Nota 1: Sempre, sempre e sempre presente para Morgana Elvendork.

Nota 2: Capítulo escrito quase em regime de escravidão do cabeludo que exigiu nova atualização breve, porque eu tinha prometido (alguém está cobrando minhas promessas... Deve ser bom.) e, bem, acho que mais um capítulo e um possível epílogo sobre o próximo garoto dela.

Respostas às reviews que não pude responder por MP:

MariaElena: Voltei com força total. É questão de honra entregar a fic completa. Inversão de papéis não foi, pelo menos não na minha cabeça, porque eu vejo a Lily como uma garota forte, mas a parte "sou o homem da relação" está um pouco mais forte do que eu acredito que as meninas da década de 70 tinham. HAHAHAHA. Surpresa nesse capítulo! Obrigada pela review! Beijos!

Capítulo 11

Você sabe que seu dia vai ser confuso quando você acorda sete da manhã numa cama que não é a sua (mas não é completamente desconhecida), num quarto que parece que foi atingido pela pior das tsunamis e com uma camiseta masculina do Batman que poderia ser um micro-mini vestido para você. Você sabe que terá que se explicar quando percebe que tem alguém batendo na porta e você está sem calcinha.

Você sabe que a coisa é pior quando seu namorado está apagado do seu lado e - após uma rápida olhadela para o bem da ciência - está só de roupas de baixo. Enquanto você está no caos, no medo e na vontade de se enfiar debaixo da cama e esperar que a pessoa que bate na porta vá embora, subitamente se lembra que você mora ali.

Sim, esse foi meu primeiro pensamento quando acordei na primeira manhã após o grande dia de mudança para morar com James Potter; ou como mamãe dizia "O dia que a filhinha dela seria maculada" (como se eu ainda fosse virgem!). O que aconteceu após eu domar James Potter com meus belos conhecimentos sobre esportes, carros, videogames e - um dos assuntos favoritos de James - James Potter foi um tufão de informações: Charlus saiu do hospital, teve que se converter ao vegetarianismo; Dorea passou a dedicar a vida dela a infernizar Charlus sobre a dieta dele; Sirius arrumou um emprego de barman num pub (o que acabou não dando muito certo por vários motivos, como por exemplo não saber preparar drinks e por ser praticamente abusado por todas aquelas moças beirando os trinta que iam afogar as mágoas); Remus decidiu que ia se alistar (acabou desistindo por vários motivos entre eles o fato que os pais dele queriam que ele se formasse em física - precisamente em física quântica - não que soubesse usar uma arma, queriam que ele construísse a arma.); Pete se apaixonou perdidamente por uma garota meio indiana que trabalhava no mesmo pub que Sirius e queria ser hinduísta; logo depois, as aulas na faculdade chegaram (infelizmente) e houve o atentado de onze de setembro... Muita coisa e pouco tempo para assimilar.

Enfim, eu estava lá, acordada com James apagado e uma batida na porta e a única pessoa que eu poderia ter certeza que não era seria a mãe de Sirius. Respirei, revirei alguma mala minha para ver se achava uma maldita calcinha. Pena que esqueci de pôr uma calça, por exemplo.

Abri a porta e dei de cara com Sirius carregando uma sacola com o que parecia ser as compras da semana, enquanto Remus e Peter carregavam só o que parecia ser a mudança de alguém.

E, pelo sorriso de Sirius, era a dele.

- Bom dia, Lily! Vejo que a noite foi maravilhosa! - ele praticamente gritou isso, poxa, a vizinha era uma senhora viúva sem filhos de uns setenta anos com um pug. Eu dava mais uns dois minutos para James sair e nos encontrar, com o bom humor tradicional de James Potter de manhã. - A propósito, adorei sua calcinha.

Maravilhoso estar só de camiseta e calcinha na frente dos seus melhores amigos desde sempre. A sensação é tão boa que eu jurei a mim mesma nunca repetir. Revirei os olhos e decidi que não ia correr e me cobrir. Eles que vissem minha bunda (o triste é que não teria sido a primeira vez e eu suspeitava que não seria a última).

- Me explica o porquê da invasão e eu te faço café. - disse encostando num banco e cruzando os braços na altura do peito.

- Em resumo: meu apartamento está com infiltração e enquanto o encanador conserta todos os furos que têm nos meus canos, pelo que ele disse parecem uma peneira meus canos, eu não poderia ficar lá, no meio da umidade. Bem, nem eu, nem minhas HQs, nem meus videogames. - Sirius me respondeu, enquanto Remus se jogava no sofá da sala e Peter quase destruía a poltrona reclinável que tínhamos.

- Então, veio pra cá com sua casa em malas? - perguntou James, que apareceu só de cueca.

- Vocês sabiam que eu passo mal de saber que vocês fazem sexo, né? - comentou Peter olhando para James e eu.

Eu ri. Eu pensava o mesmo deles e a palavra sexo juntos na mesma frase sem ser a negativa.

- Basicamente, meus queridos. Sou o novo membro desse apartamento!

Então, meu espaço com James, se tornou o Espaço de James, Sirius e Lily numa mesma casa (com presença frequente de Peter e Remus obviamente).

x

As semanas se arrastaram, mas não porque Sirius era mal hóspede: ele era útil, animado, divertido e é sempre bom ter um amigo por perto, sempre. Muito bom. É só que eu queria um tempo com James, uma coisa nossa.

Não se pode, contudo, dizer que não foi divertido. Quero dizer, momentos com um grande amigo aliviavam o stress das provas, dos nossos trabalhos, de ouvir minha mãe me dizer que eu ia acabar sendo mãe solteira (apesar da minha mãe amar James) e coisas assim. Nessa época, todos nós (incluindo Remus e Peter) instituímos que toda sexta-feira a noite comeríamos juntos, nem que fosse só uma salada.

Numa dessas sexta-feiras, depois de Peter nos contar como Heera (a garota indiana que ele saiu umas duas vezes) estava o perseguindo e Remus contar que estava se interessando por pedagogia (o que chocaria os pais dele que desejavam um físico), eu me senti enjoada ao ver a pizza que íamos comer.

Ao ir vomitar, eu tive um pequeno clic assustador. Quando mesmo tinha sido minha última menstruação? Fiquei tentando me lembrar, e então Remus entrou no banheiro com os ombros encolhidos (pelo que parecia, meu namorado não podia ver vômito).

- Você está bem? - ele perguntou, trançando meu cabelo e limpando o suor da minha testa. Então, eu vomitei as palavras que me nauseavam mais que minha própria náusea.

- Remus, eu acho que estou carregando um mini-Potter.

- Puta que pariu! - era o que eu pensava também. Como contar para seu namorado que você pode estar grávida? Pior: como contar pra sua mãe que você pode estar grávida?

Continua...

Nota 3: Novo garoto pra Lily... Será? HAHAHAHHAHA

Reviews!

Beijos

Misa