Cap 15- Aquela mentira.

Autor POV's

Gray corria atrás de Natsu, que tinha saído da guilda, sem saber o que fazer com tudo que tinha acontecido naquele momento.

- NATSU! Seu cabeça de purpurina! PARA DE CORRER! Droga... – Gritava o moreno.

- ME DEIXE EM PAZ, GRAY! – Rebatia o rosado.

- Eu só quero conversar. – Gray falava mais calmamente, já que tinha conseguido segurar o braço de Natsu. Visto que o mesmo não tinha reagido, continuou... – Por que você está assim? Por que saiu correndo da guilda daquele jeito? Para que brigar com o idiota do Sting?

- Lucy... – Natsu sussurrou, um sussurro que Gray ouviu e compreendeu.

- Você gosta dela, certo?

- Fiquei fora esses dias apenas para pensar o que Lucy era para mim. Ia pedir desculpas para ela, mas aquele idiota se intrometeu... – Natsu diz baixo, com mágoa e raiva. – Ele está ao lado dela, não eu.

- Você fez uma grande burrada por acreditar naquela mentira... Como pode ser tão burro?- Gray suspira e passa a mão no cabelo, como se estivesse meio irritado. – Se a Lucy está mesmo com Sting, você tem que deixa-la assim. Ela está feliz. Mas de qualquer jeito ela é sua nakama, então deveria pedir desculpas a ela de novo.

- Eu já pedi, Gray. – Natsu disse desanimado e frustrado.

- Peça de novo e de novo, se arraste no chão, mas faça ela te perdoar. Somos todos nakamas, inclusive com Sting! Se você deixar de ser cabeça dura, isso pode dar certo.

- Isso o que? Eu não vou conseguir considerar Sting como nakama! – Rosna o rosado.

- Todos nós somos, a Fairy Tail é uma família! Lucy está feliz assim, agora você precisa seguir em frente, cabeça de purpurina. – Gray diz e dá um leve sorriso.

Natsu retribui o pequeno sorriso, ele ainda estava confuso, triste e irritado com ele mesmo. Mas as palavras de Gray faziam sentido. Há outra pessoa que pode fazer Lucy feliz tanto como ele, ou até mais. Natsu percebeu que tinha perdido sua chance no momento que acreditou naquela maldita mentira.

Apartamento da Lucy.

Lucy POV's

Chegamos em meu apartamento. Sting se jogou no sofá e eu me sentei ao lado dele, quer dizer, eu também me joguei no sofá.

- Ahhh estou cansada! – Exclamei.

- Tá parecendo uma velha, Blondie! – Sting brinca.

- Cala a boca, abelha! – Faço bico e cruzo os braços. Ele ri. Ficamos alguns minutos em silencio, quer dizer, eu fiquei, pois estava ignorando ele e ele estava tentando me provocar ainda mais. Mas tive que perguntar algo que estava em minha cabeça. –Ei abelha... Você acha que... – Pauso, ele me olha duvidoso.

- Acho o que?

- Você acha que ela vai voltar? Minerva...

- Não, aposto que ela não vai. Ela não pode ser tão louca a ponto de querer enfrentar de novo o Grande Sting Eucliffe. – Ele fala se gabando, eu bufei e virei meu rosto para o outro lado, nesse momento Sting me empurra para trás e eu acabo deitando no sofá, Sting fica entre minhas pernas, em cima de mim e com os braços apoiados um de cada lado de minha cabeça, me prendendo.

Ele se aproxima mais e mais de meu rosto com um sorriso malicioso, consigo sentir sua respiração acariciar minhas bochechas. Ele encosta a ponta de seu nariz na ponta do meu. Meu coração está super acelerado e meu corpo inteiro está em chamas, não apenas meu rosto.

- Mas se ela voltar, eu vou te proteger. – Ele sussurra em meu ouvido, minha pele arrepia. Apesar de ser uma frase muito fofa, na voz dele soou muito sexy. – Além de burra, é ciumenta, Blondie?

- C-ciumenta? EU? Sai de cima Sting! Preciso fazer a janta... – Falo irritada e me levanto um pouco, mas sou impedida por Sting que me empurra de volta.

- Eu não estou com fome... Pelo menos, não de comida. – Ele fala provocante e meu corpo esquenta mais ainda, se isso era possível. Antes que eu pudesse ter qualquer outra reação ele me beija. Como sempre, seu beijo era quente e aconchegante, mas dessa vez estava um pouco possessivo de mais.

Quando o ar nos faltou ele parou de me beijar e começou a dar pequenos beijos em meu queixo e pescoço, depois mordeu o lóbulo de minha orelha, me fazendo arrepiar.

Sua mão passou pelo meu ombro e foi descendo pelo meu braço fazendo uma leve carícia. Dirigiu-se para minha cintura, a pegou e puxou meu corpo para mais perto do dele.

Já estávamos ofegantes e ele se afastou um pouco de mim, apenas para tirar sua blusa e logo se voltou a mim, beijando-me novamente.

Entrelacei minhas pernas em seu quadril e tentei reverter nossa posição, mas esqueci que estávamos em um sofá e acabamos caindo no chão. No final eu consegui o queria, já que acabei caindo em cima dele.

- Desastrada. – Ele fala sem muito folego e ri.

- E-eu não... – Respondo, tentando controlar ao máximo minha respiração descompassada. – A culpa foi sua que começou isso em um sofá.

- E espero que não acabe. – Ele sorri maliciosamente e começa a me beijar novamente, ficando por cima de mim.

Sua mão desliza para a barra de minha blusa, a puxando para cima delicadamente. Paramos de nos beijar para ele poder tirar o pano que, agora, era desnecessário.

Ele começou a beijar meu pescoço.

- Ah! Então é assim uma reprodução humana, Rogue? – A voz conhecida de um pequenino inocente e atrevido pode ser ouvida por nós. Sting para de me beijar na hora e eu coro.

- Frosch, não podemos atrapalhar quando humanos se reproduzem, devia ter ficado quieto para podermos sair sem que eles percebessem. – Fala Rogue indiferente, nem parecia perceber o que acabara de acontecer.

Pego minha blusa e a coloco na frente de meus seios, já que estava apenas de sutiã, Sting levanta e logo em seguida me ajuda a levantar também, estávamos os dois corados.

- E-eu v-vou f-fazer a j-j-janta... – Gaguejo e saio da sala em direção ao meu quarto para poder vestir uma blusa e me recuperar de tudo que havia acontecido. Sting e eu já estávamos suados, melhor tomar um banho antes de cozinhar alguma coisa.

Autor POV's

- Atrapalhei alguma coisa? – Rogue pergunta.

- Nãooooo... Imaginaa! – Sting responde sarcasticamente.

- Rogue, depois de fazer a reprodução humana, eles tem filhotes não é? Sting-kun vai ser papai?

- Não são filhotes, Frosch. São filhos. E... – Rogue explicava para seu Exceed, mas é interrompido.

- ARGH! E você ainda responde as perguntas dele?! – Sting diz irritado para Rogue, ele se volta para o Exceed e fala. – Não vai ter filho nenhum e não teve nenhuma "reprodução humana". Agora esquece isso, Frosch. – Sting passa as mãos pelos fios loiros em sinal de irritação, vira as costas e se dirige para a porta.

- Aonde vai, Sting? – Rogue pergunta e Frosch ainda processava as palavras de Sting.

- Preciso de um ar, vou dar uma volta. – Responde e fecha a porta, deixando o parceiro e seu Exceed sozinhos na sala.

- Rogue... Então aquilo não foi uma reprodução humana?

- Não... Aquilo foi só um quase.

Sting POV's

Saio do apartamento e começo a andar distraidamente pelas ruas, já estava de noite e quase ninguém podia ser visto caminhando pelas ruas de Magnólia.

Essa Blondie me deixa fora de mim...

- Sting? – Ouço uma voz atrás de mim chamar meu nome, quem era?

Viro para ver o dono daquela voz e vejo uma garota de curtos cabelos brancos. É a irmã mais nova de Mirajane, aquela garotinha mimada que sempre está com Natsu-san.

- Você é a Lisanna? – Pergunto, o que ela queria?

- Bem... Sim. Eu... Posso falar com você?

- Tá, tudo bem. Diga.

- Er... É sobre a Lucy.

- Lucy? Aconteceu alguma coisa com ela? – Digo, entrando em desespero.

- NÃO. NÃO! Ela está bem! – Me acalmei e suspirei.

- Então o que houve? – Lisanna morde os lábios antes de me responder.

- É algo sobre ela que você precisa saber. Acho que ela não te contou, pois ela não gosta de falar disso.

- Não enrole e diga logo. – Falo irritado. Mesmo que a Blondie não tenha me falado nada sobre essa garota, eu não gosto dela.

- Há um mundo paralelo a nós, ele chama Edolas. Quando eu sofri um acidente e quase morri, eu fui enviada para Edolas e vivi lá por alguns anos. De algum modo todos da Fairy Tail foram para Edolas e quando eles voltaram, eu voltei junto. Eu estava muito feliz de ter reencontrado todos, principalmente Natsu. Quando o vi eu logo o abracei.

- O que tudo isso tem a ver com a Blondie? – Falo impaciente.

- Bem... Depois que abracei Natsu, estávamos voltando para a guilda e teve uma hora que fiquei sozinha com a Lucy, e foi nessa hora que ela me deu um tapa na cara e me ameaçou para ficar longe do Natsu. – Ela coloca a mão no rosto e parece chorar. Entre soluços ela continua dizendo. – Ela... Ela me xingou... Falou que eu nunca deveria ter voltado... Me ameaçou e me bateu... Bateu muito...

Blondie fez isso? Blondie bateu nessa menina? Blondie ameaçou essa menina?

Não. A minha Blondie nunca faria algo assim. O que ela está dizendo? O que ela está tentando fazer?

- Eu não acredito em você. Lucy nunca faria algo assim, eu tenho certeza.

- MAS ELA FEZ. – Ela me olha com lágrimas nos olhos. Eram falsas.

- NÃO, ELA NÃO FEZ. E não estou dizendo porque quero acreditar nisso, estou dizendo porque eu tenho certeza disso.

- COMO PODE SER TÃO IDIOTA? O QUANTO VOCES A AMAM? – Ela disse "vocês"?! O outro seria... Natsu-san? – POR QUE TODOS TEM QUE PREFERIR A ELA? – Ela parecia revoltada e estava desabafando.

- Ei garota! Isso é mentira e eu sei disso. Tudo isso é falso. Mas... Você contou isso para Natsu-san, certo? – Pergunto frio e ela morde o canto de seus lábios e evita meu olhar. – Vou considerar isso com um SIM. Odeia tanto a Blondie assim para ser capaz de falar algo dela desse tipo?

- Ela roubou Nat-kun de mim. – Ela diz, sem olhar em meus olhos.

- Você o perdeu. Natsu-san pode ser um idiota por ter acreditado nessa mentira, mas ele sabe, no fundo, que Lucy é mil vezes melhor que você. Mas ela nunca o roubou, você que o perdeu sozinha com suas mentiras. – Estava sendo muito grosso? Talvez. Mas ela mereceu, falar mal da minha Blondie na minha frente é algo que não consigo deixar passar, não mais...

Ela arregala os olhos diante de minhas palavras, viro as costas e caminho de volta para o apartamento. Vim caminhar para esfriar a cabeça e apenas acabou a esquentando. Então prefiro que ela esquente com a Blondie do que com essa garota mentirosa.

Quando chego ao apartamento, Lucy estava de avental com uma panela em mãos. Rogue e Frosch já estavam na mesa. Ela me olha e sorri amavelmente.

- Chegou bem na hora! Sentiu o cheiro da comida, abelha esfomeada? – Ela sorri novamente. Eu fico paralisado apenas encarando esse sorriso. – Sting? STING! Não me ignore!

- Ahh! Quieta Blondie! Você é muito barulhenta! Estou com fome, o que você fez?- A provoco, saindo de meu transe.

Sim... Ela nunca faria algo daquele tipo. Eu tenho certeza.