Capitulo 5 – Tanuma Kaname

Aoi saiu da casa dos Fujiwara logo em seguida. Eles diziam que pensariam no que fazer para livrar ela dos Takanawa, então ela estava tranquila.

-Você está sorrindo. Faz anos que não vejo você fazer isso, pelo menos não desse jeito. –comentou Nyanko.

Isso fez Aoi corar.

-Eu não posso mais sorrir não? –falou ela em tom mal-humorado para o gato.

-Não. –falou Nyanko com a maior cara de Pôquer. –De qualquer forma, vamos para a casa de um dos Amigos do seu pai agora, preciso falar com ele.

-Amigos do meu pai? Qual amigo? –perguntou Aoi, seguindo na direção que Sensei apontava.

-Tanuma... Um garoto com um poder espiritual um pouco maior que a maioria. Ele podia ver sombras e sentir presenças de Youkais. –explicou. –Ele está aprendendo com o Pai, sendo aprendiz da Budista no tempo de Yatsuhara.

-Hm...

Levou mais tempo do que ela pensava que levaria para chegar lá, ou talvez fosse apenas o fato dela estar carregando um Gato com pelo menos o dobro do peso dela na cabeça. (Não me canso de fazer piadas com o Nyanko rs ^^).

Depois de um tempo, ela chegou ao templo.

-Que grande... –exclamou ela, olhando para o templo, com os olhos arregalados.

-Baka, esse templo é um dos pequenos. Um grande mesmo é pelo menos 10 vezes maior que esse! –exclamou Nyanko, acertando a cabeça dela.

-Ai! Sensei! –reclamou ela. –Por que fez isso?!

-Você tem que parar de ser Baka e facilmente impressionável!

-Mas você não pode me culpar, gato velho!

-Ah, eu posso!

Eles continuaram discutindo, por alguns minutos antes de ouvirem um som de folhas se mexendo. Aoi ficou alerta, olhando para as folhas e levou a mão a um dos bolsos.

Entretanto o que saiu de meio as arvores não era um Youkai. Era um humano. Um homem alto, adulto, mas que não devia ter mais que trinta anos, cabelos negros, olhos escuros, e pele branca.

Ele olhou para Aoi e estreitou os olhos.

-Você... Estava falando com o Gato? –um sorriso estranho apareceu no rosto dele.

-Que? Falando com o gato? –perguntou Aoi, fingindo-se de confusa. –Não, é impossível.

O homem sorriu levemente e soltou uma risadinha.

-Kami-sama... Você é igualzinha ao Natsume, Aoi. –falou ele.

Isso fez Aoi estancar.

-Como sabe meu nome?

-Te conheço desde que você era pequena, acho que não se lembra de mim. –comentou. –Você tinha algo em torno de três anos na época... Você cresceu, mas eu consigo te reconhecer.

-Eu tinha três anos...? Então você conheceu meu pai! –exclamou ela, ficando cada vez mais desconfiada. E pegou um dos papéis do bolso, por segurança.

-Hey, hey, calma. –falou ele, vendo o papel. –Ponta...

-Eu? –perguntou Nyanko, com cara de sono.

-Explique pra ela antes que ela me mate. –pediu.

-Claro, claro. –resmungou ele. –Pare, Baka!

Ele acertou a cabeça dela de novo.

-Ai! Baka-Nyanko! Por que fez isso? –perguntou Aoi, derrubando o gato o colocando as mãos na cabeça, massageando o local dolorido.

-Porque você precisa pensar antes de atacar, Baka! –exclamou Nyanko. –Ele é Tanuma Kaname. O Amigo que te falei.

-Tanuma? –repetiu ela. –Aaaaaaaah! –ela guardou rápido o papel no bolso e se curvou para Tanuma. –Desculpa, desculpa ter te confundido com um inimigo! –pediu ela, apressada.

-Hey, calma. –falou Tanuma, com um sorriso. –Não foi nada de mais. Meu pai saiu para um trabalho e só volta daqui a algumas semanas, querem entrar?

-S... Sim! –gaguejou ela, ainda meio envergonhada.

Tanuma sorriu para a criança, para tranquilizada e mostrou o caminho para dentro do Templo.

-Aqui é muito antigo... –comentou Aoi, olhando para o lugar que andava.

-Sim, muito antigo mesmo. Às vezes fazemos reformas. –explicou Tanuma.

-Hm...

Ele a levou para uma sala com uma mesa pequena, típica de templos, e se sentou na almofada atrás dela, indicando que Aoi deveria sentar na da frente.

-Então, o que veio fazer por aqui, Aoi? Achava que depois que o Natsume morreu, você teria ficado com seus Tios. –como os Fujiwara, ele avaliava a aparência de Aoi.

-Eu estou com eles. –respondeu ela, meio incomodada com o olhar avaliativo. –Mas eles se mudaram pra cá há pouco... E o Nyanko-sensei disse que nós devíamos visitar alguns amigos do papai.

-Ponta disse? –perguntou Tanuma. Então olhou para o gato.

-Precisamos de testemunhas. Lembra-se do selo que Natsume colocou em mim, quando perdi o controle há sete anos? Ele me impede de machucar humanos na minha forma natural, e com essa forma mal consigo fazer alguma coisa... Por isso precisamos de testemunhas.

-Testemunhas?

-Sim, para conseguirmos tirar Aoi da casa dos Tios. É meu dever protege-la, e eu vou fazer isso. –falou Nyanko, determinado.

Nyanko-sensei... Pensou Aoi, com pesar. Desculpe... Fazer você se preocupar tanto.