Bem, aki está o capítulo de hoje.


Capítulo 11

O Depoimento de Jensen

-Onde você estava há 5 dias às 23 Hs, Sr. Ackles? - perguntou Mark Pellegrino, o Xerife mais temido que San Antonio já teve, sentado atrás de sua mesa no Departamento de Polícia de San Antonio.

-Eu estava na minha fazenda, dormindo com meu namorado. - respondeu o loiro que estava sentado diante da mesa do Xerife.

-E ele te viu durante toda a noite?

-Claro que não! Nós dormimos! - exclamou Jensen irritado.

-Então você poderia ter saído da cama, ido até o rio, matado Padalecki e voltado para sua cama sem que ele notasse.

-Poderia. Mas eu não fiz. Eu não matei Jared! E o Misha também não!

-A culpa do Sr. Collins, eu discutirei com ele. Agora vamos falar apenas de você. Continuando, você não tem álibi. E uma arma, você tem, Sr. Ackles?

-Não. Eu não tenho.

-Como um advogado criminalista não tem armas? E em pleno Texas ainda por cima!

-Eu moro com minha irmã e ela tem medo de armas. Por isso, eu não comprei nenhuma para mim. Não quero que ela tenha medo de ficar na própria casa.

-Bem gentil da sua parte. Mas um advogado criminalista esperto como você poderia ter matado Padalecki e depois ter retirado a bala do corpo e recolhido o cartucho do chão para nós não podermos fazer o teste de balística. Em seguida, amarraria o corpo a uma pedra grande e o jogaria no rio para que nunca fosse encontrado. Então, inventaria uma viagem para Dallas dias depois com o pretexto de alegrar seu namorado e se livraria da arma por lá mesmo.

-Sim, eu poderia ter feito isso. Tenho conhecimento e inteligência para isso. Mas não fiz. Eu não matei Jared! Quantas vezes tenho que dizer isso? - retrucou o loiro irritado.

-Você sabe muito bem que não adianta dizer, Sr. Ackles. Você tem que provar.

-Pois bem. Então me diga que motivos eu teria para matar Jared?

-Eu acho que ele ter armado para separar você do seu namorado com o Roché e depois ter contado ao pai dele que ele é gay são 2 bons motivos. - replicou Pellegrino com sarcasmo.

-Como é? Jared fez isso? - rebateu Jensen surpreso.

-Não finja surpresa, Sr. Ackles. Você sabe disso, não sabe? Você entrou no quarto do Padalecki quando ele não estava lá, mexeu na gaveta da escrivaninha dele, achou o diário dele e o leu!

-O que? Eu nem sabia que Jared tinha um diário!

-Pois bem. Então talvez tenha sido seu namorado. Porque alguém sabia. - devolveu o xerife tirando um livro da gaveta de sua escrivaninha. - Aqui está ele. E olha qual foi a última coisa que Padalecki escreveu: "Acabo de voltar do trabalho para descansar um pouco e achei esse diário em cima da escrivaninha. Mas eu o deixei na gaveta dela, onde sempre o guardo. Alguém o pegou e, provavelmente, o leu. Eu não escreverei mais nada importante aqui." Interessante, não? - concluiu o xerife colocando o diário fechado em cima de sua mesa, apoiando os cotovelos nela e o queixo nas mãos e sorrindo para o loiro.

-Seja quem for que leu o diário do Jared, não fui eu, nem o Misha, Xerife. Eu garanto.

-Isso é o que você diz, Sr. Ackles. Mas pode provar? Você pode estar mentindo e ter lido o diário ou o Sr. Collins pode ter lido o diário enquanto você trabalhava na fazenda e você nem faz ideia de que ele fez isso. Imagino a reação dele quando descobriu que foi Padalecki quem contou seu segredo para o pai dele. - replicou Mark com um sorriso cínico.

Ao ouvir o Xerife fazer aquela insinuação sobre seu namorado, Jensen teve que se controlar muito. Se não fossem os anos de experiência que tem como advogado, ele teria gritado e xingado o Xerife, mas esse trabalho lhe ensinou que ele não podia fazer isso ou só pioraria não só sua situação, como também a de seu anjo. Então ele respirou fundo, contou até 10 mentalmente e respondeu:

-Misha não é um assassino, Xerife. E ele jamais leria o diário de uma pessoa. Isso sem falar em entrar no quarto de alguém sem ser convidado. Mish é uma das pessoas mais doces que conheço e essa foi uma das coisas que me conquistou nele. Não sei quem atirou no Jared, tirou a bala e o cartucho, o amarrou a uma pedra e o jogou no rio, mas não fui eu, nem o Misha. Até porque, o senhor mesmo disse que eu sou um advogado criminalista esperto. Então, eu saberia que aquela corda não aguentaria o peso do corpo e romperia em poucos dias, não acha?

-Pode ser, Sr. Ackles. Mas ninguém é perfeito. Todo assassino comete erros e esse pode ter sido o seu. Afinal, você pode ter ficado nervoso nesse momento e isso o teria atrapalhado, não?

-Então onde eu enfiei o cavalo dele? O cavalo dele desapareceu na mesma noite, provavelmente porque ele o levou. Se eu o matei, o que fiz com o cavalo? O senhor pode checar minha fazenda e meu estábulo. Ele não está lá. E eu também não levei nenhum cavalo para Dallas. Fomos apenas eu e meu namorado no meu Porshe, no qual, o senhor deve saber que não tem espaço para um cavalo nem se estivesse vazio, que dirá com 2 pessoas nele!

-Como eu já disse, você é esperto, Sr. Ackles. Pode ter escondido o cavalo em algum lugar aqui em San Antonio mesmo.

-Onde? A extensão das minhas terras é pequena e San Antonio é um ovo! E nós 2 sabemos que um cavalo é um animal de grande porte! Não dá para esconder em qualquer lugar! Isso sem falar que eu precisaria alimentá-lo, mas eu viajei e meu novo capataz e minha irmã não saíram da fazenda.

-A extensão de suas terras não é tão pequena assim e, além disso, tem as terras do seu namorado. - rebateu Pellegrino sorrindo com sarcasmo.

-Esqueceu que meu sogro expulsou meu namorado de casa por minha causa? Ele me odeia! Jamais permitiria que eu entrasse lá! E com os vários funcionários que ele tem naquela fazenda, não teria como eu entrar lá sem ser notado!

-Não importa. Você continua tendo que provar sua inocência, Sr. Ackles. Mas acabamos por aqui. Pode ir. Só não saia da cidade. Você sabe. - concluiu o xerife. - Lindberg, diga para o Sr. Collins entrar. - ele ordenou para um oficial que estava parado ao lado da porta enquanto Jensen passava por ela.

-Sim, senhor. - respondeu o oficial.

O moreno estava sentado na sala de espera, que ficava logo após a sala do xerife, e esperava ansiosamente por seu namorado. Assim que o viu, ele correu e o abraçou forte. Quando se desfez do abraço, ele perguntou:

-Como foi lá?

-Foi tudo bem. Mas agora é sua vez. Lembre-se do que eu disse. Mantenha a calma. Você é inocente, não tem nada para esconder. Por isso responda as perguntas do Xerife da forma mais clara possível. Vai dar tudo certo. - o loiro respondeu e aconselhou o namorado enquanto segurava seu rosto com as duas mãos.

-Misha, o Xerife que falar com você. - falou Lindberg se aproximando do casal.

-Obrigado, Chad. Eu estou indo. - retrucou o moreno sorrindo para seu amigo de infância.

-Boa sorte, Mish. - desejou Jensen beijando a testa do namorado logo depois.

-Obrigado, Jen.

-Boa sorte também, Misha. - falou o oficial.

-Obrigado, Chad. - agradeceu Collins se afastando do namorado e seguindo para a sala do Xerife Mark Pellegrino.

Ele estava muito nervoso, mas manteve os conselhos de seu amor em sua mente, então respirou fundo, colocou a mão na maçaneta, deu uma última olhada para o namorado e finalmente entrou na sala.


Eu ia colocar os 2 depoimentos em um único capítulo, mas, no meio dele, resolvi separá-los, então o depoimento do Mish virá no próximo capítulo.

E gostaram do Xerife Pellegrino? Rsss! Sim, eu dei algumas nuances do Lúcifer pra ele, n resisti. Rsss! Mas olhem pelo lado bom: originalmente o Xerife ia ser o Jeff, mas eu mudei de ideia no meio do capítulo. Achei que Mark P. ficava melhor no papel de Xerife mal. E tb n queria, nem conseguia imaginar Jeff sendo o Xerife mal. Por isso, ele ficou com o papel q, originalmente, seria do Pellegrino. Acho q esse papel tem mais a ver com ele do q com o Pellegrino também. Aliás, Jeff surgirá logo na fic e creio que uma das leitoras dessa fic já sabe qual será o papel dele... Rsss!

Até a próxima semana então! E reviews são o Cass do meu Dean, por isso não se esqueçam de deixar um aqui! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!