Susana acordou com lágrimas nos olhos. Ficou sentada por um bom tempo na cama esperando sua respiração voltar ao normal. Que diabos está acontecendo? Ela não conseguia lembrar-se do pesadelo e agradeceu a Aslam por isso. Para deixá-la tão alterada assim, devia ter sido algo muito ruim mesmo. O engraçado é que ela é, ou melhor era, a única da família a não ter pesadelos. Edmundo os tinha com frequência e eram quase sobre a feiticeira branca. Ele tentanva esconder de todos que não conseguira dormir mas era perceptível, ele ficava com olheiras enormes e uma aparência totalmente apática. Nessas horas Susana quase desejava reviver a feiticeira, só para atraversar-lhe o coração com uma de suas flechas. Maldita! Pedro se preocupava bastante com o irmão, mas este não se deixava consolar, o que deixava o mais velho dos Penvesie completamente chateado. Porém, quando era a vítima, Pedro não agia diferente, ele tinha medo de demonstrar suas emoções e deixar suas fraquezas a vista, o que acabava por tirar Edmundo do sério. Esses dois se merecem. Seus pesadelos estavam ligados ao fracasso, tanto como grande rei, tanto como irmão. Claro que ele não falava, mas Susana simplesmente sabia. Ela conhecia seu irmão mais velho o suficiente. Já Lúcia, apesar de ser a mais emotiva, era a que conseguia esconder melhor quando havia tido pesadelos. Mas não de mim. Susana sempre, sempre sabia quando sua irmã não havia passado a noite bem. Bastava um olhar, um único olhar e Lúcia se jogava nos braços da irmã chorando. Elas ficavam horas abraçadas. O que Lúcia não sabia é que esses momentos significavam tanto ou ainda mais para sua irmã do que para ela própria.
Porém essa era uma experiência totalmente nova para ela. Respire fundo. Ela disse para si mesma enquanto tentava secar as lágrimas. Mas não adiantou nada, mais e mais se juntaram as antigas.
- Su! - Lúcia entrou sem o menor aviso prévio. - Chegaram as c...! Su? - Ela se espantou com a reação súbita da irmã, que virou-lhe as costas, tentando esconder o rosto. - O que aconteceu?
- Tá tudo bem. - Susana tentou disfarçar a voz.
- Se estivesse tudo bem, você não teria virado o rosto. - Lúcia pegou-a pelo braço, e finalmente olhou para a irmã. - Oh, meu deus!
- Está tudo bem! - A mais velha gritou, irritada. - Me deixa em paz!
- Olhe pra mim, Su.
- Vá embora, por favor. - Ela estava com medo de mostrar-se fraca para a irmã, justo ela, que era quem consolava!
- Apenas olhe para mim.
Susana olhou para o teto desesperada como se esse fosse lhe mostrar a saída. Então afundou-se na cama.
Lúcia sentou-se ao seu lado e a abraçou.
-E-ei, não precisa fazer isso!
- Cala a boca. - A mais nova sussurou. - Eu estou aqui com você.
Então, sem explicação, assim como acontecia com a irmã, Susana recomeçou a chorar copiosamente nos braços da outra.
- Shhh. Tudo vai dar certo.
Ela assentiu com a cabeça. Ficar nos braços da irmã lhe saira uma das melhores esperiências já vividas. Ambas as garotas poderiam ficar assim para sempre.
- Pesadelo? - Lúcia perguntou por fim.
- Não consigo me lembrar com o que, Lu. É como se eu soubesse que algo muito ruim vai acontecer...ou já aconteceu.
A mais nova engoliu em seco. Também tivera essa sensação.
- Você acha que os garotos estão bem? - A voz de Susana soou como um sussurro.
- Bom, pelo menos eles estavam até a manhã de hoje.
- Como você sabe?
Lúcia abriu um sorriso enigmático e mostrou o que viera carregando até o quarto.
- As cartas!! Elas chegaram! - Susana arrancou-lhe das mãos. - Qual devemos ler primeiro?
- A do Pedro é a mais curta.
- Como...? Sua danada, você já leu!
- Foi...irresistível!
- Seei! - Fez cafuné na irmã.
- Por que todos adoram bagunçar o meu cabelo??
- É...irresistível. - Susana retribuiu.
- Bobona! - Lúcia estava rindo.
A rainha gentil olhou para as cartas por um longo período de tempo.
- Mas você acha que eles estão bem? Quer dizer...agora?
- Só podemos torcer para que sim, e para que quando cheguem, riam de toda a nossa encucação.
- Sim, é verdade. - Ela suspirou e puxou a caçula para outro abraço. - Onde você aprendeu a consolar uma pessoa tão bem assim?
- Eu tive a melhor professora! - Lúcia deu um daqueles sorrisos únicos. - Agora, vai, abre logo! - Apontou para as cartas.
Susana retribuiu o sorriso e abriu uma das cartas. Com certeza, o dia melhorará bastante.
Continua...
N/A: Ai, gente! To super atarefada com minha monografia de história e ainda tenho que ler Senhora pro colégio e depois o que que vem? Provas! Que beleza, né?
Esse capítulo foi curto e um pouco chatinho de escrever, pretendia postar bem mais só que não daria tempo de escrever devido as circunstancias citadas acima e decidi postar só isso por enquanto mesmo, afinal prometi lá na comunidade das fanfics de nárnia que postaria. Tenho que cumprir minha promessa.
Bem, caso alguém se perdeu. A Susana teve pesadelo na mesma noite em que o Edmundo foi atacado...será que tem ligação aí? XD
O próximo capítulo será sobre as duas rainhas também. Sim, eu vou deixar vocês aguando para saber o fim do Edmundo! haushauhs
Devo fazer um capítulo sobre o Pedro também? Antes de voltar pro Ed? O que vocês acham? Me dêem uma opinião!
Agradecimentos:
1. Antonio! Ah, reviews maravilhosas. Amo-te demais!
2. Gyllan. Apesar de estar lendo forçado, espero que esteja gostando.
3. Joaninha Malfoy. Nossa, obrigado mesmo por ler, adoro as suas reviews!
4. Oscar. Cara, uma oitava crônica? Quem dera! Um dia eu chego lá!
5. Mademoiselle. Vem muito mais por aí!
6. Ana. Ah, eu amo o Phillip. hihi. Mas sou gamadona no Ed. hehehehe.
Mil beijooos!
