Notas introdutórias:
É uma fic que usa o Canon do livro, não do filme. Os nomes dos personagens estão como o original em inglês, com exceção de Gina.
Essa história é uma das muitas que eu escrevia com uma amiga, no caso essa aqui é toda de minha autoria, como havia outras que eram todas da autoria dela, e várias que eram mistas. Milhares, já que escrevíamos desde os treze anos até por volta dos dezenove. Como nunca conseguimos organizar o próprio "submundo" de Harry Potter que criamos, eu resolvi adaptar as que são de minha autoria única pra poder postar aqui, substituindo alguns personagens, suprimindo outros...
Mas preciso dar uma introduçãozinha pra vocês sobre a nossa imaginação sobre o mundo pós Batalha de Hogwarts para vocês se situarem:
1. Harry e Ron trabalham como aurores no Ministério da Magia.
2. Hermione também trabalhou como autor durante um tempo, mas não se enquadrou, e achou que seus dons de escrita persuasiva poderiam ser melhor aproveitados na imprensa. Tomou o lugar da demitida Rita Skeeter no Profeta Diário.
3. Lá no PD, o fotógrafo que trabalha com ela é um poeta chamado Wilfred Reed, mais baixo que o Harry, de cabelos negros até o ombro, barbicha e olhos violeta. Ele tem uma personalidade expansiva e é um tanto galinha, arrastando a asa para a Hermione. Eles são apenas amigos, mas Ron morre de ciúmes dele. (Novidade).
4. A turma de amigos em que eles costumam sair é Harry, Rony, Hermione, Gina, George e sua namorada, no caso é Ammya Lottohn, personagem da amiga que escrevia comigo e não tem conta aqui. Ela é prima da Hermione. As intervenções dessa minha amiga ficaram inteiras em itálico, pra vocês saberem que não fui eu que escrevi.
5. Os personagens que vocês não conhecem são meus.
6. Somente um capítulo é songfic.
Acho que é isso, se eu lembrar de alguma outra coisa, digo no decorrer das postagens. Lumus, e boa leitura para vocês.
Depois que Hermione voltou ao trabalho no Profeta Diário, recuperada de um pequeno incidente de perda de memória, decorrente de uma queda, tudo voltou ao habitual. Alguns meses se passaram – Halloween, Natal, Ano Novo e aniversário de Ron – e os Weasley e seu círculo de amigos estavam na tranquilidade. Combinaram mais alguns passeios, só que desta vez sem risco para a integridade física ou mental dos passeantes. Foi um tempo rotineiro, mas de uma rotina agradável. Os trabalhos não estavam em marasmo e nem perigosos demais. Nem sempre dava para eles se encontraram no fim do expediente, mas nunca ficavam separados por muito tempo.
— Oi, Ron – disse Hermione, encontrando-o em uma praça em China Town (Londres). – Vem mais alguém hoje?
— Não. Harry está com dor de estômago e Gina vai ficar cuidando. Ammya trabalhou demais e vai ficar descansando, e George está inventando Gemialidades. Está bem maluco há dias por causa de um negócio lá, que não diz pra ninguém o que é.
— Normal; tem que renovar de vez em quando. Sem lançamentos não há público, e uma loja vive disso – Hermione cruzou os braços. – Mas é bom, porque podemos estar a sós. Eu queria mesmo isso. Preciso conversar com você.
— Ih... É coisa ruim, é? – Ron fez uma careta.
— Eu só te digo coisa ruim quando estamos a sós? – Hermione questionou.
— Não... É que você fez uma cara... – ele respondeu.
— Não pense nisso agora – disse Hermione. – Estamos aqui conversando no meio da praça, não é lugar. Pra onde iremos?
— Estou com fome. Que tal jantarmos num restaurante japonês? Deve haver centenas por aqui – o moço sugeriu, olhando em volta para os transeuntes de olhos puxados. Hermione riu.
— Ron, é China Town. China, não Japão – corrigiu.
— Ué, não dá no mesmo? – ele ergueu as sobrancelhas.
— Imagino a Cho Chang tendo piripaques ao ouvir isso – disse Hermione, batendo amigavelmente no braço dele.
Já no restaurante e saboreando um delicioso prato de comida CHINESA, Ron e Hermione conversavam.
— E enfim, o que você queria dizer, Hermione? – Ron perguntou, após um silêncio.
— Ah... não quer engolir seu arroz primeiro? – ela questionou. Ron ergueu os olhos para ela sem levantar a cabeça, apreensivo. Hermione tranquilizou. – Não é tão terrível assim também. É só que... eu vou viajar.
— Pra onde? – ele perguntou, rápido.
— Para a China – disse Hermione, com um meio sorriso. – Ironicamente.
— Ah, então foi pra isso que me trouxe aqui? – Ron retrucou, azedo. – Pra eu entrar "no clima" da desgraça?
— Nem fui eu que escolhi, George é que sugeriu quinta passada, não lembra? Eu tinha falado em Candem Town – defendeu-se Hermione.
— Hum – Ron deu um muxoxo, aborrecido. – Quanto tempo?
— Uma semana – ela disse, rapidamente.
— Pô! – exclamou Ron, engolindo o palavrão para ser mais comportado.
— O que você quer? é do outro lado do mundo! – ela justificou. – É longe mesmo para um bruxo. Há uma conferência com os líderes dos países mais avançados em magia. Vai durar três dias, o resto é viagem.
— Que lindo, toda uma semana com o poetinha... – resmungou Ron, remexendo no prato de comida. – Parece até lua-de-mel...
— Will não vai – informou Hermione. – Terça-feira é o lançamento do livro dele, ele tem que estar presente. Vou cuidar da fotografia também.
— Menos mal – o garoto disse. – Mas que droga, vou sentir sua falta...
— Idem – murmurou Hermione, doce.
— Então é melhor aproveitar que hoje você está aqui – Ron curvou-se por sobre a mesa para beijá-la, mas Hermione recuou.
— Aqui não, Ron. Depois, lá fora. Orientais não estão acostumados com essas coisas publicamente; embora esses dos restaurantes talvez... – Ron grunhiu.
— Pelo menos sei que nenhum vai te agarrar lá – disse, depois. – Mas se for lá fora, serão dois – avisou.
— Tá – concordou Hermione. Ron admirou-se de ela concordar.
— Dois não... dez – aumentou.
— Ora, mas que abusado – Hermione riu, estreitando os olhos.
— Abusado nada, pra uma semana isso é pouco. Vamos, Hermione, engula logo esse biscoito da sorte e vamos pra outro lugar – ele apressou. – E quando viajar, não se arrume muito. Não quero nenhum velho político babão gamado na minha noiva – falou.
