N/A: Demorei mais postei! Então, aconteceram muitas coisas e peço desculpas pela demora! Mas o capitulo está ai todo para o deleite daqueles que gostam da fic!

Em especial para os leitores: Viola Psique Black; Olivia Scamander; Carol; Daniela Snape e Mandy Clegane
Obrigada pelos reviews, são eles que me inspiram a continuar!

Boa leitura!


Capitulo nono: O pedido forçado

Snape demonstrava frieza sua voz calma e rosto imutável mentiam o que ele realmente sentia, enquanto falava com o Lord das Trevas, ele temia pela jovem jogada contra o chão sujo. Os outros comensais haviam sido dispensados para fazer suas atividades corriqueiras restando apenas os três e nagini no salão.

Ele ainda viu o Lord levantar-se, ir para junto do animal que rastejava próximo a jovem e como pé virar o rosto desfalecido. As feições dela iluminadas pelas orbes que ainda flutuavam pelo local era leve, parecia dormir em um sono pouco confortável. Snape podia ver claramente a marca negra mover-se preguiçosamente no ante-braço dela. Ele tinha acabado com a vida da jovem.

- Leve-a e não deixe que aquele velho descubra nada. Se precisar use uma imperdoável, precisamos dela em suas mãos. Ela nos levará a Potter. – desaparatou.

Snape tomou-a em seus braços e beijando a bochecha ele sumiu como poeira levada pelo vento. Viu Hogwarts ao longe e caminhou com a jovem ainda em seus braços. Alvo Dumbledore esperava encostado a uma das pilastras enfeitada com o javali alado. O bruxo mais velho vez um movimento com a mão enegrecida e um pequeno portão se abriu entre as grades de ferro.

- Bem vindo de volta.

- Conversamos outra hora Alvo. – e se afastou do bruxo.

Mas, o bruxo idoso após fechar a porta aberta na grade com outro feitiço seguiu Snape para dentro do castelo. Já estava tarde e os alunos não percorriam os corredores, seguiram diretamente para as masmorras e entraram na porta que se materializara.

Deitou o corpo suavemente sobre o sofá e se afastou buscando em seus pertences alguma coisa específica. Dumbledore sentou-se em uma poltrona e ficou observando a jovem enquanto alisava sua longa barba branca. Somente perdeu a concentração quando ouviu uma série de frascos se espatifarem no chão de pedra. Snape que tinha varrido a mesa com seu braço direito apoiava a cabeça sobre o tampo de mogno. Ele levantou bruscamente, jogando os cabelos negros para trás e andando em direção a Alvo.

- Alvo saia, quando ela acordar a coisa não vai ficar boa.

- Eu posso ajudá-lo meu rapaz.

- Não pode, e você mais do que ninguém sabe disto. – Snape segurou o braço dela e mostrou a marca negra.

- Isto era o esperado Severo. Nós especulamos sobre.

- Ela é jovem, inexperiente, porque ele iria recrutá-la?

- Afronta a mim. – Dumbledore disse. – fez isto com o Sr Malfoy, está se divertindo enquanto insere comensais dentro do meu castelo. – Dumbledore levantou-se e tomando um punhado de flu ele olhou para a jovem no sofá. – Quando ela estiver melhor, peça que me procure, preciso conversar com ela.

Ele sumiu em um turbilhão de chamas esmeraldinas, deixando tudo em absoluto silencio. Snape ajoelhou-se próximo ao corpo de sua mulher e abriu o punho revelando um pequeno frasco com um liquido transparente. Retirou a rolha e depois de afastar as mechas do cabelo vermelho ele aproximou o frasco do rosto adormecido.

Jeenn tossiu, afastando o rosto do cheiro forte, piscando os olhos freneticamente tentando assimilar onde se encontrava naquele exato momento. Se levantou assustada, encolhendo-se e foi encontrar os olhos negros de Snape que relaxou jogando-se contra o peito do homem. Os braços dele envolveram suas costas, afagando-a com gentileza. Afundou o rosto do pescoço quente de Snape agarrando o veludo com suas mãos sem nenhuma gentileza. Socou as costas do bruxo, repetidas vezes enquanto as lagrimas faziam seu caminho.

- Você disse que ia me proteger, disse para que confiasse em você. – a voz dela era fraca e aquilo o agredia, rasgava seu peito ao meio, mas mantinha a pose de homem sem sentimentos. – Eu confiei Severo, e agora...

Se afastou dele, levando a mão até a manga da blusa, Snape a impediu de ver a marca, mas ela o olhou com os olhos vermelhos, coléricos. Não gostava daquela expressão em um rosto delicado como o dela, mas ela tinha o direito de lhe odiar agora. Ele mantinha os olhos nela enquanto a mão dela deslizava puxando o tecido de sua veste expondo a marca daqueles que serviam ao Lorde Negro. Ela olhou com repulsa e cravou suas unhas em sua carne, esfolando-a, tentando retirar aquela atrocidade que tingia sua derme. O sangue pingava agora, graves sulcos podiam ser vistos, mas a marca continuava ali, movendo-se como se debochasse da perda de tempo. Snape a segurou e ela lhe imprimiu a mão em seu rosto, um tapa forte, estalado e dolorido.

- Isto não muda quem você é. – Snape falou.

- Muda meu futuro. – respondeu olhando a marca mover-se sob os machucados. - Como conviverei com isto?

Snape não tinha a resposta, ele ainda não encontrara um jeito pacifico de conviver com aquela marca maldita. Segurou-lhe o pulso com sua mão pesada, puxando-o em sua direção, agitou a varinha e curou os ferimentos. A marca moveu-se mais lentamente.

- Você sempre cuida bem das pessoas assim, ou este é um tratamento especial? – não esperou a resposta, saiu porta a fora deixando o barulho seco de seus saltos para trás.

Snape não podia a deter, não queria que ela o odiasse mais, o que ele sinceramente duvidava ser possível, ela já o odiava o bastante. Jogou ao chão seus livros enquanto dirigia-se para seu quarto, odiando aquele momento em que decidira oferecer sua alma ao demônio que era Voldemort.

Estava sentada na escada próxima ao corredor que levava a entrada para a torre de sua casa, os olhos vagos na escuridão noturna, o silencio que oprimia e enquanto sua cabeça girava lutava contra náuseas que lhe acometiam. Não queria ir para seu quarto, temia dormir e sonhar com aquele homem de meia vida. Levantou-se de um salto e bateu em alguma coisa. Parou para olhar, não encontrando nada. Respirou fundo e prestou atenção nos ruídos a sua volta, uma capa farfalhava levemente, se afastando lenta e gradualmente de si.

- Não seja bobo. – sussurrou. – Sei que está ai, se vamos seguir para o mesmo caminho o mínimo que poderia fazer era se revelar.

O silencio novamente encheu seus ouvidos e ela abriu os olhos, vendo nada mais que o mar de escuridão a sua volta.

- Não? Pois bem, só espero que não me entregue. – disse para o nada. – Uma garota deveria ter para onde ir quando seu namorado lhe dá um fora.

O som de pulmões sendo esvaziados antecedeu a voz de seu colega de casa. Potter falou seu nome e ela se virou para trás, olhando para o recém aparecido eleito.

- Noite difícil? – ele perguntou.

- Mais do que imagina Harry, você confia em uma pessoa e ela consegue lhe ferir. – sorriu. – E você insônia?

- Estava apenas quebrando regras, é isto que dizem que eu faço não?

- Não sei. – disse e voltou a caminhar em direção ao retrato da mulher gorda. – não presto muita atenção no que dizem de você. E não me leve a mal, apenas não me diz respeito o que faz de sua vida.

Foi a vez dele rir, raramente tratavam ele como um aluno normal, a maioria das pessoas ficavam olhando para ele, esperando que ele surtasse a qualquer momento. Gostou dela, não que não a conhecesse, apenas não tinha tido oportunidade para conversarem.

A luz fraca da lareira incidiu sobre os dois e ele viu como ela se vestira naquela noite. Arregalou os olhos, ela era um ano mais velha, muito bonita e segura de si. Parecia um pouco com uma foto que vira de sua mãe quando ela cursara Hogwarts.

- Seu namorado é um idiota, aposto.

- Digamos que sim, um perfeito imbecil. – Ela sorriu e se afastou em direção ao dormitório feminino. – Vamos fazer deste nosso pequeno passeio um segredo. Boa Noite Harry.

A claridade lhe incomodou fazendo-a levantar-se, ao rolar na cama sentiu algo que lhe incomodava, sob seus lençóis se encontrava a caixinha que Alex deixara no corujal. Pretendia entregá-lo de volta, mas decidiu que um presente não faria mal. Abriu o pequeno embrulho e encontrou uma pulseira com um pingente de coruja, cujo os olhos eram de pedras verdes e brilhosas.

- Acordada? – indagou Helen.

- Oh sim, bom dia! – respondeu abotoando a pulseira em volta do pulso. – E o dedo?

- Bom dia! Nada demais, um floreio de varinha e estava remendado. Vamos descer?

- Vá na frente, dormi demais preciso ainda de tomar um banho.

Os sons a incomodavam, porque sua cabeça ainda girava de tal forma que se sentia nauseada. E sob sua pele aquela marca parecia mover-se tanto que era como se quisesse saltar de sua carne. Coçava inconscientemente seu antebraço e evitava levar os olhos para a mesa dos professores. Harry passou por seu campo de visão e lhe sorriu cúmplice, sorriu-lhe em resposta e afastou seus olhos quando alguém sentara a sua frente.

- Alex.

- Bom dia. – disse de olhos baixos.

- Bom dia. – respondeu servindo-se de torradas.

- Realmente espero que possa me perdoar algum dia.

Ela olhou para frente e sorriu muito fracamente. Estava com raiva de tanta gente que aquilo a estava esgotando, não queria mais sentir dor, perdoar um deslize era melhor do que ficar evitando e sofrendo mais.

- Isso foi passado, esqueça sim? – disse sem olhá-lo realmente, sua atenção estava parcialmente na torrada em sua mão.

- Poderia então lhe convidar para o próximo fim de semana em Hogsmead? – E o sorriso iluminou seu rosto. – Poderíamos almoçar no três vassouras e...

- Alex, vamos de vagar...

Os olhos de Snape fuzilavam o rapaz inconveniente, descaradamente tentando flertar com a mulher que lhe pertencia. E ela tentava aparentar a sua costumeira graça, sua usual forma receptiva. Bufou, levantando-se para abandonar a xícara de café pela metade.

Ele não entendia o porquê dela se reaproximar do rapaz que a havia forçado, de tentar-lhe sorrir quando deveria simplesmente o ignorar. E antes mesmo de deixar o Salão principal sentiu sua palma arder, buscando-a com o olhar e encontrando o pulso dela entre os dedos atrevidos do jovem Grifinório. Respirou fundo, buscando controlar sua raiva, entoando em sua mente a receita de uma de suas intricadas poções.

Abriu a porta de sua sala com um floreio amplo de varinha, os viu entrar, os setimanistas que ainda frequentavam a sua aula. E dentre eles os cabelos vermelhos se destacaram. E como um cachorrinho ele vinha atrás dela. Notou o desprezo dela nos olhos verdes, e o quanto ela ignorava também o falatório do rapaz.

- Hoje treinarão o feitiço estuporante e o revigorante. – disse seco, ainda sentado em sua cadeira. – Estupore e Enervate, dividam-se em duplas.

Minutos depois se colocou a andar pela sala, esperando o momento certo para agir, retirar pontos e humilhar seus alunos. Mas de tempos em tempos seus olhos iam para ela, que fazia dupla justamente com o Palmer. Ela esquivava-se dos feitiços que ele lhe lançava como se fosse leve como o vento, era quase um bailar gracioso. E em um meio giro o acertou em cheio, rindo sonoramente ao se aproximar e estender a mão para ele logo após o reanimar.

Seu ódio foi tamanho, que ela retirou sua mão da dele, escondendo-a dentro das dobras de sua veste. Os olhos verdes voaram até os seus. Expressava claramente a sua amargura e raiva. E ao término da aula viu ela deixar a sala como um pé de vento. Somente tornou a ver sua esposa quando ela entrava no grande salão para o jantar, lembrou a exigência do diretor quanto a vê-la.

Sua mente estava absorta nos últimos acontecimentos, levava uma colher de sopa em direção aos lábios quando uma sombra cobriu-lhe por completo. Ao erguer seus olhos fitou os negros de Snape e teve de respirar fundo para tratá-lo com devido respeito.

- Algum problema professor?

- O diretor pediu-me para informar-lhe que deseja vê-la na sala dele o mais breve possível. – e girou seus calcanhares sem esperar resposta.

Bufou com a falta de educação. Notou os olhos curiosos sobre si e revirou os olhos para Alex que curvava-se para o lado a fim de saber o que havia acontecido.

- Deve ser alguma coisa sobre meus Pais. – disse levantando-se. – Acho melhor eu ir até lá pra saber o que é.

- Eu te acompanho. – ele disse já se levantando.

- Não precisa. – Jeenn havia notado também os olhos de Potter curiosos sobre si, levantou seus ombros para ele e deixou o salão.

Deixou a senha com a gárgula de pedra e colocou-se a subir as escadas para o escritório do diretor. Uma vez à porta bateu com os nós de seus dedos na madeira. A porta se abriu e ela entrou, encontrando o velho senhor sentado a sua cadeira de respaldar alto com um caloroso sorriso no rosto.

- Boa noite Senhora Snape. – ele disse.

- Boa noite Diretor. – ela detestava quando a chamavam de Senhora Snape, era como se fosse propriedade do homem taciturno com quem fora obrigada a casar-se.

- A senhora deve imaginar o porque de eu ter chamado-a. – e recostou-se na cadeira. – Aceitaria uma bala de limão?

- Acredito que vá defender Snape. – atacou ignorando completamente o doce oferecido.

- Pois não. Eu não vou defendê-lo de nada, foi necessário que tudo isto acontecesse, você será a ponte que ligará Severo a sua inocência no futuro. Ele precisará ser inocentado de seus crimes, e você poderá ajudá-lo.

"Atente para o fato de que você tornou-se importante para aquele homem, da maneira dele ele tenta cuidar e proteger você, mas ele não pode alcançar tudo com as mãos e há momentos que precisa abdicar algo para que no futuro a paz seja estabelecida.

- Ninguém perguntou se eu quero ajudar, fui forçada a isto, e estou sendo novamente forçada pelo senhor. – cruzou os braços. – Não difere-se muito do bastardo que não deve ser nomeado, apenas tem boa retórica.

- Não vou discutir isto, afinal somos realmente parecido, afinal manipulamos as pessoas ao nosso redor. – o senhor sorriu de forma calorosa. – Porém eu viso o mundo livre das amarras de um megalomaníaco.

- E quem garante que o senhor não tentará controlar o mundo mágico?

Dumbledore estendeu a mão enegrecida mostrando-a para a jovem.

- Meu pecado será quitado em breve senhora Snape, apenas gostaria de contar com vossa ajuda para livrar um homem do sofrimento que lhe será imposto. – e recolheu a mão. – Severo já sofreu demais nesta vida, gostaria que lhe pudesse dar uma opção de vida, mas se não quiser ajudá-lo não lhe incomodarei apenas terei de dizer que acabará se arrependendo por não ajudar um homem como ele quando teve oportunidade.

Assentiu com a cabeça, Dumbledore tinha mesmo um modo único de tocar a pessoa justo em seu ponto mais fraco. Sabia que se apelasse para a consciência ela cederia ao pedido e assim o fez, cercando-a com sua fala ritmada e sorriso amigável.

- Eu o ajudarei, afinal carrego o sobrenome dele agora.

- Boa escolha. – disse ficando de pé. – Poderia então me fazer um outro favor?

- Diga-me diretor.

- Entregue este pergaminho ao seu marido sim?

- E porque o senhor mesmo não o faz? – ergueu uma sobrancelha desafiadoramente.

- Porque tenho uma reunião com o senhor Potter marcada para daqui alguns minutos. Fique a vontade para usar a rede de flu.

Respirou fundo e tomou o pergaminho em mãos, logo indo para a lareira e jogando o pó no fogo que se tornara verde. Agora teria de encarar novamente Snape e não sabia se estava realmente pronta para estar sozinha com ele.