Peço mil desculpas pela demora para a postagem, eu tive realmente muita coisa pra fazer durante este tempo, mas olhem, eu escrevi tudo hoje mesmo! E... já tenho o proximo capitulo em minha mente, então, espero que nada de errado e possa postar mais rápido desta vez.

Capitulo dedicado a: Amanda Lais; Mandy Clegane; Rafinha granger-potter; Viola Psique Black e Daniela Snape que me deixaram ótimas reviews. Isto me inspira a escrever! ;3

Boa leitura a todos!


Capitulo Sétimo: Sem rumo

Enfiou os pés na manta que conjurara, buscando um pouco mais de aquecimento enquanto percorria os olhos pelo livro que retirara da biblioteca. "Animagia básica; Buscando o animal dentro de você." Sempre achou a transfiguração útil, principalmente se pudesse se tornar animaga. Sua mãe podia transformar-se com a facilidade de um piscar de olhos, tão logo um beija-flor subia e descia a suas vistas, com o ritmo acelerado das batidas das asas.

Pegava-se vez ou outra pensando no que se transformaria se tentasse, talvez uma ave como a mãe, ou talvez um animal mais traiçoeiro, uma cobra.

- Definitivamente nada sonserino! – ela respondeu para si mesma.

- Falando sozinha?

Ela virou-se feroz, os olhos sérios e a varinha em punho. Uma verdadeira leoa. O rapaz de cabelos cor de mel e olhos castanhos levantou as mãos em rendição e lhe ofereceu um sorriso divertido.

- Atacar um homem desarmado?

- Alex. – ela disse guardando a varinha. Marcou a página e focou seus olhos na superfície congelada do lago negro.

- Preparada para logo à noite? – Ele perguntou, puxando uma ponta da manta e sentando-se ao lado.

- É só um maldito baile.

- Bom dia senhorita mal humor. Dormiu com o Professor Snape por acaso?

Ela o olhou assustada, os olhos verdes arregalados, abriu a boca algumas vezes, mas absolutamente nada saiu. Palmer, notando o transtorno que causara nela sorriu divertido.

- Calma Jeenn. Foi só um modo de dizer. – respondeu cutucando as costelas dela. – Snape está sempre azedo, e parece que você acordou do lado errado da cama esta manhã.

- Não brinque com uma coisa dessas Palmer.

- Okay Spaild, eu me pergunto se alguma mulher teve coragem.

- Do que? – ela perguntou relaxada.

- De dormir com ele. Digo, com o Snape.

Ela escondeu o rosto corado entre as mãos, com a desculpa de aquecer a face. E riu. Alex percebendo e entendendo do modo que ele queria entender, ou do único modo que podia, riu junto.

- Vamos juntos. – ele falou, simples, como se citasse o tempo.

- Alex eu...

- Jeenn, você é inteligente, não me peça para explicar. – ele puxou uma mecha de cabelo dela e levou ao nariz. – Afinal de contas, é só um maldito baile.

Evitou olhar o rapaz, não que sentisse algo por ele, mas aquela proximidade poderia ser perigosa. Engraçado era como a vida lhe pregara uma peça atrás da outra. Nunca nenhum rapaz mostrou interesse por ela, e agora, justamente quando não mais podia responder aos gracejos, por estar casada, alguém a via como uma namorada em potencial. Tivera todo o tempo e justo agora Alex resolvera se declarar.

- Então?

- Como amigos. – ela respondeu sorrindo.

- Amizade é o começo. – ele respondeu.

Snape estava parado em um canto do Salão Principal, detestava essas inteirações entre casas, detestava ainda mais porque podia estar fazendo algo útil. Dumbledore e sua mania de achar que precisava espairecer vez ou outra.

Como se sua vida fosse um jogo, que Dumbledore movia as peças como bem entendia, ele ainda tinha que se preocupar com aquela irritante grifinória que entrava no Salão escoltada pelo amigo de casa imbecil. Esfregou a palma da mão do tecido grosso de sua sobrecasaca e desviou o olhar. Manteria a promessa de que seguraria suas emoções a fim de não feri-la, mas não era simples. Aquele rapaz cheio de 'boas intenções' segurava a cintura fina e delineada de sua mulher.

- Tome um conhaque Severo. – Alvo disse em tom divertido.

- Anestesiar a minha mente não é muito seguro Alvo. – repreendeu.

- Então meu caro, desfaça essa cara feia e pegue uma tava de vinho. – antes que ele pudesse replicar o Diretor complementou. – uma ou dois goles não faz mal a ninguém.

Sua vontade há muito tempo era a de estuporar Alvo Dumbledore, mas sempre que pensava nisto ele imaginava como seria patético ver o bruxo caído no chão e como isto poderia repercutir entre as pessoas que nele confiavam e... sua linha de raciocínio foi cortada quando ela se aproximou, decididamente ela não o tinha visto, mas agora Snape podia ver com clareza a roupa de sua jovem esposa.

O azul Royal combinava perfeitamente com a brancura de sua pele e com os cabelos afogueados. Ela sorria e respirava elevando os seios perfeitos envoltos pelo tomara que caia. Levou a mão esquerda aos cabelos e colocou uma mecha atrás da orelha. Respondeu algo que a garota corvinal lhe perguntava e permitiu que ela tocasse no tecido do seu vestido rodado.

A vontade de Snape era que fosse sua a mão que a segurava pela cintura, que fosse a si direcionado aquele sorriso espontâneo que fosse os seus olhos que ela buscasse durante toda a noite. Mas, era aquele Palmer quem receberia todas as honrarias.

Soltou o ar ofensivo em seus pulmões, virando-se a fim de evitar ver qualquer carinho extra que trocassem, poderia perder a compostura e lançar uma imperdoável no rapaz. E sua mão queimava cada vez mais.

- Algum problema?

- Não, Porque teria?

- Porque – Alex levou os dedos até a face da moça e desfez a proeminente ruga em sua testa. – você está com uma pequena ruga aqui, agora me pergunto se de preocupação ou de dor.

Ela retirou a mão dele de sua face e sorriu forçadamente. Sentira algumas fisgadas de dor em sua palma desde que chegara, e agora uma relativamente forte quase a fazia perder a compostura.

- Apenas uma pequena preocupação, nada demais. – ela sorriu. – Estou com sede.

E com isto o rapaz com uma mensura a deixou por alguns instantes para pegar as bebidas que ela pedira. Uma vez sozinha, ou relativamente só, ela passou os olhos pelo grande salão a procura da figura totalmente vestida de negro. E lá estava ele, olhando diretamente para ela, com uma taça de vinho entre os dedos e o olhar de desafio.

Displicentemente ela balançou a cabeça e sorriu sem jeito, como se tentasse lhe explicar que não tivera opções. Na verdade opções era algo que ultimamente a negavam. E o viu estreitar os olhos negros. Ela queria ir até ele, sentar-se ao lado e conversar, dizer que ela não teve escapatória, que Alex estava jogando pesado, mas ali no salão principal com os alunos a observar ela nada podia fazer.

Viu a professora Minerva sentar-se ao lado de Snape, e lá estava a chance de tentar explicar alguma coisa. Andou decidida, sem lançar nenhum olhar a ele, evitar os olhos negros lhe daria um bônus.

- Professora McGonagall?

- Ah, Olá Senhorita Spaild. – Minerva lhe mostrou um lugar a seu lado. – Gostando da festa?

- Sim, está ótima. – respondeu educadamente. – Mas, eu gostaria de marcar uma hora com a senhora para discutir algumas coisas sobre transfiguração.

- Problemas com a matéria?

- Não, na verdade é sobre animagia. – E ela tocou em uma taça que se encheu magicamente.

Conversavam tranquilamente sobre o assunto, embora ela sentisse o olhar afiado de Snape sobre si. Ela pretendera, ao se aproximar, que Minerva lhe indagasse sobre estar com Palmer naquela festividade, mas a bruxa era mais discreta do que ela podia imaginar. Estava quase desistindo, quando Flitwick chegou e com sua voz esganiçada disse:

- Senhorita Spaild, seu namorado está lhe esperando.

As reações foram distintas, ela sorriu, Minerva arregalou os olhos e Snape rosnou levemente.

- Não Professor, Alex não é meu namorado.

- Mas formam um belo casal, não acha Minerva?

A diretora da grifinória olhou para Snape e deste para a senhorita a seu lado. Preferiu sorrir, sem realmente deixar claro o que achava de tudo que vinha acontecendo.

- Eu vim com Alex porque ele é insistente, gosto de conversar com ele, mas não acho que existam sentimentos dentro de mim em relação a ele.

- Sentimentos florescem com o tempo, no clima certo, quando tiver que ser. – Filius citou, segurando a mão da jovem entre as suas pequeninas. – Agora vá, deixe-o ter tempo para cuidar deste jardim.

Snape levantou-se antes da jovem, não queria ouvir o quando aquele moleque era bom pra ela, o quanto eles cominavam. Ela era sua, e nada iria mudar isto. Seus pés o levavam para longe do salão, ele precisava limpar sua mente, ou acabaria ferindo-a novamente, e a ultima coisa que queria era ver ela debilitada por sua causa.

Parou em frente o lago negro, olhando suas águas escuras e calmas. Respirou fundo ao sentir novamente aquele maldito desconforto em sua palma que indicava que ele a tocava, como somente ele sendo seu marido deveria fazer. Ouviu o riso irritante de uma jovem e seu parceiro, que não notaram sua aproximação.

- Entrem! – ele disse em tom baixo, perigoso.

E os infratores nem esperaram uma segunda ordem, ficou então ali parado, encarando o reflexo da lua na água que raramente tremulava. Perdendo a noção do tempo, foi somente quanto sua mão queimou um pouco mais que ele decidiu ser hora de voltar ao salão.

E o que viu foi, Palmer dançando com ela e a proximidade dos corpos era perturbadora. A mão dele sobre o quadril dela, os rostos se tocando enquanto os lábios dele roçavam a orelha dela, confidenciando-lhe algo.

Não pode fugir daquela dança, Alex tinha lhe prendido de um modo que dizer não, soaria deselegante. Enquanto sentia a mão dele sobre seu corpo sua mente vagava para o momento em que tivera a mão de Snape contra sua pele. Corou bruscamente quando ele lhe disse no ouvido que não conseguia segurar seu desejo muito mais tempo.

- Alex, - disse se afastando, interrompendo a dança. – Eu não posso...

- Tem outra pessoa não é?

- Não é esta a questão Alex. – ela disse sem notar que era vigiada por olhos negros.

Alex a segurou pelo punho puxando-a para fora do salão, alguns alunos atrevidos assoviaram entendendo erroneamente a cena. Uma vez do lado de fora ela sentiu-se livre, para falar de modo mais duro, sem se importar com aparências.

- O que pensa estar fazendo?

- Vamos conversar! – ele disse. – Você nunca se relacionou com ninguém do castelo, quem é ele?

- Você está bêbado Alex, por favor, vá dormir.

Alex avançou para cima, segurando ambos os pulsos, estava irritado por não ter obtido nenhum avanço naquela noite. Tentou soltar-se, afastar Alex de alguma forma, mas ela tinha metade da força dele, jamais conseguiria.

- Eu esperei muito tempo Jeenn, não vou desistir!

- Alex, não é assim que as coisas funcionam...

- Você é do tipo de garota que gosta disso... – e forçou seus lábios contra os dela.

- Pare de pensar com as partes baixas, - disse-lhe quando ele se afastou frustrado. – Não sou do tipo que se conquista pela força! Cresça, quem sabe assim você tenha alguma chance porque este tipo de atitude infan...

E novamente ele forçou um beijo, torcendo seu pulso para conseguir uma passagem entre os lábios. E em um resfolegar de dor, ele invadiu a boca com sua língua intrusa. Ela lutou contra, tirando o rosto e empurrando-o contra o vazio.

- Afaste-se! – ela pediu.

- Ah, vamos lá Jeenn...

- Ela mandou se afastar. – ouviram uma voz.

Jeenn fechou os olhos e quase sorriu, estava finalmente salva, ele viera em seu socorro. Alex a deixou e irracionalmente ela jogou-se contra o peito do professor Snape, afundando o rosto em suas vestes negras. Mas, sob desculpa de manter a aparência de arrogante, ele a afastou de seu corpo.

- O Senhor Palmer cumprirá detenções comigo todos os sábados durante dois meses. – disse no sem tom lento e arrastado. – Senhorita, vou acompanhá-la até a ala hospitalar.

E saiu andando, ouvindo o barulho do salto dela ao acompanhar-lhe. Ao invés de seguir para a ala hospitalar, Snape a levou para o escritório de Alvo, onde lhe ofereceu uma poltrona.

- Deixe-me ver suas mãos.

Estendeu-lhe os braços, estavam vermelhos, e o direito um pouco inchado. Snape retirou a varinha da manga de suas vestes e com um aceno rápido fez a vermelhidão e o inchaço sumirem. Ansiando o conforto, e ainda com lágrima nos olhos ela se lançou contra o peito forte de seu marido, sentindo a segurança e a calma lhe invadirem.

A reprimenda que ele lhe passaria morreu em sua garganta quando sentiu o corpo dela contra o seu. Deslizou a mão sobre os cabelos vermelhos e deixou um beijo sobre sua cabeça.

- Obrigada. – ela disse. – Fui uma imbecil.

- Sim. – respondeu. – Não me faça duvidar novamente de sua inteligência. Vamos, vou levar-lhe até sua sala comunal.

- Não! – e se afastou dele bruscamente. – Você acha que ele não está lá me esperando, para acertar essa intromissão?

- Vou deixá-la na ala hospitalar e avisar...

- Severo, - ela chamou. – quero dormir com você, preciso sentir a segurança que me transmitiu, só assim vou ter um sono tranquilo.

Snape assentiu com a cabeça, porque ele não tinha nenhuma voz para usar naquele momento, desejava aquilo também, ter o corpo de sua mulher durante toda a noite próximo ao seu, cuidando de sua segurança. Jogou Flu na lareira e deixou que ela partisse primeiro, precisava de alguns segundo para colocar a mascara de frieza no lugar, estava quase demonstrando sua verdadeira face.

- Vamos homem, você sabe como lidar com isto, basta ignorar tudo o que ela lhe disser!

E riu de si próprio, porque ele não mais podia ignorar nada que ela dizia, estava perdido nos caminhos que ela trilhara para ele e pela primeira vez em muito tempo, estava grato por se encontrar perdido.