada! Bem, o James não está fazendo tipinho, ele está sendo ele mesmo pra ficar com ela, só que ela está com medo da relação. Beijos.
Sassah Potter: James já ganhou a Lily no cansaço. E Mônaco será genial. Prometo. Obrigada por tudo! Beijos.
Srta Mai: Obrigada. Misa vem sim de Death Note. Beijos!
Mel Cullen Potter: Obrigada. Aqui. Beijos!
Capítulo 7
As cidades ao longo do caminho se confundiriam se eu não tivesse com quem compartilhar as lembranças. Como não rir sozinha ao me lembrar Remus quase chorando quando pisamos em Paris (com o pé direito, preciso dizer)? Ou da ideia de Peter de irmos até a Sibéria para pegarmos uma balsa e conhecermos o Japão?
Tivemos momentos ruins também. Brigamos por batata frita/direito de usar o banheiro/ último pedaço de pizza e outras situações comuns, mas sempre resolvemos nossos problemas da melhor forma possível.
- Então... - James disse, enquanto caminhávamos pela cidade de Cannes. - Fiquei sabendo que está solteira.
- Estou solteira há um tempo e você sabe disso. - respondi e ele fez um barulho estranho com o nariz.
- Fiquei sabendo que você queria conhecer uma outra cidade no sul da França. - ele disse me abraçando por trás. - E, se não me engano, tem um time de futebol famoso lá.
- Você sabe o nome do time? - perguntei e ele riu.
- Se eu souber o que ganho? - ele perguntou me virando de frente para ele.
- O que você quer?
- Garota, tenha certeza que você vai precisar das camisinhas que comprou para sua mãe. - ele riu e eu corei. Muito.
E, obviamente, não tinha resposta.
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- O James sabia o nome do time? - Sirius perguntou pela milésima vez, enquanto me observava incrédulo. - Lily, você vai sair com ele, enquanto eu vou ter que sair com Peter e Remus? Por quê?
Sirius sempre foi carente. Do tipo que acredita que todas as atenções precisam estar direcionadas a ele. O fato que eu ia sair com James (encontro e tudo o mais) fazia ele se sentir mal.
E eu culpo totalmente a família doentia dele e a Alice.
- Deixa a Lily em paz, Sirius. - Remus disse, enquanto tirava Sirius do meu "espaço pessoal" (ou seja, do espaço de quinze centímetros perto de mim) puxando-o pelos cabelos.
- Eu quero conhecer uma garota francesa legal para ter um encontro. Pronto falei. - Sirius comentou emburrado e cruzando os braços (como uma criança mimada).
- Nada te impede de conhecer uma garota francesa legal, Sirius.
Ele me observou incrédulo e apontou para Remus e Peter.
- As garotas, ao que parece, gostam deles! - me informou enquanto Remus bufava e Peter gargalhava.
- Alguma vez na vida Remus e eu deveríamos ter sorte no amor. - comentou Peter enquanto bagunçava meu cabelo.
Ele tinha essa mania de mexer no meu cabelo desde que eu me conhecia por gente, sempre com a justificativa que ele era vermelho e brilhante (como se a cor do meu cabelo fosse, de fato, vermelho) e que atraía o cérebro dele com desvio de atenção.
- Lily. - James me chamou saindo do banheiro, enquanto Sirius, Remus e Peter observavam-no com aquela expressão.
- Você pode ser um de nós na maior parte do tempo, Prongs. - Sirius começou puxando o melhor amigo pelo colarinho (Ah, cena deliciosa!)
- Mas se ela derrubar uma única lágrima por você, eu juro que um outro Universo não será longe o suficiente. - avisou Peter com uma expressão fria que me deu medo.
- Ou seja, Potter, cuidado com o que faz com a nossa Lily. - Remus terminou e eu gargalhava abertamente (com um tipo gargalhada insana).
- Vocês fizeram isso com todos os meus encontros? - perguntei, limpando as lágrimas que caíam dos meus olhos.
- É pior com o James do nosso lado. - comentou Peter. - Ele simplesmente sabe fazer um cara temer avançar o sinal com você. - riu um pouco e depois parou para pensar. - Eu sempre achei aquilo muito suspeito.
- Não só você.
- Espera um instante: James já foi devidamente ameaçado, mas nossa querida Lily? Fiquei sabendo que ela só quer usá-lo para sexo. - Sirius interveio e, tenho certeza, que foi porque James começou a corar.
- Ei! Eu sou a garota virgem e delicada aqui! - avisei com uma expressão inocente. Sirius se inclinou sobre meu corpo e a proximidade me fez corar (Qual é, eu podia não sentir nada por ele, mas Sirius ainda era um cara bonito!).
- Quer dizer que a Senhorita Evans nunca teve um pensamento indecoroso sobre o nosso amável James? - ele perguntou com os olhos brilhando.
Não conseguia responder. Estava travada.
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- Então, você podia me contar quais são os seus pensamentos indecorosos. Quem sabe eu não resolvo realizá-los. - James comentou do nada dentro do carro. Corei e ele riu. - Vou ter que adivinhar? Se eu acertar, o que eu ganho?
- Não tem pensamento nenhum, Potter. - disse e ele riu mais ainda.
- Bem, vamos ver. Sexo num carro em movimento. No banco do motorista. Não? Sexo no almoxarifado da escola. É, aquele mesmo que ficamos presos naquela vez que o Remus se apaixonou perdidamente por aquela punk com a mochila cheia de bottoms dos Sex Pistols que trabalhava na coordenação... Qual era o nome dela mesmo? Lucy? Anna? Michelle?
- Ela usava um "nome de guerra" ou algo assim. E esses nomes nem são parecidos, James!
- Eu sei, mas assim você me responde. - ele riu e pegou a minha mão. - Você fica linda corada, Lily, mas eu prefiro quando você ri de verdade.
- Nota mental: Nunca mais sair com um melhor-amigo-quase-irmão num encontro. Ele conhece todas as suas histórias constrangedoras que nenhum cara num primeiro encontro, ou nunca, deveria saber. - comentei e James se endireitou no banco do automóvel.
- Você não vai precisar sair com mais nenhum amigo seu, Lily. Já me encontrou.
- Você acha que vamos ficar juntos para sempre como num conto de fadas, então? - perguntei debochada e vi James corar.
Eu sempre achei que era isso que um cara queria, sabe? Uma relação sem cobranças e tudo o mais. Pela reação de James naquele momento, pude ver que a "nossa relação" era muito mais séria por parte de James do que de mim.
Eu era o cara da relação.
- Ei. - chamei carinhosamente. - Só... Vamos deixar acontecer. Sem pressões.
- Se é o que você quer. - ele disse meio frio.
- E o que você quer? - perguntei cruzando os braços.
- Um relacionamento com você não seria ruim. Ser conhecido como "o namorado da Lily, o James" e não "um dos melhores amigos da Lily, o James". Conhecer a sua família como namorado. - ele me respondeu num tom irritado.
- Isso é ridículo! Você conhece a minha família! - lembrei e ele soltou uma risada pelo nariz.
- Não como seu namorado.
- Por que isso é importante?
- Porque é!
Eu definitivamente era o cara da relação. E isso não era divertido.
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- Então, deixa eu ver se entendi. Vocês estavam no meio do caminho, brigaram e voltaram para cá sem se falar? - me perguntou Remus, enquanto fazia uma trança no meu cabelo (que eu, no meu surto de "nenhuma garota quer ser minha amiga" os ensinei a fazer, assim como fazer unhas – Sirius é o melhor no quesito fazer unhas e eu sou a pior. Em compensação, eu tive que aprender "coisas de menino" e sou a melhor jogadora de videogame que já teve o prazer de entrar no quarto de James, mesmo que até hoje tenha sido a única).
- Basicamente. - respondi envergonhada.
- Você é tão idiota, Lily! - ele me informou. Sirius e Peter tinham levado James para tomar um porre (e, muito provavelmente, conhecer alguma garota legal).
- Obrigada pela informação.
- Até hoje eu sempre acreditei que as garotas esperassem uma relação legal, divertida, estável. Você, sabe-se lá por que, não quer nada disso. - ele me censurou, enquanto me virava para ele.
- Eu quero tudo isso!
- Não é o que parece. - ele disse arqueando uma sobrancelha em desafio.
- Ele é um dos meus melhores amigos. O que eu faria se não der certo? Ficar sem ele na minha vida é, sei lá, ficar sem... - eu não tinha ideia de como completar a frase.
- Oxigênio? - sugeriu Remus e eu revirei os olhos.
- É como ficar sem um dos meus melhores amigos. Eu quase explodi um laboratório do lado dele uma vez, Remus! Eu tenho uma vida ao lado dele, ao lado de todos vocês.
- Eu acho que você só está assim porque gosta dele. Não é paixão platônica adolescente como a que sentia por Sirius. - ao ver minha expressão, ele riu. - Ah, você achou mesmo que não tínhamos percebido?
- Bem, uma garota não pode sonhar?
- Depende com quem. - rimos e ele me abraçou carinhosamente. E depois deu um peteleco no meu nariz. - Garota, você vai acabar nos matando jovens. Todos nós.
- Eu sei. Maldito dia em que te derrubei no corredor da escola, arrastando um Pete desgovernado comigo.
- Maldito dia em que ajudamos dois pirralhos metidos a espertos a brigar com aqueles garotos mais velhos. Eu devo ter hematomas daquela surra até hoje!
- Eu era uma garota e apanhei o mesmo tanto que vocês. Talvez por isso meu corpo demorou para desenvolver.
Uma vida inteira repleta de histórias com Peter, Remus, Sirius e James. Eu podia ter outra história com eles, mas a que eu tinha era tão viva, colorida e, não vou mentir, dolorida que eu não consigo imaginar outra vida.
Sem nenhum deles.
Levantei tão rápido que a minha cabeça rodou levemente.
- Por mais que eu saiba, eu preciso perguntar: onde você vai? - Remus perguntou divertido. Eu ri levemente.
- Defender o que é meu, Remus querido.
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- Você está tão linda, Lily! - exclamou um James feliz me puxando para o colo dele sem cerimônia alguma.
- Quanto ele bebeu? - perguntei tentando me soltar de James.
- O suficiente para contar que o sonho da vida dele é ser pai e morar numa casa com cerca branca. - informou Peter revirando os olhos.
A noite seria longa.
