N/A: Desculpem pela demora na postagem, não vou ficar aqui tentando explicar uma falta minha! Mas, acho que vcs podem entender que todos tem motivos de sobra para atrazar uma postagem! No mais espero que apreciem a leitura!
Capitulo Segundo: O outro Mestre.
Snape olhou ao seu redor, procurando em algum lugar a frieza que queria demonstrar ao falar, mas em nenhum lugar a encontraria. Encarou novamente a jovem. Tão nova, tão cheia de vida e fadada a um destino nebuloso ao lado dele. Talvez se alguém pudesse de alguma forma intervir, se ela lutasse, mas não, ela estava sentada visivelmente assustada, mas deliberadamente aceitando tudo o que lhe era imposto.
Desejou encontrar alguém com a capacidade lhe dar alguma esperança, talvez se alguém dissesse a ela que ela não precisava fazer aquilo, ela tivesse vontade de ir contra. Talvez, Alvo Dumbledore fosse o homem com poder de contrariar a vontade do Lord Negro. Certamente, que o Diretor não permitiria que uma das suas doces Grifinórias se casasse com um homem como ele. Ao menos era nisso que Snape queria pensar naquele momento.
Levantou-se de forma repentina, fazendo com que a jovem se assustasse, protegendo o corpo com ambas as mãos. Andou até a lareira, ignorando a ruiva agora de pé que o olhava apreensiva. Virou-se para ela em um girar de calcanhares, e sua varinha agora ameaçava o rosto bonito.
- Preciso sair antes da nossa... reunião, volto tão breve possível. - disse de maneira arrastada. - Está sem poderes, sem varinha e tem feitiços que impedem de sair. Acho que não vou precisar me preocupar em te prender.
Ela assentiu, conhecia a fama de Snape, e não era porque ele tinha tirado aquele adorno que o Lord lhe colocara, que ela poderia confiar nele. Ele não estava entre os preferidos do bruxo das trevas atoa.
E com o som das chamas estourando ao redor do corpo dele, ficou sozinha.
Snape apareceu em seus aposentos particulares em Hogwarts, andou alguns passos e as velas mágicas se ascenderam revelando a pouca mobília e os muitos títulos sobre as estantes que cobriam grande parte das paredes. Dirigiu-se para a porta de carvalho e a sua mera aproximação a porta se abriu revelando um corredor escuro e frio das masmorras. Atravessou o batente e a porta bateu a suas costas, transformando-se em uma tapeçaria velha com o simbolo da casa que dirigia.
Seus passos eram apressados, por puro azar não encontrou nenhum aluno fora de sua casa durante seu trajeto, talvez fosse porque neste feriado de natal, muitos haviam voltado para suas casas. E logo quando Snape estava tão inspirado a retirar pontos, a vida nem sempre era justa.
Encontrou a gárgula de pedra e citou para ela a senha, sem a menor das cerimônias adentrou o escritório do Diretor.
- Severo.
Snape espalmou suas mãos na mesa de Alvo, fazendo alguns objetos balançarem. Os olhos do Diretor brilhavam irritantemente.
- O que tem para mim hoje Severo?
- Não sei... - Snape falava no seu tom letal. - Talvez um convite para meu casamento.
Dumbledore cruzou as mãos e observou Snape atentamente e um sorriso brotou no rosto do velho bruxo.
- Não sabia que você tinha um affair.
- Não seja idiota Alvo. - respondeu ao se afastar da mesa. - O Lord me ofereceu uma esposa, e sugiro que me ajude com um modo de acabar com isto.
- Deveras eu acho que uma esposa no atual momento seja um tanto quanto inconveniente, mas não realmente preocupante. Qual o exato problema?
Snape bufou, rodeando a poltrona que ele normalmente costumava usar. Naquele momento, sentar nem passava em sua cabeça.
- Ela é uma Grifinória. - resmungou.
- Sei que a casa não é o que mais lhe preocupa, sendo que no passado...
- Ela ainda é uma aluna Alvo!
O diretor recostou suas costas em sua cadeira, retirando os óculos do rosto e apertando a ponte do nariz torto.
- Este sim é um problema. - disse sem olhar para o outro bruxo. - Como ele conseguiu isto?
Snape finalmente se jogou contra a poltrona, respirando fundo, para manter a voz equilibrada, ele começou sua narrativa.
- O Lord tinha planos para o sequestro de um aluno, mas nunca imaginei que aqueles idiotas conseguiriam por as mãos em alguém no Expresso Hogwarts. Principalmente em uma Grifinória. Não sei do plano original, mas quando o Lord viu a aluna capturada mudou os planos.
"Sangue puro, ele não gosta de derramar o sangue limpo, então, saiba que estou especulando, ele a torturou, a aprisionou e Merlim sabe mais o que. Tudo para chamar a atenção dos Pais dela, mais especificamente da Mãe, que trabalha no Ministério.
Dumbledore recolocou seus óculos e encarou Snape.
- Quem é?
- Spaild.
- Entendo. - o velho bruxo falou por fim. - Sylvia Spaild é chefe do departamento de regularização de animagos, assim ele tem um lista completa dos nomes e formas.
Snape assentiu. Verdade era que o Lord Negro não fazia nada sem propósitos, e encontrar uma filha de chefe de departamento em suas mãos lhe calhou como nunca antes.
- Vê o problema Alvo? - disse Snape. - Os Spaild tem uma longa lista de membros que penderam para as trevas.
- Merick transpôs a linha assim que conheceu Sylvia.
Snape assentiu.
As pessoas tendiam a achar que todo Sonserino era mau por natureza, mas Sylvia sempre fora uma exceção as regras, estudiosa, educada, refinada e principalmente respeitadora. Mudou completamente o jeito que alguns viam a casa de Salazar. A Monitora chefe era uma jovem promissora, gostava muito das aulas de Minerva e foi justamente por causa da Professora de Transfiguração que ela se inclinou para esta área mágica. Ironicamente o orgulho de McGonagall naquela época pertencia a Sonserina.
- O que o Senhor está planejando? - Snape olhou para Dumbledore que parecia ter chegado a algum lugar.
O Diretor passou seus olhos azuis sobre os quadros emoldurados por todo o recinto, pousando-se em um em especial.
- Fineus. - ele chamou e o quadro que fingia estar dormindo abriu os olhos para Alvo. - Preciso que você faça uma excursão até seu quadro em Grimmauld Place e chame Minerva para mim.
Fineus assentiu e dando as costas sumiu. Alvo Dumbledore virou-se para Snape novamente, o olhando como se acabasse de descobri-lo ali.
- Severo meu caro, você vai fazer o que Tom quer, por sorte, ele o escolheu ao invés de qualquer outro comensal. - e apontou para um pote repleto de gotas de unicórnio as bolinhas translucidas deslocaram-se quando o velho pegou o pote e o ofereceu mais uma vez.
Severo negou veemente com a cabeça, se conhecia bem os doces oferecidos por Alvo ele ficaria bem longe destes.
- Não foi sorte, digo, a Senhorita Spaild tem um gênio complicado, como você mesmo deve ter percebido. Ela não aceitou Amico nem Draco, eles foram as primeiras escolhas.
- Devo assumir que o aceitou de bom grado então?
- Tampouco, ela ia tripudiar, mas o Lord não permitiu mais nenhuma interrupção. - Snape cruzou os braços em torno de seu tronco. - Eu realmente não queria fazer isto Alvo.
- Mas vai. - sentenciou jogando uma das gotas de unicórnio na boca. - Bem sabe você que precisa se estabelecer forte entre os comensais. Tom precisa confiar cegamente em você!
"Creio que a menina Bellatrix ainda desconfia de você, assim sendo, obedecer esta ordem em particular fará com que ganhe pontos com Tom. Justo quando ele acha que uma grifinória é uma pessoa próxima a Harry.
- Alvo. - Snape se levantou. - Você sabe o que casamento bruxo implica, o que ele significa.
- Certamente que sim, dado que eu realmente realizei muitos deles. - os olhos do bruxo brilharam de um modo diferente, como se fosse algum efeito do doce recém consumido. - Vais casar com ela, e eu quero ter com ela em breve, mas no momento é bom que ela pense que está sob sua mercê.
Snape bufou, detestava que Alvo tivesse as cordas nas mãos, ele era um manipulador inato e não somente manipulava a ele, mas a todos ao seu redor.
As batidas na porta interrompeu qualquer coisa que Snape ou Dumbledore pudessem acrescentar, com um meio movimento de pulso da parte de Alvo, a porta se abriu e revelou uma Minerva McGonagall com uma longa trança sobre os ombros.
- Alvo, queria me ver? - disse entrando sem reservas. - usei o Flu para meu escritório.
- Sim Minerva, gotas de unicórnio?
A diretora da Grifinória estendeu a mão até o pote e serviu-se de uma. - Severo. - cumprimentou.
- Minerva. - ele disse indiferente.
Alvo ficou algum tempo em silencio, o mesmo tempo em que Minerva degustava do doce oferecido, o Diretor excêntrico apreciava quando aceitavam seus doces sempre disponíveis.
- Minerva, o nosso Severo vai contrair Matrimônio.
Snape achou que a escolha de Dumbledore não poderia ser mais acertada, dado que ele se casaria com uma mulher muito mais jovem que ele, e ainda sua aluna. Contrair lhe soou como algo pecaminoso.
Mas o olhar admirado de Minerva era quase hilário, ele poderia jurar que pela cabeça dela se passava algo como: "Quem em sã consciência se casaria com Snape?" Bem, ninguém de fato.
- Parabéns? - ela perguntou de forma estranha.
Snape revirou os olhos e encarou o diretor.
- Diga-a logo Alvo, que o Lord das Trevas sequestrou uma de suas Grifinórias e a está obrigando casar-se comigo!
Snape não precisava olhar para Minerva para saber que seus olhos estavam arregalados como os de uma coruja e sua boca fazia um perfeito 'o'.
- Alvo? - ela chamou com os olhos grudados em Snape.
O Diretor assentiu e levantou-se da cadeira andando até a janela que exibia a noite já alta.
- Então o que está esperando para acabar com isso? Uma Aluna Alvo! Qual Aluna? - ralhou Minerva no seu melhor tom de Leoa que defende os filhotes.
- Receio não ter poderes para isto. - ele pousou a mão enegrecida sobre a cortina de veludo vinho. - Severo vai se casar com a Senhorita Spaild e a única coisa que podemos fazer é ajudá-la a entender o que está acontecendo.
"Minerva, preciso que você busque as coisas da Senhorita Spaild no dormitório. Conversaremos mais depois que voltar, vou lhe explicar tudo o que Severo me contou. - e assentindo a diretora deixou a sala. - Severo, você deve voltar para Spiner's End. Precisa cuidar dela, suponho que ainda não tenha se recuperado do tratamento de Tom, uma vez que ela está com a magia temporariamente drenada.
Snape de repente sentiu-se esgotado, ainda tinha que ter uma conversa com a bruxa que o esperava em sua casa, a noite estava longe de acabar. Minerva chegou tão rápido possível, com um malão flutuando a suas costas. Snape tomou conta do feitiço de levitação e jogando flu na lareira sumiu pelas chamas sem nem sequer uma palavra.
- Típico dele. - Minerva disse.
- Deixe-o Minerva, ele tem muito com o que se preocupar. - respondeu Alvo antes de começar a sua explanação dos fatos.
O que poderia fazer, quando Dumbledore decidia, ele apenas acatava.
Ela estava sozinha naquela casa, casa dele, e naquele momento um arrepio cruzou sua espinha, olhou novamente para o pergaminho que havia escrito ha algum tempo. Fora ele mesmo quem dissera para fazê-lo, escrever tudo o que precisava. Poderia ter escrito apenas uma frase. "Carvalho, Fio de Cabelo de Dríade, 38cm, maleável." porém sabia que ele nunca lhe entregaria a sua varinha, não enquanto achasse que ela podia fazer algo contra ele. Então colocara ali tudo do que pudesse vir a precisar, e muitas coisas eram pessoais demais.
Quanto tempo mais ela ia ficar sozinha? Haviam se passado quanto tempo desde que ele saíra? Ela podia calcular mal, umas duas horas.
Resignada a esperar, ela levou os dedos aos cabelos e começou a tecer uma trança elaborada, estava nas ultimas trançadas quando o fogo crepitou feroz e regurgitou um Severo Snape com um enorme malão em suas mãos.
Eles se encararam durante alguns instantes e os olhos verdes voaram para o malão com o simbolo de Hogwarts.
- Você foi até Hogwarts apenas buscar minhas coisas?
- Não se sinta privilegiada. - ele retrucou. - Eu tinha outras coisas mais importantes a fazer lá.
Snape apoiou o malão próximo a ela e sentou-se na mesma poltrona que tinha o acomodado mais cedo.
- O casamento será amanhã. - Snape disse ao olhar para nada em particular. - Você deve estar ciente das fazes de um matrimônio bruxo.
Ela afirmou com a cabeça, encarando o queixo do homem de negro.
- Então sabe que usará magia.
Jeenn olhou para ambas as mãos. - Não sinto nenhum rastro da minha magia.
- Remediaremos isto. - ele disse e enfiando a mão em um de seus bolsos e lhe entregando um pequeno frasco contendo uma poção leitosa. - Poção Revigorante Fortificada.
"Junto com uma noite de sono completo, você terá um pouco de mágica restaurada. - ele a viu beber toda a poção em um único gole.
Snape começou a estudar a mulher ruiva, com os olhos apertados, procurando por qualquer sinal de que ela estivesse machucada.
- O que foi? - ela parecia irritada com o exame dele.
- Há algum ferimento não visível?
- Além do meu ego? - indagou irritada. - Realmente não importa.
Snape sustentou seu olhar durante algum tempo, realmente se ela estivesse ferida, ela demonstraria de alguma maneira, e em nenhum momento, ela expressou dor ou desconforto.
- Não sei como o Lord irá proceder o casamento, mas após a cerimônia nós...
A ruiva assentiu com a cabeça enquanto seus lábios moviam-se ao analisar Snape.
- Sexo.
Snape negou com a cabeça, seria possível que aquela garota não entendia a gravidade da situação?
- Me parece que a senhorita está muito ansiosa para esta parte. - citou. - não é apenas sexo, é a mutoa concordância de um ser somente do outro... para sempre.
- Aposto que você sim está louco para isto. - ela desafiou.
- Teria eu coisas melhores para fazer. - ele desdenhou.
O olhar que ela dirigiu a ele era no mínimo, feroz, como se aquele cometário a incomodasse de uma forma. Levantou-se e parou de frente para ela, olhando do topo dos seus 1,85cm de altura, com aquele típico olhar de mestre, olhares que costumava dispensar apenas a seus alunos.
- Acho melhor terminarmos por aqui. - ele sussurrou. - pode usar os aposentos no qual banhastes.
Com um giro gracioso e preciso ele se afastou dela, pressionando um livro com a varinha negra para revelar uma passagem secreta e por ela sumir.
