Disclaimer: Saint Seiya não pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei e Cia.

Pure-Petit Cat: Ah, neko... a Nyx originalmente era MUITO Mary Sue. Estou tentando adaptá-la para uma personagem mais interessante. Hahahhaha. Com um grupo de homens lindos e maravilhosos, é claro que eles iriam partir pros pegas... e... ei, vc também chegou muito perto... talvez mais do que a Maho... Sim, Milo e Nyx 3 Eu não resisti ao Ice x Poison... mas só um tiquinho, vc sabe que não sou de escrever yaoi, né?

Jules Heartilly: Ih, cabeça dura é pouco! Hahahahaha... Milo quer aproveitar a vida nesses tempos de paz, já que nunca puderam, antes. ;D Shura? Não... Shura vai ter outro par... hahaha Mas, como disse pra Maho, não estou satisfeita com o par dele... preciso melhorar a personagem (é, tive de fazer duas personagens a mais: pra Mask e pra Shura. Mas achei minhas personagens meio fracas no momento...)

Sakurazuka Hime: Será mesmo? Hahahhaha... Poder oculto, não. O poder dele está bem diante dos olhos de todos... xD

Mahorin: Vc chegou perto, Maho! LOL Mas mais pra frente (bem mais, na verdade) eu revelarei! Ciúmes? Milo com ciúmes? Nããão, imagiiina! Hahahahhaha Aaah, na verdade, eu me diverti. Shura vai ter outro par. Embora eu não esteja muito satisfeita com o par dele... -.-

Espero me redimir da maldadezinha com o bichano nessa primeira cena... hahahahha Não me matem, meninas!

Os Pilares da Terra: O Despertar da Senhora da Lua

Capítulo 8

She's Got Me Crazy

Não sabia o que estava acontecendo ao seu redor. Perdera toda a noção do que havia a sua volta. Na verdade, não conseguia nem pensar. Só conseguia responder aos toques ousados em seu peito, abdome e costas. Ou aos beijos atrevidos em seu pescoço. Seu corpo seguia seus instintos.

Os dedos dela passaram pela pele da sua saboneteira, procurando os botões. Como alguém especialista, ela abriu sua camisa. E tratou logo de marcar um rastro de beijos maliciosos no seu peito. Ah, aquilo era bom.

Deixou que suas mãos corressem para o quadril dela. Apertou com força a carne. E a mulher o puxou consigo para sua cama.

Sua cama? Quando é que chegara ao seu quarto?

E isso nem importava agora. Porque algo embaixo de suas vestes queria rasgar o tecido. Um Leão que queria se soltar das correntes. Era isso o que tinha se tornado. Um Leão faminto e sedento.

Sua boca trilhou o caminho da sua perdição. E o gemido que lhe escapou pela boca saiu rouco. Denotando todo o prazer que corria por suas veias agora. A música da boate ainda retumbava em sua mente, e forçava seu coração a se acelerar.

O que só tornava aquilo tudo melhor ainda. Arrancou a roupa da moça a sua frente. Arremessou longe a sua própria calça jeans. A loucura que o tomava o deixava indomável agora.

Sexo. Ele nunca tinha experimentado o sexo daquela forma selvagem.

Arremeteu-se para cima dela. E como um animal feroz, a possuiu. Mexeu-se. Sentia preenchê-la totalmente. A sentia apertá-lo.

Manteve o ritmo acelerado até se acabar.

Então, largou-se na cama e adormeceu ao lado dela.

No dia seguinte, Aiolia acordou, com o rosto todo amassado. Virou-se e esbarrou num corpo voluptuoso ao seu lado. A cabeleira caía pelo travesseiro. Não era ruiva como a de Marin. Aquilo fez seu peito doer.

Marin... receber um não dela foi algo que ele jamais havia imaginado. Sempre foram tão próximos que acreditara que ela lhe correspondia. Ledo engano. Havia se iludido. Levantou-se, sentindo um gosto amargo na boca. Sua aura se escureceu, com aquele sentimento horrível.

Se sentiu como um cafajeste. Como lixo. Usado e abusado e jogado na sarjeta.

Tomou um rápido banho e subiu para Sagitário. Precisava conversar com seu irmão... precisava desabafar.

- Olos?

- Bom dia, Aiolia. O que aconteceu?

- Bem... – suspirou. – Olos, me diga uma coisa... você já foi para a cama com outra pessoa tentando esquecer quem você realmente ama?

O mais velho engasgou com o café. Enquanto limpava a bebida que espirrara de sua boca, olhou o caçula largado na cadeira da mesa da cozinha, com uma cara péssima.

- Er... o que eu posso dizer...?

- Depois da boate, eu acabei na cama com uma morena...

- Foi bom?

- Cara, foi o melhor sexo da minha vida!

- Então, qual a preocupação?

- Poxa, Olos... eu tentei esquecer a Marin com ela... transei com a moça para esquecer outra... transei com ela só pra isso... eu a usei...

- Não foi nem o primeiro nem o último homem a fazer isso... então, qual o problema?

Aiolia bufou. Aiolos não estava ajudando muito.

- Eu estou me sentindo um lixo... um canalha, cafajeste que só usou a moça para esquecer de outra mulher... mas o problema é que isso não adiantou, porque quando eu acordei, foi só na Marin que eu consegui pensar... era ela que eu queria que estivesse ali do lado... mas não foi o corpo dela que eu encontrei.

Sagitário suspirou.

- É, meu irmão... infelizmente, não dá para esquecer uma mulher que a gente ama só com uma boa noite de sexo... por melhor que o sexo seja... – disse, colocando a mão no ombro do caçula. – Agora, toma uma xícara de café e vamos treinar... que isso vai te ajudar a se sentir melhor...

O leonino torceu o canto da boca, com um pouco desaprovação, mas pegou a xícara oferecida e tornou o líquido.

Na Oitava Casa Zodiacal, um tal escorpiano ainda dormia, agarrado a uma bela loira. Já passava do horário que costumava se levantar. Mas como era domingo, não fazia diferença. Era um dia que eles tinham livre.

Nyx se levantou, porém, no mesmo horário de sempre. Preparou o café da manhã, ajeitou o quarto, entre outras coisas. Estranhando que não havia visto nem sinal de Milo, resolveu bater a porta de seu quarto.

Mas qual não foi a surpresa ao encontrar um homem completamente nu enroscado com uma loira maliciosa. A cor sumiu de seu rosto. Bateu a porta, e saiu. Mas sentia um estrago no estomago e no peito. Fora uma ligeira queimação em algumas partes do corpo. Resultado de ter visto o belo corpo de seu mestre totalmente a mostra.

E ele logo veio, enrolado em uma toalha branca.

- O que você pensa que estava fazendo? – a voz saiu baixa e ameaçadora.

- Eu é que te pergunto o que aquela lá está fazendo aqui!

- Essa é a MINHA CASA! Entendeu? MINHA CASA! E aquele era MEU quarto e MINHA cama... e entra ali quem eu convidar! – o indicador em riste quase ganhava uma unha muito rubra.

- E por um acaso, eu sou a SUA pupila! E acho que você deveria respeitar isso, quando pensa em trazer uma... uma...

- Loira deliciosa?

- Uma cadela para este Templo!

- Garota, você não é minha dona! Aliás, é só minha pupila, como você mesma gosta de frisar! Não tenho que te dar satisfações do que faço, do que deixo de fazer, quem entra no meu quarto, ou com quem eu trepo!

Ela deu um tapa no rosto do rapaz que o deixou possesso de raiva.

- Olha o linguajar! Eu não sou uma dessas suas vadias com quem você pode usar palavras de baixo calão! Eu EXIJO respeito!

- Garota, qual é o seu problema!? – ele gritou.

- Eu é que te pergunto, Milo de Escorpião, meu Mestre... qual é o SEU problema COMIGO!? Desde que me conheceu... não... conhecer não, porque você nem me conhece direito... mas desde que bateu os olhos em mim, você não para de brigar comigo! Só implica comigo! Qual é o SEU problema!?

E o escorpiano, apesar de toda sua fúria, permaneceu calado. Sem resposta. Não sabia o que dizer. A sua mente trabalhava com a velocidade da luz, procurando mil e um motivos para a antipatia que sentia por Nyx, mas não conseguia encontrar nenhum.

- Viu? Nem mesmo você sabe.

O grego a mirou como se fosse disparar Antares ali naquele mesmo momento, mas virou-se e rumou para o quarto. Onde a loira estava assustada, mas tentou se aproximar dele. O que foi um erro, pois ele a expulsou com uma rispidez inigualável.

Mentalmente, ele vociferava todas as palavras de mais baixo nível que conhecia. Até mesmo as em italiano e espanhol, que Máscara da Morte e Shura lhe haviam ensinado. Ou as em português, aprendidas com Aldebaran.

- Droga! &#*$&!#*$&*& #&#! Porque é que raios essa garota mexe comigo desse jeito!?

"Por pura pirraça!". Uma vozinha no seu inconsciente riu-se dele, respondendo a pergunta que Nyx lhe fizera sobre brigar e implicar tanto com ela. Passou as mãos pelo rosto, deformando-o, em sinal de completa irritação. Iria tomar banho. Isso o ajudaria a esfriar a cabeça.

Milo entrou no chuveiro, sentindo a água morna levar a raiva embora.

Nyx, em seu quarto, arrumava suas poucas roupas em uma trouxa. Decidira sair dali e falar com Athena. Não deixaria o Santuário, mas pediria para a Deusa lhe colocar sob a tutela de outro Cavaleiro, talvez Shura, que sempre se mostrava tão gentil com ela e nos treinos era rigoroso, porém muito respeitoso, diferente do grego, ou então Marin, a Amazona de Águia, que era tão simpática com todos.

Enfiava as peças com força e de modo a descontar sua raiva. Mentalmente, ficava remoendo um discurso interminável para Milo, sobre o quão grosso ele era, o quão estúpido era o modo como ele a tratava, o quão absurdo era a sua antipatia por ela. Xingava milhões de vezes, dentro de sua cabecinha jovem.

- Aonde você pensa que vai?

O tom autoritário dele a irritou ainda mais. Não se preocupou em virar para ele, continuando a socar as roupas para dentro da trouxa.

- Vou embora daqui. Não sou bem vinda, então eu vou embora. Você deve estar se sentindo aliviado por não ter de treinar uma garota.

- Eu ainda sou seu mestre, até que Athena decrete o contrário. Goste ou não, você vai permanecer aqui. Eu a proíbo de sair dessa Casa! – sua voz era pesada, demonstrando irritação, mas sem rispidez.

- Proíbe? Você está doido pra se livrar de mim. Porquê não manda as ordens de Athena para o Inferno e me deixa ir embora? Você vai poder aproveitar muito melhor a SUA CASA! Vai poder trazer qualquer vagabunda pra cá, trepar... – ela sentiu a palavra se embolar em sua boca, como algo gosmento e nojento. – O quanto quiser!

- Escuta, aqui, pirralha! Primeiro que você deve obedecer as ordens da Deusa, não importa se você ou eu, ou o caralho a quatro estejam incomodados. Ninguém, ouviu bem? Ninguém desobedece as ordens de Athena neste Santuário! Se você quer ser uma Amazona vai ter de aprender isto! Foda-se o que você pensa, o que você sente, o que merda você quer! Aqui, a única coisa que vale, é a palavra de Athena!

- Pois eu vou pedir a ela que me dê outro Mestre! Já estou cheia das suas grosserias! Você não sabe falar uma palavra gentil para mim! Não é capaz de demonstrar qualquer tipo de consideração! Insensível! Egoísta! Tenho certeza que ninguém é capaz de conviver com você! Não é a toa que você só consegue se relacionar por uma única noite! Não deve nem conseguir lidar com a própria família! Ou eles mesmos devem ficar aliviados por você ser um Cavaleiro e não poder manter laços com pessoas de fora do Santuário, para não terem que te aturar!

Aquilo feriu Milo terrivelmente. Ele, assim como todos ali, eram órfãos. Nunca tiveram uma família. Foram abandonados ou perderam os pais ainda muito pequenos para conseguirem se lembrar de ter uma família. O Santuário e seus Cavaleiros e Amazonas eram o mais próximo disso, eram tudo o que tinham.

Ele engoliu em seco. Seu maxilar e todo o seu corpo se enrijeceram. A respiração estava difícil, todo seu autocontrole estava sendo aplicado naquele momento.

- Você não sabe do que está falando. – respondeu em tom baixo e tão frio quanto o próprio Camus. – Se quiser ir, vá. Mas eu não me responsabilizo por você ou por quaisquer outras coisas relacionadas a você.

Ela se sentiu aliviada. No entanto, percebera que algo o incomodara. Suspirou. Isso era problema dele. Ela iria procurar Athena.

Ao cair da noite, ela retornou, a contragosto. Athena lhe explicara que não poderia confiar seu treinamento a outro guerreiro. Os poderes estão atrelados a sua Constelação respectiva, e a dela, obviamente, era de Escorpião, devendo ser treinada por seu respectivo Cavaleiro. Ficara desgostosa com isso, mas não poderia fazer nada a respeito. O único jeito seria voltar a treinar com Milo.

Mas, ainda estava tão enraivecida com ele, que decidira passar o dia fora, tentando espairecer e reavaliando o que poderia, de sua parte, fazer para melhorar a relação entre eles. Bufou. Não era isso que ela queria.

Quando chegou a Oitava Casa, Milo estava sentado próximo as colunas, sobre um pedaço de uma que jazia caída, ao lado e recostado no que deveria ser a base desta. Ele olhava as estrelas no céu, iluminado pelo luar. Os cabelos soltos, ondulando uma vez ou outra, com a brisa. Vestia uma calça e uma camiseta parecidas com as de treino, porém menos justas e menos surradas.

Ela se aproximou, devagar. Sentia-se envergonhada por voltar. Era como se pisasse em seu próprio orgulho.

- Nyx. – ele a chamou, sem tirar os olhos do firmamento. – Venha aqui.

Sua voz era mansa, porém autoritária como a de um mestre. Ela obedeceu.

- Sente-se. – Ele se voltou para ela, se afastando um pouco, e dando espaço para ela se sentar ao seu lado, sobre a coluna, cujo tamanho era grande o suficiente para acomodá-los.

Uns instantes de silêncio permaneceram, enquanto ele olhava o céu. Ela o acompanhou em seu olhar.

- Eu não tenho família. Eu nunca tive uma. – sua voz saiu calma, inalterada, vagarosa e baixa. – Estes Cavaleiros... Athena... eles são o mais próximo que tenho disso. Eles são a minha família.

Nyx abaixou os olhos, mirando as próprias mãos. Sentiu-se estúpida.

- Todos nós somos órfãos... a maioria foi abandonada pelos pais... alguns perderam seus parentes ainda muito pequenos e não tem lembranças deles. A única família que nós conhecemos, são os membros do Santuário. Nossos mestres, nossos amigos. O Grande Mestre. Athena.

- Me perdoe... eu não tive a intenção.

- Teve. – ele a olhou. – Mas a culpa é minha. Então, não precisa pedir perdão. Sou eu quem lhe deve desculpas, Nyx... Eu nunca tive um discípulo, o que dirá de uma discípula. Não sou bom como mestre como Camus. Ou Mú. Tive um mestre extremamente rigoroso. Alguém que também era severo fora dos treinos...

Ele pausou. Resgatava memórias de um passado distante. Estava mergulhado em seu momento introspectivo.

- Convivo há muito mais anos com os Cavaleiros de Ouro do que com a própria Athena, então, com eles, eu já criei um laço forte. Eles já sabem como sou temperamental e sabem lidar comigo... – ele deu uma risadinha sem graça. – Mas lidar com alguém que acabei de conhecer, especialmente sendo uma garota mais nova, que estará 24 horas por dia perto de mim, dentro da minha Casa, que é meu lugar sagrado... é... um pouco difícil para mim...

Ele viu de soslaio que ela se remexeu, um pouco incomodada.

- Entenda... sou um homem, que viveu todos estes anos sozinho, morando em uma Casa só para mim, onde sempre pude fazer o que quisesse, quando quisesse, como quisesse... ter alguém morando comigo agora, é quase como se invadissem minha privacidade. E isso é algo que eu detesto. Então, não sei o que fazer, tendo uma garota dentro da minha Casa, que terei de treinar e com quem terei de conviver. No fundo, no fundo, sou um cara bom... E sou sensível, sim. Só que não estou acostumado a lidar com isso, porque acima de tudo, eu devo ser um guerreiro.

Eles permaneceram em silêncio novamente.

- Por isso, por favor, me perdoe. Eu sei que fui injusto com você.

- Tudo bem. Eu o perdoo. Mas também devo pedir desculpas. Não fui muito agradável também.

- Bom, isso também é verdade. – ele riu.

- Você não pode falar nada. – ela sorriu.

- Eu sei. Bem, vamos entrar? Amanhã, teremos treino novamente.

- Sim, mestre.

XxxxX

E então? Me redimi pela maldade com o Aiolia? xD

Estou com o pulso esquerdo machucado então, não vou digitar muito. Estou digitando mais com a mão direita, no entanto, preciso tomar cuidado pra não sobrecarregá-la.

Sendo assim, fico por aqui.

Acho que esse cap ficou o suficiente, hahaha.

Beijos.