Olá de novo! Mais cedo desta vez certo? Bem, então.. eu tive muita inspiração para este capitulo! E acho que já que demorei tanto pra postar o anterior, devo me redimir!
Então espero que vocês gostem tanto de ler quanto eu gostei de escrever!
Como prometido Viola Psique Black, eu continuei exatamente de onde parei! ;3
Ao meus caros leitores;
Boa Leitura!
Capitulo Oitavo: Marca de fogo
Sentou-se no sofá olhando para a lareira esperando o momento em que as chamas ficariam verdes e ele apareceria, seu coração batendo com violência. Não sabia o que podia esperar, perdeu o momento em que começara confiar em Snape, sentir algo. Fechou os olhos e respirou fundo. Podia lidar com o humor ácido dele? Teria ao menos que tentar, depois ninguém poderia julgá-la.
Estranhamente, Snape exercia em si alguma coisa que sempre a fazia voltar para ele. Era como um imã que sempre a atraía. Retirou os saltos e massageou os pés, buscando um pouco de equilíbrio, tinha de ser aquela mente forte, vontade de ferro. Embora soubesse que seria ele por os olhos em si que sua vontade seria reduzida a nada.
- Os problemas brotam em volta de mim... – comentou para si mesma.
Snape estava com a mão cheia de flu, os olhos nas chamas da lareira, mas sua mente vagava por outros lugares. A qualquer momento o Lord o chamaria para uma conversinha, porém, por mais que ele buscasse meios práticos para sua mente divagar, a imagem que surgia era de uma ruiva sobre seu corpo nu, beijando-lhe o peito com adoração.
- Severo Snape hesitando? – a voz veio de trás de si. – A coragem não é uma característica dos Sonserinos, mas decididamente, nenhum de nós nunca fugiu de nada, não somos covardes.
- Não sou covarde. – Snape respondeu e jogou o pó no fogo.
Fineus riu, e voltou a fingir que dormia.
Ela estava sentada em seu sofá, as pernas cruzadas, os olhos verdes fixos em si. Encheu o peito de ar e saiu da lareira, afastando-se dela, andando para qualquer lado no qual ela não estivesse. Infelizmente ela era uma daquelas mulheres que enchiam a sala com sua presença. Serviu conhaque em um copo de cristal, uma dose não lhe faria mal, como Alvo mesmo lhe dissera.
- Professor, eu gostaria de agradecer...
- Silencio. – foi quase um sussurro.
Virou-se e a encontrou de pé, os cabelos um tanto revoltosos caindo sobre seus ombros o sorriso morria no canto de seus lábios rosados. Snape amaldiçoou sua alma.
- Eu deveria ter te escutado...
- Você conhece o significado de silencio? – perguntou uma sobrancelha arqueada.
Ela parou novamente, virando em direção contrária e indo para uma das prateleiras. Podia ouvir o som da respiração dela, descompassada, tão complicada quanto a dele, mas ele tinha a decência de fingir estar tudo bem.
- Estou sendo um fardo, eu sei... E não me mande calar a boca, sabe que eu não vou ouvir. Só quero falar o que está preso dentro de mim. – deslizou o dedo sobre as inúmeras lombadas encadernadas em couro. – Detesto quando julgo alguém errado, mas ainda acho que foi um erro, não meu, de Alex. Ele estava bêbado, estava com ciúmes... qualquer homem no lugar dele faria algo.
- Está dizendo que a culpa é sua?
- Muito possivelmente, eu deixei as coisas chegarem a este ponto. – ela virou-se encostando as costas na prateleira, fechando os olhos. – Eu o fiz pensar muitas coisas, deixei ele pensar como quisesse e agora...
Snape não percebera o momento em que começara se aproximar, mas agora podia sentir a respiração dela, que levava junto o hálito de frutas, do ponche da festa que acontecia muito acima de suas cabeças. Tocou-a no rosto, e ela curvou-se ao seu afago.
- Qual é o seu problema? – falou próximo a orelha dela.
- Eu sou o problema professor.
Os dedos dela serpenteavam para dentro de seu colarinho, tocando a pele de seu pescoço, fazendo seu pulso acelerar mais.
- Eu inspiro algo nas pessoas, nem sempre é bom.
Percorreu a língua pela orelha dela, ouvindo um gemido muito próximo de sua própria, era tentadora, inspirava nele um homem primitivo, que somente ansiava satisfazer seus desejos de carne. Ela segurou seu queixo e lhe beijou, suavemente, não como uma amante fazia, não era com pura luxúria, havia delicadeza naquele beijo, e somente os apaixonados ofereciam-se de tão bom grado.
- Estamos juntos... – ela disse. – ...eu lhe daria minha vida se pedisse, se a reivindicasse.
- Calada.
- Severo, não sei onde, não sei como nem quando, mas eu simplesmente me apaixonei e...
- Calada. – disse novamente ao beijar-lhe o colo alvo.
- ...tenho medo deste sentimento, mas é só você me tocar, como está fazendo agora. Parece tudo tão certo, tão perfeito, era para ser assim era para nós nos...
Snape segurou o rosto dela, apertando as bochechas. – É uma típica grifinória. – beijou-lhe. – Não sabe usar sua boca para outra coisa?
Ela riu e usou suas mãos para desabotoar a roupa dele, sentindo a rigidez dos músculos e o coração tão descompassado quando o seu. Sentiu quando a língua dela tocou sua pele, pondo fogo em suas veias, tremeu. Estava perdendo o controle da situação, não podia ter deixado ela se declarar daquela maneira.
- Oh Merlin. – disse quando sentiu os dentes dele cravarem em sua jugular.
Desceu o zíper do vestido e tomou os seios dentre seus lábios, quando se esta no inferno, dança-se com o demônio.
Percorria a mão displicente pelas costas nua dela, era real, o braço dela sobre seu peito, a respiração quente contra seu pescoço, a pressão de seus seios em suas costelas. Olhou para baixo, contemplando-a totalmente. Maravilhosa, totalmente sua. Deveria sair da sala, mas o calor da lareira aquecia e iluminava o corpo adormecido de maneira tão única, que ele definharia contemplando tamanha beleza.
Estava irrevogavelmente apaixonado por ela, e entendia perfeitamente o porquê, o que não sabia era como ela havia se apaixonado por um homem tão imperfeito. Sentiu-a mover-se e logo viu os olhos verdes, embaçados de sono lhe encarar. E ela sorriu, sentando-se.
- Vamos pra cama. – disse ao se levantar e sair andando pela sala, procurando algo.
- Sua varinha está sobre o sofá. – respondeu.
- Não, eu estava procurando isto. – e lhe mostrou a camisa de algodão branco que ele usava.
Ela a vestiu e após abotoar alguns botões se aproximou dele, pegando-o pela mão.
- Vamos, estou com sono.
Queria poder arrancar o sorriso dela, porque ele o feria sempre o lembrando que breve ele a machucaria de alguma forma. Mas esta somente não era a hora, alcançou sua calça e vestiu-a, segurando sua mulher pela cintura caminhou com ela até a cama no quarto escuro, deitados ela lhe beijou e usou seu braço como travesseiro.
Estava debruçada no peitoril do corujal, observando os alunos chegarem enquanto a tarde caia. Vinha evitando Alex e a torre da grifinória, estava sempre nas masmorras ou sob um feitiço de desilusão. Não queria ouvir as desculpas do grifinório, não estava pronta. O engraçado era que ela convivia com Snape como se fosse natural, ele não era de conversar, estava sempre de mau humor, mas não a impedia de ficar sentada em sua sala, ou dormir em sua cama.
Depois da noite da festa, não tinham trocado nenhuma caricia, nenhuma palavra que conotasse que tinham algum relacionamento, era como dar um passo para frente e três para trás. Mas estava decidida, era uma grifinória, tinha confessado a ele seus sentimentos, não o amava de fato, mas não era apenas uma atração sexual. Queria estar com ele, ser cuidada, sentir a mão em seu cabelo.
A porta do corujal se abriu e ao virar encontrou Alex parado feito pedra no batente da porta.
- Oi. – ele disse depois de um tempo.
- Oi. – ela respondeu.
- Estive te procurando.
- Estive tentando não ser encontrada. – respondeu a ele.
- Jeenn eu... Não tenho nem o que dizer. – o rapaz socou a pedra fria. – Fui um perfeito idiota. Mas, tente me entender, você nunca dá chance, não abre espaço para que eu entre.
Ela sorriu sem graça, enfiando a mão no bolso de seu jeans. Alex se moveu, mas não se aproximou, sentou-se em um dos bancos de pedra, chutando um embolorado de excremento de coruja.
- Posso tentar de novo?
- Alex, eu nunca deixei você tentar.
Ele a olhou com dos nos olhos, parecia estar sofrendo mais do que demonstrara. Sentiu uma pontada de compaixão, ela não precisava ter sido tão dura em suas palavras.
- É algum cara não é? Você tem esse ar que está envolvida em algo. Essa aura de mistério que de torna sedutora, todos querem descobrir o que você está pensando, do que você ri. Ninguém nunca teve a menor chance com você, sempre superior...
- Eu não sou superior a ninguém Alex!
- Não desta forma, digo você sempre esteve em um patamar que nenhum de nós conseguiu alcançar.
Jeenn não estava entendendo a conversa dele, e estava começando a achar estranho, não se sentia mais confortável ali, precisava sair, mas ele estava entre ela e a saída.
- Nós quem?
- Me diga Jeenn, quantos já te chamaram para sair?
- Eu não perco o meu tempo contando.
- Você vê? Não tem o trabalho nem de pensar sobre o convite. Sempre com um sorriso no rosto e um não na ponta da língua. – ele a encarou. – E vive ocupada, sempre dando desculpa de estar estudando...
- Eu sempre estou.
- E quando chegam as festas, você some do castelo, ninguém consegue de encontrar em um dia livre de folga. – Ele enfiou a mão no bolso de seu moletom e tirou dele uma caixinha de presente. – Quando eu te vi no castelo durante este feriado, eu realmente achei que tinha encontrado minha oportunidade.
- Eu...
Alex levantou-se, deixando a caixinha sobre o banco que usara, de costas, ele parou antes de descer as escadas, cabeça baixa.
- Me desculpe, queria ao menos poder ter tido uma chance.
Depois de alguns minutos ela desceu as escadas e foi para o salão comunal onde muitos alunos já ocupavam, enchendo-a com o som das suas vozes animadas que contavam quão divertida foram suas férias de natal. Hermione que passou por ela a cumprimentou e continuou seu caminho até seus amigos. Então ela olhou para Potter, o rapaz não tinha noção do que Aquele que não deve ser nomeado tramava. De fato nem ela, mas ela ao menos tinha a certeza que era algo grande. Algo do qual ela estava no meio.
Depois do jantar naquela noite, dando as boas vindas ao alunos, ela sentou-se em sua cama e apanhou um livro em sua mochila, ler tirava todas aquelas vozes de dentro de sua cabeça, as de Dumbledore e Snape eram as que mais se repetiam. Estava mais uma vez imersa no mundo da animagia até que uma de suas colegas de quarto entraram.
- Boa noite Jeenn.
- Boa noite Helen.
E voltou para a leitura, mesmo que seus olhos passassem pelas palavras, sua mente não registrava, mas continuou fingindo ler, não queria começar uma conversa com Helen. Ela era uma boa pessoa, boa amiga, era Jeenn quem não estava bem naquela noite. A movimentação da loira chamou a atenção da ruiva, Helen que tinha o hábito de dormir cedo, abriu a janela e deixou uma coruja entrar. A ave era estranha para a ruiva então novamente ignorou o que acontecia.
- Acho que é pra você!
- Oi?
- A coruja Jeenn, ela não quer me deixar chegar perto. – e mostrou o dedo sangrando. – Vou ter que ir a ala hospitalar.
A ruiva levantou da cama e ajudou Helen vestir um roupão sobre o pijama. Desculpou-se com a garota e olhou para a ave, Totalmente negra, com uma postura diferente das outras, como se fosse especial. Teve uma vaga idéia de quem seria aquela pequena. Estendeu a mão e a ave lhe ofereceu a pata onde um pedaço de pergaminho rasgado com pressa estava preso.
"Encontre-me no hall de entrada em vinte minutos, não seja vista. Use negro." – SS.
A coruja piou alto e se afastou, voando pela noite, sumindo na escuridão. Seu coração batia forte, tremia levemente as mãos. Por sua mente um turbilhão de coisas passavam ao mesmo tempo. Seus pais eram o que mais lhe preocupava. Olhou ao redor, nenhuma das outras meninas tinha vindo para o quarto, então ela poderia sair tranquilamente se fosse rápida.
Com os dedos fracos ela pegou uma veste que lhe fora dada pelo pai há alguns anos, tirando seu uniforme ela vestiu a cor preferida do Lord. Seus dedos a impediam de amarrar o espartilho com habilidade, balançou a varinha e sentiu as costelas reclamarem o mal trato. Olhou-se no espelho, não fosse o propósito, ela acharia que aquela roupa combinara bem consigo. Colocou o capuz sobre os cabelos soltos e novamente apontou a varinha para si, desiludindo-se. Usou um feitiço em seus sapatos para não deixar som enquanto esgueirava-se pelos corredores do castelo.
Snape estava em uma alcova escondido, só viu quando ele segurou seu cotovelo e a puxou. Ele estava vestido muito diferente da forma que costumava, suas vestes eram finas, de veludo negro. Naquela noite Snape era o comensal mais temido. Engoliu a saliva acumulada em sua garganta.
- Temos alguns minutos ainda. – ele disse tocando a marca negra com a mão. – O que conhece de Oclumencia?
- O básico, aonde vamos?
- Já tentou usar? – Snape estava muito próximo do seu rosto, o hálito dele roçava sua pele fazendo-a eriçar.
- Não.
- Vai ter que se esforçar esta noite. Esconda as memórias sobre nossa conversa com Alvo. Vamos.
Ele jogou sobre ela uma capa e com a mão em seus quadris ajudou-a caminhar até a orla da floresta. Ela tremeu, Snape tocou nela com a ponta de sua varinha após estarem cobertos pelo negrume da floresta densa. Descobriu-os e guardou a capa em um tronco falso.
- Vamos aparatar. – ele viu os olhos dela brilhantes indagarem e respondeu a pergunta que ela não fez. – Alvo vai deixar as proteções cair durante meio segundo.
E a abraçou, deslizando sua mão pelas costas dela. Os lábios frios dele tocaram o lóbulo da orelha esquerda.
- Vou te proteger, confie em mim.
- Eu confio.
E sumiram na escuridão, como se nunca houvessem estado parados ali. O local para onde aparataram era iluminado por artoches. Quando Snape a viu ele sentiu um desejo imenso de sumir com ela, deixar ela somente para si. Resguardar aquele corpo belo e aquela mente ágil. Evitar que aquele homem que em breve beijaria as vestes transformasse-a em algo impuro, maculado.
Beijou-a com pressa, com necessidade e segurou sua mão pequena dentro da sua, sentindo o tremor que passava por ela.
O salão em que estavam reunidos os comensais era grande, bem iluminado por muitos orbes flutuantes que conferiam ao local uma ótica fantasmagórica. Os encapuzados formavam um meio circulo ao redor de um trono feito de prata, onde o home com feições ofídicas encontrava-se sentado, com sua cobra de estimação enrolada sob seus pés.
- Severo.
- Milorde. – Snape deixou a jovem e prostou-se aos pés do homem, buscando a barra das vestes dele, beijando-a.
Ele levantou-se e afastou, indo para a ponta do semi-circulo. Jeenn procurava indícios de seus Pais, mas não os encontrou, era difícil dizer quem era quem com aqueles capuzes cobrindo os rostos.
- Senhora Snape. – o Lord abriu os braços. – aproxime-se, venha sentir a minha benevolência.
- O que? Ah sim, meu salvador, Milorde meu senhor. – disse em tom de repulsa, curvando-se de modo zombeteiro.
- O tempo para suas piadas acabou! – rosnou Voldemort. – Ajoelhe-se, beije minhas vestes e ofereça para mim sua mente.
- Ou?
- Quer realmente saber o que pode acontecer? – nenhum som era ouvido além da voz dos dois. – Seus Pais perderam o valor para você?
A jovem tremeu, respirou fundo e aproximou-se, ajoelhando e beijando a veste dele, sentindo o cheiro de morte que o rondava. Sentiu as mãos brancas dele, segurar seu rosto, era como apoiar o rosto no mármore frio. Lembrou-se do que Snape dissera, preparou sua mente como lera nos livros, afundando as imagens sobre Alvo em um lago profundo de águas turvas.
Ele revistou sua mente como quis, parando em algumas lembranças embaraçosas, como uma das vezes que ficara com Snape. Viu o rosto de Alex, mas não se interessou. E quando viu Dumbledore, segurando sua mão que estava vermelha ele manteve interesse. Mas ela o repeliu.
- Interessante. – Voldemort disse. – O que o velho sabe do casamento Severo?
- Nada Milorde.
- Então o que vocês faziam com ele enquanto a mão dela ardia em dor?
- Ela se assustou, procurou o diretor, com medo. – Snape falava com sua voz lenta. – O velho achou estranho, mas aceitou minha opinião de que fora o veneno de uma planta.
Voldemort pareceu considerar por algum tempo, ele vira na mente da jovem uma conversa sobre plantas venenosas, pareceu comprar a mentira. Jeenn ainda estava jogada no chão frio, tremendo. Snape aproximou-se e ajudou-a levantar-se.
- Erga a manga dela. – ordenou a Snape.
Snape a colocou de pé, deslizando a mão por dentro do braço esquerdo dela, deixando o ante-braço a mostra. Voldemort se levantou, caminhando lentamente até eles.
- Considere-se honrada. – ele disse e apontou a varinha para a pele branca. – Segure-a Severo, vai ser do jeito doloroso.
O Bruxo negro encostou a varinha na pele jovem, e a afastou, na carne clara, marcas começaram a surgir, e a imagem de uma caveira começou a se formar. A jovem tentou puxar o braço, mas a mão de Snape era firme. Se debateu, gritando de dor, as lágrimas molhando suas bochechas. Era fogo marcando a pele. O som dos gritos era ensurdecedor, e a gargalhada do Lord Negro era nefasta. Quando a dor cessou, ela volveu seus olhos verdes, avermelhados de tanto chorar para a ferida, que agora serpenteava uma cobra ao redor de uma caveira. A marca negra.
Desmaiou.
