Cap. 8 - De volta à Fairy Tail
Autor POV's
Algum tempo depois...
Sting carregava Lucy em seus braços, ela por sua vez, mesmo se sentindo desconfortável se deixou levar. Os dois não trocavam muitas palavras e estavam levemente corados, mas ao chegarem ao centro da cidade ficaram visivelmente mais envergonhados, pois todos os observavam curiosos, os comentários variavam entre "Que casal mais fofo" e "Mas que falta de vergonha na cara, isso não é coisa que se faça em locais públicos...", mas também havia pessoas preocupadas que notaram os ferimentos da loira, uma dessas pessoas ofereceu ajuda, perguntando se havia algo errado e Sting perguntou onde ficava o hospital mais próximo e foi assim que eles chegaram ao centro da cidade.
Assim que Sting avistou o hospital a alguns metros de distância de onde estavam, ele começou a andar mais rápido, seus passos apenas foram interrompidos por uma voz que foi ouvida atrás deles.
- Sting! Onde vocês estavam? O que houve com ela? – O moreno perguntava, apontando para a garota.
- Ah! Rogue! Já íamos te procurar... Depois eu explico, temos de ir ao hospital primeiro. – Respondeu o loiro.
- Fada-san está bem? – Pergunta o pequenino Exceed que se encontrava nos ombros de seu parceiro Dragon Slayer.
- Não se preocupe, Frosch. – Respondeu a garota com um sorriso carinhoso no rosto. – Onde está a princesa?- Perguntou, olhando para o Dragon Slayer das Sombras a espera de uma resposta.
- Eu e Frosch já a levamos para seu destino, além disso, pegamos a recompensa, dividiremos depois.
Assim eles se dirigiram ao hospital e enfermeiros vieram cuidar dos ferimentos de Lucy. Eles a levaram para um quarto e Sting e Rogue deveriam esperar numa sala de espera.
Algumas horas depois um enfermeiro veio avisar-lhes que Lucy deveria ficar algumas horas em repouso devido aos ferimentos na barriga, o local mais afetado, mas permitiu que eles a vissem.
- Se sente melhor, Blondie? – Pergunta Sting, escondendo ao máximo sua preocupação.
- Sim, obrigada. Mas eu não tinha nada, nem precisava ter me trazido, abelha! – Responde a loira fazendo bico.
- Mas está machucada o suficiente para ficar de repouso! – Provoca Sting, olhando para o estado dela, Lucy estava deitada numa cama de hospital com a testa, a barriga, o braço direito e o tornozelo enfaixados.
- E-eu estou bem! Quero voltar hoje para a Fairy Tail. – Exclama a loira fazendo bico.
- Tem certeza? – Pergunta Rogue.
- Absoluta.
- Nem pensar! – Sting fala. – Você nem consegue andar! – Avisa Sting à Lucy.
- E-eu c-consigo, sim! – Insiste a loira. – Vamos de trem de qualquer jeito, não vou precisa andar muito.
- T-TR-TREM?! De jeito nenhum. – Diz o loiro nervoso. Rogue apenas os observava.
- Vamos sim! – Insiste a loira, decidida a partir ela começa a se levantar da cama, coloca os pés no chão e quando deu o primeiro passo para frente, seu tornozelo dói e ela quase cai... quase...
- Viu?! Eu disse que você não conseguia nem andar. – Debocha Sting com as mãos na cintura da loira, que por sua vez estava com as mãos apoiadas no peitoral do loiro.
- Você a leva. – Rogue diz indiferente.
- O QUÊ?! – Os dois gritam. Ambos corados.
- Fro acha que eles se goxxxxtam! – Frosch fala abafando o riso.
- Oe! Desde quando você fala igual o gato azul do Natsu-san?
Depois de uma looonga discussão, Sting concorda em voltar para Fairy Tail de trem e carregando a Lucy, mas ela discorda da última parte, deixando bem claro que apenas vai se apoiar nele. Assim, depois de algumas horas no hospital, eles vão para a estação de trem comprar bilhetes.
Já era 14:15 e o trem iria partir às 14:20. Estava previsto para chegar à Magnólia às 19:30.
Assim que o trem começou a se mover os poderoso Dragon Slayers gêmeos que agora pertenciam a Fairy Tail ficaram em seu estado mais lamentável. Lucy apenas abafava o riso diante daquela situação juntamente com Frosch.
Na Fairy Tail...
Na mais nova guilda mais forte de Fiore, tudo estava igual o que era há sete anos atrás: uma bagunça.
A porta principal da guilda se abriu e dela dois Dragon Slayers, uma maga celestial e um fofo Exceed adentravam no salão principal. A princípio ninguém os notou, a não ser uma albina de longos cabelos que estava atrás do balcão limpando um copo.
- Lucy! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa? – Perguntava desesperada para a loira que se apoiava em Sting e esse, segurava sua cintura.
Quase que imediatamente os dois coraram.
- B-bem M-Mira-san é q-que... – Começou a explicar a loira, mas foi interrompida.
- Lucy se machucou durante a missão, mas Sting cuidou dela. – O Dragon Slayer das Sombras explicou, sem enrolação.
Lucy e Sting coraram mais ainda, se isto era possível.
Um certo Dragon Slayer de cabelos rosas ouviu a conversa e foi até onde eles se encontravam.
- Lucee, o que aconteceu? – Pergunta o rosado com certa preocupação em seus olhos e... arrependimento, talvez?
- Não aconteceu nada, porque EU estava lá, com ela! – Sting responde lançando um olhar furioso a Natsu.
- Ora seu... – Natsu ia responder, mas foi interrompido.
- PAREM! Já chega vocês dois. Chega, não vale a pena discutir com ele. – Lucy dá um basta a discussão e pega Sting pelo braço, o levando para fora da guilda. Ela estava cansada, cansada de ter que ver Natsu, cansada de ficar triste ao vê-lo e cansada de amá-lo. Ela queria, simplesmente, esquecer tudo relacionado a ele.
Todos na guilda ficam paralisados com a reação da loira, a bagunça de antes agora se transformou em um incômodo silêncio...
Natsu estava frustrado, irritado e surpreso com a situação. Lucy nunca agira assim. O que ele fez, foi assim tão errado? Sim, foi. E agora ele percebe o quanto errado foi.
Lucy POV's
Argh! Que ódio! Não aguento mais ver a cara e ouvir a voz desse Dragneel! Como ele pôde não perceber o que fez?
- Oe Blondie! O que foi aquilo?
- Huh? Ahh! O que está fazendo aqui?- Me assustei quando ouvi sua voz bem atrás de mim.
Eu estava tão frustrada, mas tão frustrada que não percebi que arrastava Sting comigo em direção ao meu apartamento.
- Como assim " o que estou fazendo aqui"? Você que está me puxando, Blondie burra! Responde minha pergunta: o que foi aquilo na guilda?
- Não importa! – Falei soltando de seu pulso, olhei em volta e vi que Rogue conversava com Frosch. Eles também vieram comigo... – Esquece isso, vão para a casa de vocês!
- Não temos uma casa, ainda. – Rogue responde, indiferente.
- Fro está com sono! – Reclama o Exceed.
- Como assim vocês ainda não tem uma casa? – Pergunto confusa.
- Chegamos a cidade há pouco tempo e já saímos numa missão, não deu tempo de escolher uma casa. – Explica Rogue, ainda indiferente.
-Oe Blondie! Vamos ficar no seu apartamento! Está muito tarde para procurarmos uma casa agora!
- O-O-O QUÊÊÊ?! Como assim no MEU apartamento? Dessa vez eu não estou te devendo nada!
- Tsc... Eu sei! Eu fico te devendo então!
- M-m-mas n-não tem espaço lá! Da última vez você dormiu no sofá!
- Não importa, apenas precisamos de um teto.
Tá, eu desisto. Apenas suspiro e deixo que eles durmam na minha casa. Mesmo que Sting fale que ele vai ficar me devendo, acho que eu que estou em dívida, já que ele me salvou. Mas acho melhor eu não falar nada.
Assim que chego no meu apartamento, vou arrumar alguma coisa para comermos e Sting vai tomar banho, logo depois, Rogue. Pego alguns cobertores e os coloco no sofá e no chão, terá de servir.
- Fada-san, Fro pode dormir com você?
- Claro, Frosch!
Depois de todo mundo ter tomado banho e jantado, fomos dormir. Eu na minha cama junto com Frosch, Sting no colchão improvisado feito de cobertores e Rogue no sofá.
Algumas horas depois...
Não consigo dormir. Estou cansada, mas não consigo dormir.
Olho no relógio, é 4:35 da manhã e eu ainda não dormi nada. Preciso comer alguma coisa.
Levanto da cama com cuidado para não acordar Frosch e não fazer nenhum barulho e vou apara a cozinha procurar alguma coisa para comer.
Geladeira: nada
Dentro dos armários: nada
Fora dos armários: olha um pote de biscoitos!
Biscoitos de chocolate, tudo o que eu precisava, mas... Quem colocou lá em cima do armário? Como eu vou pegar isso?
Sting POV's
CRASH!
Acordei com um barulho de algo se quebrando. O que seria? Olho para Rogue e vi que ele também acordou.
- Ouviu isso? – Pergunto.
- Sim, ouvi. Veio da cozinha.
- Vamos lá ver!
- Vá você!
- Huh?
- Você não é o grande Sting Eucliffe? Seja o que for, você consegue resolver! Estou cansando! Vá você! – Falou e virou-se de costas para mim e voltou a dormir. Tsc... Folgado! Mas ele tem razão, eu sou o grande Sting Eucliffe.
Levanto-me e vou em direção à cozinha, vejo que a porta do quarto da Blondie está aberta e percebo que ela não está deitada na cama, Frosch está sozinho no meio dos cobertores. Então... o barulho foi a Blondie?
Quando chego a cozinha vejo a cena mais perfeita, ou quase, que já vi.
A Blondie tentava pegar um pote de biscoitos que estava em cima do armário, mesmo em cima de uma cadeira ela ainda não alcançava e teve que se esticar ao máximo, fazendo com que o short curto e a blusa justa que ela estava usando ficassem cada vez... menores. Quanto mais ela se esticava, mais a blusa subia, o mesmo com o short.
Não, eu não estava a olhando. Eu estava, praticamente, babando diante da visão bem a minha frente.
A cena só não foi perfeita quando percebi que no processo de tentar pegar o maldito pote, ela já havia quebrado um copo, arrancado uma das portas do armário e derrubado um vaso de flor que estava próximo ao pote, espalhando terra pelo chão.
Assim que ela derruba mais um copo, saio do meu transe e pego o pote para ela.
Droga Sting, você é um pervertido por acaso? ACORDA!
- Ahn? Desde quando está aqui? – Ela pergunta corando um pouco, aparentemente ela tinha consciência das roupas que usava.
- Dinada! – Digo sarcasticamente. – Estou aqui desde que você quebrou aquele copo. – Aponto para o que restou do último copo que ela quebrou, claro que eu estava aqui a mais tempo mas... eu não podia falar que estava babando diante dela.
- Ah! Obrigada. Por que está aqui?
- Vim ver de onde vieram esses barulhos. E vc?
- Desculpe, eu te acordei! Estava com fome.
- Vai ficar mais gorda do que já está! – Digo ironicamente apontando para o pote de biscoito.
- Cala a boca, abelha! – Ela fala irritada fazendo bico. Eu apenas começo a rir. – Vou para meu quarto! Boa Noite! – Ela rosna para mim e eu começo a rir. Chamar uma garota de gorda é como cavar sua própria cova, certo?
Depois disso fomos cada um para seu quarto, ou no meu caso, para os cobertores, com certeza vou ficar com dor nas costas de manhã!
