Acho que muitas explicações vão vir devagar, se não vai ser muita coisa para se digerir e pode acabar ficando ruim de ler.

Não demorei quase nada desta vez certo? Pois bem, o capitulo ia ficar enorme, então eu tive que fazer ajustes e mudar o nome, não quero correr com as coisas. Mais um pouquinho de ciumes para quem gostou da cena...

Aos Leitores: Viola Psique Black; Amanda Lais e MMonster. E a todos os outros que leem mas não me deixam reviews.

BOA LEITURA


Capitulo sexto: Pequena mentira.

Remexeu no sono, parecia sufocar, sua pele queimava, seus ossos pareciam estar em pedaços. Gemeu reclamando a dor que seu corpo lhe oprimia. Abriu os olhos e encontrou o escuro. Manteve-se parada por alguns minutos, olhando o teto escuro. Não estava em sua cama. Chorou, as lágrimas quentes escorrendo pela extensão de seu rosto, estava em um lugar que não conhecia, sabe-se lá o que poderia acontecer com ela. Respirou fundo e olhou por todo o local, franzindo a testa. Estava claramente em um quarto, mas quarto de quem? Seu não era.

Tentou sentar-se, usando ambas as mãos no processo e antes que pudesse assumir uma posição confortável, sua mão esquerda reclamou o peso de seu corpo. Soltou um pequeno esgar de dor.

- Ai.

E tudo veio a sua mente com tanta velocidade que lhe deu ânsia. Piscou um par de vezes, assimilando toda a informação que tinha. Alex, pequeno toque, olhos negros, dor, mais dor, Alex, dor insuportável, Minerva, dor, Dumbledore, dor, Snape, e o ápice da dor. Jogou para longe a coberta chumbo que lhe protegia do frio. Jogou seus pés ao chão. Tinha uma pequena idéia de onde poderia estar. A raiva queimava dentro de si. E antes que pudesse calçar seus sapatos a porta se abriu e Snape entrou por ela.

- Você! – ela disse, a voz carregada de ódio.

- O que... – ele estreitou os olhos e pode desviar a tempo do travesseiro que vinha em sua direção. – ACALME-SE!

- Oh! – e ela riu. – Engraçado... é bom sentir essa maldita dor Professor? – Ela apontou para a mão que ele aninhava.

Ele se aproximou daquela forma que ele fazia com os alunos, sua capa tremulando as suas costas, o rosto uma máscara indecifrável.

- A culpa não é minha! – ela cuspiu sobre ele. – Não foi minha idéia casar com você! Não foi minha maldita idéia! Culpe aquele megalomaníaco sem nariz!

Ela já estava de pé, encarando os olhos de Snape com os seus, irritada porque começava a sentir a dor em sua mão novamente. Ela estava fazendo Snape perder o controle. Mas, ela naquele momento só queria gritar com ele, a dor que se fudesse!

- A-cal-me-se. – ele disse pausadamente.

- Calma? Pro inferno a calma! – ela tocou com o indicador o peito dele. – Pro inferno tudo isso! Eu não sou obrigada a sentir dor só porque você teve um ciumezinho idiota!

Snape segurou a mão dela, ignorando a veia que começava a serpentear sob sua pele.

- Ciúmes? – ele perguntou perigosamente perto. – Ciúmes de você e aquele grifinório imbecil?

- Não me tome por idiota Professor! Cada vez que o Alex me tocava, eu sentia mais dor! Estamos ligados lembra?

Snape via ela balbuciar alguma coisa, mas o sangue em seu ouvido atrapalhava, e os lábios dela tão próximos não ajudavam em absolutamente nada. Ela continuou a destilar o veneno dela, mas ele já estava perdido, o perfume dela inebriava-o. Afrouxou o aperto na mão dela e piscando um segundo mais demoradamente, tomou os lábios nos seus.

Oh Merlin, ela era doce, mesmo com a boca cheia de veneno. E após o rápido susto, onde ela se debateu, ela acalmou-se e ele segurou a cintura fina, enroscando sua língua na dela.

- Merlin estou perdido. – ele disse rouco próximo da orelha dela.

- O que...

- Calada! – e lhe lambeu o lóbulo da orelha recebendo um gemido estrangulado. – Você é minha ouviu? Minha!

As mãos dela foram rápidas em desfazer seus botões. A magia chiando entre eles, exigindo que os corpos se colassem. Quando se aproximavam demais, algo acontecia com o controle de ambos, eles podiam se agredir verbalmente, poderia até ferirem-se fisicamente, mas bastaria um toque que desencadearia o desejo latente neles e nada mais conseguiria os segurar.

Snape deslizou o suéter azul que ela vestia e encontrou um sutiã vermelho grifinória cobrindo os seios perfeitos dela. Ele grunhiu, aquilo era uma afronta. Mas quando ele ia transfigurar a cor dele teve seu cérebro transformado em nada quando sentiu a língua dela quente percorrendo seu peito desnudo. A sanidade dele ameaçava abandonar de vez enquanto sentia as mãos dela serpenteando abaixo de seu umbigo, buscando o cós da calça. Teve tempo de dar uma mordida firme, cravar seus dentes na carne dela, na junção entre o ombro e o pescoço antes que ter sua mente esvaída quando ela lhe tocou na intimidade.

- Severo! – a voz de Dumbledore preencheu o quarto.

Ele rosnou, a afastando dele encarando os olhos verdes dela, transbordando luxúria. Ele precisou forçar muito sua mente para não ignorar o velho que certamente tinha a cabeça flutuando em sua lareira e enfiar-se naquele corpo que pedia o dele tão violentamente.

- Alvo. – ele respondeu com sua voz de sala de aula.

Jeenn piscou um par de vezes e focou o professor. Ela apoiou a mão no peito dele e o afastou apontava a porta, mas ele não moveu-se.

- Vai!

- Atrapalho alguma coisa Severo?

- Vá embora Alvo!

- Sinto muito, mas estamos com problemas! – a voz entrou no quarto. – o senhor Palmer está no escritório da Minerva procurando a Senhora Snape.

- Alex! – ela disse e levou as mãos a boca.

Snape estreitou os olhos e girou em seus calcanhares, perdendo um pouco da graça do movimento, pois estava apenas com suas calças naquele momento. Ele saiu do quarto e ela só pode escutar o que eles conversavam.

- Deixe o imbecil pensar o que quiser!

- Não! – ela respondeu em um grito, correndo para a sala. – Alex vai entrar em contato com meus Pais, e eles vão se preocupar a toa!

Snape a segurou antes que ela pudesse tropeçar em seus móveis, e a olhou novamente, a raiva de volta em seu rosto, embora ele controlasse o sentimento, não queria ver aqueles olhos com nada além de desejo.
Dumbledore sorriu ao ver os dois nos trajes que estavam e Snape a cobriu com uma manta que estava sobre o sofá, ele não deixaria que ninguém olhasse aquele corpo, mesmo Dumbledore...

- Precisa vir comigo Senhora. – e ele saiu da lareira e o fogo voltou a arder vermelho.

- A culpa não é minha. – ela o lembrou os olhos sinceros demais para ele evitar.

- Ele não pode tocá-la. – respondeu.

- Snape, ninguém vai poder me tocar? Você está ouvindo o que está me pedindo? – ela cruzou os braços. – Não posso dizer quando as pessoas sentem coisas por mim, eu posso evitar tocar as pessoas, mas não posso evitar que elas me toquem.

- Mas pode se afastar dele!

- Eu nunca tive interesse pelo Alex. – ela disse tirando a manta e indo buscar suas roupas. – Eu não tenho interesse sentimental em ninguém. – e o encarou do batente da porta. – E isto que acontece aqui é puramente sexual.

Ela estendeu a varinha dele, ele se aproximou e pegou-a pelo rosto. Beijando novamente os lábios chamativos. Imprimindo sua presença nela.

- Se ele se atrever a beijá-la eu juro que o mato!

- Não esperaria menos. Quem diria Severo Snape com ciúmes de um grifinório! – ela respondeu um tanto quanto divertida.

- Eu não estou com ciúmes. – ele disse segurando com força o queixo dela. – Só não gosto de dividir o que é meu!

Ela rolou os olhos nas orbes. - Agora tome, libere a lareira para que eu vá até o diretor.

A lareira brilhou e Dumbledore deixou a janela para receber a jovem. A olhou com certa curiosidade. Estaria ela sendo capaz de colocar novos sentimentos dentro de Severo? Ele a acolheu e ofereceu a ela alguns drops de limão.

- Não, obrigada. – respondeu educada. – Professor Dumbledore, eu acho que gostaria de saber o que é esta prisão da alma.

-A senhora acha?

- Desculpe me expressar mal, eu quero saber o que significa isso!

- De um modo sucinto, todos os sentimentos ruins que Severo sentir lhe causará dor, todos os sentimentos bons lhe causará algo como cócegas.

- Por quê?

- Senhorita, temo que não tenhamos tempo para discutir a fundo estes pormenores.

- Desculpe-me Professor, mas eu sei o que é prioridade. – ela suspirou. – Alex pode sempre esperar, já isto. – ela fez um gesto amplo com a mão. – é a minha prioridade, porque se eu preciso manter a fé para proteger meus pais, eu preciso conhecer estes pormenores.

- Mas a senhorita tem que entender que existem coisas que...

- Ah! – ele jogou os braços para cima. – Faça-me o favor! O Senhor pede coisas demais as pessoas, mas quando chega a hora de ofertar, o faz entre metades. Eu exijo saber que raios esta acontecendo comigo! É a minha maldita vida!

Dumbledore respirou fundo. Aquela garota não era nem de longe como o jovem senhor Potter, ela era determinada e tinha potencial. Falaria com ela, contaria as coisas, mas não tudo, contar tudo seria demais para uma alma tão jovem.

- Magia negra. – ele disse com a voz leve. – Tom fez uso de magia negra, para assegurar que a senhora fosse fiel ao servo dele. E com isto ser fiel a ele mesmo, Suas almas estão entrelaçadas, mas não como em qualquer casamento consangüíneo, vocês estão amarrados, presos por magia negra, que somente a morte pode quebrar.

Ela franziu o cenho. O casamento era um contrato mágico incancelável, não era? Então o que Dumbledore queria dizer com aquilo? Porque aquele louco usara magia negra nela?

- Eu disse que não era fácil de entender. – ele disse em resposta aos pensamentos dela. – Há situações em que um casamento pode ser cancelado. Muito raros eles são, mas podem acontecer. E como Tom queria certificar-se que nada poderia separá-los, bem, ele infringiu isto durante a cerimônia.

"Agora acho que podemos tratar do assunto do Senhor Palmer. Vamos precisamos ir até Minerva. – Dumbledore abriu a porta. – Ah senhorita, acho que podemos cuidar desta marca antes de irmos, afinal, não precisamos contar sobre Severo. – ele sorriu. – As vezes uma pequena mentira é melhor ouvida do que a verdade.

A garota corou furiosamente, em um tom de vermelho digno de um grifinório, preferiu encarar seus pés enquanto a varinha de Dumbledore cuidava do... ela deveria chamar aquilo de ferimento?

Snape enfiou-se embaixo do chuveiro frio, precisava acalmar seus nervos. Socou com força o mármore branco, uma, duas... parou apenas quando viu a água que escorria para o ralo tingir-se de vermelho.

- Ah ótimo! – ele reclamou para o nada.

Lavou o ferimento, sentindo-o arder e após sair do banho enrolou a mão em um pano, ele precisava sair das masmorras, percorrer os corredores, encontrar alunos transgressores e lhes roubar pontos. Só assim poderia tirar a frase dela de sua cabeça. "E isto que acontece aqui é puramente sexual." Ele não entendia porque se preocupava, porque aquilo machucava tanto nele. Afinal, ele não sentia nada por aquela garota, não podia sentir, era mesmo como ela havia dito; Puramente sexual.

Respirou fundo, enchendo os pulmões de ar, fechou os olhos por um breve segundo e quando os abriu encarou a porta que se abria. Ela mal deu um passo para dentro e sentiu braços lhe comprimirem com determinada força. Arregalou os olhos e afastou o rapaz de si. Olhou para Dumbledore, buscando alguma ajuda, mas o velho bruxo apenas lhe sorriu.

- Devagar Senhor Palmer. – Minerva Interveio. – A Senhorita Spaild ainda está debilitada.

- Desculpa, - ele pediu sorrindo. – A Professora McGonagall disse que precisou chamar seu Pai. Você se sente melhor?

- Sim. – ela respondeu sem pestanejar.

- O que aconteceu?

- Hm... – Minerva assentiu para ela. – Enquanto eu estava em casa, eu me feri em uma Macfadyena unguis-catis Alihotsy¹.

Dumbledore olhou para Minerva com os olhos brilhantes, a jovem deu uma boa desculpa para tudo o que acontecera, a partir dali o assunto seria esquecido. Mas o rapaz encarou-a de um modo curioso.

- A unha da fera. – Dumbledore explicou. – O veneno contido nela pode ser até letal, sorte que nossa jovem senhorita Spaild somente se arranhou levemente. – e ele piscou divertido.

- Desculpem-me, mas eu estou um tanto quanto cansada. – ela disse cortando a longa conversa que obviamente viria, precisava ficar sozinha, por os pensamentos em ordem. – Estou dispensada para voltar ao dormitório?

Dumbledore assentiu, mas foi Minerva quem os acompanhou até a porta. Alex parecia um cachorrinho obediente, seguindo-a enquanto caminhava até a sala comunal, se ele tentasse entrar no dormitório feminino, certamente Minerva apareceria e não seria nada bonito, principalmente depois que Snape soubesse. Ela revirou os olhos quando ele disse um fraco 'bom descanso' enquanto se jogava contra uma das poltronas.

Ela respirou profundamente, não estava cansada, não precisava de descanso algum, precisava de um tempo onde pudesse por em ordem seus pensamentos, para assim conseguir ordenar sua vida. Ela estava em um dilema e tanto. Passou boa parte da manhã deitada, contemplando cada um dos seus problemas. Seus estavam sendo ameaçados; sua vida embolada com a do professor de poções; Alex no meio disso só fazia piorar.

- Pequena mentira... – ela disse lembrando-se das palavras do diretor. – como se a minha vida não estivesse cheia disso. Pequena mentira, francamente, uma bola de neve isso sim!

Mentia a seus pais que estava bem, mentia a Snape fingindo que não se importava, mentia a Alex que tudo era como antes, mentia até para si mesma dizendo que tudo ficaria bem. Pequenas mentiras não são tão boas quando Dumbledore fez parecer. Quando achou que tia acabar fundindo o cérebro de tanto pensar, ela decidiu que uma ida a biblioteca seria bom, livraria sua mente daquele monte de coisa que rodavam tão rápido que a enjoada, mas seus esforços foram frustrados quando Alex abriu a passagem do retrato e encontrou com ela.

- Ia te chamar para almoçar. – ele disse enquanto ela se distanciava um pouco.

A ruiva olhou levantou a manga da camisa azul e olhou para o relógio, realmente estava na hora do almoço, resignada ela acompanhou o rapaz a uma ligeira distancia. Ele conversava sobre runas e como o assunto interessava, logo ela animou-se em uma boa conversa. Sentaram-se e Jeenn apoiou o cotovelo na mesa para falar sobre as regras de aplicar runas egípcias em objetos.

Eles comiam e conversavam, como se estivessem apenas os dois no salão. Era fácil entreter-se com Alex, ele gostava basicamente das mesmas coisas e a conversa simplesmente fluía. Eles só pararam de falar quando o Professor Dumbledore levantou-se a pedir atenção. Quando seus olhos pararam na mesa principal antes de focar o diretor, ela viu Snape com os braços fortemente cruzado sobre o peito, ele decididamente estava de mal humor.

- Estava conversando com Horácio, e nós entendemos que, mesmo estando em tempo tão difíceis, deveríamos aproveitar para celebrar o novo ano que se aproxima. – ele olhou para todos e cada um em especial antes de continuar. – Precisamos nos distrair mesmo quando temos conflitos. E esperar por um ano melhor, é algo que está em nós como humanos que acreditam na esperança.

"Teremos um baile neste mesmo salão amanhã. Divertiremos-nos antes de nos ater novamente nos nossos deveres. Espero cada um de vocês presentes, tanto alunos quanto os professores.

Snape sentou-se irritado, a mão enfaixada latejava, ele não podia fazer nada sobre, afinal era a mão da varinha e ele temia usar a esquerda e piorar ao invés de curar o ferimento. Cumprimentou Alvo ao seu lado e Minerva que esticara o pescoço para lhe encarar. Olhou para a única mesa no salão, mas a encontrou antes que pudesse formar qualquer coisa em sua cabeça, porém viu os vibrantes cabelos vermelhos entrarem pelo salão. Ela parecia animada demais com a conversa, e aquilo fazia o sangue ferver em suas veias.

Ele não se importava se haviam percebido a direção do seu olhar, somente queria poder arrancar aquele sorriso do rosto daquele moleque insolente. Dumbledore disse qualquer coisa ao seu lado, não importava, não agora que ela lhe olhava de um modo bem peculiar. Parecia que ela o desafiava a dizer qualquer coisa sobre o rapaz ao seu lado. Bem, ele não daria mais a ela este gosto, não quando descobrira que ela se divertira. Se ela mantivesse a palavra de evitar os toques do rapaz, bem, ele próprio poderia dar um jeito nisto mas...

- Severo?

- Oi? – ele disse cortando o contato visual.

- O que foi com sua mão meu jovem?

- Não é da sua conta Alvo. – o bruxo rosnou.

Snape levantou-se mais nervoso, como se ele não tivesse problemas suficientes para lidar, como se não tivesse um maníaco homicida fungando em seu pescoço a lhe lembrar todos os caminhos errados que tinha tomado. Ainda tinha aquele maldito de barba branca, que continuava a sorrir e brilhar os olhos enquanto devia empunhar a varinha e fazer alguma coisa de realmente útil. "Ele está fazendo, está treinando Potter. Potter, Potter... como se Potter fosse realmente capaz de qualquer coisa. O moleque é como aquele imbecil do Pai. Um arrogante." Snape afastou os pensamentos para que eles fossem substituídos por outros não melhores. "Um baile, agora sim Alvo enlouqueceu, um baile... e ainda tem aquele Palmer rondando o que me pertence. Qual o problema desses Grifinórios afinal?"

Ele seguiu para a Ala hospitalar, Pomfrey tinha de se fazer útil e curar aquele ferimento, ele não podia se dar ao luxo. Ainda mais quando esperava uma convocação do seu mestre negro a qualquer momento. Tinha que se mostrar sempre forte.

- Jeenn... Jeenn!

- O que foi? – ela piscou e encarou Alex.

- Tudo bem, você parecia fora de si, precisa ir ver Madame Pomfrey, ou quem sabe seu Pai. – ele parecia preocupado. – posso chamar a professora Minerva se quiser.

- Não, eu apenas me perdi em pensamento. - respondeu. – Está tudo bem Alex, eu não preciso ver meus Pais.

Outra pequena mentira, ela precisava sim dos Pais, precisava de colo, precisava de fugir daquela grande encenação que Dumbledore armava em torno dela. O que faria ela, o que poderia fazer contra aquele bruxo de feições ofídicas? Absolutamente nada, apenas sentar e esperar a sua morte quando ele decidisse que não era mais útil.

- Vou. – respondeu a pergunta do rapaz sobre ir ao baile de ano novo. – Vou sim, parece uma boa idéia dançar.

Viu Alex sorrir e percebeu que tinha sido uma péssima colocação. Agora ela não precisaria se preocupar em morrer nas mãos do Lord Negro, Snape mesmo a mataria. "Grande porcaria!"


¹- Macfadyena é um gênero botânico pertencente à família Bignoniaceae. Unguis-catis "unha de gato" recebe este nome pelas gavinhas bifurcadas que são curtas e rígidas como espinhos. Alihotsy planta mágica seu 'consumo' provoca histeria.

N/A: Dumbledore vai dar um drops de limão para cada review enviada! Até a proxima!