Nota 1: Para Morgana Elvendork, minha musa, minha lufa, minha linda.

Nota 2: Desculpa pela demora. Quem é do seisvê (fórum de Harry Potter) sabe que estou correndo com o Desafio de Hogwarts e por isso não tive culhões de escrever. Além de meu tempo de pc estar reduzido por conta da faculdade e eu preferir não postar que postar qualquer coisa. Eu achei esse capítulo interessante por conta de algumas reações dos personagens.

Obrigada pelas reviews. Me senti lufa e amada.

Reviews sem login:

Sassah Potter: A inversão de papéis foi intencional. Eu tenho amigos que têm/tiveram problemas com garotas que não queriam relacionamentos sérios e eu era quem ouvia eles me contarem sobre serem usados para sexo. Acabou que influenciou como eu vejo os garotos. E os meninos são muito ciumentos, sinceramente. Obrigada por ler. Beijos!

Juliana: Obrigada. Tento fazer meu melhor para que a fic fique boa. Beijos!

Srta Mai: Obrigada. O James é um idiota apaixonado e a Lily uma idiota apaixonada cabeça dura :D. Beijos!

Marina: Obrigada e eu geralmente posto um capítulo por semana, acho que de sábado/domingo são maiores as chances de ter atualização. Beijos!

Nany Potter: Bem, aqui está o capítulo 8. Obrigada por ler e gostar. Beijos!

Capítulo 8

Cada um de nós tem sua kriptonita. A do Sirius é a carência de atenção dele, a do Peter é a mania de inventar muffins com os nossos nomes (preciso dizer que o muffin Remus é o mais gostoso), a do Remus é querer controlar tudo com mãos de ferro (Deus sabe que falar que Remus organiza a vida com um chicote, não é mentira) a minha é minha insegurança e a de James é brigar com os amigos. James sempre foi assim (Pelo amor de Deus, ele praticamente teve febre por destruir o boneco de ação favorito de Peter quando tínhamos nove anos!).

Com a adolescência e a descoberta de álcool, ele passou a beber quando brigava com um de nós. A pior que eu me lembrava foi a vez que Sirius praticamente botou fogo no laboratório e trancou Severus Snape ali. Cruel de verdade.

James bebeu tanto que o encontramos em quase coma alcoólico. Ele ficou uma semana de cabeça baixa, mas depois de alguns tabefes na cara dele e surtos semipsicóticos dos outros, ele voltou a falar conosco.

O James que acariciava as minhas coxas de forma carinhosa e despudorada. Ele estava em uma situação pior que aquela vez: ele murmurava o meu nome e, num dado momento, achou que era plausível morder a minha coxa esquerda!

Dei um tapa nele e tentei me levantar e levá-lo para o hotel, Sirius só me encarava como se quisesse ver como eu tiraria |James de lá e Peter, ligeiramente mais sensível à situação, foi pagar a conta para que fôssemos embora.

- James... - disse com carinho, como se falasse com uma criança. - Está na hora de irmos, querido.

Ele me olhou como se eu não estivesse ali de verdade e sorriu feliz. Sirius revirou os olhos e gargalhou.

- Vamos embora, Romeu. - ele disse, erguendo James que tentava me alcançar com os braços.

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- Céus, Lily, se eu lhe contar metade do que James me contou, você pede ele em casamento. - Peter comentou depois de James vomitar tudo o que tinha direito e eu forçar Sirius a dar um banho nele.

- Muito constrangedor? - eu perguntei fechando os olhos. Peter riu.

- Ele contou que... - então ele parou. - Bem, querida Lily, você vai ter que descobrir por si só.

- Traidor! - eu exclamei indignada. Peter deu de ombros.

- É, eu sou assim. - revirou os olhos e suspirou. - Lily, você erra demais com ele. Ele é um rapaz apaixonado, não um idiota de pau duro que só quer lhe comer.

Os termos seriam chocantes, mas eu não me importava. Peter tinha bebido um pouco e o tom de quando era a minha vida pessoal sempre foi ríspido.

Eles eram ciumentos. Simples assim.

- Enfim, você acha que ele vai ficar bem? - perguntei. Remus acordou com o grito que Sirius deu.

- Acho que sim. Se o Sirius não matá-lo. - Pete respondeu suspirando.

Sirius saiu do banheiro arrastando um James de cueca que tremia e batia os dentes de frio. Ele corou ao me ver e eu me senti como se esperassem alguma atitude minha.

Fui até James e entreguei o pijama dele. Ele me olhava encantado.

- Vai dormir, James. - mandei e ele me abraçou, me puxando para ele.

- Dorme comigo? - pediu carente e eu não sabia onde enfiar a cara. Que tipo de proposta era essa? Sirius gargalhou, enquanto Remus balançava a cabeça incrédulo. Peter me observava com uma expressão de "vai lá".

Resultado: Acabei fazendo carinho na cabeça de James até ele dormir (agarrado à minha cintura, devo acrescentar).

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Se existe uma coisa sobre o qual não temos controle é a saúde das pessoas. E por mais que eu já soubesse antes, eu sei que o momento que marcou definitivamente meu conceito sobre isso foi o infarto de Charlus Potter.

Todos nós sabíamos que ele era velho, mas não esperávamos que acontecesse.

Tudo começou (para nós) quando James (de ressaca) ligou para os pais como fazia todo o santo dia no mesmo horário. E não obteve resposta.

Bem, isso fez com que fizesse com que Remus, Pete e eu ligássemos para nossos pais, porque o horário de James ligar era um horário sagrado para os pais.

E quando descobrimos, James desabou. Ele ficou horas parando e murmurando frases de que se ele não tivesse viajado, nada daquilo teria acontecido, que se ele não tivesse bebido, poderia estar no carro e chegando em casa àquela hora.

E nós só podíamos abraçá-lo e tentar confortá-lo.

Começamos a arrumar nossas coisas e então James reagiu:

- O que vocês vão fazer?

- Vamos para casa. - Peter informou. Sirius depositou a mão no ombro de James.

- Vocês não precisam ir. Eu vou e vocês ficam. - ele disse depois de um tempo.

- Você se lembra dos valentões de quando tínhamos sete anos, James? - Remus perguntou e sorriu quando James assentiu. - Eles nunca quiseram briga com você, Sirius, Lily ou

eu. Eles queriam Peter e o que você disse para eles naquela época?

- Que atacar um é atacar a todos. - ele respondeu fraco e sorriu ao sentir o braço de Peter no outro ombro.

- Um por todos e todos por um! - exclamei feliz e eles riram, enquanto James segurava a minha mão com carinho e brincava com meus dedos os acariciando com seus polegares.

- Obrigado. - ele disse baixinho e eu dei uma cabeçadinha nele.

- Vamos para casa? - sugeri e começamos a nos arrumar mais rapidamente.

Voltamos para casa em tempo recorde. E nunca pensei que seria uma sensação tão angustiante pisar no primeiro degrau da minha casa. Eu não queria voltar daquela forma.

Porque todos nós gostávamos muito do senhor Potter.

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Entrei em casa e minha mãe pulou no meu pescoço, perguntando se eu estava bem e se eu tinha me alimentado direito. Eu não queria responder nada, só voltar para perto de James e Sirius – que estavam muito arrasados, mas respondi e minha mãe parecia satisfeita com o meu estado físico (o que eu sabia que queria dizer que eu teria que fazer alguns testes de gravidez se minha menstruação atrasasse um segundo).

- Eu vou atrás de James. - avisei e saí antes que minha mãe fizesse algum comentário.

James nunca morou no mesmo bairro que eu. Ele não chegava a morar longe, mas digamos que as diferenças entre os bairros eram notáveis. Resumindo: ele morava em bairro de industriais e eu de operários.

Sirius abriu a porta e me abraçou com força. Ele estava pálido e parecia controlar o gênio, o que significava que duas coisas aconteceram: Alice estava ali ou a família dele.

E pelo que eu conhecia de Sirius, eram as duas coisas.

- Ele está mal de verdade, Lily.

- Eu sei.

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- Lily! - Alice exclamou e veio em minha direção pegando minhas mãos. Alice e eu nunca tivemos problemas uma com a outra como pode parecer. Eu só era contra a forma que usava Sirius e depois jogava fora.

- Alice. - sorri amarelo e ela me soltou. - Viu James?

Ela abriu sorriso divertido e eu me perguntei o que diabos ela tinha na cabeça, quero dizer, o pai do James está no hospital e, se eu conhecia a mãe dele, ela não ia querer comer enquanto o marido não saísse da observação.

Acho que as pessoas interpretam minhas atitudes de forma errada. Sinceramente.

Eu o encontrei saindo do quarto da mãe com uma expressão triste. Ele se encostou na parede e escorregou até o chão abaixando a cabeça.

- Ei. - disse e ele ergueu a cabeça.

- Você veio. - ele murmurou e eu me sentei do lado dele.

- Sempre estarei aqui para você. - disse e ele encolheu os ombros.

E eu não sabia se era porque ele era o meu melhor amigo ou porque eu sentia o coração disparar perto dele. Talvez fossem as duas coisas.

A questão é que era James e eu ia para as maiores brigas por ele.

E ele faria o mesmo por mim.

Nota 3: O presente de desculpas pela demora será postada daqui a pouco.

Beijos

Misa Black – Tungstênio.