Disclaimer: Saint Seiya não pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei e Cia.

Enfim... depois de um tempo, volto a atualizar... xD

Sorry pela demora. Bem, eu não me lembro se preciso fazer alguma consideração a respeito deste cap., portanto, vamos direto a ele.

Os Pilares da Terra: O Despertar da Senhora da Lua

Capítulo Dois

A New Beginning

Saga estava em uma Sala do 13º Templo, onde ficavam os aposentos de Athena e do Grande Mestre. Aguardava Shion para os afazeres do dia. O antigo Cavaleiro de Áries estava resolvendo pequenos pormenores relacionados aos seus próprios aposentos com as servas.

Após tanto tempo, finalmente tinha conseguido recuperar sua vida anterior a possessão de Ares. Mas... será que realmente havia recuperado tudo? A vida atual não era igual a anterior. Já havia passado pela experiência da morte, pela perda do corpo provisório que Hades o havia dado, e por fim, a "morte" de sua alma, quando da ocasião em que haviam explodido totalmente seus cosmos para recriar a luz do sol e tiveram suas almas seladas.

Ele já não era mais o mesmo. Nem um pouco. Havia mudado tanto. Compreendera certas coisas que antes, talvez, não desse tanta importância. Como os laços entre irmãos.

Kanon havia aprontado e muito. Incutira o mal em si e depois que o trancara no Cabo Sunion, ele ainda se tornara guerreiro de Poseidon. Apesar de toda a raiva, todo o mal que havia cercado os dois e que havia detonado a relação entre eles, ver seu irmão lutando ao lado de Athena o fizera cair em si.

Nunca, por pior que tudo tenha sido, nunca havia deixado de amar o seu irmão. Eram gêmeos afinal. Dizem que os laços de fraternidade entre gêmeos são mil vezes mais forte do que o laço entre irmãos comuns. O laço entre gêmeos é inquebrável. O que um sente, o outro pode sentir também... o que um pensa, o outro adivinha...

Ver Kanon vivo, mesmo depois de tudo, foi um alívio. Quantas vezes não se perguntara como estaria seu irmão. O perdoou, assim como estava lutando para perdoar a si mesmo.

- Saga? – a voz de Shion o despertou de seus devaneios. – Está pronto?

- Sim, senhor.

- Ora, Saga, por favor... quantas vezes precisarei lhe dizer para não me chamar de senhor! Sei que sou bem mais velho, mas nem por isso quero esse título...

Saga riu-se. Shion o acompanhou e ambos deixaram a sala. Seguiram para a biblioteca do Santuário, onde diversos livros e manuscritos os aguardavam.

- Muito bem, vamos retomar de onde paramos ontem, então... Como lhe disse, Saga, as Armaduras de Ouro e Prata necessitam do próprio sangue de Athena para voltarem a vida. As de Bronze bastam um pouco do sangue dos Santos de Ouro. No entanto, um detalhe que poucos Cavaleiros sabem, é que como nem sempre podemos dispor do Sangue de Athena, ou mesmo de outros Santos, existe a possibilidade de na falta deles, usarmos o sangue de algum Deus aliado. Em geral, Niké é a quem mais recorremos.

Shion continuou a explicar ao geminiano alguns detalhes, enquanto ia lhe mostrando alguns manuscritos com textos a respeito disto.

Na Casa de Gêmeos, Kanon se preparava para os treinos da manhã. Se sentia feliz em poder fazer parte do Santuário oficialmente. Gostava dos treinos na arena, se divertia conversando com os outros Cavaleiros. Pensara que seria difícil o aceitarem ali, que ficaria deslocado, excluído. Mas ao contrário, todos o recepcionaram muito bem. Em parte, havia sido graças a ele que a Guerra Santa contra Hades não tomou outro rumo. Kanon havia derrotado Radamanthys, um dos guerreiros de elite do Deus.

Desceu as escadas em ritmo mais acelerado, para ir já se aquecendo. Outros Cavaleiros já se encontravam nos treinos naquele dia. Em geral, chegava mais cedo, porém nesta manhã, havia se atrasado, por conta dos passeios da noite anterior.

Os Santos de Athena haviam saído para um bar, comemoravam algo que ninguém no tal lugar poderia entender. Depois de verem tantas coisas terríveis, era um bálsamo poder ver belas mulheres, ainda que eles soubessem e imaginassem o que aconteceria a elas quando a morte lhes recepcionassem.

- Vamos, Milo! Que moleza é essa! – Camus bradou, atingindo um soco no rosto do escorpiano.

- Ora, Camus... só você para ter tanta disposição assim logo de manhã!

O Escorpião levantou, com um pouco de esforço, batendo a poeira do corpo.

- Vai continuar nessa moleza?

Milo bufou.

- Tá bom, tá bom... se prepara então, porque eu vou dar o máximo agora...

O Cavaleiro da 8ª Casa partiu para cima de Camus, desferindo um soco com a esquerda, seguido por outro da direita. Quando deveria mandar outro golpe com o punho esquerdo, Milo voltou o braço direito para trás, como quem dá uma braçada ao nadar e com a mão quase espalmada sobre o peito do adversário, usou o movimento do aquariano a direita para se esquivar contra o próprio, derrubando-o no chão.

Camus caiu com um estrondo, tamanha força Milo empregou no golpe, que levara apenas alguns milésimos de segundos. Só ao cair no chão se deu conta do que acontecera.

- E aí, cubo de gelo? Quem é que tá de moleza?

- Não vá cantando vitória ainda, Milo! – ele se levantou. – Vamos ver o que mais você consegue fazer...

E assim, o treino de Milo e Camus se seguiu: o escorpiano provocando e o aquariano respondendo à altura. Com muitas quedas, socos, chutes, poeira e suor. Era como antes. Como antes de Camus morrer e voltar como Espectro de Hades. Na ocasião, Milo não entendia. Ao contrário, tanto não entendia, como o sangue quente típico de escorpiano subiu a cabeça e ele não conseguiu ver o que Mú vira.

Não viu que seu amigo, na verdade, vinha para ajudar Athena e que ter de abrir mão da sua lealdade doía a ponto de fazer sua alma sangrar. A raiva de ver Saori morta e Camus traidor, assim como Shura e Saga, o fizera quase esganar o francês.

Mas a amizade de ambos permanecera a mesma, depois de tudo ter sido devidamente explicado e do escorpiano ter compreendido tudo. Aliás, a amizade deles era de certo uma das mais improváveis entre os Cavaleiros. Milo sempre fora sério e compenetrado durante o serviço a Athena, mas passional, emotivo, um pouco dramático, e também alegre e expansivo. Já Camus sempre fora muito racional, desapegado, mais prático. O que lhe rendia o aspecto de frieza que gerou seu carinhoso apelido dado pelo escorpiano, Cubo de Gelo. É claro que isso também se referia ao fato de Aquário manipular o gelo.

Do outro lado da arena, Aiolia treinava com seu irmão. Fazia tanto tempo que não podia fazer isso. Havia sido treinado durante a infância por ele. E depois, teve de treinar sozinho. Passou por poucas e boas tentando enfim despertar seu cosmo. Sentira muita raiva de Shura. Mas era tão novo e havia tantas coisas que não tinham sido explicadas.

Somente após a Guerra Santa contra Hades, teve a oportunidade de resolver suas pendências com Shura, que com a ajuda de Saga e o próprio Aiolos, conseguiu enfim fazer o leonino compreender o que de fato ocorrera.

Depois de tudo, finalmente perdoara Shura. E até conseguiu manter uma relação melhor com o espanhol. Aos poucos, os dois foram se entendendo e criavam laços de amizade.

- Aiolia, você está muito distraído... o que está acontecendo?

- Já experimentou olhar para trás, Aiolos? – Shura respondeu enquanto treinava com Máscara da Morte, que revezava os treinos com ele e Afrodite.

- Cala a boca, Shura!

- O bichano aí está caidinho pela Águia... – Máscara riu, antes de quase levar um soco de Capricórnio.

- Águia? Nós temos uma Amazona de Águia?

- Ué... sim, Aiolos! – Shura respondeu ao se abaixar escapando de um chute de Câncer.

- Isso eu não sabia... Ai!

- Oh, irmão... acho que quem se distraiu agora foi você, hein?

- Po, essa doeu, Aiolia!

- Ah, vai... levanta daí, Olos!

- Quer saber? Vamos parar... acho que por hoje está bom... eu estou desacostumado então é melhor irmos devagar... com calma nos treinos... por hoje, é só!

Sagitário se levantou, apoiando-se no irmão mais novo. Ambos caminharam para as torneiras e bebedouros da arena. Aiolia enfiou a cabeça com tudo debaixo da torneira aberta.

- Nunca perde essa mania, né, Olia? – o grego mais velho balançou a cabeça de um lado para o outro. Depois, se lavou e bebeu um bom tanto de água. Ao perceber que o caçula agora estava apoiado sobre o bebedouro, porém de costas para o mesmo, e olhando na direção da área de treino das Amazonas, o interpelou. – Quem é ela?

- Hum?

- A moça de cabelo ruivo... Ela é a Amazona de Águia?

- Ah, sim... O nome dela é Marin... Ela veio do Japão. – Aiolia falou, sem tirar os olhos da moça, o que não passou despercebido por seu irmão mais velho.

- Porque não vai lá falar com ela?

- Hein? – o rapaz virou-se com olhos esbugalhados.

- Aiolia, mesmo tendo voltado tão recentemente e só tendo visto essa moça agora, eu já percebi que você a olha de um jeito diferente. Até o modo como você pronuncia o nome dela te delata. E, meu caro irmãozinho, você deveria aproveitar a nova vida que ganhou de Athena. Nós não somos eternos e você sabe disso. Nunca sabemos quando será nosso último dia, e você também sabe disso. Então, porque não tenta se aproximar dela, não fala sobre o que sente?

O Cavaleiro de Leão permaneceu mudo e imóvel. Não sabia o que dizer. Aiolos com certeza estava certo. E isso o deixava desconcertado.

- Bom, Olia... vou subir de volta para Casa! – Aiolos se despediu com um aceno para o irmão, voltando para casa acompanhado de Shura e Milo.

XxxxX

Eis mais um cap!

Gente, como é de praxe, estou apresentando a vida deles após o renascimento. Bem, eu não acho que tenho alguma consideração para fazer sobre esse cap. Hehehe... escrevi faz tempo, então...

Bem, qualquer coisa, as reviews estão aí para isso! ;D

Espero que estejam gostando!

Bjs.